Da redação
A Vara de Execução de Medidas Socioeducativas do Distrito Federal recebeu representantes do Conselho Nacional de Justiça, do Ministério Público do Trabalho de Londrina, da Subsecretaria do Sistema Socioeducativo do Distrito Federal e da Secretaria de Estado da Justiça e Cidadania do Paraná para conhecer o Clube de Leitura criado no Paraná e discutir sua possível implementação no sistema socioeducativo do Distrito Federal.
Durante o encontro, foi apresentado o modelo que utiliza literatura para promover reflexão, expressão e desenvolvimento de adolescentes em cumprimento de medidas socioeducativas. Segundo a juíza Lavínia Tupy, a reunião possibilitou detalhar a experiência paranaense e avançar na construção de um modelo comum. A ideia é definir uma programação conjunta, com seleção mensal das mesmas obras em todas as unidades de internação.
O desembargador Ruy Muggiati, do Conselho Nacional de Justiça, afirmou que o Clube de Leitura contribui para criar espaços de diálogo, reflexão e expressão, além de fortalecer a educação e a cultura como instrumentos de transformação. Foram discutidos, em parceria com a Subsecretaria do Sistema Socioeducativo, encaminhamentos para implementar o projeto no Distrito Federal, bem como iniciativas complementares, como a criação coletiva de um livro de contos por jovens de diferentes estados.
Outras propostas debatidas incluíram a realização de uma competição nacional de xadrez voltada ao sistema socioeducativo. Participaram da reunião representantes do Ministério Público do Trabalho de Londrina, da Unidade de Gestão da Medida Socioeducativa de Internação, da Secretaria de Justiça e Cidadania do Paraná, além de membros da coordenação da Infância e Juventude do Distrito Federal e da Vara de Execução de Medidas Socioeducativas. Criado em 2020 no Programa de Semiliberdade de Londrina, o Clube de Leitura é referência nacional e, em 2021, recebeu o Prêmio Prioridade Absoluta do Conselho Nacional de Justiça.





