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Código de Trânsito proíbe farol alto em ruas iluminadas das cidades


Da redação

Motoristas que utilizam o farol alto em ruas que possuem iluminação pública estão sujeitos a penalidades, conforme determina o Código de Trânsito Brasileiro. A prática, embora comum em áreas urbanas, é proibida pela legislação vigente e pode resultar em multa. O descumprimento da regra é passível de autuação a qualquer momento.

Muitos condutores acreditam que a infração está prevista no artigo 223 do Código de Trânsito Brasileiro, mas, na realidade, a legislação específica sobre o uso inadequado do farol alto está disposta em outro artigo. Essa confusão contribui para a continuidade da prática nas cidades brasileiras.

O uso do farol alto em vias iluminadas pode causar desconforto visual e riscos à segurança, principalmente devido ao ofuscamento da visão dos demais motoristas ou pedestres. Por este motivo, a legislação estabelece regras claras para garantir a circulação segura de veículos em ambientes urbanos com iluminação adequada.

Especialistas em trânsito alertam para a importância do conhecimento das normas ao conduzir veículos em áreas urbanas. O comportamento inadequado pode resultar não apenas em penalidade financeira, mas também em situações de risco para todos os usuários da via.

Segundo as regras do Código de Trânsito, o valor da multa para quem circula com farol alto em regiões com iluminação pública pode surpreender os motoristas desatentos. A fiscalização é realizada por agentes de trânsito, que registram a infração de acordo com o que está previsto na lei brasileira de trânsito.

De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, cabe ao motorista acionar o farol alto apenas em situações específicas e permissíveis pela legislação, especialmente em trechos sem iluminação pública. O descumprimento dessa determinação configura infração e está sujeito às sanções estabelecidas pelo Código.

Lula demonstra preocupação com possível vitória de Celina Leão e Michelle no DF


Da redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem acompanhado de perto as movimentações em torno das pré-candidaturas ao governo do Distrito Federal para as eleições de 2026. Lula dá respaldo a dois nomes: Leandro Grass, do PT, e Ricardo Cappelli, do PSB, que até o momento não chegaram a um consenso sobre candidatura única.

Nos bastidores, a disputa segue sem definição quanto à união do campo progressista local. Lula, tradicionalmente menos envolvido nas eleições do DF, desta vez tem demonstrado engajamento incomum. Parte dessa atenção se deve às mudanças provocadas pelos eventos de 8 de janeiro de 2023 na dinâmica entre o Palácio do Planalto e o governo do Distrito Federal.

A relação entre o Executivo federal e o governo local ficou mais tensa após os atos que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes. O episódio instaurou, segundo fontes do governo, um clima de alerta permanente entre Brasília e o Palácio do Buriti, sede do governo local. Essas circunstâncias influenciam diretamente a condução das articulações políticas para 2026.

Lula delegou a intermediação entre Leandro Grass e Ricardo Cappelli, mas acompanha o processo por meio de contatos regulares com seus assessores. Ele questiona frequentemente se já houve avanços para a consolidação de uma candidatura única que represente o campo progressista na disputa pelo governo distrital.

A preocupação central do presidente está relacionada à possível vitória de Celina Leão, atual vice-governadora e considerada próxima de Michelle Bolsonaro. Michelle é apontada como provável candidata ao Senado. Conforme pesquisas recentes, Celina Leão aparece liderando as intenções de voto para o Executivo local.

O Distrito Federal possui eleitorado de porte médio em comparação a outras unidades da federação, o que historicamente resultava em menor atenção às eleições locais pela liderança petista. Os recentes movimentos políticos, porém, têm colocado o DF no centro das atenções do governo federal.

Golpe do falso entregador utiliza maquininha adulterada para cobrar valores elevados


Da redação

Golpistas têm utilizado a atuação como falsos entregadores para aplicar golpes em residências, prática que ganhou destaque recentemente em várias cidades do Brasil. O esquema, relatado em junho de 2024, consiste em enganar vítimas no momento do pagamento de supostas taxas pequenas, transformando a entrega de produtos em prejuízo financeiro significativo.

O golpe ocorre quando a vítima recebe um entregador que alega cobrar uma taxa extra, geralmente de valor baixo, para a finalização da entrega. Muitos moradores, diante da pressa ou da necessidade de receber o pedido, realizam o pagamento rapidamente, confiando na veracidade da operação.

Segundo relatos apurados, os criminosos utilizam maquininhas de cartão adulteradas ou com visor danificado, dificultando a conferência do valor real digitado. Em alguns casos, o golpe é praticado por aproximação, método tecnológico que permite a cobrança sem que a vítima veja a quantia exata sendo debitada.

Essas circunstâncias favorecem a ação dos golpistas. Muitas vítimas só percebem o valor elevado cobrado após consultarem o extrato bancário ou o aplicativo de pagamentos, quando o prejuízo já foi consumado. As autoridades orientam os consumidores a redobrar a atenção antes de concluir qualquer transação de entrega em domicílio.

De acordo com órgãos de defesa do consumidor, é fundamental que os moradores confirmem sempre o valor na maquininha, exijam o comprovante e, se possível, realizem o pagamento por meios digitais seguros dentro dos aplicativos oficiais de entrega.

O uso de tecnologia sofisticada nas fraudes, como maquininhas preparadas para adulteração de valores e cobranças por aproximação, tem dificultado a identificação imediata do golpe. Casos semelhantes vêm sendo registrados em vários estados, motivo pelo qual as autoridades reforçam a necessidade de vigilância durante pagamentos presenciais.

Juliano Floss fala sobre reencontro com Marina Sena após BBB 26


Da redação

Juliano Floss, influenciador digital, detalhou nesta quarta-feira seu reencontro com Marina Sena após 100 dias de confinamento no BBB 26. O ex-participante alcançou o terceiro lugar, acompanhado de Tia Milena e Ana Paula Renault, e relatou sua experiência em entrevista ao programa Mais Você, apresentado por Ana Maria Braga.

Segundo Juliano, a possibilidade de rever Marina Sena após o reality era aguardada com expectativa. Ele também revelou que cogita mudar para o Rio de Janeiro, decisão nunca considerada anteriormente: “Estava vivendo em São Paulo, mas será que não vamos para lá agora? Quero muito entender o que está acontecendo e descansar”, afirmou.

O influenciador relatou que sua passagem pelo BBB mudou sua perspectiva sobre diversas questões pessoais e profissionais. “Fui para o BBB pelos meus sonhos. Não pagar aluguel já muda tudo. Estou completamente diferente. Ainda não processei sobre o apartamento”, comentou Juliano, refletindo sobre as transformações em sua vida.

Juliano abordou ainda o suporte recebido de Marina Sena para participar do programa e mencionou um desconforto envolvendo Samira no início do confinamento. “Eu tava assim: sou casado, fica se esfregando em mim? A mulher vai estar vendo lá de casa. Tenho dona e a dona é braba (risos).”

O participante esclareceu, entretanto, que o ciúme de Marina não foi um problema durante o confinamento. “Tô brincando, ela é de boa com esses trens de ciúmes”, explicou. Juliano destacou que nunca haviam passado tanto tempo separados: “Nunca ficamos mais de 15 dias separados”, disse.

Marina Sena teria incentivado Juliano a entrar no BBB, segundo ele mesmo relatou. “Quando ela olhou para mim e falou: ‘Ju, vai. Vai que sinto que isso aí vai ser bom para você. Só volta depois da final’”, recordou o influenciador.

Filhos e viúva de Erasmo Carlos disputam herança do cantor na Justiça


Da redação

Os filhos do cantor Erasmo Carlos, Leonardo e Gil Esteves, disputam na Justiça os bens deixados pelo artista, que morreu em novembro de 2022, aos 81 anos, no Rio de Janeiro, em decorrência de uma paniculite complicada por sepse de origem cutânea. O conflito envolve a viúva, Fernanda Esteves, e imóveis do espólio.

Leonardo e Gil obtiveram na Justiça a reintegração de posse do imóvel em São Conrado, Zona Sul do Rio, onde Erasmo morava com Fernanda. Eles também ingressaram com ação judicial para cobrar diárias de aluguel do carro que estava sob posse da viúva, alegando que o veículo pertencia à produtora do cantor.

Segundo informações apuradas, Fernanda afirma que o carro foi presenteado a ela, mas estava registrado em nome da produtora, da qual Leonardo era sócio junto com Erasmo. Após a morte do cantor, Leonardo solicitou a devolução do automóvel. Os filhos também teriam assumido os direitos de imagem e autorais do pai, apesar do casamento em comunhão parcial de bens com Fernanda.

Ainda conforme relatos, Fernanda deixou o apartamento de São Conrado, avaliado em cerca de oito milhões de reais, após oito anos vivendo no local com Erasmo. Ela alegou não receber recursos do espólio e afirmou não ter condições de arcar com o condomínio, que custa aproximadamente dez mil reais mensais.

Leonardo, responsável pelo espólio, não aceitou pagar as despesas do imóvel enquanto Fernanda permanecesse lá. Diante disso, a viúva mudou-se para um quarto-sala na Barra da Tijuca. Em desabafo nas redes sociais, Fernanda relatou sentimentos de solidão e descreveu a nova moradia como um espaço pequeno, mas com visitas de animais.

Erasmo Carlos foi um dos principais nomes da música brasileira, com carreira marcada por sucessos e parcerias. O artista era casado em regime de comunhão parcial de bens com Fernanda Esteves, e a disputa judicial sobre o espólio segue em andamento, envolvendo imóveis, direitos autorais e bens móveis.

Domingo tem clássicos como Corinthians x Vasco e Milan x Juventus na TV


Da redação

Diversas partidas nacionais e internacionais movimentam a programação de futebol neste domingo, 26, com transmissões em diferentes canais e plataformas. Confrontos pelo Brasileirão, campeonatos europeus, sul-americanos, asiáticos e do futebol feminino prometem atender a todos os perfis de torcedores ao longo do dia.

No Campeonato Brasileiro, seis jogos envolvendo grandes clubes se destacam, incluindo os clássicos Corinthians x Vasco e Atlético-MG x Flamengo. Além desses, Grêmio x Coritiba, Red Bull Bragantino x Palmeiras, Athletico-PR x Vitória e Fluminense x Chapecoense completam a rodada, todos disponíveis em canais de TV aberta, fechada ou streaming.

No cenário europeu, os principais duelos são Milan x Juventus pelo Campeonato Italiano, Galatasaray x Fenerbahce pelo Campeonato Turco e a semifinal da Copa da Inglaterra entre Chelsea x Leeds. Também estão previstos jogos dos campeonatos espanhol, francês, português, além da segunda divisão inglesa e alemã, agregando ainda mais diversidade à grade de transmissões.

O futebol feminino também marca presença com partidas do Brasileirão, Campeonato Holandês, Campeonato Inglês e a Liga dos Campeões Feminina da UEFA, onde Arsenal enfrenta o Lyonnes. Os confrontos ganham espaço em canais como Disney+, ESPN, UOL e plataformas digitais, ampliando as opções para o público.

Outros compromissos relevantes incluem jogos do Campeonato Uruguaio, Argentino, Escocês, da Série B e C do Brasileirão, além de duelos das divisões inferiores de São Paulo. Há confrontos também pelo Campeonato Mexicano (segunda divisão) e pela NWSL, liga feminina dos Estados Unidos, promovendo uma programação diversificada desde as primeiras horas do dia.

O domingo conta ainda com transmissões em plataformas como YouTube, RedeTV!, CazéTV, Canal GOAT, SportyNet e OneFootball. A agenda começa às 7h15 com Ajax x Feyenoord pelo Campeonato Holandês Feminino e se estende até as 22h, com Cancún x Chivas Tapatío pela Segunda Divisão Mexicana.

Santuário Dom Bosco levou 7 anos para ser construído e destaca luz azul


Da redação

Neste domingo, visitantes do Santuário Dom Bosco, localizado na Asa Sul, em Brasília, poderão apreciar uma referência marcante da arquitetura moderna, construída entre 1963 e 1970 para homenagear o padroeiro da cidade. O templo celebra Dom Bosco, unindo fé e arte conforme idealizado pela Congregação Salesiana.

O projeto arquitetônico é assinado por Carlos Alberto Naves, responsável pelas 80 colunas de concreto de 16 metros de altura que sustentam o espaço. O destaque principal são os 2,2 mil m² de vitrais criados pelo artista belga Hubert Van Doorne, em 12 tons de azul, simbolizando o céu estrelado e o sonho profético de Dom Bosco.

Segundo a professora de artes Catina Garbis, “a luz do sol entra pelos vitrais azuis e preenche todo o espaço. Isso faz com que tenhamos a sensação de que o concreto desaparece na nossa percepção, porque a luz azul domina o ambiente”. Ela ainda ressalta o papel do lustre central, importante tanto na iluminação quanto no simbolismo do local.

O lustre do Santuário apresenta 3,5 metros de altura, pesa duas toneladas e é formado por 7.400 peças de vidro murano, simbolizando Jesus Cristo. Criado por Alvimar Moreira, ele só é aceso em cerimônias ou esporadicamente, complementando a luminosidade natural dos vitrais. Segundo Catina Garbis, mesmo quando o sol não está intenso, “ele ajuda a manter o ambiente iluminado”.

Ao redor da igreja, portas de ferro e bronze exibem momentos-chave da vida de Dom Bosco em baixo-relevo, e o painel em bronze na pia batismal, bem como a pintura no sacrário, foram feitos por Gianfrancesco Cerri. Estátuas de mármore de Carrara e um altar de peça única de mármore também compõem o interior.

Destaca-se que cerca de 20% dos vitrais apresentam danos, motivo pelo qual a igreja iniciou recentemente uma campanha de arrecadação de fundos para a restauração completa dessas peças. O Santuário Dom Bosco é considerado uma das sete maravilhas do patrimônio cultural de Brasília.

Trump diz que ataque durante jantar em Washington foi ação de lobo solitário


Da redação

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que o homem responsável pelos disparos que interromperam o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington, na noite de sábado (25), era um “lobo solitário”. O suspeito foi detido por agentes do Serviço Secreto. O evento reuniu jornalistas e autoridades.

Após o incidente, Trump informou que o homem apresentava comportamento considerado instável e portava diferentes tipos de armamento no momento da ocorrência. Segundo o presidente, as forças de segurança agiram rapidamente para conter a situação e impedir maiores consequências durante o encontro anual, definido como tradicional.

As autoridades locais também apontam que há indícios de que o ataque tenha sido cometido por uma única pessoa. O caso permanece sob investigação, com participação do FBI, que já deu início às diligências para averiguar detalhes e circunstâncias relacionadas ao suspeito. Ainda não há confirmação oficial sobre sua identidade.

Durante a ação, um agente do Serviço Secreto foi atingido. Conforme informações divulgadas até o momento, o policial ferido não corre risco de vida. Não houve registro de ferimentos entre os convidados presentes ao evento, acontecendo apenas a interrupção imediata da cerimônia por recomendações de segurança.

Trump afirmou à imprensa que ainda não existe confirmação sobre a motivação do ataque, incluindo se houve eventual motivação política. O presidente acrescentou que o episódio foi inesperado, interrompendo e modificando toda a programação previamente planejada para a noite.

Segundo a organização do jantar, a realização foi suspensa por orientação das forças de segurança. Não houve vítimas entre os convidados, e uma nova data para o evento ainda será definida. O jantar de correspondentes é um dos principais encontros anuais entre membros da imprensa e personalidades públicas dos Estados Unidos.

Vídeos de sátira política reacendem debate sobre limites da crítica a instituições


Da redação

A publicação de vídeos com provocações a adversários e instituições intensificou o debate sobre os limites entre sátira política e desmoralização institucional nas eleições. O material divulgado por Romeu Zema (Novo) contra ministros do STF gerou reação de integrantes da corte, culminando com o pedido do ministro Gilmar Mendes para incluí-lo no inquérito das fake news.

A repercussão do episódio ampliou a visibilidade de Zema como pré-candidato à Presidência e motivou o apoio público de figuras como o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Ronaldo Caiado (PSD). Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) também provocou o ministro Gilmar Mendes e solicitou sua própria inclusão na investigação. Marcel van Hattem (Novo-RS), aliado de Zema, manifestou apoio à mesma causa.

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, já havia protagonizado polêmica ao pedir, em relatório ao fim dos trabalhos da comissão, o indiciamento de Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Apesar de rejeitado, o parecer provocou reação dos magistrados, que solicitaram providências. Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news, aguarda manifestação da Procuradoria-Geral da República antes de decidir sobre as próximas etapas.

O embate entre parte da classe política e o STF ganhou força desde 2018, quando Jair Bolsonaro deu início à campanha contra o que qualificou de “superpoderes” da Corte. Posteriormente, o discurso se intensificou após a derrota eleitoral de Bolsonaro para Lula, culminando na invasão das sedes dos três poderes em 8 de janeiro de 2023.

José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça, avaliou existir “um impasse estrutural” quando ministros do Supremo são alvos de ataques. Em entrevista, afirmou: “Se eu, advogado, sou atingido, recorro à Justiça. Mas quando o juiz é acusado, ele não pode agir como qualquer cidadão”. Para Cardozo, trata-se de uma situação sistêmica.

Segundo registros de março, Romeu Zema já havia divulgado ao menos 14 vídeos criticando ministros do Supremo. Em um dos vídeos, um fantoche que simboliza Lula questiona Alexandre de Moraes sobre um contrato de advocacia da esposa do ministro. O tema das sátiras nas redes sociais também envolveu outros candidatos, com Bia Lula divulgando vídeo que ironiza Flávio Bolsonaro, episódio que levou à abertura de inquérito pelo STF.

Divisão entre ministros do STF aumenta diante de ataques de pré-candidatos em 2026


Da redação

Ministros do Supremo Tribunal Federal discutem estratégias diante do aumento das críticas à corte, que se intensificaram entre pré-candidatos de direita para as eleições de 2026. O debate interno ocorre em Brasília neste mês, com os magistrados buscando maneiras de evitar novos desgastes institucionais durante a campanha eleitoral.

Cinco ministros defendem posicionamentos públicos mais incisivos para rebater ataques, enquanto outros cinco preferem adotar postura discreta, evitando exposição. O impasse ganhou força após episódios como o relatório da CPI do Crime Organizado, elaborado pelo senador Alessandro Vieira, e vídeos publicados pelo ex-governador Romeu Zema com críticas ao STF.

O ministro Gilmar Mendes lidera o grupo favorável a respostas veementes. Ele fez discurso contundente após o relatório da CPI e pediu à Procuradoria-Geral da República investigação contra Vieira por abuso de autoridade. Gilmar também solicitou ao ministro Alexandre de Moraes a inclusão de Zema no inquérito das fake news, citando “uma indústria de difamação e de acusações caluniosas contra o Supremo”.

Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Dias Toffoli apoiam Gilmar, alegando que ataques ao STF podem favorecer candidatos ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Entretanto, declarações polêmicas de Gilmar, como críticas ao português de Zema e um comentário questionado sobre orientação sexual, geraram preocupação quanto ao risco de fortalecer discursos de perseguição política e ampliar o engajamento opositor.

Do outro lado, Edson Fachin e ministros como Cármen Lúcia, André Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux defendem autocontenção, enfrentamento mínimo e a criação de um código de conduta para os ministros. Eles avaliam que reações exaltadas expõem ainda mais o tribunal em meio às atuais crises de imagem e repercussão negativa.

Essas divergências também refletem no TSE, que terá Kassio Nunes Marques como presidente a partir de maio. Enquanto o setor ligado a Moraes, no comando anterior, defendia maior intervenção, Kassio sinaliza postura minimalista e acredita que apenas casos de extrema gravidade devem justificar qualquer restrição ao debate público eleitoral, mesmo que atinjam o Judiciário.

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