Início Brasil Adolescentes apreendidos por estupro coletivo em São Paulo dizem que foi brincadeira

Adolescentes apreendidos por estupro coletivo em São Paulo dizem que foi brincadeira


Da redação

A Polícia Civil de São Paulo ouviu, nos primeiros dias de junho, quatro adolescentes apreendidos sob suspeita de envolvimento em estupro coletivo de duas crianças, de 7 e 10 anos. O crime ocorreu em abril, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, e teria sido registrado em vídeo por um adulto investigado.

Segundo as investigações, Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, e quatro adolescentes com idades entre 14 e 16 anos participaram do ato sexual, que foi gravado e posteriormente divulgado por aplicativo de mensagens. Conforme o delegado Julio Geraldo, todos os envolvidos são conhecidos e as vítimas foram atraídas até o local sob o pretexto de soltar pipa.

O delegado relatou que os adolescentes confirmaram o envolvimento, justificando o ato como uma “brincadeira que saiu do tom”. A delegada Janaína da Silva Dziadowczyk detalhou que o convite para empinar pipa foi utilizado para atrair as crianças ao imóvel onde o crime ocorreu. Ela acrescentou que a iniciativa de gravar o abuso partiu de Alessandro Santos, que também teria solicitado que outro adolescente filmasse.

Dois dos adolescentes apreendidos são irmãos e foram levados à delegacia pela mãe, que temia por sua segurança. Um dos envolvidos foi detido em Jundiaí e outro em Ermelino Matarazzo, ambos em ações do 63º Distrito Policial. A polícia informa que Alessandro fugiu para a Bahia, sendo localizado em Brejões por guardas municipais após receberem informações sobre sua presença.

Na detenção, Santos teria admitido participar do crime e alegou fuga por temer represálias em São Paulo. Segundo o comandante da Guarda Civil Municipal de Brejões, familiares do suspeito já planejavam apresentá-lo à polícia, pois uma facção criminosa buscava informações sobre ele. Santos será transportado para a capital paulista para ser ouvido.

Alessandro é investigado pelos crimes de estupro de vulnerável, divulgação de imagens de pedofilia e corrupção de menores, enquanto os adolescentes, encaminhados à Fundação Casa, respondem por ato infracional análogo ao estupro de vulnerável. As vítimas e familiares recebem acompanhamento da Prefeitura local, e, nesta sexta-feira, vizinhos realizaram um ato no bairro pedindo justiça.