Da redação
Brasilienses de diversas idades buscam nos cavalos atividades de lazer, esporte e terapia. Em chácaras, centros equestres e instituições de tratamento do Distrito Federal, cavalgadas familiares, práticas esportivas e sessões de equoterapia ocorrem regularmente, movimentando a região nos fins de semana e promovendo benefícios físicos, emocionais e sociais aos praticantes.
Na Fazenda Roncador, em Brazlândia, Rafael Magnum organiza passeios a cavalo desde 2020, recebendo cerca de 60 visitantes por mês. Rafael observa uma transformação nos participantes após os passeios. “Com a vida corrida na cidade, essa opção se torna uma excelente forma de relaxar e se reconectar com o essencial”, relatou o proprietário, que atua como médico-veterinário.
Nos centros de treinamento, a equitação é procurada tanto por quem deseja competir quanto por quem busca aprendizado ou lazer. Beatriz Garcia, 14 anos, treina quase diariamente no Centro Integrado de Treinamento dos Trotadores de Águas Claras, iniciando na pandemia. Ela destaca a emoção de saltar e o contato com os cavalos como diferencial da modalidade.
Segundo Marcus Magalhães, diretor do centro, respeito ao animal, autoconhecimento e tranquilidade mental são fundamentais e desenvolvidos com o tempo. No hipismo esportivo, Cristiano Andreoli, 24 anos, destaca a importância da relação com o animal e o desenvolvimento pessoal proporcionado. “Eu não seria o que eu sou hoje se não fosse pelo meu cavalo. Sou uma pessoa melhor por causa dele”, afirma.
No campo terapêutico, a equoterapia utiliza o cavalo em abordagens interdisciplinares reconhecidas por contribuírem com relaxamento, coordenação motora, equilíbrio e autoestima, segundo a Associação Nacional de Equoterapia. Gabrielle de Oliveira, mãe de Brayan e Arthur, relata avanços nos filhos após iniciarem a terapia na Ande-Brasil, especialmente na autoconfiança e postura das crianças.
A Ande atua em parceria com a Secretaria de Educação, atendendo cerca de 60 praticantes por meio de equipes multiprofissionais e programas adaptados às necessidades individuais. De acordo com Ana Cristina Saúde, fisioterapeuta mediadora, além das evoluções motoras, há melhorias comprovadas na comunicação, socialização e autoestima de crianças, adultos e idosos participantes.





