Da redação
Neste 22 de abril, a ONU celebra o Dia Internacional da Mãe Terra fazendo um apelo global pela interrupção da destruição ambiental e pela restauração dos ecossistemas. Em mensagem sobre a data, o secretário-geral António Guterres afirmou que a “destruição imprudente” causada pela humanidade está poluindo o ar, envenenando a água e desestabilizando o clima. Guterres alertou que o planeta emite sinais graves, como incêndios, inundações, secas, calor extremo e elevação do nível do mar, destacando que as soluções já existem, mas sua implementação é lenta.
O líder da ONU defendeu o fim da dependência dos combustíveis fósseis, a proteção e recuperação da natureza, e pediu justiça climática. Segundo ele, é urgente agir, não só pelo planeta, mas também por todas as pessoas e pelas gerações futuras. Atualmente, o mundo perde anualmente 10 milhões de hectares de florestas, área superior à Islândia.
Como contraponto, cresce o número de instituições de ensino comprometidas com educação ambiental. A Unesco divulgou que quase 112 mil escolas em 98 países adotaram os padrões de “escolas verdes”, estabelecidos em 2024, envolvendo desde creches até universidades. Esses padrões englobam governança, instalações, operações sustentáveis e engajamento da comunidade.
No Brasil, a Escola Ágora, em Cotia (SP), integra essa lista. Seus alunos estudam em meio à floresta, participam de reciclagem, gestão de resíduos e projetos de monitoramento ambiental, promovendo responsabilidade e participação ativa, conforme destaca a Unesco.
A chefe de Educação para o Desenvolvimento Sustentável da Unesco, Julia Heiss, ressalta que escolas verdes podem liderar a transição para a resiliência climática. A agência propõe que, até 2030, metade das escolas de todos os países adotem práticas sustentáveis.






