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7 de setembro | “Nós teremos mais policiais do que no dia da posse do Presidente Lula”, disse Celina Leão

Da redação do Conectado ao Poder

“Nós teremos mais policiais do que no dia da posse do presidente Lula. Então, aquela pessoa que quiser ir para esplanada, para ver o desfile, para realmente ter um ar de democracia, será muito bem-vinda, mas aquelas pessoas que estão querendo vir pro Distrito Federal para fazer bagunça, fazer arruaça, as forças de segurança irão agir, estão preparadas, é essa a nossa orientação”. Para a vice-governadora, Celina Leão, reviver o cenário caótico, bagunçado e antidemocrático do dia 8 de janeiro, não é nem sequer uma possibilidade existente.

De acordo com ela, uma mega operação de “precaução e cautela” está sendo montada para deixar os cidadãos de má índole, bem longe da Capital Federal. “Serão mais de 2 mil PMs, mais de 500 Policiais Civis, ou seja, nós esperamos que tudo isso corra com tranquilidade, por determinação do nosso governador Ibaneis. Então, nós temos certeza que nós teremos aí um dia de tranquilidade, mas nós estamos com a atenção necessária”.

Em uma recente entrevista, ela mencionou ter recebido um ofício do Ministro Flávio Dino, o documento apontava algumas possíveis manifestações no dia da independência brasileira. Na opinião de Celina, toda manifestação sempre é bem-vinda, mas desde que pacífica e que não causem transtornos maiores à população do DF.

Durante o evento, a vice-governadora também destacou a subcomandante da Polícia Militar (PMDF), a coronel Ana Paula Barros Habka, expressando sua satisfação e confiança em ter uma mulher liderando a operação de monitoramento. Segundo Celina, haverá uma integração entre as forças de segurança para que o Dia da Independência seja verdadeiramente colaborativo e pacifico. “Quero registrar também Ana Paula, que nós estamos preparados para o dia 7. Nós confiamos nas nossas forças de segurança, na nossa Polícia Militar, na nossa Polícia Civil, no nosso Corpo de Bombeiros, e agora também, tem aí, no alto escalão uma mulher que tá acompanhando com lupa junto com toda a nossa segurança pública, esse grupo de trabalho”.

GDF regulamenta leis para ajudar a coibir e prevenir o feminicídio

Da redação do Conectado ao Poder

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), sancionou duas nova legislações que pretendem coibir ainda mais a violência contra as mulheres do DF. A proposta é uma iniciativa do deputado distrital, Ricardo Vale (PT) que na ocasião, foi alvo de elogios por parte da vice-governadora. “Acho a legislação do deputado Ricardo muito importante, porque a punição, ela não se inicia no último crime, que é o crime do feminicídio. É já no primeiro crime, é na primeira violência que for praticada a mulher, o Estado já pode vim e cobrar a multa, ou seja, é uma forma de ajudar a coibir, prevenir o crime final, fatídico que é o feminicídio”, avaliou Celina.

A nova legislação pretende punir os agressores de forma mais grave e danosa, agora mexendo no bolso dos agressores. A medida tem o objetivo de aplicar multa de R$ 500 a R$ 500 mil reais, aos cidadãos que cometem crimes contra mulheres. Obrigando o agressor a reembolsar ao Estado os gastos com os serviços públicos que foram investidos em cuidado e amparo às vítimas. “O Estado gasta com saúde para atender essas mulheres que saem machucadas, o Estado gasta todo um aparato para realmente acudir a vítima de violência, e o homem agressor, até agora, até esse projeto do Ricardo, não tinha uma punição no bolso, quem sabe agora, esses agressores de violência contra as mulheres, vão começar repensar duas vezes”, frisou a vice-governadora.

Além disso, a nova legislação sancionou que violência contra a mulher será um assunto debatido dentro das unidades escolares de forma permanente. De acordo com Celina, o objetivo é atacar a educação, que segundo ela, é a base para conseguir trabalhar a prevenção. O intuito é insinuar a reflexão nas gerações futuras, para que jovens cresçam com uma mentalidade diferente. “Porque quando nós entrarmos com esse tema dentro das nossas escolas, nós vamos ter nossas crianças, nossos jovens, nossos pais, nossos avós e nossos tios, porque tudo começa na educação. Então eu quero lhe parabenizar (Ricardo Vale), ontem quando você me pediu para regulamentar as suas duas leis, o Governador já tinha autorizado, estava tudo tramitando, pronto pra que isso acontecesse hoje“, disse Celina.

O deputado Ricardo Vale reforçou a importância da participação masculina para interromper o ciclo de crimes contra as mulheres. Ele ressalta a necessidade de combater o machismo e apoiar a classe feminina. “Não existe combate ao machismo sem a participação dos homens. Os homens são fundamentais para ajudar a enfrentar toda essa onda de violência contra a mulher. E hoje é uma manhã extremamente importante, são duas leis, aqui que vão ajudar muito as famílias que são vítimas de feminicídio, uma que vai permitir o debate nas escolas públicas e a outra que vai punir o agressor de mulher no bolso”, explicou.

Durante a ocasião, Celina Leão fez questão de despistar a existência de qualquer desavença partidária. Ela reforçou a importância de fazer alianças e de deixar as opiniões de lado para pensar no que é melhor para a Capital Federal. “Acho que posso dizer que na política dá para fazer oposição, e situação, desde que haja harmonia e respeito entre as partes. Olha, eu tenho 4 mandatos, eu acho que você não constrói nada sem o diálogo. Nós precisamos entender que você pode sentar numa mesa com uma pessoa que tem ideias totalmente divergentes de você e construir algo positivo, divergir e mesmo assim se respeitar. Eu acho que é essa a sociedade civilizada, organizada, onde as pessoas podem sentar, dialogar e construir alguma coisa de positivo. A classe política quando ela só diverge, o maior prejudicado é a população”, destacou.

Ademais, os elogios ao petista não pararam e Celina também não negou novas parcerias entre os dois partidos. Segundo ela, o respeito e a admiração vão sempre além de qualquer desavença e opinião política. “Por mais que vocês tenham espectros ideológicos políticos quando vocês se unem para fazer o bem quem ganha é a nossa cidade. O nosso respeito total ao seu mandato e às suas propostas”, disse a vice-governadora a Ricardo.

Governador Ibaneis Rocha sobre reuniões com investidores nos EUA: “A gente espera com isso levar mais recursos para nossa cidade”

Da redação do Conectado ao Poder

O governador Ibaneis Rocha (MDB) afirmou estar em busca de novos recursos para o Distrito Federal. “A gente vem buscando descolar Brasília dessa pauta só de serviço público, com isso estamos buscando novos investimentos, trazendo novas empresas e investindo muito na questão do hub. Brasília é uma cidade muito central, nós temos as principais rodovias passando pelo DF, um dos aeroportos que é um dos melhores do país, nós temos uma condição de crescer muito na área da distribuição e nós vamos investir muito nessa área”, pontuou.

O governador também mencionou a recente redução no preço do combustível para voos internacionais, com o objetivo de encorajar a abertura de novas rotas e voos para o Distrito Federal. Segundo ele, essa estratégia já está começando a dar frutos. “No momento a gente vem criando as condições econômicas para que essas empresas possam se instalar. Nós temos muitos contatos com empresas que mexem nessa área da logística principalmente e eles têm buscado o DF como um ponto central para distribuição de mercadorias em especial para o Norte e para o Nordeste”.

Por último, Ibaneis Rocha reforçou que, além de ser a capital da República, Brasília possui uma localização estratégica tanto nacional quanto na América Latina. Ele reiterou seu compromisso em atrair cada vez mais investimentos para a capital do país. “Estamos aqui diante da dificuldade que nós temos de recursos orçamentários na busca de investimentos para o DF nas principais áreas, em especial na questão da infraestrutura e no desenvolvimento social”.

Presidente da CPMI afirma que houve um apagão na segurança pública envolvendo: PMDF, Força Nacional e GSI

Por Sandro Gianelli

Divisão de responsabilidade

O presidente da CPMI do 8 de janeiro, deputado federal Arthur Maia (UB), declarou que o ‘apagão’ na segurança em Brasília, ocorrido em 8 de janeiro, envolveu a Polícia Militar do DF, a Força Nacional e o Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Maia fez a afirmação antes de abrir a sessão destinada a ouvir o ex-ministro do GSI, Gonçalves Dias.

Apagão

“Como presidente, não tenho que firmar juízo de valor. Mas não posso deixar de ressaltar que o sentimento que eu tenho, até este momento, é que houve de fato um apagão da segurança pública. E não adianta os dois lados que estão aqui, cada um com sua narrativa, querer dizer que a culpa foi exclusivamente de um ou que a culpa foi exclusivamente do outro”, afirmou Maia.

Desenvolvimento para o DF

O governador Ibaneis Rocha (MDB) se reuniu com a equipe técnica do Banco Mundial em Washington para discutir vários projetos importantes para o Distrito Federal, como o BRT Norte e a captação e eliminação de resíduos sólidos na natureza. “Foi uma reunião bastante produtiva e a partir da próxima semana estaremos juntos trabalhando nesses projetos para poder desenvolver cada vez mais a capital brasileira”, destacou Ibaneis.

Parceria chaves

Ibaneis Rocha (MDB) visitou o Banco Interamericano de Desenvolvimento em busca de parcerias fundamentais para Brasília, abrangendo tecnologia e meio ambiente. A visita incluiu uma recepção pelo presidente Ilan Goldfajn. “Continuamos nosso trabalho em busca de excelentes notícias para nossa cidade”, disse o governador.

Melhora em Ceilândia

O deputado distrital Hermeto (MDB), reconhecendo a necessidade da comunidade local, partiu com uma iniciativa sugerindo a operação tapa buraco na QNM 05, em Ceilândia Sul. “Andar com tranquilidade pelas ruas do DF é bem melhor com as vias devidamente arrumadas. Por isso estamos sempre fazendo indicações ao DER para que elas estejam sempre bem sinalizadas e pavimentadas”, destacou Hermeto.

Investimentos digitais

O governador de Goiás, Ronaldo Caiado (UB), esteve em Washington, na missão de fortalecer o Estado de Goiás, ele visitou o Banco Interamericano. O propósito da visita foi a busca por investimentos digitais, destinados a promover uma transformação na capacidade do Estado de Goiás para oferecer atendimentos ágeis e altamente eficientes aos cidadãos. Essa iniciativa promissora marca um passo crucial em direção a uma gestão pública moderna e voltada para o bem-estar de todos os goianos.

Melhoria na saúde

O prefeito de Novo Gama, Carlinhos do Mangão (PL), anunciou que mais duas obras estão a caminho da cidade. Ele homologou os processos licitatórios para a reforma e ampliação do Posto de Saúde – Equipe 03, no Pedregal, e do Posto de Saúde – Equipe 05, na Vila União. “Dia 12 iremos assinar a ordem de serviço para iniciar as obras”, destacou o prefeito.


* Sandro Gianelli é consultor em marketing político, especialista em pesquisa de opinião pública, jornalista e radialista. Escreve a Coluna do Gianelli para o portal Conectado ao Poder e apresenta o Rota Atividade, de segunda à sexta, das 6h às 8h, na rádio Atividade (107,1 FM).

Envie uma mensagem para o WhatsApp (61) 98406-8683 caso você tenha alguma notícia relacionada aos bastidores da política e queira vê-la na Coluna do Gianelli.

Confira como será o funcionamento do comércio no feriado de 7 de setembro

Cerimônia comemorativa do 7 de Setembro, no Palácio da Alvorada.
Foto: Marcelo Camargo / Agencia Brasil 


A Fecomércio-DF informa que, no feriado do dia 7 de setembro (Dia da Independência), o comércio varejista ligado às bases do Sindigêneros-DF, do Sindióptica-DF e do Sindipel-DF não estão autorizados a funcionar, exceto os minimercados e hortifrútis.

A regra geral definida em Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) determina que açougues, floricultura, ópticas, livrarias e papelaria não funcionem neste dia. No entanto, no caso do comércio de frutas, verduras e legumes em geral, o esquema seguido será o mesmo do CCT do Sindicato dos Supermercados (Sindsuper-DF), que autoriza o funcionamento.

Já o Sindivarajista-DF divulga que o comércio de rua e de shoppings ligados à sua base estão autorizados a funcionar normalmente.

Bares e restaurantes, assim como feiras e drogarias também abrem as portas normalmente, de acordo com o Sindhobar-DF, Sindifeira-DF e Sincofarma-DF.

Em todos os casos, os empregadores deverão ficar atentos às regras de compensação dos trabalhadores para dias de feriado, que garantem benefícios como vale transporte ou alimentação gratuitos.

Fonte: Fecomércio DF

Prefeitos goianos deliberam paralisação e protestos para o dia 13 de setembro

Na última quinta-feira (31/08), dezenas de prefeitos goianos se reuniram no município de Anápolis para discutir a situação orçamentária enfrentada no Estado de Goiás e alinhar as ações que serão tomadas pelos gestores. Os prefeitos acordaram paralisação estadual para o próximo dia 13 de setembro. Na data, às 9h, os gestores também se reunirão na sede da Assembleia Legislativa de Goiás para reivindicar revisão e destrave de repasses da União.

A reunião contou com a presença de Haroldo Naves, prefeito de Campos Vedes e presidente da Federação Goiana de Municípios (FGM) e o prefeito de Goianira e presidente da Associação Goiana de Municípios (AGM), Carlão da Fox. Ambos mediaram a reunião ao lado de Pábio Mossoró, prefeito de Valparaíso de Goiás e presidente Associação dos Municípios Adjacentes a Brasília (AMAB) e do prefeito de Anápolis e anfitrião da reunião, Roberto Naves.

Durante o encontro, o presidente da FGM, Haroldo Naves, apresentou alguns dados que comprovam o crescimento das despesas e queda das receitas, além de ter especificado as principais pautas demandadas pelos gestores municipais. Na oportunidade, Carlão da Fox, presidente da AGM, acionou os prefeitos para que houvesse unidade em relação ao movimento municipalista, especialmente nesse momento de protestos.

O crescimento do salário mínimo acima da inflação; o represamento de Emendas Parlamentares durante 2023, que foi 64% menor do que o último ano; queda na arrecadação do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços); reajuste do piso salarial do magistério e aprovação do piso nacional da enfermagem sem previsão orçamentária foram alguns dos fatores citados pelos presidentes.

Foi decidido, em comum acordo entre os prefeitos presentes, que na data definida para paralisação e protestos haverá uma audiência pública na Alego. Durante a audiência, uma comissão se reunirá com o presidente do Tribunal de Contas dos Municípios, do Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, da Assembleia Legislativa e com Procurador Geral do Estado para esclarecer a situação dos municípios e as dificuldades encontradas.

Além disso, ficou determinado que a recomendação das entidades é que, por enquanto, as administrações municipais não concedam qualquer forma de reajuste ou progressão salarial, com vista no fechamento das contas. Ainda, os gestores também entraram em um consenso para seguir a data determinada para protesto nacional, mobilizado pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM), ao fim do mês de setembro.

“Este é um momento difícil não somente para as prefeituras de Goiás, mas para todos os municípios brasileiros. Por isso, é necessário que tenhamos ações unificadas, façamos os protestos juntos e nos organizemos para encaminhar essas pautas no próximo dia 13. A partir daí, caminhamos para o protesto nacional, mobilizada pela CNM. Dia 13 queremos ter os 246 prefeitos na Alego!”, explicou Haroldo Naves.

Fonte: FGM

Rafael Prudente propõe PEC para corrigir critério de cálculo para aposentadoria das servidoras públicas

Foto: Pedro Chavo

O Deputado Federal Rafael Prudente do MDB-DF, apresentou Proposta de Emenda à Constituição (PEC), para garantir a igualdade nas regras previdenciárias destinadas às mulheres no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS). A ideia é equiparar os critérios de cálculo da média das aposentadorias das mulheres do RPPS com as do Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

O deputado já iniciou a coleta de assinaturas para possibilitar a tramitação e aprovação da Emenda Constitucional.

“A proposta assegura a isonomia no tratamento previdenciário”, destacou Rafael Prudente. A PEC modifica o artigo 26 da Emenda Constitucional nº 103/2019, permitindo que todas as mulheres, independentemente do regime previdenciário, sejam tratadas de maneira justa no cálculo de suas aposentadorias.

Rafael Prudente explicou que atualmente as servidoras públicas enquadradas no regime próprio seguem critérios de cálculo idênticos aos aplicados aos homens de ambos os regimes. Por outro lado, as mulheres do RGPS são regidas pela regra de cálculo da média proporcional diferenciada.

“A situação é absurda e traz graves prejuízos a centenas de servidoras públicas do Brasil, violando frontalmente os princípios da isonomia e da vedação ao retrocesso social, o que impõe a modificação proposta”, disse Rafael Prudente.

GDF terá ponto facultativo na quarta (6) e na sexta (8)

Medida repete procedimento adotado em anos anteriores e visa melhor organização e segurança para o Desfile Cívico

Para manter o procedimento adotado em anos anteriores, o Governo do Distrito Federal (GDF) decretou ponto facultativo para a quarta-feira (6) e a sexta-feira (8). A medida foi publicada em edição extra do Diário Oficial do DF (DODF) nesta segunda-feira (4) e visa melhor organização e segurança dos eventos relativos ao desfile de 7 de Setembro.

Os pontos facultativos valem para o âmbito da administração pública direta e indireta. Porém, não se aplicam às áreas essenciais. Saúde, segurança, vigilância sanitária, fiscalização tributária, comunicação, assistência social, fiscalização de proteção urbanística, fiscalização do consumidor, de limpeza urbana e a força-tarefa instituída pelo Decreto nº 43.054/2022 vão funcionar, bem como às atividades sob coordenação do Gabinete de Mobilização Institucional de que trata o Decreto no 44.911/2023.

Já as unidades responsáveis por atendimentos essenciais aos cidadãos deverão manter escalas de modo a garantir a prestação ininterrupta dos serviços.

Fonte: Agência Brasília

O suicídio de professora vítima de ‘bullying de pais’ na Coreia do Sul

Episódio desencadeou onda de protestos por parte de docentes em toda a Coreia do Sul; mais de 100 mil foram às ruas no fim de semana em Seul

Em 5 de junho deste ano, a professora sul-coreana Lee Min-so*, de 23 anos, descreveu em seu diário o medo que tomava conta de seu corpo quando entrava em sala de aula.

“Meu peito está muito apertado. Sinto que vou cair em algum lugar. Nem sequer sei onde estou.”

Em 3 de julho, Lee escreveu que estava tão sobrecarregada com a loucura do trabalho que “queria abandonar tudo”.

Duas semanas depois, ela foi encontrada morta no armário da sala de aula por seus colegas. Lee havia tirado a própria vida.

O episódio desencadeou uma onda de protestos por parte dos professores do Ensino Fundamental em toda a Coreia do Sul.

Dezenas de milhares deles entraram em greve nesta segunda-feira (4/9) para exigir melhor proteção no trabalho.

Os professores alegam ser frequentemente vítimas de assédio por pais autoritários, que ligam para eles a qualquer hora do dia e nos finais de semana, com queixas injustas e incessantes.

O primo de Lee, Park Du-yong, se esforça para não chorar enquanto arruma o pequeno apartamento vazio dela, que agora abriga apenas seu peixinho dourado.

A cama está desfeita e ao lado dela há uma pilha de desenhos de seus alunos da primeira série, dizendo o quanto eles a amavam. E, logo abaixo, outra pilha, esta de livros da biblioteca, sobre como lidar com a depressão.

Park diz que sua prima lecionava há pouco mais de um ano, realizando seu sonho de infância ao seguir a profissão de sua mãe. Ela adorava as crianças, diz ele.

Por isso, nos dias seguintes à morte de Lee, que a polícia rapidamente atribuiu ao término recente de um relacionamento, Park assumiu o papel de detetive.

Ele leu centenas de anotações de diário de sua prima, assim como relatórios de trabalho e mensagens de texto.

Esse conteúdo revelou que nos meses que antecederam seu suicídio, Lee foi bombardeada por reclamações dos pais.

Mais recentemente, um de seus alunos havia ferido a cabeça de outra criança com um lápis, e ela estava envolvida em discussões acaloradas com pais, que ligavam ou mandavam mensagens para ela tarde da noite.

Nas últimas seis semanas, dezenas de milhares de professores realizaram protestos na capital Seul, alegando que estão agora com tanto medo de serem chamados de abusadores de crianças que são incapazes de impor autoridade em sala de aula ou intervir quando elas brigam.

Eles acusam os pais de se aproveitarem de uma lei de bem-estar infantil, aprovada em 2014, que determina que docentes acusados de abuso infantil sejam automaticamente suspensos.

Por essa legislação, os professores podem ser denunciados por abuso infantil por conterem uma criança violenta, enquanto uma repreensão é frequentemente rotulada como abuso emocional.

Tais acusações podem fazer com que os professores sejam imediatamente afastados dos seus empregos.

Um professor recebeu uma queixa formal após negar o pedido de um pai para acordar o filho com um telefonema todas as manhãs.

Outro foi denunciado por abuso emocional depois repreender um menino que havia ferido seu colega de classe com uma tesoura.

Em 3 de julho, Lee escreveu que estava tão sobrecarregada com a loucura do trabalho que “queria abandonar tudo”.

Duas semanas depois, ela foi encontrada morta no armário da sala de aula por seus colegas. Lee havia tirado a própria vida.

O episódio desencadeou uma onda de protestos por parte dos professores do Ensino Fundamental em toda a Coreia do Sul.

Dezenas de milhares deles entraram em greve nesta segunda-feira (4/9) para exigir melhor proteção no trabalho.

Os professores alegam ser frequentemente vítimas de assédio por pais autoritários, que ligam para eles a qualquer hora do dia e nos finais de semana, com queixas injustas e incessantes.

O primo de Lee, Park Du-yong, se esforça para não chorar enquanto arruma o pequeno apartamento vazio dela, que agora abriga apenas seu peixinho dourado.

A cama está desfeita e ao lado dela há uma pilha de desenhos de seus alunos da primeira série, dizendo o quanto eles a amavam. E, logo abaixo, outra pilha, esta de livros da biblioteca, sobre como lidar com a depressão.

Park diz que sua prima lecionava há pouco mais de um ano, realizando seu sonho de infância ao seguir a profissão de sua mãe. Ela adorava as crianças, diz ele.

Por isso, nos dias seguintes à morte de Lee, que a polícia rapidamente atribuiu ao término recente de um relacionamento, Park assumiu o papel de detetive.

Ele leu centenas de anotações de diário de sua prima, assim como relatórios de trabalho e mensagens de texto.

Esse conteúdo revelou que nos meses que antecederam seu suicídio, Lee foi bombardeada por reclamações dos pais.

Mais recentemente, um de seus alunos havia ferido a cabeça de outra criança com um lápis, e ela estava envolvida em discussões acaloradas com pais, que ligavam ou mandavam mensagens para ela tarde da noite.

Nas últimas seis semanas, dezenas de milhares de professores realizaram protestos na capital Seul, alegando que estão agora com tanto medo de serem chamados de abusadores de crianças que são incapazes de impor autoridade em sala de aula ou intervir quando elas brigam.

Eles acusam os pais de se aproveitarem de uma lei de bem-estar infantil, aprovada em 2014, que determina que docentes acusados de abuso infantil sejam automaticamente suspensos.

Por essa legislação, os professores podem ser denunciados por abuso infantil por conterem uma criança violenta, enquanto uma repreensão é frequentemente rotulada como abuso emocional.

Tais acusações podem fazer com que os professores sejam imediatamente afastados dos seus empregos.

Um professor recebeu uma queixa formal após negar o pedido de um pai para acordar o filho com um telefonema todas as manhãs.

Outro foi denunciado por abuso emocional depois repreender um menino que havia ferido seu colega de classe com uma tesoura.

O professor Kim Bong-je, que forma futuros professores na Universidade Nacional de Educação de Seul, também culpa o aumento da desigualdade.

Tradicionalmente, a Coreia do Sul tinha uma cultura muito forte de respeito pelos professores, explica ele, mas devido ao rápido crescimento econômico do país, muitos pais são agora altamente qualificados.

“Isso significa que muitas vezes menosprezam os professores”, diz ele. “Eles pensam que, por ‘bancar’ o salário dos professores com seus impostos, podem fazer o que quiserem. Ou seja, sentem-se superiores.”

Outro professor, Kwon, diz à BBC que nos 10 anos em que trabalha como docente, tirou dois períodos de licença médica para lidar com a depressão e os ataques de pânico, ambos desencadeados pelo estresse causado por pais e alunos.

Até quatro anos atrás, um professor podia expulsar um aluno de sala de aula, conta, mas então os pais começaram a processar os docentes por abuso infantil.

Kwon mudou-se recentemente para uma escola numa comunidade mais pobre e confirmou que o comportamento dos pais em áreas ricas era muito pior.

“A mentalidade deles é ‘só meu filho importa’, e quando tudo que você consegue pensar é mandar seu próprio filho para uma boa faculdade, você se torna muito egoísta”, diz.

Ele não tem dúvidas de que essa pressão atinge as crianças, afetando também o seu comportamento.

“Os alunos não sabem como aliviar essa pressão, então agem agredindo uns aos outros.”

O bullying e a violência entre os alunos são problemas conhecidos nas escolas sul-coreanas.

A popular série The Glory, por exemplo, centra-se em uma mulher em busca de vingança contra seus ex-abusadores.

Baseada em fatos reais, ela retrata alguns atos perturbadores de violência.

Em uma reviravolta na história, o próprio diretor do programa foi acusado de bullying e forçado a se desculpar.

Em fevereiro, o governo, sob pressão para resolver a questão, anunciou que os registros de bullying dos alunos seriam incluídos nas suas candidaturas a universidades.

Embora na esperança de incentivar os alunos a não intimidarem uns aos outros, isso acabou alimentando ainda mais a ansiedade dos pais, fazendo-os pressionar os professores para que apagassem os erros dos seus filhos.

Shin Min-hyang, que dirige a organização Solidariedade para a Proteção dos Direitos Humanos de Estudantes e Pais, diz que esse comportamento é inaceitável, mas argumenta que casos assim são atípicos.

“A grande maioria dos pais comporta-se bem e estamos preocupados de que os canais que utilizamos para comunicar as nossas preocupações sejam agora cortados. Os pais estão sendo considerados culpados e isso não está certo”, diz ela.

Mas Shin admite que já fez queixa de professores no passado e gostaria de receber mais informações sobre a educação de seu filho e como ele foi disciplinado.

Um dos pais, que não quis ser identificado, diz temer que as reclamações tenham saído do controle.

Ele mostrou à BBC o conteúdo de um bate-papo entre pais num aplicativo de mensagem, no qual encorajavam uns aos outros a assediar uma professora por causa de uma decisão que ela havia tomado.

“Se o seu número for bloqueado, use os telefones de sua família e amigos para ligar”, instruiu um dos pais no bate-papo.

“Se os professores não tiverem o poder de intervir com alunos problemáticos, outros serão afetados negativamente”, diz o pai que não quis se identificar.

Segundo uma sondagem recente, menos de um quarto dos professores (24%) estava satisfeito com o seu trabalho, abaixo dos 68% em 2006, quando o levantamento começou a ser feito.

A grande maioria diz ter pensado em deixar a profissão no ano passado.

O governo admite o problema e, por isso, emitiu novas diretrizes para professores.

Pelas novas normas, eles poderão expulsar alunos perturbadores da sala de aula e discipliná-los, se necessário.

As regras determinam que os pais devem combinar com os professores a data e o horário das reuniões com antecedência, e os docentes podem se recusar a realizá-las depois do trabalho.

O ministro da Educação da Coreia do Sul, Lee Ju-ho, disse esperar que tais medidas “façam as escolas voltar a ser como antes”.

Mas há muitos aqui que argumentam que o problema é muito mais abrangente e defendem que todo o sistema educacional da Coreia do Sul precisa ser reformado. E isso tem que acontecer com uma mudança em como a sociedade do país encara o sucesso acadêmico.

Fonte: Terra

General G. Diaz não informou sobre alertas da ABIN, diz Penteado

O general Carlos José Russo Assumpção Penteado foi ouvido nesta segunda-feira (04) pela CPI dos Atos Antidemocráticos da Câmara Distrital. Penteado era secretário-executivo do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI) em 08 de janeiro, dia dos ataques. 
Ele já pertencia ao GSI na gestão anterior, do General Heleno, e foi mantido no atual governo sob comando do general Gonçalves Dias. À comissão, Penteado declarou que não recebeu nenhum alerta de segurança emitido pela Agência Brasileira de Inteligência (ABIN) e que essa “falha de comunicação” teria sido responsável pela invasão e depredação do Palácio do Planalto.

“Todas as ações do GSI no dia 08 estão diretamente relacionadas à retenção, pelo ministro Gonçalves Dias, dos alertas produzidos pela ABIN, que não foram disponibilizados oportunamente”, declarou Penteado.

Ele reafirmou, durante todo o depoimento, que houve um represamento da comunicação por parte do então ministro G. Dias. “Se a coordenação de análise de risco tivesse tido acesso ao teor dos alertas encaminhados ao ministro G. Dias pelo diretor da ABIN, Saulo Moura, teríamos impedido a invasão do Palácio do Planalto”, concluiu.

Os distritais questionaram Penteado sobre a ineficácia do “plano escudo” frente à invasão. Penteado explicou que o plano, que serve para a defesa do Palácio Presidencial, é uma ação preventiva e que não foi dimensionado à quantidade de manifestantes, novamente, pela falta de informações repassadas.

“A partir do momento que eles rompem [as barreiras da polícia], não se fala mais em plano escudo, não há mais prevenção, tivemos que começar uma retomada do prédio”, afirmou. 

Penteado se negou a comentar a fala do General G. Dias, em depoimento à CPI em junho, afirmando que não o nomearia novamente a fazer parte da equipe do GSI.

Acampamentos

Sobre os acampamentos de apoiadores do ex-presidente Bolsonaro instalados na frente do quartel-general do exército em Brasília, o general declarou que não era atribuição do GSI realizar o monitoramento e nem a análise sobre o risco potencial do que ocorria lá.

Além disso, Penteado respondeu ao presidente da CPI, Chico Vigilante (PT), que “não tinha informações de que os acampados estariam planejando um golpe”

Convicções políticas

Questionado por Vigilante, o depoente negou que tenha agido sob influência de qualquer convicção política e contou que já trabalhou para 11 presidentes. “Sirvo ao Estado, não a presidente”, declarou. Ele negou também que tenha havido qualquer facilitação para a entrada dos invasores por qualquer membro do GSI.

Fábio Félix (PSOL), no entanto, relembrou postagens de cunho político que Penteado fez em suas redes sociais. Num post, Penteado compartilha uma fala supostamente atribuída ao ex-presidente João Figueiredo criticando o Partido dos Trabalhadores (PT). Ele compartilhou ainda uma publicação do General Villas Bôas com críticas à esquerda.

Ainda assim, Penteado reafirmou que jamais misturou suas convicções políticas com sua atuação no GSI. “Essas publicações são de 2018. Não tínhamos uma portaria que regulava as redes sociais. Tudo que foi feito no GSI enquanto eu estava lá foi em defesa do Estado”, defendeu-se.

Distritais dizem que General Gonçalves Dias “mentiu”

O deputado Joaquim Roriz Neto (PL) criticou duramente a postura do general Gonçalves Dias, ex-chefe do GSI, com relação às ações do 08/01. O distrital leu manchetes de notícias relacionadas a depoimentos de G. Dias afirmando que ele “mentiu por diversas vezes”.

Thiago Manzoni (PL) também criticou o depoimento de G. Dias à CLDF em 22/06, afirmando que o que ele havia dito contraria tudo o que foi verificado em outras oitivas, inclusive a do General Penteado. “Ele [G. Dias] mentiu para nós de forma descarada”, afirmou Manzoni.

Os distritais alegaram que General G. Dias teria sido omisso no combate às invasões pois ele tinha conhecimento dos relatórios da ABIN e não agiu para impedir os ataques. Os deputados criticaram também o fato de G. Dias, no depoimento prestado em junho, não ter assumido a culpa pelos erros que desencadearam a invasão do Palácio do Planalto.

A CPI se reúne novamente na próxima semana. Acompanhe o calendário das oitivas para setembro e outubro: 

– 14/09: Walter Delgatti Neto;
– 21/09: Coronel Paulo José Ferreira de Souza Bezerra;
– 28/09: Ana Priscila Azevedo;
– 05/10: Major Cláudio Mendes dos Santos;
– 09/10: Major José Eduardo Natale de Paula Pereira;
– 19/10: Saulo Moura da Cunha e
– 26/10: Coronel Reginaldo Leitão.

Fonte: CLDF

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