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Alunos do colégio Pedro 2º fazem ato contra assédio e cobram debate de gênero em salas de aula

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Da redação

Estudantes do Colégio Pedro 2º, no Rio de Janeiro, realizaram nesta terça-feira (10) um ato contra o assédio, cobrando da direção a retomada de debates de gênero nas salas de aula. O protesto ocorreu após dois estudantes da unidade Humaitá, zona sul, serem afastados por envolvimento no estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos em Copacabana.

Integrantes de várias unidades, incluindo a onde estudavam os acusados, reuniram-se em frente à unidade São Cristóvão, na zona norte, onde funciona a reitoria. Um aluno cobrou em discurso o retorno desses debates, alegando que o tema foi preterido nos últimos anos devido à pressão de movimentos conservadores.

Ana Berlarmino, 20, representante do grêmio estudantil da unidade Humaitá, destacou que o movimento dos alunos não considera o colégio um inimigo, mas insiste que o debate de gênero precisa voltar para as salas. Ela afirmou que se o letramento sobre o tema tivesse avançado, casos de alunas não se reconhecerem como vítimas poderiam ser evitados. A estudante citou temores de intimidações vindas de grupos misóginos em redes sociais.

Em nota divulgada no sábado (7), o Colégio Pedro 2º informou que a acusação de estupro chegou à diretoria por meio da responsável da vítima, após registro em delegacia, e que instaurou processo disciplinar que pode levar ao desligamento dos envolvidos. O colégio também afirmou que registros de comportamentos inadequados dos acusados já haviam sido comunicados às famílias, mas referiam-se a descumprimento do Código de Ética Discente.

O Colégio Pedro 2º anunciou que promoverá, ao longo do ano letivo, atividades de enfrentamento à violência de gênero, e publicou na segunda-feira uma portaria instituindo um plano de combate ao assédio.