Da redação
No primeiro trimestre de 2026, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 registrou aumento de 27% nas denúncias de violência contra mulheres e 10,22% nos atendimentos, em relação ao mesmo período de 2025. Foram 301.044 atendimentos e 45.735 denúncias entre janeiro e março deste ano, ante 273.127 atendimentos e 35.994 denúncias no ano passado.
Os dados mensais indicam crescimento contínuo: em janeiro de 2026, somaram-se 90.758 atendimentos e 15.575 denúncias; fevereiro repetiu o número de atendimentos com 13.191 denúncias; e março registrou 108.029 atendimentos e 16.867 denúncias. No Carnaval de 2026, o Ligue 180 recebeu 176 denúncias de importunação sexual, contra 74 em 2025 e 6 em 2024.
A coordenadora-geral do Ligue 180, Ellen dos Santos Costa, atribui os avanços à qualificação dos fluxos de atendimento, atualização de protocolos e ampliação de canais, como WhatsApp. Ela destacou que todas as denúncias são tratadas com seriedade, sigilo e responsabilidade, resultando em ações concretas da rede de proteção.
O Ministério das Mulheres investe na ampliação do serviço, com nova sede inaugurada em 2024 e R$ 84,4 milhões previstos até janeiro de 2027. O Ligue 180 ganhou gestão própria, painéis de dados e oferece atendimento via WhatsApp (61 9610-0180) e Libras. Em 2025, foram 1.088.900 atendimentos e 155.111 denúncias, com média de 3 mil registros diários.
Dentre as vítimas de 2025, 42,24% eram mulheres pretas e pardas, e a faixa de 40 a 44 anos liderou as denúncias (9,75%). As violências mais registradas foram psicológica, física, patrimonial, sexual e sequestro/cárcere privado. O principal suspeito é parceiro ou ex-parceiro, e a casa da vítima é o local mais recorrente. O Ligue 180 funciona 24 horas e conta com acesso gratuito e sigiloso.






