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UBSs do DF oferecem novo exame que aumenta as chances de cura do câncer de colo de útero

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Da redação do Conectado ao Poder

Iniciativa pioneira promete impactar mais de 167 mil mulheres com diagnóstico precoce e tecnologia inovadora.

As Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do Distrito Federal agora oferecem um novo exame de DNA-HPV para a prevenção do câncer de colo do útero. O lançamento aconteceu na UBS 7 em Samambaia, no dia 15 de agosto de 2025. Essa tecnologia inovadora tem como objetivo aumentar as chances de cura por meio do diagnóstico precoce, alcançando mais de 167 mil mulheres na região.

A ação faz parte do programa Agora Tem Especialistas, promovido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Secretaria de Saúde do DF. De acordo com o superintendente da Região de Saúde Sudoeste, André Luiz de Queiroz, “nosso intuito é erradicar casos graves e evitar que mulheres cheguem ao pronto-socorro com tumores avançados”. O novo exame é considerado um avanço significativo na detecção precoce do câncer de colo do útero.

Produzido pelo Instituto de Biologia Molecular do Paraná, o exame pode identificar 14 genótipos do HPV antes mesmo do surgimento de lesões. Segundo Shirelle Marques, gerente da UBS 7, “esse exame é padrão-ouro no mundo e vai reduzir drasticamente o número de mortes por câncer de colo do útero”. O objetivo é substituir gradativamente o exame de Papanicolau, que ficará restrito apenas para confirmação de casos positivos do DNA-HPV.

A coleta do novo exame é semelhante à do Papanicolau, mas, em vez de ser depositada em uma lâmina, a secreção é colocada em um tubo com líquido conservante que será enviado para o laboratório. Com isso, as chances de um diagnóstico preciso aumentam, facilitando o acesso a cuidados de saúde. Fernando Erick Moreira, coordenador da Atenção Primária à Saúde, ressaltou que a nova tecnologia aproxima o serviço de saúde da população e fortalece a atenção primária.

O HPV pode não apresentar sintomas, mas pode provocar lesões que evoluem para câncer, que é o terceiro tipo mais comum entre mulheres, com cerca de 17 mil novos casos esperados por ano. O novo teste estará acessível para mulheres cis, homens trans, pessoas não binárias, de gênero fluido e intersexuais com sistema reprodutivo feminino, na faixa etária de 25 a 64 anos.

Para realizar o exame, as interessadas devem procurar a UBS de referência. O acesso será facilitado para grupos vulneráveis, incluindo pacientes em situação de rua e aquelas privadas de liberdade. O exame representa uma mudança significativa na forma como a saúde pública pode lidar com a prevenção do câncer de colo do útero, o que pode contribuir para salvar muitas vidas.