Da redação
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, acusou neste sábado (24) o governador de Minnesota, Tim Walz, e o prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, de incitarem insurreição após a morte de um homem de 37 anos por agentes do ICE, polícia de imigração do governo federal. Segundo autoridades locais, a vítima é americana, branca, e sem histórico de violência.
Trump criticou duramente os dois líderes democratas, afirmando na rede Truth Social que ambos incentivam a desordem “com sua retórica pomposa, perigosa e arrogante”. O presidente ainda publicou uma foto da suposta arma do homem morto pelo ICE e sugeriu que ele representava ameaça à segurança. “Esta é a arma do homem que recebeu os tiros, carregada e pronta para uso. O que isso significa?”, questionou Trump.
O republicano responsabilizou Walz e Frey pela situação em Minnesota, dizendo que foram roubados bilhões de dólares do estado e do país e que a política de fronteiras abertas permitiu a entrada de criminosos ilegais. Trump ameaçou usar a Lei da Insurreição, legislação de 1807 que autoriza o envio de forças armadas para conter distúrbios civis, em caso de continuidade dos protestos. Ele já havia ameaçado com essa medida no dia 15 de janeiro.
Desde o início do ano, Minnesota tem registrado protestos após a morte de Renee Good, 37, por um agente do ICE. Walz, em entrevista neste sábado, criticou a atuação da polícia federal, dizendo que a operação “criou o caos” e usou de força desproporcional. O governador também afirmou ter solicitado a retirada dos agentes federais do estado e defendeu investigação rigorosa da morte do homem, criticando conclusões precipitadas da Casa Branca.
“A investigação precisa ser justa. O vídeo pode mostrar uma coisa, mas eles já encerraram o caso. Provavelmente há diferentes ângulos. Eles nos dizem para não confiarmos nos nossos olhos e ouvidos”, declarou Walz.





