Da redação
O senador Eduardo Girão, do partido Novo do Ceará, criticou nesta terça-feira, 23, o esvaziamento do Senado Federal. O parlamentar questionou a ausência de senadores durante uma semana em que sessões deliberativas foram canceladas em Brasília. O motivo, segundo ele, estaria relacionado ao avanço das discussões sobre o escândalo envolvendo o Banco Master.
As investigações sobre o Banco Master estão sob responsabilidade da Polícia Federal, conforme comunicado oficial. O inquérito apura suspeitas de irregularidades no sistema financeiro nacional. O caso ganhou destaque nos debates políticos recentes, motivando manifestações de parlamentares no plenário nos últimos dias.
Durante seu discurso, Girão classificou como preocupante o fato de o Senado estar com os trabalhos reduzidos justamente quando temas relevantes ocupam a pauta política. “Estamos diante de graves suspeitas e o Congresso precisa cumprir seu papel de fiscalização e de resposta à sociedade”, afirmou o senador.
Parlamentares da oposição e da base do governo também se manifestaram na tribuna sobre o andamento das investigações, mas não houve consenso sobre a necessidade de acelerar deliberações no âmbito do Senado. Uma das consequências do esvaziamento, segundo Girão, seria o atraso na análise de pautas consideradas urgentes pelos próprios senadores.
A ausência de sessões deliberativas esta semana foi criticada inclusive por líderes partidários, que cobraram maior presença e participação dos demais parlamentares. A Mesa Diretora do Senado ainda não informou se haverá reposição das sessões canceladas ou quais medidas serão adotadas para evitar novos esvaziamentos nos próximos dias.
O Banco Master está sob investigação da Polícia Federal devido a suspeitas de “irregularidades no sistema financeiro”, conforme comunicado oficial. O caso provocou reações no Congresso e motivou pedidos para que o Senado acompanhe mais de perto as apurações, dadas as potenciais repercussões no âmbito econômico e político nacional.





