Da redação
O senador Irajá (PSD-TO) defendeu, nesta terça-feira (26), no Plenário, o fim da escala 6×1 e apoiou a redução da jornada de trabalho no Brasil. Segundo o parlamentar, a proposta busca modernizar as relações trabalhistas, adotando práticas já implantadas em países desenvolvidos e em nações da América Latina.
Irajá argumentou que a redução da jornada acompanha tendências globais. Em seu discurso, ele mencionou experiências recentes de Alemanha, Noruega, Países Baixos, Chile e Colômbia, além de destacar mudanças já efetivadas por Estados Unidos, Japão, Canadá, Austrália e a União Europeia.
De acordo com o senador, essas nações já superaram a barreira das 40 horas semanais há décadas, tornando a escala 6×1 uma exceção atualmente. Ele ressaltou que o Brasil não pode “se isolar da América Latina como uma economia que se recusa a modernizar as relações de trabalho de quem está na base da pirâmide, como o comércio e também os serviços”.
Ainda segundo Irajá, a redução da jornada pode resultar em benefícios econômicos e melhorias para os trabalhadores. Ele afirmou que, nos países que adotaram jornadas menores, houve aumento de produtividade e melhores condições no ambiente de trabalho.
O parlamentar declarou que “reduzir os dias de trabalho é um investimento direto no aumento também da produtividade das empresas”. Para Irajá, a exaustão prejudica tanto os profissionais quanto as organizações. “O descanso é, sim, um investimento em produtividade, e não ócio”, enfatizou.
Nos últimos anos, debates sobre a flexibilização da jornada de trabalho têm ocorrido em diversos países. O modelo 6×1, em que o trabalhador tem apenas um dia de descanso semanal, é adotado em setores como comércio e serviços no Brasil e frequentemente questionado por entidades sindicais.






