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Trote sobre violência doméstica termina em prisão após homem desafiar policiais no DF

Por Alex Blau Blau

Ocorrência mobilizou equipe da Polícia Militar em Santa Maria após falsa denúncia de agressão contra uma mulher; suspeito teria insultado, cuspido e chamado militares para uma briga

Uma falsa denúncia de violência doméstica terminou com um homem de 38 anos preso em Santa Maria, no Distrito Federal. O caso ocorreu no último sábado (12), depois que o suspeito acionou a Polícia Militar do Distrito Federal e informou que uma mulher teria sido espancada pelo marido e estaria gravemente ferida.

Diante da gravidade da ocorrência relatada, uma equipe do 26º Batalhão foi deslocada para o endereço informado. Ao chegar ao local, porém, os policiais encontraram o próprio solicitante em frente à residência e não localizaram a suposta vítima.

Durante a averiguação, os militares descobriram que a denúncia não correspondia aos fatos. Segundo o registro da ocorrência, o homem admitiu ter feito o chamado falso. A esposa dele também relatou aos policiais que situações semelhantes já teriam ocorrido anteriormente.

Confusão durante abordagem

Após ser repreendido pelo acionamento indevido da Polícia Militar, o homem teria passado a insultar os integrantes da equipe.

Segundo os policiais, ele chamou os militares de “merda”, cuspiu na direção da guarnição e ainda desafiou um dos agentes: “tira essa arma e vem pra porrada”.

Diante do comportamento apresentado durante a ocorrência, os militares utilizaram algemas para realizar a contenção e conduziram o suspeito até a 33ª Delegacia de Polícia, em Santa Maria.

Ele foi autuado por desacato e comunicação falsa de crime.

Justiça determina prisão preventiva

No domingo (13), o homem passou por audiência de custódia e teve a prisão preventiva decretada pela Justiça do Distrito Federal.

Na decisão, o magistrado considerou o histórico criminal do suspeito, apontado no processo como reincidente e com condenação anterior por desacato na Cidade Ocidental, em Goiás.

A Justiça também registrou que os novos fatos teriam ocorrido enquanto ele cumpria pena em regime aberto.

Ao manter o homem preso, o magistrado considerou necessária a medida para resguardar a ordem pública e evitar a repetição de novas condutas criminosas.