Trecho de 10 km vai da DF-095 à BR-080, entre Taguatinga e Brazlândia, reduzindo os riscos de acidentes fatais e colisões frontais para os 30 mil motoristas que trafegam diariamente na via
De toda extensão duplicada da DF-001, 7,8 km contam com barreiras de contenção (muretas de concreto) do tipo New Jersey | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília
Mais um trecho da DF-001 sai da insegurança da pista de mão dupla e avança para a duplicação. Com investimento de R$ 12,4 milhões e geração de 70 empregos, o Governo do Distrito Federal (GDF), por meio do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), liberou nesta sexta-feira (30) 10 km da nova pista, que vai da DF-095 à BR-080, entre Taguatinga e Brazlândia.
De toda a extensão duplicada, 7,8 km contam com barreiras de contenção (muretas de concreto) do tipo New Jersey, separando as pistas e afastando a insegurança dos riscos de colisão frontal para os cerca de 30 mil motoristas que passam diariamente por lá. A rodovia era conhecida pelos constantes acidentes com vítimas fatais.
Superintendente de Obras do DER, Cristiano Cavalcante explica que todo o investimento dará mais proteção, além de fluidez ao tráfego. “As pessoas vão poder chegar e sair mais rápido de casa, e ficam livres dos acidentes causados pela pista dupla”, reforça. A duplicação da DF-001 ainda inclui 4,2 km de ciclovia e três faunodutos – passagens subterrâneas de animais nativos com sinalização ambiental – que seguem em execução.
De acordo com o secretário de Governo do DF, José Humberto Pires, a intenção do GDF é ir liberando as benfeitorias assim que cada etapa ficar pronta, garantindo o bem-estar das pessoas que usufruem dessas obras. “É uma prioridade do governo prestar bons serviços aos cidadãos, e estamos focados nesse trabalho de duplicação de rodovias. Aqui era um pedido de longa data, e [antes dessa intervenção] muitas vidas foram ceifadas pelos acidentes”, afirma.
Há quase 25 anos morando com a família no Núcleo Rural Alexandre Gusmão, o pastor Hélio Portela, 55, diz já ter presenciado muitas colisões frontais com mortes por falta de segurança no trecho de mão dupla. Uma preocupação que ele acredita não mais viver: “Era uma dificuldade enorme acessar a rodovia. Agora, não. Foi feito um projeto que beneficia os moradores, dando celeridade no trânsito e, principalmente, segurança”.
O projeto de lei 2.992/2022 está em tramitação na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa
Com o fim das eleições, os deputados distritais retomam nesta semana os trabalhos legislativos. Uma das principais tarefas até o fim da legislatura é a análise e elaboração do Orçamento do Distrito Federal para 2023. Na semana passada, o colégio de líderes da Câmara Legislativa decidiu o número e o valor máximo de emendas individuais que podem ser apresentadas pelos parlamentares ao projeto de lei 2.992/2022, que fixa o Orçamento para o próximo ano.
De acordo com a deliberação, a quantidade máxima para cada parlamentar será de 30 emendas. Além disso, o valor máximo das emendas, por parlamentar, não poderá ultrapassar o limite de R$ 25.017.350,00 (vinte e cinco milhões, dezessete mil e trezentos e cinquenta reais).
Os limites definidos não se aplicam à Mesa Diretora em relação às emendas relacionadas com as atribuições dos órgãos do Poder Legislativo. O projeto de lei 2.992/2022 está em tramitação na Comissão de Economia, Orçamento e Finanças (CEOF) da Câmara Legislativa.
Participaram da reunião do colégio de líderes os deputados Agaciel Maia (PL), Bloco Força do Trabalho; Chico Vigilante (PT), Bloco Democracia e Resistência; Martins Machado, Bloco DF Acima de Tudo; Prof. Reginaldo Veras (PV), Bloco Sustentabilidade e Educação; Hermeto (MDB), liderança do Governo; Jorge Vianna (PSD); Valdelino Barcelos (PP); Júlia Lucy (União Brasil); Fábio Felix (Psol), liderança da minoria.
Senador Marcos do Val (Podemos-ES) na reunião da CMO (Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização) do Senado Federal | Imagem: Marcos Oliveira/Agência Senado
Após o senador Marcos do Val (Podemos-ES) apresentar, ontem, um requerimento para abrir uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar os métodos de apuração das pesquisas eleitorais dos principais institutos brasileiros, a lista dos que apoiam a instalação de um colegiado chegou a 16 parlamentares.
Para levar o documento ao presidente do Senado Federal Rodrigo Pacheco (PSD-MG) são necessárias pelo menos 27 assinaturas.
“O requerimento terá o tratamento dado a todo pedido de CPI. A avaliação dos requisitos e o encaminhamento dentro da normalidade do regimento. Não avaliei o mérito ainda, o requerimento ainda não foi formalizado com as assinaturas suficientes”, afirmou Pacheco.
Conforme apurou o UOL, além de Marcos do Val, assinaram o documento Mecias de Jesus (Republicanos-RR), Eduardo Girão (Podemos-CE), Telmário Mota (PROS-RR), Marcos Rogério (PL-RO), Carlos Portinho (PL-RJ), Jorge Kajuru (Podemos-GO), Plínio Valério (PSDB-AM), Lucas Barreto (PSD-AP), Eliane Nogueira (PP-PI), Luiz Carlos do Carmo (PSC-GO), Guaracy Silveira (PP-TO), Zequinha Marinho (PL-PA), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Lasier Martins (Podemos-RS).
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PL), disse que começaria a coletar assinaturas na Câmara para abrir uma comissão para investigar os institutos de pesquisa ainda nesta semana.
“Das duas uma: o pessoal que encomenda pesquisas – a peso de ouro – ou está irritado cobrando os institutos pelos erros grotescos, ou feliz pelo sucesso na manipulação”, escreveu Eduardo nas redes sociais, ontem.
O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por sua vez, descartou abrir uma CPI, mas disse ser necessário discutir uma “boa legislação” para as empresas de pesquisa, para não haver disparidades.
A mudança ocorreu devido ao baixo número de crianças e adolescentes vacinados
Na última segunda-feira (03), a Prefeitura de Novo Gama, por meio da Secretaria de Saúde, informou que a Campanha de Vacinação contra a Poliomielite e Multivacinação foi prorrogada até o dia 07 de outubro, no município.
Segundo o Ministério da Saúde, a poliomielite (paralisia infantil) é uma doença contagiosa aguda, causada por um vírus que vive no intestino, chamado poliovírus, que pode infectar crianças e adultos e, em casos graves, ocasionar paralisia nos membros inferiores.
O objetivo da campanha é atualizar a caderneta de vacinação de crianças e adolescentes de 0 à 15 anos de idade. Desse modo, será possível aumentar a cobertura vacinal e a adesão da população à vacinação, conforme o Calendário Nacional de Vacinação.
De acordo com a enfermeira, Marília Chissolucombe, a meta é alcançar cobertura vacinal igual ou maior que 95%. “Selecionamos os bairros mais distantes que necessitam de uma maior cobertura vacinal e, para atingirmos o nosso objetivo, sairemos de porta a porta informando e atualizando as cadernetas de vacinação”.
Programação
– Terça-feira (04/10): Residencial Paraíso;
– Quarta-feira (05/10): Santa Luzia;
– Quinta-feira (06/10): Grande Vale;
– Sexta-feira (07/10): Parada 15;
– Sábado (08/10): Em todos os postos de saúde do município, de 08h às 16h;
Procure a unidade de saúde mais próxima e leve a caderneta de saúde. A vacinação é a única forma de prevenção!
O Banco BRB e a empresa BNP Paribas Cardif, líder global em parcerias bancassurance e seguros prestamista, firmaram contrato de parceria comercial estratégica para a comercialização de produtos de seguros nos canais do BRB, em regime de exclusividade. Fazem parte deste acordo as modalidades de seguro de Vida, Prestamista e demais ramos pessoais. A comercialização ocorrerá em toda a rede de distribuição do BRB, de forma omnichannel.
A iniciativa potencializará os negócios do Conglomerado BRB pelos próximos 20 anos e está alinhada com o planejamento estratégico da instituição para o aumento da competitividade por meio de parcerias, fusões e aquisições. Para a BNP Paribas Cardif, essa nova aliança está totalmente alinhada com seu plano estratégico 2025 e sua ambição global de fortalecer a posição em seguros e previdência mundialmente.
“O negócio com a BNP Paribas Cardif permitirá ao BRB ter um parceiro sólido, com liderança global em bancassurance e potencializará a capacidade de oferta do banco na cadeia de valor de seguros, elevando a qualidade do portfólio de produtos aos clientes”, afirma o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.
“A parceria com o BRB é mais um passo fundamental na nossa estratégia de expansão dos negócios da companhia, por meio da construção de parcerias junto a canais com alto potencial e com ampla carteira de clientes, afinal, nosso propósito como empresa é tornar os seguros mais acessíveis”, destaca Sheynna Hakim, CEO da BNP Paribas Cardif Brasil.
Sobre o BRB
O BRB atua como banco público sólido, ágil e moderno, protagonista do desenvolvimento econômico, social e humano, da geração do emprego e renda e da melhoria da qualidade de vida regional, alinhado às melhores práticas de governança e gestão, e aos princípios e valores éticos. Possui mais de 4,7 milhões de clientes ativos, considerando sua rede física de atendimento e seus dois bancos digitais Nação BRB FLA e AmericaBRB, além de presença em 92% de todo território nacional, em 39 países e nos 6 continentes. Estão programadas as inaugurações de outras 54 agências com o novo modelo de atendimento no DF e no Entorno, além da atuação do Banco em outros estados do País, com destaque para a região Nordeste.
Sobre a BNP Paribas Cardif
Líder mundial em parcerias bancassurance e seguros de crédito¹, a BNP Paribas Cardif desempenha um papel essencial na vida de seus clientes, proporcionando produtos e serviços que lhes permitam realizar seus projetos, protegendo-se contra os imprevistos da vida. Como uma seguradora comprometida, a BNP Paribas Cardif trabalha para ter um impacto positivo na sociedade e tornar o seguro mais acessível. Num mundo profundamente transformado pelo surgimento de novos usos e estilos de vida, a empresa, subsidiária do BNP Paribas, possui um modelo de negócio único e baseado em parcerias. Ela co-cria soluções com mais de 500 distribuidores parceiros em uma variedade de setores (incluindo bancos e instituições financeiras, empresas do setor automotivo, varejistas, telecomunicações, energia, entre outros), bem como consultores financeiros e corretores que comercializam os produtos para seus clientes. Com presença em 33 países e fortes posições em três regiões – Europa, Ásia e América Latina – a BNP Paribas Cardif é uma especialista global em seguros de pessoas e uma das principais contribuintes para o financiamento da economia real. Com quase 8.000 funcionários em todo o mundo, a BNP Paribas Cardif teve prêmios emitidos brutos de € 24.8 bilhões em 2020.
Sobre a BNP Paribas Cardif Brasil
Maior especialista em seguros massificados em apenas 21 anos de atuação no País, a BNP Paribas Cardif Brasil desenvolve produtos distribuídos por meio de parceiros estratégicos nos mercados de Bancos e Financeiras, Automóvel, Varejo e Digital. Possui mais de 29 milhões de certificados ativos e comercializa, aproximadamente, 1.2 milhão de novas apólices por mês. A companhia é constituída por três empresas: Cardif Vida, Cardif Garantias e Luizaseg, uma joint venture formada com a rede varejista Magazine Luiza. Em 2020, o faturamento total da BNP Paribas Cardif Brasil foi de R$ 2,3 bilhões.
Regiões que terão segundo turno apostam, em maioria, na direita
15 estados elegeram, em primeiro turno, os seus representantes de governo. Desse número, 10 optaram por nomes de direita e 5 de esquerda.
Os 10 governos de direita são nos seguintes locais: Acre (Gladson Cameli-PP), Distrito Federal (Ibaneis Rocha-MDB), Goiás (Ronaldo Caiado-União Brasil), Mato Grosso (Mauro Mendes-União Brasil), Minas Gerais (Romeu Zema-Novo), Paraná (Ratinho Júnior-PSD), Pará (Helder Barbalho-MDB), Rio de Janeiro (Cláudio Castro-PL), Roraima (Antônio Denarium-PP) e Tocantins (Wanderlei Barbosa-Republicanos).
A esquerda foi eleita no Amapá (Clécio Luís-Solidariedade), no Ceará (Elmano de Freitas-PT), Maranhão (Carlos Brandão-PSB), Piauí (Rafael Fonteles-PT) e Rio Grande do Norte (Fátima Bezerra-PT).
2º turno
12 estados, que não tiveram definição primária, terão segundo turno para governador. A preferência de grande parte é por comandos de direita, totalizando 8. Em Alagoas, a disputa está entre Paulo Dantas (MDB) e Rodrigo Cunha (União Brasil), Amazonas tem concorrência entre Wilson Lima (União Brasil) e Eduardo Braga (MDB), a Bahia terá que decidir entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil), Jerônimo teve melhor resultado em primeiro turno.
No Espírito Santo, o segundo turno será entre Renato Casagrande (PSB) e Carlos Manato (PL), o candidato da esquerda foi o preferido nas urnas no dia 2. A população do Mato Grosso do Sul tem de opções Capitão Contar (PRTB) e Eduardo Riedel (PSDB), então a direita prevalece, independente do resultado. A esquerda saiu na frente em primeiro turno na disputa pelo governo da Paraíba, João Azevedo (PSB) teve 39,65% dos votos válidos e Pedro Cunha Lima (PSDB) 23,90%.
Em Pernambuco, Marília Arraes (Solidariedade) foi priorizada no primeiro momento, com 23,97% dos votos válidos, contudo vai para o segundo turno com Raquel Lyra (PSDB), que teve 20,58%, podendo a direita virar, pois Anderson Ferreira (PL), nome de relevância que concorria ao governo, foi rejeitado por Marília e pode, assim, formar alianças com Raquel, fortalecendo a candidata. O Rio Grande do Sul tem competição entre Onyx Lorenzoni (PL) e Eduardo Leite (PSDB). Rondônia também somente vê a direita com Coronel Marcos Rocha (União Brasil) e Marcos Rogério (PL).
Em Santa Catarina, há páreo entre direita e esquerda, com Jorginho Mello (PL) e Décio Lima (PT). Jorginho Lima tem forte potencial para ser o vitorioso, pois em primeiro turno teve 38,61% dos votos válidos, enquanto Décio teve 17,42% e os outros nomes que concorriam são de partidos de direita. Sergipe tem luta entre Rogério Carvalho (PT) e Fábio Mitidieri (PSD), com o petista sendo o favorito em primeiro turno, com 44,70% dos votos válidos e Fábio com 38,91%. Por fim, São Paulo encontra a disputa entre Tarcísio (Republicanos) e Haddad (PT), com maior preferência do ex-ministro de Bolsonaro no primeiro turno.
Segundo dados do IBGE, 11 milhões de brasileiros se encontram no analfabetismo
O segundo turno da eleição presidencial ficou entre Lula (PT) e Bolsonaro (PL), resultado a ser descoberto no dia 30 de outubro, quando os eleitores de todo país voltarão às urnas para fazerem a escolha.
Os planos de governo dos dois candidatos propõem projetos por todos os setores, incluindo a educação, que é estabelecida na Constituição como algo essencial. “Art. 205. A educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho.”
Apesar de prevista, nem todos possuem acesso, o que acarreta em alto índice de defasagem educacional e no analfabetismo, que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), são 11 milhões de pessoas analfabetas.
Para que a educação seja melhor democratizada, os candidatos apresentam suas ideias, confira:
Lula (PT): o plano de governo do petista ressalta a necessidade de fortalecer a educação básica, da creche à pós-graduação. É citado a exigência em se introduzir alternativas para que o “grave déficit de aprendizagem”, aumentado em razão da pandemia, seja superado. “Para os alunos que ficaram defasados devidos às inúmeras limitações, materiais, pedagógicas ou tecnológicas, durante a crise sanitária, afirmamos o compromisso do novo governo com um programa de recuperação educacional concomitante a educação regular, para que possam superar esse grave déficit de aprendizagem.”
De forma geral, Lula prevê, conforme descrito no plano, o endurecimento da educação pública universal, democrática, gratuita, de qualidade, socialmente referenciada, laica e inclusiva, com valorização e reconhecimento público de seus profissionais.
Bolsonaro (PL): o candidato à reeleição sugere seguir com a recuperação e com o avanço na ampliação do acesso e permanência à educação em todos os seus níveis e modalidades, com o melhoramento da posição brasileira nos diversos rankings, como o Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa), em sua próxima edição. Haverá contemplação da Educação Especial e da Educação de Jovens e Adultos, assim como o ensino técnico profissionalizante, ensino superior e pesquisa, com um foco tecnológico que permita aos estudantes entenderem e aplicarem assuntos como inteligência artificial, programação, internet das coisas, segurança cibernética e da informação, e outros correlatos, que estabeleçam a Revolução 4.0. Cuidados com os professores, a partir de cursos de qualificação, e com a educação básica também são definidos. Bolsonaro vê a educação como uma mudança social, que pode ser realizada a partir de programas, como a Política Nacional de Alimentação Escolar (PNAE).
Tiago Társis, secretário do Avante-DF, foi entrevistado pelo Conectado ao Poder. Tiago é gestor de marketing, empresário que atua em eleições de todos os formatos e agricultor por hobby. Coordenador da campanha do deputado João Cardoso (Avante), reeleito no último domingo. Conversamos sobre a nominata do Avante, sobre e eleição de João Cardoso e sobre o resultado das eleições dos deputados distritais. Confira:
Como foi a campanha?
Eu sempre digo que eleição ganha é eleição que deu tudo certo, seja em sindicato, seja em entidade de classe ou nas eleições gerais. Aqui no partido eu já estava preparado para todas as dificuldades. Política é uma ciência, que não é exata, mas que move por tendências e nos profissionais da área temos que estar ligados nas tendências para não sermos surpreendidos negativamente. No geral avalio como muito bom o resultado do partido no DF, só gostaria de ter feito 35 mil votos para federal, mas faltou recursos.
O Avante teve fundo eleitoral?
Não. Infelizmente apesar do partido a nível nacional ter mais de 70 milhões de recursos não veio para o DF, para não dizer que não veio nada, veio R$ 3.333 para cada candidato, muito pouco, mas com as estratégias corretas que tracei para cada candidato conseguimos atingir o objetivo. Já sou acostumado a fazer campanhas sem dinheiro, estava preparado para ter recursos mais nunca contei com o dinheiro que poderia vir. Se tivesse recursos poderia ter tido mais votos, principalmente para federal. Os candidatos se viraram e fizeram as estratégias certas que elaborei, só não participei diretamente da campanha de uns 3 candidatos o resto montamos o planejamento estratégico e fiquei dia e noite acompanhando a eleição dos nossos candidatos. O dinheiro serve para contratar pessoas como eu, que vão falar para fazer as ações que eu já tinha elaborado com os candidatos a meses e movimentar pessoas para ir atras do voto do jeito certo, e isso nos demos aos nossos candidatos, a experiência tem como mensurar deu os votos necessários para eleger um distrital.
Você construiu a nominata do Avante e ajudou indicando candidatos para outros partidos. Como você avalia isso?
Para mim previsível, sempre coloquei nas rodas que o PSOL elegeria 2, sabia que o Max faria de 30 a 40, é uma tendencia nacional a ocupação dos espaços políticos por quem realmente é da quebrada, quem representa os menos favorecidos de verdade e eu já esperava o Fábio como mais votado. Eu ajudei a levar uns candidatos para fortalecer o União quando o Sardinha ficou uns dias lá. Minha vontade era o Eduardo Pedrosa eleito e lá fazendo uma segunda vaga para o Daniel Radar, mas sempre disse para o Eduardo que ele tinha que passar dos 20 mil votos, pois era incerto lá fazer 2, pois o restante da nominata poderia encolher e foi o que aconteceu. Já no Republicanos falei com o Delmasso que se Todi e Kelly fizessem menos de 5 mil cada não elegeria 2, era um partido só com cabeça e sem corpo. Esse é o jogo da nova regra que acompanhei de perto na Câmara e no Senado, a regra é clara. No Agir que indiquei alguns candidatos para serem candidatos por lá, era previsível a Jane ser eleita, pois junto de um candidato chamado Marcos Mauricio eram os 2 melhores produtos da eleição e ela conseguiu vender. Nosso modelo atual é matemático, fiz minhas contas e era muito melhor colocar amigos em partidos com possibilidade de eleição em outros partidos do que perder os votos deles aqui no Avante. Foi arriscado? foi, mas a matemática é onde eu me garanto, onde eu analiso todos os candidatos dos partidos com clareza e consigo prever as votações reais, no final fiquei muito feliz com o resultado no geral.
Alguma surpresa para você nas na composição da Câmara Legislativa?
Surpresa nenhuma, 2 nomes apenas. Nas minhas contas era PL com 3, fez 4 pela média, imaginava os 3 que foram eleitos na ponta, mas o Sardinha em 4 e o Thiago com o apoio da Bia conseguiu ficar no meio dos mais votados, ele para mim foi uma surpresa em ficar na ponta, sempre falei que o Daniel tinha a melhor bandeira de votos do DF é uma tendência nacional e ele é habilidoso. No PT sabia do Gabriel e ganhei algumas apostas, fomos chefe de gabinete juntos na CLDF e dona Arlete é um avião, o Gabriel o novo no PT e era esperado o Ricardo com mais de 15 mil votos com o apoio do irmão (Paulo Tadeu). No PSOL eu esperava Max com 30 e Fábio com 30 podendo ser o mais votado e ele estourou de votos. No MDB imaginava 3 com o Hermeto com muitos votos nas cidades e assim aconteceu. Para mim a última surpresa, foi o PSD fazer 2, achei que só faria um, que seria o Jorge Vianna, mas fez 2 e ficou com a vaga que imaginava que o Patriotas faria, mas com a saída do Benício e outros problemas internos não conseguiu fazer o 80/20. O restante acertei tudo na mosca, quem seria eleito e quais partidos faria na sobra. Logicamente que gostaria de eleger 2, mas quando a Renata decidiu não ficar e outros 2 candidatos saíram do Avante, que foram o Rogerio e o Miguel da 26, já sabia que seriam missão difícil, só daria certo se o João estourasse de votos como o Fábio, mas não consegui fazer isso acontecer, estava cuidando dos candidatos no coletivo.
E a candidatura do Paco Brito?
Ajudou, afinal os votos dele foram validados dentro do partido. Tivemos problemas internos, algumas desistências e desânimos, pois foi uma candidatura aparentemente robusta, mas no final os votos dele ajudaram sim. O processo poderia ter sido tranquilo aqui no partido, mas no final todos ajudaram e em eleição com vitória todos contribuíram. Agradeço a ele por ter confiado o partido a mim e agora vou brigar por todos os candidatos de acordo com suas respectivas votações. Já na questão partidária eu sofri muito sem recursos, agradeço nominalmente a ajuda do André, Anderson, Duda, Lietierre, Samuel e Joilson, que me ajudaram muito no partido e mesmo sem dinheiro me ajudaram a fazer milagres.
Quais os próximos passos?
Primeiro conversar com o deputado João Cardoso, que foi eleito e apoiou o Governador Ibaneis, que é sério e tende a liderar o partido junto ao novo mandato do Governador. Segundo é esperar a eleição nacional acabar pois o partido está em uma base de apoio. Terceiro é ter tranquilidade para avaliar as possibilidades e manter o grupo unido e nisso o João é mestre, confio nele. Nessas eleições eu não consegui ajudar nas eleições majoritárias como gostaria, estava com muitos incêndios para apagar no partido e muitos candidatos em outros partidos para tentar eleger, achei que daria 2º turno no DF, torcendo para não dar e acabar logo e assim foi. Fico feliz com a vitória do Ibaneis. Eu particularmente vou prestar serviço fora do DF nesse segundo turno, mas acompanhando as composições, afinal montei um time de amigos que foram eleitos em outros partidos e a política é a arte do diálogo. Sem falsa demagogia considero que consegui me firmar tanto montando partidos, quanto elegendo candidatos, agora é sentar a mesa para contribuir mais com o DF.
Previsão para o resultado nacional?
Como profissional da área do marketing vejo que o Lula é o favorito pela alta rejeição do Bolsonaro, vi pessoas que nunca votaram no 13, votando no Lula para tirar o Bolsonaro, mas tudo pode mudar em um debate ou uma derrapada como foi ACM na Bahia, estava eleito e quase perdeu no primeiro turno por uma derrapada grave. Se nada de novo acontecer de novo ou impactante, na minha opinião dá Lula e Geraldo Alckmin, e lembrem que Alckmin é o vice.
Parabéns pela eleição!
Obrigado pela consideração, obrigado a todos os candidatos envolvidos nesse processo e principalmente aos eleitores que confiaram seus votos nos candidatos do Avante-DF.
O deputado distrital Jorge Vianna (PSD) foi entrevistado no programa Conectado ao Poder, da TV Cultura, pelo jornalista Sandro Gianelli, e comentou sobre sua entrada para o meio da saúde, bem como a forma que se tornou líder no segmento, pontuou a luta dos profissionais por um piso salarial digno e falou de trabalhos executados para o meio da saúde. O Conectado ao Poder vai ao ar toda quarta-feira, às 23h, na TV Cultura, canal 5.1. Confira a entrevista:
Quanto tempo você ficou na Força Aérea Brasileira?
6 anos. Fiquei de 1995 até 2001.
Foi trabalhando no Hospital da Força Aérea de Brasília (HFAB) que veio a vontade de ser enfermeiro?
No HFAB eu fui técnico de gesso, mas depois, quando a gente soube da ameaça de ser retirado, eu fui procurar um curso e vi que poderia ser de enfermagem. O meu pai é aposentado da Secretaria de Saúde, e eu nunca tive atração por hospital, mas aí acabei entrando como militar em hospital e depois fui para a carreira, só que nunca foi algo planejado.
Como nasceu sua liderança no segmento da enfermagem?
Foi por meio de sindicato. Assim que eu saí da Aeronáutica, eu fui trabalhar em hospital privado e eu via a importância da profissão e o salário que a gente tinha, que era desproporcional, então essa luta que ocorre agora do piso salarial, eu já estou há 20 anos. Nós fundamos o Sindicato dos Técnicos em Enfermagem e as pessoas nem sabiam o que era técnico em enfermagem, elas sabiam o que eram enfermeiro e médico, mas eu comecei a me apresentar e mostrar o trabalho, sem bandeira partidária, então eu acho que isso me deu uma credibilidade na categoria. A primeira vez que a televisão começou a falar da profissão, dava orgulho, porque pela primeira vez alguém não falava enfermeiro. São coisas diferentes, existe enfermeiro e existe técnico. De nível médio é o técnico e de nível superior enfermeiro.
Quantos técnicos em enfermagem há no Brasil?
Nós somos a base da pirâmide da saúde, sendo a maior categoria. Somos 3 milhões aqui no Brasil.
Qual é o número aqui no DF?
Nós somos, inscritos no conselho regional, em torno de 65 mil.
Como você observa a violência em razão da política?
Eu acredito que nem seja tanto a questão política, mas sim a intolerância que o ser humano tem. A humanidade está mais intolerante e perversa. O bandido não só mata, mas esquarteja.
Você, sendo da área da saúde, como observa o ser humano?
Eu apenas vejo que é um ser humano que eu tenho que salvar, independente de ser pobre, rico, preto ou branco. No Hospital de Samambaia, nós pegamos várias vezes pacientes vítimas de arma de fogo, tanto o próprio bandido, quanto um trabalhador, e não existia distinção, a gente tinha que cuidar da mesma forma.
A principal luta da profissão é realmente o piso salarial?
Como pontapé inicial, seria o piso. Hoje, em nível nacional, a média que se paga é R$ 1.200 para técnico em enfermagem, com 44 horas semanais, e para o enfermeiro, que tem nível superior, é em torno de R$ 2.000. O piso está trazendo para R$ 3.325 para técnico e R$ 4.750 para enfermeiro.
Na pandemia, esses profissionais se arriscaram e, ainda assim, ganhavam esse valor. Como você analisa?
A gente foi chamado de herói, mas isso não enche barriga. A gente precisa cuidar dos nossos filhos. As pessoas acham que a gente ganha bem, que a gente tem uma vida boa, e não é assim.
Aqui no DF, qual é a sua principal missão em representar as categorias da saúde?
Pelo fato de eu ser técnico em enfermagem, servidor da Secretaria de Saúde, eu tenho a visibilidade, mas eu consegui quebrar a barreira e mostrar para todos os trabalhadores da área da saúde que eu represento todos. Eu fiz projetos e ajudei todas as categorias da área da saúde, porque as demandas chegaram. O condutor da Secretaria de Saúde estava com a profissão extinta, não existia mais concurso e a profissão ia acabar, mas eu fiz um PDL, suspendendo uma portaria que acabava com eles e agora pode ter concurso, isso porque eu consegui resgatar. Para o técnico em enfermagem, nós criamos a carreira, passamos o auxiliar para técnico e isso tem reflexo no piso, porque 70% do salário do enfermeiro vai para técnico, então se nós continuássemos com auxiliar, nós ganharíamos só 50%, então esse trabalho no DF serviu como parâmetro em nível nacional. Muitas leis que eu faço aqui em Brasília reverberam no Brasil inteiro, o enredo é o mesmo, só os protagonistas que mudam.
Você sente que o seu trabalho tem o reconhecimento dos profissionais?
Eu vejo que sim, porque aonde eu chego, as pessoas me abraçam e agradecem, é impressionante. Durante a pandemia, eu fiquei muito no meio interno, com questões de projetos e leis e também fiscalizando as UTIs, mas, agora, depois que eu voltei a andar e conversar, foi que eu senti o impacto daquilo que fizemos e como isso chegou na ponta.
As suas emendas parlamentares foram todas destinadas para a saúde?
Eu fiz um propósito no meu mandato e, para mim, saúde é prioridade, então 70% do que eu tenho de recurso, eu mandei para a saúde. Deu, até agora, em torno de R$ 38 milhões. Eu coloco em reforma, medicamento, equipamento microscópico, para poder diagnosticar doenças raras em crianças, nós ajudamos as mulheres do HMIB a conseguirem engravidar, com reprodução humana, compramos equipamentos, fizemos a base do SAMU, além de projetos sociais, como eco terapia, então eu fico feliz, porque eu bati o recorde e isso está marcado.
O nome dela é Marli da Saúde ou Marli Rodrigues, presidente do Sindicados dos Servidores da Saúde do DF.
Os 7.873 votos, recebidos nas urnas, pela candidata a deputada federal Marli Rodrigues, foram decisivos para eleger o presidente do MDB, e presidente da Câmara Legislativa, Rafael Prudente. A partir de 1º de fevereiro o distrital ocupará uma das oito vagas da Câmara Federal.
O MDB de Prudente e de Ibaneis Rocha trabalhou com a projeção de eleger dois deputados federais.
No entanto, no meio do caminho, a nominata sofreu o seu maior baque ao ser atingida por um ato de trairagem, considerada pelo próprio presidente do MDB, praticado pelo ex-diretor geral do Detran, Zélio Maia.
Ele abandonou a candidatura, sem dar nenhuma chance ao partido de fazer a sua substituição. Ou seja, ele saiu após o prazo legal para que a legenda fizesse isso.
Zélio, que se dizia “da cozinha do governador”, deixou o partido em uma situação bastante difícil e desfalcado.
O ex-diretor do Detran chutou o MDB para se tornar cabo eleitoral do candidato André Kubitschek , não eleito, filho do empresário Paulo Octávio(PSD) e candidato a governador, também não eleito.
Durante a campanha, Zélio, que chegou a receber R$423.248,52 do fundo partidário emedebista, discursava que iria para as ruas combater a “onda azul” se referindo a marca da campanha de Ibaneis Rocha, governador reeleito.
A saída de um dos nove candidatos que formava a nominata de deputado federal do MDB, sem dúvida, produziu enormes desarranjos na legenda e atingiu, além de produzir um certo desanimo de seus candidatos, incluindo o próprio Rafael Prudente, que ao saiu das urnas com 121. 307 votos.
Mesmo com uma expressiva votação, dificilmente Prudente não seria eleito, sem os benditos 7.090 de Marli Rodrigues.
O projeto anterior da sindicalista era de tentar uma vaga na Câmara Legislativa. No entanto foi convencida pelo governador Ibaneis Rocha que lhe fez um apelo para ingressar no MDB e que encarasse a disputa para federal.
Marli topou a parada, foi para a luta ajudou eleger Rafael Prudente e reeleger o governador.
“Saio da corrida eleitoral na certeza que não perdemos, ganhamos!”, disse ela nesta manhã de terça-feira ao RadarDF.
Cookies são pequenos arquivos de texto que podem ser usados por sites para tornar a experiência do usuário mais eficiente. A lei afirma que podemos armazenar cookies no seu dispositivo se eles forem estritamente necessários para o funcionamento deste site. Para todos os outros tipos de cookies, precisamos de sua permissão. Este site usa diferentes tipos de cookies. Alguns cookies são colocados por serviços de terceiros que aparecem em nossas páginas.
Necessary cookies help make a website usable by enabling basic functions like page navigation and access to secure areas of the website. The website cannot function properly without these cookies.
Marketing cookies are used to track visitors across websites. The intention is to display ads that are relevant and engaging for the individual user and thereby more valuable for publishers and third party advertisers.
Preference cookies enable a website to remember information that changes the way the website behaves or looks, like your preferred language or the region that you are in.