Da redação
Uma densa fumaça proveniente de incêndios florestais no Canadá, associada a uma onda de calor, desencadeou alertas de saúde pública no nordeste dos Estados Unidos. Autoridades orientam que a população permaneça em casa ou utilize máscaras, especialmente em cidades como Nova York, Chicago, Detroit e Minneapolis.
O índice nacional de qualidade do ar, que considera a presença de ozônio, partículas finas, monóxido de carbono, enxofre e dióxido de nitrogênio, atingiu níveis considerados perigosos. Em Chicago, o indicador ultrapassou 540 pontos, valor muito acima do limite para qualidade de ar severamente prejudicial, segundo a escala utilizada no país.
A Organização Mundial da Saúde informa que partículas finas emitidas por incêndios florestais estão relacionadas a doenças graves e mortes prematuras, especialmente em exposições prolongadas. As prefeituras afetadas passaram a distribuir máscaras do tipo N95 em bibliotecas, postos policiais e hospitais e intensificaram o funcionamento dos chamados “centros de resfriamento” para a população sem acesso a ar condicionado.
Conforme órgãos oficiais, os incêndios florestais são frequentes no Canadá entre maio e outubro e têm se intensificado devido ao aquecimento global. A fumaça alterou inclusive a rotina das férias escolares, com fechamento de praias e piscinas públicas em Chicago. Parlamentares republicanos, como Bernie Moreno (Ohio) e Lisa McClain (Michigan), criticaram o governo canadense pelo impacto da fumaça nos Estados Unidos.




