Da redação
Pesquisadores detalharam como cupins constroem cupinzeiros com uma complexa rede de túneis, câmaras internas e paredes porosas, conseguindo renovar o ar de suas torres sem o uso de energia elétrica. O estudo, divulgado em maio de 2026, analisou estruturas localizadas em diferentes regiões do Brasil.
Segundo especialistas, os cupinzeiros são obras de engenharia altamente eficientes. Internamente, apresentam diversos túneis interligados que conectam câmaras de armazenamento de alimento, incubação de ovos e espaços destinados à rainha e aos soldados. O fluxo interno de ar é promovido pela arquitetura das paredes porosas.
Essas paredes permitem que o ar quente e úmido do interior seja trocado por ar fresco do ambiente externo. De acordo com pesquisadores, esse sistema de ventilação natural é tão eficiente que supera mecanismos encontrados em muitos prédios urbanos, possibilitando a sobrevivência de milhares de cupins em ambientes subterrâneos ou protegidos.
A distribuição dos túneis permite que os cupins mantenham a temperatura e umidade em níveis ideais. Segundo levantamento realizado, o design das câmaras facilita a circulação do ar por convecção, sem necessidade de intervenções mecânicas ou fontes externas de energia. Dessa forma, a construção garante proteção e bem-estar para a colônia.
Pesquisadores ressaltam que o cupinzeiro pode atingir vários metros de altura, tornando-se referência em sustentabilidade e eficiência construtiva. “Os cupins são capazes de erguer estruturas que inspiram projetos de engenharia pelo mundo”, destacou um dos membros da equipe responsável pelos estudos sobre os ninhos.
O estudo ainda destaca que os cupinzeiros utilizam barro, saliva e excrementos na construção, formando paredes resistentes e permeáveis. Estima-se que uma colônia possa contar com milhares de indivíduos, trabalhando de forma organizada e permanente para manter a estrutura e garantir as condições internas ideais.




