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Flávio faz dancinhas para mirar TikTok e jovens da periferia, mas aliados rejeitam iniciativa


Da redação

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), 44, pré-candidato à Presidência, tem apostado em dancinhas como estratégia de campanha, inspirado pelo sucesso de “A Dança do Créu”, hit dos anos 2000. Com o “Funk do 01” como jingle, Flávio busca atrair eleitores jovens, especialmente do TikTok, e mostrar jovialidade em contraste ao presidente Lula (PT), de 80 anos.

Consultores de marketing avaliam que a movimentação é uma tentativa de mobilizar a cultura periférica e conquistar votos da juventude. O consultor Lucas Pimenta destaca que “dançar gera a percepção de que ele é saudável e mais em forma do que Lula”. Em eventos recentes no Nordeste, Flávio desfilou com camiseta “Nordeste é a solução” e arriscou passos de funk, mas sua equipe classificou a estratégia como um “tiro no pé”, temendo repercussão negativa.

A letra do jingle, feita por inteligência artificial, traz trechos como “Segura a pressão que o time tá on / É Deus e família no mesmo tom”. Contudo, aliados como o deputado Gustavo Gayer (PL-GO) chegaram a comparar os passos do senador aos de um orangotango, enquanto auxiliares criticaram a ação como ridícula.

Felipe Soutello, especialista em marketing eleitoral, lembra que as dancinhas seguem tendência inaugurada por líderes como Donald Trump, que dançou “YMCA” em 2020, e são uma forma de criar rituais entre apoiadores. Porém, Soutello é cético quanto ao efeito de jovialidade dessas performances em políticos mais velhos.

Rodolpho Dalmo, outro consultor, avalia que Flávio tenta despolitizar sua imagem em busca de aproximação com o eleitorado via entretenimento. Apesar da rejeição entre parte de sua equipe, pesquisa Datafolha mostra que Flávio tem 40% de rejeição entre jovens de 16 a 24 anos, quatro pontos a menos do que Lula no mesmo segmento.