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Os motivos no PSOL do RJ para resistir à federação com o PT


Da redação

Lideranças do PSOL no Rio de Janeiro resistem à federação com o PT, negociada nacionalmente, alegando perda de independência partidária e oposição ao apoio ao prefeito Eduardo Paes na disputa pelo governo estadual em outubro. Os psolistas rejeitam dividir palanque com Paes devido, segundo eles, a supostas relações históricas do prefeito com milicianos.

Chiquinho Brazão, condenado pelo assassinato de Marielle Franco, integrava o secretariado de Paes até um mês antes de ser preso pelo crime. Além disso, o prefeito tem como uma de suas principais aliadas a deputada estadual Lucinha, ré na Justiça do Rio por envolvimento com milícias na Zona Oeste da capital.

Diante desse cenário, o PSOL planeja lançar candidatura própria ao governo do Estado para se opor a Paes. Entre os nomes cogitados como pré-candidatos estão o vereador William Siri, o deputado Glauber Braga e a vereadora Thais Ferreira, todos do partido.

A decisão sobre a possível federação com o PT está prevista para o início de março. A maioria do PSOL fluminense é contrária à formação de uma aliança nos termos atuais.

O partido ressalta a importância de manter sua autonomia política e reforça o compromisso de apresentar uma alternativa própria à população fluminense nas eleições de outubro.