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Rafael Prudente defende federação entre MDB e Republicanos

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Da redação do Conectado ao Poder

Deputado federal acredita que fusão entre partidos pode reduzir a fragmentação política e otimizar o uso dos recursos eleitorais

O deputado federal Rafael Prudente (MDB-DF) afirmou que a possível federação entre MDB e Republicanos ainda está em fase de negociação e depende da decisão das lideranças nacionais das duas siglas. Em entrevista ao programa Rota Atividade, da rádio Atividade FM 107,1, Prudente reforçou que há uma tendência crescente de fusões partidárias no cenário político brasileiro. “Essa é a pergunta que ninguém sabe responder. Acho que nem o presidente do Republicanos, nem o do MDB sabem responder”, disse. Segundo ele, o assunto está nas mãos de Marcos Pereira, presidente do Republicanos, e Baleia Rossi, presidente do MDB. “Creio que o limite para essa decisão é agora, início de outubro”, acrescentou.

Para Prudente, a união entre MDB e Republicanos representa um caminho viável diante das exigências legais impostas pelas cláusulas de desempenho eleitoral. Ele considera que as fusões otimizam o uso do fundo eleitoral e contribuem para a organização do sistema político. “Eu acho que é um acerto. É uma tendência os partidos fazerem fusão para efetivamente otimizar os recursos do fundo eleitoral”, analisou o deputado. Ele também ressaltou que, mesmo que não ocorra agora, essa união pode se concretizar futuramente: “Se não for agora, certamente será no futuro, seja com Republicanos ou com outro partido.”

Ao comentar sobre os efeitos das mudanças legislativas, Rafael Prudente destacou que o número de partidos na disputa deve diminuir nas próximas eleições. Ele lembrou que, em sua primeira candidatura, enfrentou uma concorrência desproporcional. “Na minha primeira eleição, disputei com 1.200 candidatos e mais de 40 partidos. Não existem 40 vertentes políticas diferentes”, argumentou. A projeção do parlamentar é de que, já nas eleições de 2026, o número de partidos no Distrito Federal fique entre 12 e 15, podendo cair ainda mais nos anos seguintes.

Para o deputado, a redução no número de partidos vai facilitar o entendimento do eleitor em relação às propostas de cada legenda. Ele comparou o sistema brasileiro com o norte-americano, onde duas grandes correntes políticas predominam. “Não é um cenário com menos candidaturas, é um cenário com menos salada partidária”, afirmou. Segundo ele, a simplificação do quadro partidário fortalece a democracia e melhora a qualidade da representação. “A gente precisa otimizar o processo político. Isso beneficia a democracia e dá mais transparência para o eleitor entender o que cada um defende”, concluiu.