Da redação
O TikTok removeu 4,3 milhões de vídeos proibidos no Brasil entre janeiro e março deste ano, o que representa quase 2 mil exclusões por hora. Segundo relatórios de transparência da empresa, essa média equivale a uma remoção a cada dois segundos, devido a violações das diretrizes da plataforma.
Entre os conteúdos retirados estão vídeos relacionados a abuso sexual e físico de crianças e adolescentes. Um caso foi a transmissão ao vivo do estupro coletivo de uma estagiária de 17 anos, que teve a voz ouvida durante o ataque. Matheus Costa Silva, de 19 anos, foi preso, acusado de estupro de vulnerável e ameaça, após compartilhar o vídeo, que teve 28,5 mil compartilhamentos e mais de 173 mil curtidas. Três adolescentes também são investigados pela Polícia Civil, e o Ministério Público de São Paulo apura o caso.
Em 2025, o TikTok removeu 19,9 milhões de vídeos proibidos no país, enquanto no ano anterior foram 22,6 milhões, indicando diminuição de quase 12%. Segundo a plataforma, essa variação não necessariamente reflete queda nos conteúdos irregulares nem mudança na fiscalização, mas apenas a quantidade de remoções em cada período.
As regras do TikTok proíbem materiais de abuso sexual, aliciamento e danos contra jovens. Conforme a empresa, “temos tolerância zero para promoção ou disseminação de abuso sexual e físico”. O TikTok afirma ter removido 99,8% dos conteúdos de abuso de jovens antes de qualquer denúncia, e 97,6% em menos de 24 horas, mantendo equipes de moderação dedicadas à segurança.





