Da redação
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão, reuniu-se na tarde desta quarta-feira (26) com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central, no edifício-sede da autoridade monetária, em Brasília, para discutir a operação de crédito de R$ 6,6 bilhões que o governo pretende contratar junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para capitalizar o Banco de Brasília (BRB). Segundo Celina, “a audiência foi solicitada por mim, para que a gente acompanhe [a situação do BRB] passo a passo”, classificando o encontro como uma “audiência de rotina”.
Participaram da reunião o secretário de Economia do Distrito Federal, Valdivino Oliveira, a procuradora-geral do Distrito Federal, Diana de Almeida Ramos, o presidente do BRB, Nelson Antônio de Sousa, e a diretora de Controle e Riscos, Ana Paula Teixeira de Sousa. O Distrito Federal é acionista controlador do BRB e, por isso, figura como tomador do empréstimo. Esta foi a segunda reunião entre Celina e Galípolo sobre o tema; em encontro anterior, a governadora havia dito que o processo estava “na fase final de ajustes”, mas ainda não há previsão para assinatura do contrato.
O principal impasse é a exigência, por parte dos bancos que participariam da operação, de contragarantia do Tesouro Nacional para garantir o crédito. Esse ponto é citado como motivo para a ausência de acordo em audiência realizada no Supremo Tribunal Federal, em 13 de agosto, sobre o empréstimo. Sem a contragarantia, as instituições financeiras ficam expostas ao risco de inadimplência do Distrito Federal, o que impede o avanço da operação.
O BRB é responsável pela folha de pagamento do governo do Distrito Federal, pela concessão de crédito consignado a servidores e por financiamentos habitacionais na capital. O empréstimo de R$ 6,6 bilhões elevará o endividamento do Distrito Federal, exigindo autorização dos órgãos de controle. Não há, até o momento, informações sobre taxa de juros, prazo de pagamento ou cronograma de liberação dos recursos. Em 24 de agosto, acionistas do BRB aprovaram a abertura de ações contra ex-gestores no caso Master, decisão que não interfere na negociação do empréstimo.



