Da redação
O governo Luiz Inácio Lula da Silva suspendeu a atividade de casas de apostas no Brasil, medida que pode afetar contratos de patrocínio entre esses grupos e clubes do futebol nacional. Segundo O Globo, catorze dos 20 clubes da Série A têm empresas do setor como patrocinadoras máster, sendo que, em estimativa para 2026, as apostas movimentariam R$ 1,1 bilhão no futebol brasileiro.
No Flamengo, a parceria com a Betano rende R$ 268,5 milhões por temporada, o maior contrato do país e equivalente a 12,85% da receita bruta do clube, que alcançou R$ 2,08 bilhões em 2025. O Palmeiras, segundo colocado em receita, recebe R$ 100 milhões ao ano da Sportingbet, quantia que representa 5,6% do orçamento. No Corinthians, o patrocínio da Esportes da Sorte responde por 10,6% da arrecadação bruta, enquanto, no São Paulo, a Superbet paga R$ 113 milhões, somando 10,5% da receita.
Ainda conforme o levantamento, os patrocínios das casas de apostas significam cerca de 7% das receitas dos clubes da Série A, não ultrapassando 13% do orçamento de nenhum deles. Botafogo e Remo aparecem como os times com menor dependência desses acordos, com fatias de 3,8% e 3,6%, respectivamente. Nenhum outro clube além de Flamengo, Corinthians e São Paulo apresentou contratos superiores a 8% do orçamento de 2025.
O mercado das apostas cresceu mais de duas vezes desde 2024, quando dezoito dos vinte clubes da elite tinham patrocínio do setor, movimentando cerca de R$ 523 milhões. Grêmio, Bahia e Internacional já perderam receitas com patrocinadoras máster do segmento neste ano, sendo que o Grêmio fechou novo contrato com a Pitaco, de R$ 43 milhões por temporada. Bragantino e Mirassol têm empresas de bebidas como patrocinadoras atuais.



