Da redação
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que quase 5 mil pessoas foram infectadas por ebola e mais de 2,3 mil morreram em seis províncias e 55 zonas de saúde na República Democrática do Congo. Segundo ele, conter o avanço internacional do surto é prioridade das autoridades diante da ameaça de colapso sanitário nas fronteiras.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, há temor de expansão do vírus para a República Centro-Africana, impulsionado pelo deslocamento populacional e intenso comércio e mineração ao longo de estradas e rios. O avanço geográfico para o norte do Congo, especialmente para Tshopo e Haut-Uélé, preocupa por agravar a crise humanitária. Tedros destacou a introdução da variante bundibugyo em um contexto de extrema fragilidade, o que pode desencadear uma catástrofe regional.
A transmissão oculta entre comunidades e o crescimento de mortes domiciliares, fora das listas oficiais de contatos, dificultam o controle da epidemia, conforme a OMS. Na França, um caso importado no mês passado mostrou que as barreiras nacionais não impedem a propagação do ebola. Uganda registrou 20 casos e dois óbitos, mas foi elogiada pela resposta rápida.
Em parceria com o governo congolês e o Centro de Controle de Doenças da África, três vacinas contra o vírus bundibugyo estão em teste, sendo que duas alcançaram ensaios clínicos em humanos e uma avançou para a Fase 3 após bons resultados em animais. Segundo a OMS, cem pacientes já participam de ensaio terapêutico. A agência pede financiamento sustentável e reforço da segurança e coordenação fronteiriça com países vizinhos.





