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Ibaneis quer trânsito liberado no túnel de Taguatinga em junho

Por Sandro Gianelli

O governador Ibaneis Rocha tem feito gestão junto as construtoras para que o trânsito seja liberado, no túnel de Taguatinga Centro, ainda em junho de 2022. A obra foi iniciada em 2020 e é a maior do Brasil. As escavações da obra estão 75% concluídas. Liberando o túnel, continuam as obras do Boulevard, que é a parte superior.


Desespero

Na reta final para o prazo de filiação, que se encerra no dia 2/4, tem muito pré-candidato e político com mandato perdendo o sono. A escolha do partido equivale a pelo menos 60% do resultado da eleição. Políticos com votações expressivas, mas com escolhas partidárias equivocadas, como foi o caso do Guarda Janio, que teve votos suficientes para ser eleito nas últimas 4 eleições e ficou de fora por conta da escolha partidária. Os pré-candidatos não querem correr esse risco e fazem contas para escolher o melhor partido.


De malas prontas

O administrador de Vicente Pires, Pastor Daniel de Castro, já arrumou as malas e deixou o comando da administração da cidade. “Foram 3 anos e 3 meses de gestão, passamos por vários desafios, mas graças a Deus e a mão presente do GDF, vencemos todos. Minha imensa gratidão ao Governador, pela confiança de administrar essa cidade, não foi nada fácil, mas muito gratificante”, disse.

Gratidão

Daniel agradeceu aos órgãos do Governo do Distrito Federal, que estiveram sempre presentes em Vicente Pires e aos moradores pela paciência e compreensão. Daqui por diante o foco de Daniel será organizar sua pré-campanha rumo a Câmara Legislativa.  


Recuaram

Estava agendado para ocorrer neste domingo (27), o evento de lançamento da pré-candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), porém, o partido preferiu mudar o tema do encontro. Ao invés de um lançamento de pré-campanha, será apenas um evento para incentivar novas filiações ao partido. Uma das grandes expectativas do evento era a revelação do vice-presidente na chapa de Bolsonaro.


Estúdio Livre

Amanhã (26), haverá um almoço em comemoração dos seis anos do programa Estúdio Livre. O programa é idealizado, dirigido e apresentado pelo jornalista Braguinha Neto. O evento acontecerá no San Marco Hotel e reunirá diversas personalidades de Brasília. Tive a grata oportunidade de fazer uma curta temporada com o quadro Conectado ao Poder, no Estúdio Livre em 2019.

Apoio cultural

Atualmente o Estúdio Livre, que iniciou na TV Brasília / RedeTV e hoje está na programação da TV Band, aos sábados, a partir das 11h, é o principal programa local, voltado para os artistas do Distrito Federal. A Coluna deseja vida longa ao programa.


Domingão da Metrópoles

Domingo (27), das 9h às 11h, entrevistarei a secretária de Justiça do DF, Marcela Passamani e o apresentador do Balanço Geral, Henrique Chaves, na rádio Metrópoles – 104,1 FM. Marcela é pré-candidata a deputada federal e Henrique surpreendeu, nessa semana, pontuando em pesquisa para o senado. Vamos debater eleições e temas cotidianos.


ENTREVISTA

Fabrício Moser

Consultor político e especialista em mobilização

O quanto a mobilização numa campanha define o resultado de uma eleição?

Totalmente. É a mobilização que cria a onda necessária para arrastar o eleitorado indeciso na reta final do processo eleitoral. Numa eleição de cinco votos a mobilização se torna ainda mais importante, pois além da decisão, os candidatos precisam que os eleitores votem sem se confundir quando estiverem sozinhos com a urna. Isso é a mobilização que vai garantir.

Que fator você acha mais importante na hora de capacitar sua equipe de mobilização?

O uso do celular como instrumento de influência e conversão de votos.

Cite três dicas para quem ainda não começou a organizar sua equipe de mobilização?

A primeira dica é voltada para a organização das suas listas de contato. A segunda, é para definir quem são seus embaixadores, aqueles que serão os primeiros multiplicadores. E por fim, foque no treinamento da sua equipe e de seus apoiadores. Dica bônus: siga meu Instagram: @fabriciomoser.


Envie uma mensagem para o WhatsApp (61) 98406-8683 caso você tenha alguma notícia relacionada aos bastidores da política e queira vê-lá na Coluna do Gianelli.

*Sandro Gianelli é consultor em marketing político, jornalista, colunista e radialista. Escreve a Coluna do Gianelli, de segunda a sexta, para o portal Conectado ao Poder e para o Jornal Alô Brasília e apresenta um programa de entrevistas, aos domingos, das 9h às 11h, na rádio Metrópoles – 104,1 FM.


Três perguntas para o Consultor político Fabrício Moser

Por Sandro Gianelli

O Consultor político e especialista em mobilização, Fabrício Moser, concedeu entrevista para a Coluna e falou sobre a importância da mobilização na eleição.

O quanto a mobilização numa campanha define o resultado de uma eleição?

Totalmente. É a mobilização que cria a onda necessária para arrastar o eleitorado indeciso na reta final do processo eleitoral. Numa eleição de cinco votos a mobilização se torna ainda mais importante, pois além da decisão, os candidatos precisam que os eleitores votem sem se confundir quando estiverem sozinhos com a urna. Isso é a mobilização que vai garantir.

Que fator você acha mais importante na hora de capacitar sua equipe de mobilização?

O uso do celular como instrumento de influência e conversão de votos.

Cite três dicas para quem ainda não começou a organizar sua equipe de mobilização?

A primeira dica é voltada para a organização das suas listas de contato. A segunda, é para definir quem são seus embaixadores, aqueles que serão os primeiros multiplicadores. E por fim, foque no treinamento da sua equipe e de seus apoiadores. Dica bônus: siga meu Instagram: @fabriciomoser.

Domingão da Metrópoles

Por Sandro Gianelli

Domingo (27), das 9h às 11h, entrevistarei a secretária de Justiça do DF, Marcela Passamani e o apresentador do Balanço Geral, Henrique Chaves, na rádio Metrópoles – 104,1 FM. Marcela é pré-candidata a deputada federal e Henrique surpreendeu, nessa semana, pontuando em pesquisa para o senado. Vamos debater eleições e temas cotidianos.

Estúdio Livre

Por Sandro Gianelli

Amanhã (26), haverá um almoço em comemoração dos seis anos do programa Estúdio Livre. O programa é idealizado, dirigido e apresentado pelo jornalista Braguinha Neto. O evento acontecerá no San Marco Hotel e reunirá diversas personalidades de Brasília. Tive a grata oportunidade de fazer uma curta temporada com o quadro Conectado ao Poder, no Estúdio Livre em 2019.

Apoio cultural

Atualmente o Estúdio Livre, que iniciou na TV Brasília / RedeTV e hoje está na programação da TV Band, aos sábados, a partir das 11h, é o principal programa local, voltado para os artistas do Distrito Federal. A Coluna deseja vida longa ao programa.

Recuaram

Por Sandro Gianelli

Estava agendado para ocorrer neste domingo (27), o evento de lançamento da pré-candidatura à reeleição do presidente Jair Bolsonaro (PL), porém, o partido preferiu mudar o tema do encontro. Ao invés de um lançamento de pré-campanha, será apenas um evento para incentivar novas filiações ao partido. Uma das grandes expectativas do evento era a revelação do vice-presidente na chapa de Bolsonaro.

De malas prontas

Por Sandro Gianelli

O administrador de Vicente Pires, Pastor Daniel de Castro, já arrumou as malas e deixou o comando da administração da cidade. “Foram 3 anos e 3 meses de gestão, passamos por vários desafios, mas graças a Deus e a mão presente do GDF, vencemos todos. Minha imensa gratidão ao Governador, pela confiança de administrar essa cidade, não foi nada fácil, mas muito gratificante”, disse.

Gratidão

Daniel agradeceu aos órgãos do Governo do Distrito Federal, que estiveram sempre presentes em Vicente Pires e aos moradores pela paciência e compreensão. Daqui por diante o foco de Daniel será organizar sua pré-campanha rumo a Câmara Legislativa.  

Túnel, praça, estacionamento: é Taguatinga com obras por toda parte

Governador Ibaneis Rocha visitou pontos em construção que estão modernizando e gerando melhorias e dezenas de empregos na cidade

O governador Ibaneis Rocha visitou a maior obra viária em construção no país, o Túnel de Taguatinga, e depois esteve na Praça do DI | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília

Maior obra viária urbana em construção no país, o Túnel de Taguatinga está com cerca de 65% da sua execução concluída

As obras de adequação viária e de estruturação urbana em Taguatinga não param. No final da manhã desta quarta-feira (23), o governador Ibaneis Rocha visitou uma série de intervenções que estão modernizando a cidade, como a construção do túnel de acesso que liga o Plano Piloto a Ceilândia, do estacionamento da Associação Comercial e Industrial de Taguatinga (Acit) e a reforma da Praça do DI.

Maior obra viária urbana em construção no país, o Túnel de Taguatinga está com cerca de 65% da sua execução concluída e com a abertura da passagem subterrânea cada vez mais avançada. Acompanhado de secretários e de engenheiros da obra, Ibaneis Rocha chegou de carro até a estrutura e caminhou até a parte em que há um acesso entre as alas norte e sul da construção.

De acordo com ele, todos os cronogramas da construção estão sendo cumpridos. “É impressionante a grandiosidade disso aqui. Quem visita quinzenalmente o que está sendo feito, como os fiscais e parte do nosso secretariado, fica admirado como a obra vem crescendo e se desenvolvendo”, avalia Ibaneis.

De acordo com o secretário de Obras, Luciano Carvalho, a construção entra em breve na fase de impermeabilização para, na sequência, iniciar o reaterro na parte superior do túnel. “Nossa ideia é cumprir etapas parciais da obra, como a abertura do trânsito na avenida comercial e ir trazendo, gradualmente, a normalidade para o centro de Taguatinga”, prevê.

Praça do DI

O governador também esteve na Praça do DI, que, além de um projeto paisagístico, terá a pista de skate reconstruída, troca do piso de pedra portuguesa para concreto polido, meios-fios trocados e equipamentos públicos recuperados. O custo estimado é de R$ 450 mil, com cerca de 50 empregos gerados.

“Depois da Praça do Bicalho e de outros espaços de convivência da cidade, a reestruturação da Praça do DI era um grande desejo da comunidade, principalmente pelo viés gastronômico em volta dela”, avalia o administrador regional de Taguatinga, Renato Andrade.

A região ganha um estacionamento na Associação Comercial e Industrial de Taguatinga (Acit). Por lá estão sendo implantados calçadas de concreto, estacionamento de blocos intertravados (bloquetes), além de paisagismo e acessibilidade. Estima-se que, para a conclusão da obra, serão investidos aproximadamente R$ 126 mil, com recursos provenientes de emendas parlamentares.

Lideranças e empresários

No início da tarde, o governador do Distrito Federal almoçou com lideranças e empresários de Taguatinga em uma casa de eventos em Vicente Pires. Por lá, ouviu demandas da comunidade e destacou as intervenções que estão sendo feitas no Distrito Federal, principalmente em Taguatinga, que completou nesta quarta-feira (23) a obra de número 1.583 desta gestão, com a ampliação do Serviço Veterinário Público do Distrito Federal (Hvep).

Ibaneis Rocha lembrou que a primeira obra destravada pela sua gestão foi o viaduto na entrada de Taguatinga, parada havia anos. “Aí eu perguntei depois: por que esse túnel não sai do papel? Resolvemos todos os problemas da licitação e ele está lá, pronto para requalificar quatro regiões administrativas ao mesmo tempo: além de Taguatinga, Samambaia, Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol”, conclui.

Fonte: Agência Brasília

CLDF altera LDO e viabiliza nomeação de 10 conselheiros tutelares para Arniqueiras e Sol Nascente

Foto: Ascom/Sejus-DF

Durante a sessão desta quarta-feira (23), a Câmara Legislativa aprovou o projeto de lei nº 2.579/22, que altera a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano. De iniciativa do Executivo, a proposta ajusta o anexo que trata das despesas de pessoal autorizadas a sofrerem acréscimos, de forma a incluir autorização para a nomeação de 10 conselheiros tutelares eleitos. A medida vai beneficiar as regiões administrativas de Arniqueira e Sol Nascente.

Aprovado em dois turnos e redação final nesta tarde, o projeto vai ser encaminhado ao governador Ibaneis Rocha. O governo estima um acréscimo de despesa de R$ 825.795,00 por ano para custear os novos conselheiros.

Fonte: Câmara Legislativa-DF

PGR pede abertura de inquérito para investigar ministro da Educação

Procurador pretende apurar liberação de recursos do FNDE


© Antonio Augusto-Secom/PGR

O procurador-geral da República, Augusto Aras, pediu hoje (23) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a abertura de inquérito para investigar o envolvimento do ministro da Educação, Milton Ribeiro, na distribuição de verbas do ministério a municípios. A medida foi tomada após publicação de matérias na imprensa sobre o suposto favorecimento na liberação de recursos para prefeituras de municípios por meio da intermediação de dois pastores, que também são alvo do inquérito.

Na petição, Aras cita o presidente da Convenção Nacional de Igrejas e Ministros das Assembleias de Deus no Brasil, Gilmar Santos, e Arilton Moura, assessor de Assuntos Políticos da entidade.

Ao justificar o pedido de abertura de inquérito, o procurador disse que pretende apurar se os envolvidos, que não têm vínculo com o Ministério da Educação, atuavam para a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Entre as diligências solicitadas está a oitiva dos citados e de cinco prefeitos.

Ontem (21), uma reportagem do jornal Folha de S.Paulo divulgou um áudio em que o ministro diz favorecer com recursos prefeituras de municípios ligados aos dois pastores, que seriam amigos do presidente Jair Bolsonaro.

Em nota divulgada à imprensa após a divulgação do áudio, Milton Ribeiro disse não haver nenhum tipo de favorecimento na distribuição de verbas da pasta. Segundo o ministro, a alocação de recursos federais segue a legislação orçamentária.

“Não há nenhuma possibilidade de o ministro determinar alocação de recursos para favorecer ou desfavorecer qualquer município ou estado”, disse o ministro na nota.

Mais cedo, por conta da denúncia, o Tribunal de Contas de União (TCU) decidiu que vai realizar uma fiscalização extraordinária na pasta.

Fonte: Agência Brasil

Por que o dólar está caindo tanto mesmo com guerra e crise econômica

Dia de pregão na B3, a Bolsa de Valores brasileira; Ibovespa, dólar, câmbio | Imagem: Cris Faga/NurPhoto via Getty Images

O dólar tem surpreendido nos últimos dias, com uma forte queda em relação ao real, mesmo em meio à guerra na Ucrânia e à alta de juros nos Estados Unidos.

Normalmente, esses dois fatores levariam o real brasileiro a perder força, devido à aversão ao risco e à maior atração de recursos para a economia americana.

Mas a combinação de Selic em dois dígitos, commodities em alta, bolsa brasileira barata e saída de investimentos da Rússia e leste europeu rumo a outros mercados emergentes ajuda a explicar como o dólar, que chegou próximo dos R$ 5,80 em 2021, é negociado agora abaixo dos R$ 5, tendo chegado aos R$ 4,84 nesta quarta-feira (23/3), menor patamar desde março de 2020.

Analistas ouvidos pela BBC News Brasil avaliam que, com a perspectiva de commodities em alta por mais tempo e de o Banco Central subir ainda mais os juros no Brasil, o real pode continuar se fortalecendo no curto prazo e o dólar atingir novos patamares de baixa.

No entanto, os economistas acreditam que esse movimento não deve se sustentar num prazo mais longo. Com a perspectiva de uma alta mais forte dos juros nos EUA e as eleições em outubro, eles avaliam que o dólar pode voltar a ganhar força mais adiante.

Entenda em 4 pontos a queda recente do dólar em relação ao real.

1. Por que o dólar está em queda?

Segundo Silvio Campos Neto, economista da Tendências Consultoria, dois fatores principais explicam a recente queda do dólar em relação ao real.

São eles: a alta das commodities, das quais o Brasil é um grande produtor e exportador mundial, e a Selic (taxa básica de juros da economia brasileira) atualmente em 11,75%, com perspectiva de novas altas nos próximos meses.

“O real vinha muito desvalorizado, mas não havia nenhuma grande expectativa de correção no curto prazo, então a queda recente do dólar de fato surpreende”, diz Campos Neto.

“O primeiro fator que explica isso é o fato de esse ser um ano muito favorável às commodities, movimento que foi reforçado pelo conflito no leste europeu. Isso deu um gás nos preços de uma série de itens e o real é uma moeda liquidamente beneficiada por esse fator, por ser o Brasil um grande exportador”, afirma.

O segundo ponto é a forte alta de juros no Brasil, que levou o país a ter atualmente a segunda maior taxa de juros reais do mundo, atrás apenas da Rússia (os juros reais consideram a taxa de juros nominal, menos a inflação), e a quarta maior taxa de juros nominal, atrás somente de países com graves problemas econômicos, como Argentina (42,5%), Rússia (20%) e Turquia (14%).

“O reposicionamento da taxa de juros para um patamar mais condizente com a nossa realidade permitiu um olhar dos investidores para cá, com isso temos visto um redirecionamento de fluxos [de investimentos] já desde o início do ano”, completa.

Soma-se a esses dois fatores uma bolsa brasileira que estava muito barata na comparação internacional e com diversos papéis ligados ao setor de commodities, como Vale, Petrobras e as empresas do setor agrícola.

Por fim, há o fluxo de investidores que deixaram a Rússia e o leste europeu em meio à instabilidade naquela região, e que encontraram no Brasil uma alternativa de investimento em países emergentes.

“Os dados de fluxo cambial do Banco Central mostram uma entrada de um pouco mais de US$ 10 bilhões para o Brasil no acumulado do ano”, observa Marcela Rocha, economista-chefe da Claritas Investimentos.

“Isso indica que o investidor estrangeiro volta a olhar o Brasil com atratividade: um país que estava barato, com moeda desvalorizada. Agora, com juros altos e commodities em alta, ele se torna uma referência para países emergentes, num momento em que outros emergentes são abalados, caso da Rússia e todos os países do leste europeu.”

2. O dólar vai cair mais? Até onde ele pode chegar?

Segundo Rocha e Campos Neto, o dólar ainda pode cair mais sim, no horizonte próximo.

“Olhando todos os vetores que estão puxando o dólar para baixo, não temos ainda perspectiva de uma mudança de cenário. Os preços de commodities continuarão pressionados e a Selic, por mais que o Banco Central queira já apontar para um fim do ciclo de alta, ainda não dá para escrever em pedra qual vai ser o nível final da taxa de juros”, observa a economista da Claritas.

Na última ata do Copom (Comitê de Política Monetária), o BC indicou que pode levar a Selic acima de 12,75%, a depender do que vai acontecer com o valor do barril de petróleo, que impacta os preços dos combustíveis no Brasil e, consequentemente, a inflação.

Nesta quarta-feira, o barril de petróleo chegou aos US$ 120, num sinal de que a autoridade monetária brasileira pode de fato ter que levar a taxa de juros acima dos 13%.

Mas até onde o dólar pode ir, é difícil de prever. A analista da Claritas fala em um limite de R$ 4,70 ou R$ 4,65. Já o economista da Tendências vê um limite de R$ 4,50 ou R$ 4,40, mas avalia que esse não é o cenário mais provável, pois há outros fatores em jogo que devem por um freio na valorização do real no horizonte mais longo.

3. A queda do dólar é sustentável?

Num horizonte mais longo, os economistas avaliam que não. Provavelmente, com a aproximação da eleição e a alta mais forte de juros nos EUA, esse movimento deve estancar.

“Estamos falando de um real valorizado num momento em que o Fed [banco central americano] está subindo juros e o dólar se aprecia globalmente. Esse aumento de juros lá fora vai ser mais intenso e isso deve trazer condições mais complicadas para fluxo de investidor estrangeiro em emergentes”, diz Rocha.

Já as eleições devem trazer volatilidade ao câmbio, pois nenhum dos candidatos favoritos à Presidência é percebido pelo mercado como comprometido com uma agenda econômica ortodoxa e com reformas para reduzir o gasto público.

“Claro que, se tivermos um novo governo indicando uma agenda econômica mais ortodoxa e responsável, temos condições de o câmbio terminar o ano no patamar atual ou até um pouco abaixo disso. Mas, diante das possibilidades que estão atualmente colocadas, há no mínimo uma grande incerteza sobre como vai ser a condução da economia a partir do ano que vem”, diz Campos Neto.

Por fim, a guerra segue no horizonte como um fator de incerteza e alguma piora na crise no leste europeu também poderia levar a um quadro de aversão ao risco que tire dinheiro dos mercados emergentes, rumo a investimentos mais seguros, o que enfraqueceria o real.

5. Qual o efeito do dólar em queda para a economia?

A queda do dólar, caso fosse sustentável, poderia trazer algum alívio para a inflação, ao compensar parte do efeito da alta das commodities e baratear a importação de insumos.

Mas Marcela Rocha avalia que não é esse o caso.

“Para ter um repasse dessa queda do dólar para a inflação, seria necessário ter visibilidade de que esse quadro vai durar por algum tempo, mas não é isso que vemos hoje”, diz ela.

Na balança comercial, Campos Neto acredita que o efeito deve ser pouco para os exportadores —que se beneficiam dos altos preços das commodities—, mas pode ser favorável para a importação de bens industrias, diante da perspectiva de que a economia brasileira ainda deve ter algum crescimento este ano, mesmo que baixo.

Fonte: UOL

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