Da redação
O presidente da Colômbia, Abelardo de la Espriella, enfrentou um terremoto de magnitude 7,4 três dias após assumir o cargo, de acordo com informações oficiais. O desastre provocou quase 300 mortes e milhares de feridos em diversas regiões do país, incluindo Buenaventura, uma das áreas mais afetadas.
Críticas à condução da crise se intensificaram após Espriella ser filmado jogando bolas de futebol com o logotipo de seu movimento político para crianças atingidas pelo tremor. Além disso, Jaime Andrés Beltrán, ministro da Habitação e aliado do presidente, foi flagrado em férias na praia de Santa Marta enquanto a população buscava vítimas entre os escombros.
Beltrán justificou a viagem afirmando que visitava a família, mas políticos do partido de direita Centro Democrático apontaram insensibilidade diante da tragédia. O senador Rafael Nieto Loaiza declarou: “Enquanto milhares de famílias enfrentam as consequências do terremoto e algumas tiveram de dormir em abrigos improvisados porque perderam tudo, o ministro da Habitação, Jaime Andrés Beltrán, foi passar férias em Santa Marta”. Seu colega Andrés Forero sugeriu a renúncia de Beltrán.
Alejandro Toro, do Pacto Histórico, anunciou uma moção de censura contra o ministro da Habitação, já munido de 40 assinaturas necessárias para viabilizar o debate na Câmara. Para aprovar a medida e destituir Beltrán, será preciso maioria em votação posterior. Até esta terça-feira (18), haviam sido confirmados 289 mortos e 4.187 feridos, enquanto 134.342 imóveis registraram danos e 29.554 foram destruídos.





