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PF vê cunhado de Vorcaro como peça-chave de investigação e analisa pagamentos ligados a políticos


Da redação

A Polícia Federal (PF) está analisando ordens de pagamento e mensagens trocadas entre Daniel Vorcaro, do Banco Master, e seu cunhado Fabiano Zettel, que mencionam transações financeiras envolvendo políticos. O objetivo é identificar possíveis irregularidades que possam justificar novas fases da Operação Compliance Zero, já em andamento.

Nas investigações, Zettel é apontado como o principal operador financeiro do grupo ligado a Vorcaro, e a PF considera central a análise de sua rede financeira. A polícia cruza dados das mensagens com quebras de sigilo bancário para verificar se os pagamentos de fato ocorreram, se possuem relação legítima com prestação de serviços ou se há indícios de crimes.

Entre os nomes citados nas mensagens está o senador Ciro Nogueira (PP-PI). Em nota, o senador afirmou que “jamais recebeu qualquer pagamento de Daniel Vorcaro ou pessoas ligadas ao empresário” e que “não conhece Fabiano Zettel”. Ele declarou estar tranquilo em relação às investigações da PF.

Na apuração, há também suspeitas de irregularidades em fundos ligados ao resort Tayayá, do qual uma empresa da família do ministro Dias Toffoli, do STF, foi sócia. Toffoli negou receber valores de Vorcaro ou Zettel e afirmou não conhecer Zettel. O advogado de Zettel não se manifestou à reportagem.

Fabiano Zettel foi preso duas vezes, em janeiro e março, atualmente está no Presídio Federal de Brasília. Segundo a PF, ele intermediava pagamentos suspeitos, inclusive por contratos fictícios, e operacionalizava os recursos do grupo chamado “A Turma”. As investigações sobre o Banco Master geraram ao menos três inquéritos, sem prazo para conclusão.