Início Ciência e tecnologia USP cria tecnologia que reduz vitiligo e promove repigmentação em camundongos

USP cria tecnologia que reduz vitiligo e promove repigmentação em camundongos


Da redação

Pesquisadoras da Faculdade de Ciências Farmacêuticas de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo desenvolveram uma estratégia experimental que reduziu a resposta imunológica associada ao vitiligo e promoveu repigmentação em camundongos. O método utilizou nanotecnologia, fármaco e RNAs silenciadores combinados em nanopartículas que atravessam as camadas da pele.

Segundo Ana Vitória Pupo, responsável pelo doutorado que desenvolveu a tecnologia, “a incorporação simultânea de diferentes RNAs silenciadores e outros fármacos a um único sistema nanoestruturado pode viabilizar uma estratégia multialvo, permitindo controlar a resposta imune e estimular a repigmentação de forma concomitante”. O tratamento experimental foi aplicado diariamente durante 15 dias em camundongos com vitiligo induzido, resultando em atenuação da resposta imune citotóxica e restauração da repigmentação.

De acordo com a professora Maria Vitória Bentley, também da FCFRP, apesar dos resultados promissores nos testes em animais, a tecnologia ainda está em fase inicial e sua eficácia em humanos é incerta. “Embora os dados em modelo animal sejam promissores, trata-se de um sistema experimental. A resposta em humanos pode diferir”, afirma Bentley. O avanço para estudos com pessoas será determinante para avaliar a viabilidade de uma nova abordagem terapêutica.

O vitiligo afeta de 0,5% a 2% da população mundial. No Brasil, a estimativa é que mais de um milhão de pessoas convivam com a doença, caracterizada pela destruição dos melanócitos, células responsáveis pela pigmentação da pele, cabelos e olhos. A tecnologia desenvolvida atualmente está protegida por pedido de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial.