Da redação
Os eleitores acima de 60 anos passaram a representar 23,2% do eleitorado apto brasileiro, somando 36 milhões de votos segundo dados do Instituto Nexus, divulgados para as eleições de 2026. O crescimento expressivo desse grupo influencia diretamente as estratégias de candidatos ao Executivo.
Entre 2008 e 2024, esse segmento cresceu 74%, enquanto o eleitorado geral aumentou apenas 15% no mesmo período. Analistas políticos e agentes do mercado financeiro avaliam que candidatos precisarão adaptar suas propostas para atender às demandas desse público, que se tornou central para a disputa eleitoral.
Planos de governo que tratam apenas de cortes lineares de despesas ou do rígido cumprimento do teto de gastos, sem garantir a proteção de sistemas como previdência social, assistência e saúde pública, tendem a enfrentar maior rejeição desse grupo. O peso demográfico dos idosos exige uma nova abordagem nas agendas eleitorais.
A necessidade de priorizar políticas de longevidade ativa tornou-se urgente. De acordo com observações do Instituto Nexus, a participação dos eleitores com mais de 70 anos passou a ser estratégica. Como esses eleitores não são obrigados por lei a votar, sua adesão será condicionada à qualidade das propostas apresentadas.
Marcelo Tokarski, diretor executivo do Instituto Nexus, destaca: “Esse público, assim como os jovens entre 16 e 18 anos, são os brasileiros a serem ‘conquistados’ pelos candidatos. Eles não têm obrigação do voto, então só vão às urnas se tiverem um bom motivo para isso. Essas pessoas têm a possibilidade de mudar os rumos de uma eleição”.
Para viabilizar sua presença nas urnas, a Justiça Eleitoral organizou seções de votação com acesso integral para cidadãos com dificuldades de locomoção. Segundo prevê a legislação, idosos também podem ser acompanhados por pessoa de confiança ao votar, facilitando o processo e reduzindo obstáculos técnicos na votação.





