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Maior Via Sacra da região acontece nesta sexta em Novo Gama

Maior-Via-Sacra-da-região-acontece-nesta-sexta-em-Novo-GamaO Novo Gama recebe nesta sexta-feira, dia 25, a tradicional encenação da Paixão de Cristo, na realização da 16ª edição da Via Sacra, a maior do tipo na região. O evento acontecerá no Morro Santo, no bairro Lago Azul, a partir das 16h.

De acordo com a Secretaria Municipal de Cultura, a expectativa é receber entre 50 mil e 60 mil pessoas. O número é semelhante ao do público de 2015. Segundo os organizadores foram adquiridas novas arquibancadas para compor a arena. Elas comportam aproximadamente 15 mil pessoas. No local, haverá também uma nova e diversificada praça de alimentação composta com 30 barracas.

A Via Sacra conta com mais de 600 atores nos papéis de personagens bíblicos como Jesus Cristo, Maria, os apóstolos, Pôncio Pilatos, cavaleiros romanos e camponeses, entre outros. A encenação traz momentos da Paixão de Cristo como a condenação de Jesus, o recebimento da cruz, a crucificação, morte e ressurreição.

A prefeitura informa que disponibilizará transporte gratuito para o local. Os ônibus sairão dos pontos finais do Lago Azul e do Pedregal, às 16h.  Os veículos estão devidamente identificados.  Além disso, o espetáculo contará com o apoio e a segurança da Policia Militar e dos Guardas Civis Municipais.

Fonte: novogama.go.gov.br

Marcelo Odebrecht e executivos da empreiteira acertam acordo de delação

marcelo-odebrecht-e-executivos-da-empreiteira-acertam-acordo-de-delacaoOs executivos da maior empreiteira do País decidiram buscar o acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República nos processos da Operação Lava Jato.

Os executivos da maior empreiteira do País decidiram buscar o acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República nos processos da Operação Lava Jato. O empreiteiro Marcelo Bahia Odebrecht, preso na Operação Erga Omnes, desde 19 de junho de 2015, já começou a depor, antes da deflagração da Operação Xepa, etapa da Lava Jato que tem base na colaboração da ex-secretária do grupo, Maria Lúcia Tavares – ela entregou aos investigadores a planilha da propina.

O acordo foi confirmado pelo grupo nesta terça-feira, 22. O acordo envolve outros executivos da Odebrecht, presos também desde junho de 2015.

Pesou na decisão de fazer o acordo a condenação imposta pelo juiz federal Sérgio Moro. Acusado de lavagem de dinheiro, corrupção ativa e associação criminosa, Odebrecht foi condenado a 19 anos e 4 meses de prisão.

Também pesou o fato de a ex-secretária Maria Lúcia ter feito delação e revelado os caminhos dos pagamentos ilícitos realizados por ordens de seus superiores, entre eles Marcelo Odebrecht.

Fonte: Fato Online

Advogado é assassinado a tiros dentro de escritório em São Paulo

leandro-840x560Testemunhas afirmaram à polícia que um homem se apresentou como cliente, entrou no escritório e atirou.

O advogado Leandro Balcone Pereira, de 35 anos, foi assassinado na manhã desta terça-feira (22/3) por volta das 11h45, dentro do seu escritório, na região central de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ninguém foi preso.

Testemunhas afirmaram à polícia que um homem se apresentou como cliente e entrou no escritório. Em seguida, Balcone foi alvo de pelo menos 11 tiros de calibre 380. A execução aconteceu por volta das 11h30 e, segundo testemunhas, a ação do assassino foi rápida. A perícia encontrou ferimentos provocados por balas nas mãos do advogado – sinal que a vítima tentou se defender dos disparos. Alguns tiros pegaram de raspão, o que fez a polícia acreditar, em um primeiro momento, que Pereira também teria sofrido facadas.

O assassino é apontado como um homem branco, com cerca de 50 anos, gordo, calvo, que usava óculos de grau, camisa azul e calça jeans. Segundo uma testemunha ouvida pela polícia, ele se apresentou como cliente e a própria vítima abriu a porta do escritório para o suspeito. Aos policiais, a testemunha afirmou que nunca havia visto o homem frequentar o escritório de Balcone antes do crime.

Nas imagens de câmeras de segurança, colhidas de dois pontos comerciais da rua, um suspeito com a mesma descrição dada pela testemunha aparece a pé, instantes antes da execução. Os policiais, entretanto, acreditam que o assassino usou um veículo que não teria sido flagrado nas filmagens para chegar próximo ao local e facilitar a fuga. Uma busca foi feita no quarteirão do crime, mas nenhum homem com as características descritas foi encontrado.

A testemunha também reconheceu o suspeito das filmagens como sendo a mesma pessoa que entrou no escritório do advogado. Ele ainda não teve o nome nem a idade correta descoberta pela polícia.
Ativismo político
Balcone era criminalista e ligado a movimentos contra o governo Dilma Rousseff e o Partido dos Trabalhadores (PT). Ele também era suplente de vereador em Guarulhos. Esta semana, o advogado postou no Facebook um texto no qual criticava a corrupção e defendia a prisão de políticos denunciados na Operação Lava Jato. Disse também que estava recebendo ameaças por ser criminalista e defender a “prisão do chefe da quadrilha”.

O caso será investigado pela Delegacia de Homicídios de Guarulhos. Investigadores passaram o dia ouvindo testemunhas e procurando imagens de câmeras de segurança. Segundo a polícia, nenhuma hipótese está descartada. De acordo com informações do portal R7, “a família suspeita de crime político, uma vez que o advogado era ativista contra o governo de Dilma Rousseff, chegando a participar do MBL (Movimento Brasil Livre)”.

Em nota, a Ordem dos Advogados do Brasil em São Paulo (OAB-SP) lamentou a morte de Balcone. Na rede social Twitter, internautas lançaram a hashtag #RipLeandroBalcone como meio de homenagear o advogado. Muitos dos que estão participando da campanha afirmam que Balcone teria morrido por conta de suas motivações políticas. A polícia considera a possibilidade pouco provável.

Fonte: Metrópoles

Lula não convence PMDB a rever saída

20160323112631Apesar dos apelos do Palácio do Planalto, de Lula e da ala governista do PMDB, o diretório nacional do partido vai se reunir no dia 29 de março para definir a data-limite do desembarque do governo. Os sete peemedebistas que compõe o ministério da presidente Dilma Rousseff deverão entregar seus cargos até o dia 12 de abril.

Lula envolveu-se nas discussões e trabalhou para adiar a reunião do diretório. No entanto, conseguiu apenas convencer o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), a dar uma declaração pública de que sigla agrava a crise se sair do governo. “O PMDB não pode dar o gatilho do impeachment”, disse Renan.

O presidente do Senado falou com os jornalistas minutos depois de encontrar-se com Lula na casa do ex-presidente e ex-senador José Sarney (PMDB-AP).

A conversa entre os três durou duas horas. Renan se negou a dar detalhes, mas a reportagem apurou que o objetivo de Lula era buscar o adiamento da reunião do diretório do dia 29 de março para o dia 12 de abril. No começo da noite, um grupo de mais de 20 deputados pressionou o vice-presidente Michel Temer – que é também presidente nacional do partido – a não aceitar a mudança.

Apesar da tentativa de ajudar Dilma e Lula, Renan nega qualquer desentendimento com Temer, que é o principal beneficiário em caso de impeachment da presidente. Nos bastidores, o próprio vice tem defendido que não é o momento de “pular etapas”. Ele não quer ser tachado como “golpista” e, por isso, tem evitado conversas mais explícitas sobre as articulações em favor do afastamento de Dilma. Temer, porém, negou-se a participar da reunião de coordenação de governo realizada anteontem.

Mesmo com algumas divergências, a avaliação geral das duas alas do PMDB é de que hoje o impeachment de Dilma é inevitável. Aliado de Renan, o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirma que se o governo não conseguir 171 votos na Câmara para barrar o impeachment, o Senado não conseguirá reverter essa decisão – o afastamento da presidente precisa ser aprovado nas duas Casas. “Se aprovar na Câmara, dificulta muito no Senado”, disse. “Eu tenho de respeitar a vontade da bancada”, completou.

Como o jornal O Estado de S. Pauloinformou na sua edição de domingo, Renan compartilha da mesma opinião. Publicamente, no entanto, o presidente do Senado quer demonstrar “imparcialidade” e “caráter institucional”. Na terça-feira, 22, ao falar sobre o impeachment, chegou a dizer que “o crime de responsabilidade” da presidente precisa ser configurado. “O que a história dirá se votarmos um impeachment sem crime?”, questionou.

Impasse

Mesmo antes do apelo de Lula para que o PMDB “dê tempo ao tempo” e não tome agora a decisão de sair do governo, ministros do partido conversaram ontem com Temer, que comanda o partido, numa tentativa de traçar uma estratégia conjunta.

Dos sete ministros do PMDB, pelo menos três não estão convencidos de que devem entregar seus cargos. A interlocutores, o recém-empossado ministro da Aviação Civil, Mauro Lopes, confidenciou: “Se o PMDB deixar o governo, a decisão sobre continuar no cargo é minha”.

No comando da Secretaria dos Portos, Helder Barbalho, por sua vez, deve usar o leilão do dia 31 como argumento para permanecer no ministério ao menos até lá. A ministra da Agricultura, Kátia Abreu, é amiga de Dilma. Há quem aposte até numa desfiliação sua do PMDB para permanecer ao lado da presidente, caso o partido decida pelo divórcio. (Colaboraram Daniel Carvalho, Ricardo Brito,Eduardo Rodrigues e Erich Decat)

 Fonte: Estadão Conteúdo

Teori Zavascki determina que Moro envie investigações sobre Lula para STF

Além de pedir o encaminhamento, o ministro voltou a determinar o sigilo nas investigações e pedirá que Moro preste informações ao STF sobre a retirada do segredo de Justiça.

O ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki determinou, nesta segunda-feira (22/3), que o juiz Sérgio Moro envie todas as investigações da Lava-Jato que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o STF.

Além de pedir o encaminhamento, o ministro voltou a determinar o sigilo nas investigações e pedirá que Moro preste informações ao STF sobre a retirada do segredo de Justiça. A decisão atende um pedido da Advocacia Geral da União, que mostrou irregularidades na divulgação dos grampos telefônicos entre Lula e Dilma Rousseff.

Segundo a decisão, “são irreversíveis os efeitos práticos decorrentes da indevida divulgação das conversações telefônicas interceptadas”. “Ainda assim, cabe deferir o pedido no sentido de sustar imediatamente os efeitos futuros que ainda possam dela decorrer e, com isso, evitar ou minimizar os potencialmente nefastos efeitos jurídicos da divulgação”, escreveu Teori.

Com a decisão, Teori tira a decisão de Gilmar Mendes de que o processo sobre o ex-presidente deveria ficar o o juiz federal Sérgio Moro. No entanto, não significa que Lula voltou a ser o ministro-chefe da Casa Civil.

Fonte: Correio Braziliense

Novo Gama: Prefeitura realiza recadastramento do Bolsa Família

Novo-Gama-Prefeitura-realiza-recadastramento-do-Bolsa-Família-2Os beneficiários do Bolsa Família estão sendo atendidos pela Prefeitura de Novo Gama, para o cadastramento e recadastramento ao Programa, na sede da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Para realizar o cadastramento é preciso apresentar os originais da carteira de identidade; CPF; título de eleitor; comprovante de residência; certidão de nascimento e declaração de escolaridade atualizada dos filhos.  No prazo de ate 90 dias o inscrito receberá uma visita para fins de fiscalização.

O Governo do Município destaca que no local são atendidas cerca de 40 (quarenta) pessoas diariamente, dentre os atendimentos estão a atualização, o desbloqueio e também a entrega de kits de aparelhos digitais.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o Programa Bolsa Família atende às famílias que vivem em situação de pobreza e de extrema pobreza. Assim, podem fazer parte do Programa:

– Todas as famílias com renda por pessoa de até R$ 77 mensais;

– Famílias com renda por pessoa entre R$ 77,01 e R$ 154 mensais, desde que tenham, em sua composição crianças ou adolescentes de 0 a 17 anos.

Como se cadastrar

Não existe um cadastro específico do Programa Bolsa Família. Na realidade, quando a pessoa fala que fez o cadastro no programa, ela se inscreveu no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, ou apenas Cadastro Único.

Como funciona a distribuição dos kits de acesso ao sinal digital?

O kit, que permite que as famílias de baixa renda tenham acesso à programação da TV digital, contém uma antena digital, um conversor externo (que deve ser conectado ao aparelho de televisão), um controle remoto e um manual de instalação.

Para o recebimento do aparelho digital o beneficiário deve dirigir-se a sede da Secretaria de Assistência Social, portando do cartão do Bolsa Família, e o documento de identidade. No local será realizado o agendamento para a retirada do aparelho.

A Secretaria de Assistência Social está localizada na Quadra 504, Lote 15, Pedregal. Para mais informações entre em contato no atendimento do Bolsa Família em Novo Gama pelo telefone (61) 3628-2670.

Fonte: Novo Gama

TV Gênesis homenageia Francisco Paula Lima Júnior

O apresentador Celso de Marco lembra no programa Diário Brasil da TV Gênesis a importância que o professor Chico ( como era conhecido), teve enquanto viveu na cidade de Brasília dando aula e trabalhando no meio político, infelizmente ele faleceu por motivo de doença, no dia 22/03/2016, aos 49 anos.

 

 

 

http://https://www.youtube.com/watch?v=WWFuwubtdaE

Desemprego na construção civil do DF atinge 192 mil pessoas

20160322001328O desemprego na construção civil do Distrito Federal atingiu 192 mil pessoas, entre trabalhos diretos e indiretos, de janeiro de 2015 a fevereiro de 2016. A conta é da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi), que se baseia em dados de levantamentos nacionais. A entidade associa a situação tanto à diminuição da demanda do Governo de Brasília quanto à burocracia para liberação de documentos aos empreendimentos.

A construtora Faenge, por exemplo, afirma não ter conseguido aprovação de nenhum projeto para obter alvará de construção entre 2015 e este ano. Segundo o diretor da empresa, Leonardo Oliveira de Ávila, são seis terrenos parados sem um tijolo sobre o outro. “São, pelo menos, 600 empregos diretos que não foram gerados”, problematiza.

De acordo com representantes do setor produtivo, esse tipo de entrave burocrático ajuda a encorpar os índices negativos da capital. A última Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan), revelou que 257 mil pessoas não têm ocupação no DF atualmente, o equivalente a 16,6% da população economicamente ativa. Esse percentual é quase cinco pontos maior em relação ao de janeiro de 2015.

Morosidade

O governo admite existir demora em responder algumas demandas relativas a alvarás e cartas de Habite-se, mas divide a culpa com os empresários. “Há processos em que o empreendedor demora para cumprir as exigências previstas e outros onde os órgãos demoram para responder”, afirma a Subsecretaria de Relações com a Imprensa.

Em agosto do ano passado, uma força-tarefa encabeçada pela Vice-Governadoria do DF entregou cartas de Habite-se no Setor Noroeste, em ato simbólico para anunciar que os trâmites seriam agilizados. A assessoria não informou quantos documentos foram emitidos desde então – a previsão para o segundo semestre de 2015 eram de 22 entregas -, mas garantiu que “40% dos processos tiveram andamento” e que 44 visitas técnicas foram feitas.

Responsabilidade é do Estado

O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do DF (Sinduscon-DF), Luiz Carlos Botelho, critica a atuação da força-tarefa: “A produtividade dessa força é ínfima se comparada ao que precisamos. O setor produtivo trabalha para resgatar a redução da burocracia”. Para ele, as interpretações da lei para aprovação de projetos e emissão de alvarás e cartas de Habite-se deve ser clara. “Cada agente público lê a lei de uma forma. Os culpados pelo atraso são muitos, mas a responsabilidade máxima é do Estado”, reitera.

Esforço não resolve o problema

Para o presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do Distrito Federal (Ademi), Paulo Muniz, o esforço para entregar cartas de Habite-se no Setor Noroeste em agosto do ano passado foi válido, mas o passo dado foi menor do que o necessário para resolver a questão.

“Hoje, temos em torno de 6,5 mil unidades com documentações pendentes, entre áreas comerciais e residenciais”, critica, apesar de comemorar o fato de o número atual ser quase a metade em relação ao pior período de 2015.

Segundo ele, essa situação gerou quatro mil demissões em 2016 e outras 48 mil no ano passado. Como para cada emprego da construção civil, porém, existiriam outras quatro ocupações indiretas, ele estima haver impacto sobre 192 mil pessoas. “Eu tenho uma empresa com 47 anos no mercado e, há dez, aprovávamos processos com rapidez, sob o mesmo código de obras de hoje em dia. Isso perdeu a qualidade há três governos. Não é uma coisa atual”, analisa Muniz.

Demora causa perdas vultosas

O diretor da Faenge, Leonardo Oliveira de Ávila, afirma que a morosidade na liberação dos edifícios acarreta perdas milionárias. Ele exemplifica com dois prédios do Setor Noroeste, cujas cartas de Habite-se teriam levado nove meses para serem emitidas. “Para cada empreendimento parado, o prejuízo é de, no mínimo, 1% do valor total do empreendimento a cada mês. Os dois custaram R$ 75 milhões, então foram 9% de prejuízo para cada. É só fazer as contas”, expõe.

Sem infraestrutura e com muitas obras inacabadas, Ávila vê o setor como um lugar em que “era para ser super rápido tirar (carta de) Habite-se, pois quase não há entraves do governo”. A realidade, porém, é outra. “Tem que ter um entendimento do governo para agilizar essa questão, e as medidas devem ser enérgicas e urgentes”, generaliza.

No início de março, o condomínio Top Life, em Taguatinga, teve a carta de Habite-se entregue pelo governador Rollemberg. A demora foi de cinco anos para obter o documento. O caso se tornou símbolo da dificuldade de aprovação e de adequação, por parte das empresas, às normas.

Novo código de obras

Uma das expectativas para solucionar o problema da morosidade na liberação das cartas de Habite-se é a aprovação de um novo Código de Obras e Edificações (COE). O projeto de lei foi anunciado pelo governador Rodrigo Rollemberg durante a entrega no condomínio Top Life, em Taguatinga, mas gerou discórdia por diminuir a participação da sociedade nas decisões e alterar alguns cálculos estruturais. A controvérsia persiste até entre os maiores interessados: os empreendedores.

“Esse código é tido como a salvação, mas, a meu ver, não vai ser”, diz Paulo Muniz, presidente da Associação de Empresas do Mercado Imobiliário do DF (Ademi). “Ele vai desburocratizar alguns processos, mas precisa ser bem acabado e estar acompanhado de um decreto de regulamentação antes de ser levado à Câmara”, defende. Uma das mudanças propostas que ele aprova é a transferência da responsabilidade sobre os projetos para as construtoras e para o próprio autor.

“Depois do advento do Código do Consumidor, temos um cliente informado e inteligente, então não adianta querer fazer coisas fora das normas, pois o empresário vai ter dificuldades com o próprio consumidor”, acredita. O novo código, porém, segue em debate.

Informalidade não entra nos dados oficiais

Há diferença entre a realidade presumida pelos empresários e a apresentada pela Companhia de Planejamento do DF (Codeplan). Para o órgão, por exemplo, o desemprego na construção atingiu 13 mil pessoas em 2015, e não as 44 mil informadas pela Ademi. Somando-se aos cargos indiretos afetados, o número oficial é de 52 mil trabalhadores impactados.

Essa diferença de cálculo pode ser explicada pela informalidade no setor, explica o professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB) Carlos Alberto Ramos. “A construção civil agrega muito trabalho informal. São mais empregos perdidos do que uma contagem oficial levaria em conta, porque devem somar apenas as carteiras assinadas”, sugere.

Para ele “a construção civil é um dos segmentos mais fortes, mas o problema é grave e generalizado”. Ele cita os setores de comércio e serviços como outros bastante impactados e acredita que a lógica de empregos indiretos não vale apenas para os canteiros de obras. “Todos sofrem com desemprego indireto, em maior ou menor medida. Se alguém não comprar comida fora, o restaurante demite o funcionário porque não vai ter dinheiro. É um efeito cascata”, resume.

Ele aponta que só vai haver geração de empregos quando o Brasil voltar a crescer economicamente: “Como esse crescimento não está na ordem do dia, fica difícil. Não existe política pública que resolva”.

Ramos vê ainda a construção civil como um mercado complexo. “Quando se compra um apartamento, você usa por dez anos, 15 anos, sabe que vai tê-lo no futuro, e o futuro dá medo”, explica. “A pessoa não sabe se o salário vai cair, e acaba não comprando”, conclui.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) informou ontem que, pelo segundo mês seguido, o pessimismo diminuiu entre empresários da construção. De acordo com a Sondagem Indústria da Construção, o índice de evolução do nível de atividade no setor passou de 33,6 pontos em janeiro para 35,2 pontos em fevereiro.

O índice varia de 0 a 100 e valores abaixo de 50 pontos sinalizam retração da atividade e do emprego.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Rollemberg pretende dar mais poder para administrações

20160322010710Após a conclusão da reestruturação das administrações regionais, o governo Rollemberg pretende  ampliar a força  dos administradores. Segundo o administrador do Plano Piloto, Marcos Pacco (foto), um dos elaboradores do novo desenho, as administrações poderão ganhar poderes de fiscalização contra a ocupação irregular do solo e liberação de álvarás para projetos de pequeno porte e baixa complexidade.

“Estamos estudando. Mas está certo que as administrações ganharão mais poder”, afirmou. Em relação ao combate às invasões, a princípio, os administradores ganharão a capacidade de fazer notificações. Quanto aos alvarás,  desde o ano passado, as administrações passaram a liberar o documento para unidades unifamiliares.

A liberação dos demais alvarás  ficou centralizada na Central de Aprovação de Projetos (CAP). Mas em função da imensa demanda do setor produtivo, grande parte dos projetos ficou simplesmente travada na burocracia. Para o secretário-adjunto de Relações Institucionais, Igor Tokarski, o empoderamento das administrações é consequência do ritmo  das cidades.

Mais rapidez

“As cidades exigem que o estado fique cada vez mais dinâmico. Por isso, estamos estudando a possibilidade de que os administradores tenham um pouco mais de instrumentos para trabalhar”, argumentou Tokarski.

A reformulação das administrações regionais é um movimento técnico e político. Tecnicamente, o governo busca uma estrutura mais eficiente para entregar resultados para a população.

Apesar de negar de público, politicamente o Buriti está aproveitando a mudança para reacomodar a base na Câmara Legislativa, em busca de apoio nas votações.

Mais eficiência com número menor de cargos

As novas administrações regionais terão uma estrutura básica simplificada, mas cada uma será  personalizada para atender às necessidades das respectivas regiões. Segundo o secretário adjunto Tokarski, elas também receberão kits de  equipamentos, formulados especificamente  para cada cidade.

“Quando fui administrador do Plano Piloto recebemos 15 mil pedidos de licença para atividade econômica. Esta é uma administração  que precisa de uma equipe específica para esta atividade”, comentou Tokarski.

Por outro lado, o GDF planeja instalar diretorias de atenção à área rural, um serviço desnecessário para Brasília, mas estratégico para Brazlândia ou Planaltina, por exemplo.

Atualmente a folha mensal de todas as administrações é de aproximadamente R$ 4 milhões. A partir da reforma , o governo espera aumentar a eficiência da gestão e racionalizar a divisão de cargos entre as administrações.

Segundo Marcos Pacco, o novo desenho terá cargos em aberto, que serão preenchidos tão logo o DF volte aos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Sobre os kits, Pacco citou  exemplo do  o Plano Piloto, que  precisa de roçadeiras para cuidar dos gramados e não precisa de tratores. Necessidades opostas às de uma área rural, que precisaria, justamente, de tratores.

Fonte: Da redação do Jornal de Brasília

Preço do combustível volta a subir e pega motorista de surpresa

20160322000234618481eMenos de 48 horas depois de a Superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) escolher o interventor da Rede Cascol — maior companhia do mercado de Brasília, dona de quase 30% dos postos —, os preços do combustível voltaram a subir no Distrito Federal (DF). Até a última sexta-feira, o valor do litro da gasolina comum estava em R$ 3,88. O motorista que precisou abastecer no fim de semana, porém, encontrou as bombas com o reajuste de R$ 0,02. A promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público do DF e Territórios afirmou que analisará o aumento. Há aproximadamente dois meses, o MPDFT assinou Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a Cascol, no qual limitava o lucro em 15,87%, de acordo com o preço de compra do produto.

Wladimir Eustáquio Costa foi escolhido no último dia 17 como o administrador provisório para a execução da medida preventiva contra a Rede Cascol. Ele foi diretor regional da Chevron Texaco em várias cidades brasileiras e também atuou como diretor de marketing da empresa. Wladimir e a Cascol terão que apresentar ao Cade uma minuta de contrato, que será assinado em 12 de abril. O administrador vai comandar os postos da Cascol durante um prazo de 180 dias. Segundo o Cade, há indícios de que a Cascol comanda um cartel no mercado de combustíveis do DF (leia Entenda o caso). No entanto, o aumento foi verificado em postos que não são da rede. A reportagem percorreu o Plano Piloto e constatou a diferença de preço em pelo menos 24 estabelecimentos.

Ontem, o consumidor encontrou a gasolina comum por até R$ 3,90, com pouca variação de preço. O campeão na diferença de valores é o diesel, com litro disponível entre R$ 2,95 e R$ 3,49 (veja quadro). O morador de Santa Maria José Santana, 40 anos, trabalha para um escritório de advocacia em Brasília e usa o carro para os deslocamentos diários, o que resulta em um peso nas finanças: mensalmente, ele desembolsa cerca de R$ 500 apenas com gasolina. “Depois da polêmica com os postos, esperava que o valor diminuísse, o que não aconteceu de maneira nenhuma”, diz, referindo-se à operação da Polícia Federal contra o cartel dos combustíveis no DF e Entorno, em novembro do ano passado. “Cheguei a comprar por dois ou três centavos mais barato, mas isso durou pouco. Os preços logo voltaram a subir — e muito. É um absurdo”, reclama.

José Marcelino, 56, é motorista particular e gasta, semanalmente, R$ 150 com gasolina. Ele costuma abastecer sempre no mesmo posto, na Asa Sul, do qual conta que é cliente fiel por conta dos preços, segundo ele, mais baixos que em outros da vizinhança. “No fim do ano passado, tive expectativa de que os preços melhorassem, mas, mesmo quando houve diminuição, foi muito pequena. Só abasteço no mesmo lugar, onde, por sinal, o valor abaixou esta semana. Eu pagava R$ 3,86 e, agora, o preço está um centavo menor.”

Fonte: Correio Braziliense

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