Da redação
O presidente do Vasco, Pedrinho, avançou nas negociações para vender 90% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do clube a um grupo liderado pelo empresário Marcos Lamacchia. As tratativas, iniciadas no fim de 2025, ganharam intensidade nos últimos dias e visam garantir nova estrutura financeira ao Vasco.
A proposta prevê uma operação estimada em até R$ 2,5 bilhões. Deste montante, o aporte inicial deve ser de R$ 500 milhões, com absorção de aproximadamente R$ 1,3 bilhão em dívidas do clube. O acordo também contempla investimentos futuros de até R$ 150 milhões nos centros de treinamento e repasses anuais de cerca de R$ 20 milhões ao clube social.
Os termos em análise preveem modificações profundas na gestão e capacidade financeira do Vasco. No entanto, dirigentes demonstram preocupação devido à experiência com a gestão anterior da SAF, e discutem especialmente cláusulas contratuais sobre a autonomia da nova administração. A tensão política aumentou nos bastidores desde o encaminhamento da aceitação da proposta.
Entre os pontos mais debatidos está uma cláusula que impediria o clube associativo de, futuramente, tentar retomar judicialmente o controle da SAF. O tema ganhou relevância após o rompimento da relação com a 777 Partners, levando parte da diretoria a exigir cautela antes de formalizar a assinatura do acordo.
As garantias financeiras oferecidas são vistas como diferenciais. José Roberto Lamacchia, fundador da Crefisa e pai de Marcos Lamacchia, figura como avalista do negócio, colocando seu patrimônio pessoal como lastro à operação, o que ampliou a repercussão e o impacto interno da negociação.
O próximo passo será a votação do acordo em Assembleia Geral de sócios, etapa obrigatória após a assinatura do memorando de entendimento. O processo já provoca movimentações nos grupos políticos do clube, interferindo diretamente no cenário das eleições previstas para novembro de 2025.







