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Grupo GDA Luma, negociador da SAF do Botafogo, responde a ação judicial nos EUA


Da redação

A GDA Luma, grupo que assinou acordo vinculante para assumir o controle da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, responde a uma ação na Justiça dos Estados Unidos. Segundo documentos do processo que tramita na Corte de Falências do Distrito Sul de Nova York, a empresa é acusada, ao lado de outros réus, de participar de transferências consideradas fraudulentas de dinheiro e patrimônio durante a recuperação judicial da financeira colombiana Credivalores/Crediservicios S.A. O administrador judicial Salvatore LaMonica tenta recuperar cerca de US$ 43 milhões, incluindo US$ 3 milhões em dinheiro e US$ 40 milhões em ativos.

De acordo com a ação, a Credivalores iniciou um processo de reorganização financeira em maio de 2024, buscando reestruturar dívida de US$ 210 milhões. Durante esse período, o administrador afirma que controladores — incluindo GDA Luma, Gramercy, Acon e Crediholding — transferiram ativos da companhia. O processo relata que, mesmo após recomendação contrária de advogados, acionistas receberam US$ 3 milhões em pagamentos pouco antes do pedido de recuperação judicial.

Outro ponto citado na ação envolve a transferência de mais de US$ 40 milhões em carteiras de empréstimos consignados ao banco Ban100 entre junho e julho de 2024. Segundo o administrador judicial, parte dessas operações ocorreu sem pagamento em dinheiro e sem autorização da Justiça responsável pela recuperação. Os ativos eram considerados garantias para os credores e, por isso, o administrador tenta recuperá-los para a massa falida.

O processo detalha a atuação da GDA Luma, descrita como consultoria de investimentos registrada na SEC, órgão regulador do mercado financeiro dos Estados Unidos. Segundo os documentos, o grupo administra cerca de US$ 592 milhões, tinha participação de 20% na Credivalores e ligações com o Ban100. Gabriel de Alba, fundador da GDA Luma, aparece citado como envolvido em decisões comerciais da companhia. Enquanto defende-se na Justiça americana, o grupo mantém as negociações para assumir 90% das ações da SAF do Botafogo, ao custo de US$ 105 milhões.