Da redação
A aprovação definitiva da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, na semana passada, abriu caminho para Lula recriar um ministério dedicado ao tema, estrutura que Jair Bolsonaro não manteve durante seu governo.
Criado no governo de Michel Temer, o Ministério da Segurança Pública foi extinto na gestão seguinte. Na época, um dos motivos para não recriar a pasta era a pressão por reduzir o número de ministérios, medida que acabou adotada. Reunir Segurança Pública e Justiça era uma solução simples.
Outro fator era a indicação de Sergio Moro, então juiz da Lava Jato recém-saído da magistratura, para comandar o Ministério da Justiça e da Segurança Pública. A divisão da pasta poderia enfraquecer Moro, que assumiria o cargo.
O deputado Alberto Fraga, amigo de Bolsonaro e cotado para chefiar a Segurança Pública, havia sido condenado em primeira instância sob acusação de receber propina. O caso esfriou a indicação. Fraga acabou absolvido por unanimidade, por falta de provas.




