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Medidas que aumentam arrecadação do DF são aprovadas pelo Legislativo local

foto_30092015082742Deputados distritais deram aval para alterações no ICMS do comércio eletrônico, de bebidas, fumos e derivados, e de transporte de mercadorias.

Na tarde da última terça-feira (29), a Câmara Legislativa aprovou parte dos projetos apresentados pelo Executivo para aumentar a arrecadação do Distrito Federal, diante da crise financeira que atravessa. Entre as propostas estão, por exemplo, o aumento de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS) de bebidas alcoólicas, fumos e derivados, e nova distribuição do ICMS no comércio eletrônico. Outros itens do conjunto de medidas enviado pelo governo de Brasília para equilibrar o caixa, como mudanças na taxa de limpeza pública, devem ser votados na próxima semana.

“As aprovações tiveram papel fundamental do governador, de secretários e da Câmara. Foi um conjunto de esforços que levou a aprovar o projeto [Iprev] por ampla maioria e apenas um voto contra”, avaliou o secretário de Relações Institucionais e Sociais, Marcos Dantas. Segundo ele, o governo continuará trabalhando pelo avanço de outras medidas que vão permitir honrar compromissos com fornecedores e com os servidores públicos.

Projetos
O Legislativo aprovou o aumento de 25% para 29% do ICMS sobre bebidas alcoólicas e de 25% para 35% sobre tabacaria, por meio de emenda do deputado Rodrigo Delmasso (PTN). Embora o Executivo também tenha submetido proposta sobre o mesmo tema, devido a acordo com o governo, o projeto votado foi o do deputado distrital Bispo Renato Andrade (PR). Com isso, espera-se um incremento de R$ 100 milhões nas contas de 2016.

Em seguida, aprovou-se a nova distribuição de ICMS sobre as compras de brasilienses no comércio eletrônico (por internet ou telefone). Atualmente, o imposto fica apenas para o estado onde o produto é comprado. Com a mudança, o Distrito Federal entrará na arrecadação. Nesse item, o Executivo espera arrecadar, já em 2016, R$ 375 milhões.

Outra mudança relativa ao ICMS se dará na regulamentação sobre a circulação de mercadorias. Produtos adquiridos por pessoas jurídicas que cheguem de outros estados serão tributados em 5% sobre o valor, enquanto compras dentro do DF não serão taxadas. A medida visa movimentar o mercado local e deve render R$ 150 milhões por ano.

“Essas medidas [comércio eletrônico e mercadorias] não aumentam impostos; é uma regulamentação que aumenta a arrecadação do governo”, explicou o secretário de Fazenda, Pedro Meneguetti.

Iprev
Ainda nesta terça-feira, os deputados distritais também aprovaram a transferência entre fundos do Instituto de Previdência dos Servidores do Distrito Federal (Iprev), que permitirá ao governo local pagar em dia o salário dos servidores públicos até o fim do ano.

Fonte: Jornal Alô Brasília

Governo do DF inicia desocupação da orla do Lago Norte, em Brasília

paranoaDez lotes são alvo da operação; moradores se antecipam e recuam cercas. Liberação o Paranoá teve início em agosto, pela Península dos Ministros.

O governo do Distrito Federal iniciou nesta quarta-feira (30) a desocupação da orla do Lago Norte, em Brasília. A ação é realizada na QL 2 da região administrativa e ainda faz parte da primeira etapa do cronograma de desocupação da orla do Lago Paranoá, que deve ser concluída até 24 de outubro. Nesta etapa, o GDF removeu cercas e muros de 24 lotes no Lago Sul em duas semanas, em uma área de 40 mil m² da QL 12.

A ação começou por volta das 9h30 e terminou às 12h. Foram removidos 640 metros de cerca, sendo 440 metros de cerca viva e 200 metros de alambrado. A operação será reiniciada nesta quinta-feira a partir das 9h.

Participaram da ação o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) e a Secretaria de Gestão do Território e Habitação (Segeth). A limpeza do local ficará a cargo da administração regional e do SLU. A operação no Lago Norte estava prevista para ser iniciada nesta terça-feira (30), mas por causa da chuva ela foi adiada para esta quarta.

Ao todo, dez lotes foram alvo da operação, mas muitos moradores já se anteciparam e recuaram cercas e muros para o limite de 30 metros da orla do Paranoá. Foi o que fez o aposentado Mauro Figueiredo, de 76 anos, que mora na região há 33 anos.

Figueiredo, no entanto, se disse preocupado com a liberação da área. “O problema de 30 metros não temos que discutir. Que seja usado adequadamente. O que não pode é criar um parque nesse bosque que tem aqui sem dar segurança para as pessoas e para os animais. Aqui tem nascente, tem área com muitos bichinhos e cuidado para continuar preservando como faço há mais de 30 anos.”

Casa no Lago Norte, em Brasília, com cerca recuada em relação à orla do Lago Paranoá (Foto: Isabella Calzolari/G1)Casa no Lago Norte, em Brasília, com cerca recuada em relação à orla do Lago Paranoá (Foto: Isabella Calzolari/G1)

Lago Sul
Iniciada em 24 de agosto na região conhecida como Península dos Ministros, a operação atendeu a uma decisão judicial transitada em julgado (quando não cabe mais recurso) em 2012. A área é considerada nobre e tem casas que custam cerca de R$ 8 milhões.

A maioria das casas da quadra tem piscina, dois andares, amplos jardins e vista privilegiada. Seguranças se revezam 24 horas para monitorar a área. A QL 12 abriga as residências oficiais dos presidentes da Câmara e do Senado – que não ficam na beira do lago – e de embaixadores.

Fonte: G1

Chioro ainda deve ser chamado pela presidente para conversa particular

20150930092946832794aNa avaliação de pessoas próximas a Chioro, a forma da demissão, por telefone, foi uma resposta às declarações recentes dele sobre a situação da Saúde.Na avaliação de pessoas próximas a Chioro, a forma da demissão, por telefone, foi uma resposta às declarações recentes dele sobre a situação da Saúde.

Onze anos depois, a história se repete. E a presidente Dilma Rousseff copiou o modelo de Luiz Inácio Lula da Silva. Assim como o antecessor despachou Cristovam Buarque do Ministério da Educação, a petista demitiu o ministro da Saúde, Arthur Chioro, por telefone. A justificativa: dar mais espaço para o PMDB no governo. De acordo com interlocutores do ministro, a ligação foi breve e aconteceu pela manhã. A presidente ficou de conversar pessoalmente com Chioro para tratar do assunto. Não há ainda uma definição de que dia ele deixará a pasta, mas a expectativa é que o novo desenho da Esplanada seja anunciado até amanhã.

No último dia 24, os dois estiveram reunidos no Palácio da Alvorada para tratar da reforma ministerial. Três dias antes, Chioro dava sua saída como certa, após reunião com o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, em que foi comunicado sobre a necessidade de deixar o cargo. Desde então, ele tem avisado a servidores próximos sobre seu afastamento. Dentro do ministério, há um descontentamento com a troca de comando e um receio de reflexos nos cargos de segundo escalão. A gestão do petista tem sido bem avaliada por especialistas da área devido ao seu comprometimento e postura técnica na condução da pasta. O ministro participou da gestão da pasta entre 2003 e 2005 como diretor do Departamento de Atenção Especializada. Neste ano, ele se destacou na defesa da recriação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), proposta pelo governo.

Na avaliação de pessoas próximas a Chioro, a forma da demissão foi uma resposta às declarações recentes dele sobre a situação da Saúde. Em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo, publicada na segunda-feira, o ministro afirmou que quem assumir seu cargo enfrentará uma situação orçamentária difícil. De acordo com ele, os recursos reservados para a área de média e alta complexidade são suficientes para cobrir as despesas apenas até este mês. Em nota, o Ministério da Saúde informou que o telefonema da presidente com Chioro foi sobre a reforma ministerial.


Demissão pelo celular

Não é a primeira vez que um presidente demite um ministro por telefone durante a gestão petista. Em janeiro de 2004, o então ministro da Educação, Cristovam Buarque (foto), foi exonerado da mesma forma pelo então presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Em entrevista ao Correio em julho passado, o atual senador do PDT pelo Distrito Federal contou detalhes do episódio. “Um dia antes da viagem para Portugal e Nova Déli, na Índia, na comitiva presidencial, participei de uma reunião sobre cotas. E acho que foi ali que o Lula decidiu me demitir (…) Ele disse: ‘Em vez de cota, não seria melhor ter uma boa escola para todos?’. Olhando bem nos olhos dele, eu disse: ‘Mas isso vai levar uns 20 anos e se a gente estivesse fazendo o dever de casa, presidente. E não estamos. Lamento dizer’. Senti que ele não gostou. Ele me fuzilou com os olhos”, contou.

Fonte: Correio Braziliense

Deputada Luzia de Paula divulga nota sobre sua filiação a REDE

Deputada-Luzia-de-Paula1Confirmo minha saída do PEN-51, que se deu por conta do ambiente político atual e sua exigência de uma maior capacidade de articulação política. Entendo que é necessário ampliar, se relacionar, para construirmos organizações políticas capazes de atrair novas pessoas.

Tenho certeza que honrei minha presença no PEN e agradeço profundamente pelos anos de convívio no partido, principalmente ao ex-deputado Alírio Neto.

Vou para um partido recém criado com toda segurança jurídica da legislação vigente. Saio para fortalecer minhas convicções e não para abandoná-las.

Na Rede, vou continuar defendendo as mesmas bandeiras que me levaram à política e pelas quais sempre lutei: defesa das crianças e das famílias, fortalecimento da democracia, justiça social, desenvolvimento sustentável e a melhoria da qualidade de vida dos moradores do Distrito Federal.

Um forte abraço a todos.

Deputada Distrital Luzia de Paula

Entrevistado 29/9: Pedro Meneguetti, Secretário de Fazenda do DF

Pedro Meneguetti, Secretário de Fazenda do DF, será o entrevistado de hoje no programa Conectado ao Poder, da rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.29d9

Rede Sustentabilidade se fortalece na Câmara Legislativa

IMG_8192-840x577A Rede Sustentabilidade completa uma semana oficialmente na terça-feira (29/9) e já atraiu a atenção de diversos políticos, tanto do cenário nacional quanto do local. Na Câmara Legislativa, três deputados distritais anunciaram a filiação ao partido de Marina Silva. E a nova bancada pode ficar ainda mais forte no DF. Joe Valle (PDT) estuda a saída do atual partido para fazer companhia aos três colegas.

Nesta segunda-feira, Cláudio Abrantes deixou o Partido dos Trabalhadores (PT) para reforçar a Rede. Na semana passada, Chico Leite, até então do PT, e Luzia de Paula, do PEN, já haviam migrado para a legenda.

Para evitar mais uma baixa na base governista, o governador Rodrigo Rollemberg (PSB) tem negociado com Joe Valle. Caso o pedetista ceda à Rede, o novo partido vai desbancar o PT e ficar com a maior bancada na Câmara. A possibilidade põe o Governo do Distrito Federal em alerta, apesar de a Rede não ter assumido a oposição. Rodrigo Rollemberg (PSB), inclusive, já pediu apoio da futura bancada.

O anúncio de Cláudio Abrantes foi feito na tarde desta segunda (28). Ao lado de Chico Leite, ele explicou os motivos para deixar o PT. “O que me atraiu muito mais foi o fator de crescer com a Rede, participar do desenvolvimento. Além de consolidar espaço interno que talvez não pudesse dentro do PT”, afirma. Com relação à posição dentro da Casa, Abrantes afirma que a bancada será independente. “Embora estejamos próximos, o alinhamento não é automático. Teremos liberdade de discutir e trabalhar para dar qualificação aos debates.”

O distrital assumiu o mandato no dia 4 deste mês, depois que Dr. Michel conquistou uma vaga de conselheiro do Tribunal de Contas do DF. Abrantes tem boa relação com integrantes da Rede e, além do mais, não estava muito satisfeito com o Partido dos Trabalhadores, fatores que teriam facilitado a escolha.

Apoio, mas nem tanto

Coordenador nacional de Organização da Rede, Pedro Ivo Batista garante que o partido não está preocupado com quantidade, e, sim, com qualidade. A filiação dos três distritais, segundo ele, é resultado de um trabalho de dois anos e meio, quando a Rede começou a ser criada. Antes da entrada dos três, a legenda já contava com cerca de 400 filiados, segundo Ivo. “Nosso maior interesse não é trazer filiação de quem não conhece o partido. Queremos quem tenha compromisso com o programa, que atue em vídeos, nas redes sociais. Teremos uma estrutura horizontal”, garante o coordenador.

Motivo da migração dos distritais:
Cláudio Abrantes
Há quanto tempo no PT? dois anos
Por que vai migrar para a Rede? Além de ter boa relação com integrantes da Rede, diz que pretende crescer junto com o novo partido e consolidar espaço interno que talvez não conseguisse dentro do PT.
Propostas com o novo partido: Participar de debates qualitativos, com a participação da população.

Chico Leite
Há quanto tempo no PT? 11 anos
Por que vai migrar para a Rede? Para ele, a condução do PT se afastou do que a militância sempre defendeu e a Rede significa o reencantamento de um sonho.
Propostas com o novo partido? Afirmar mais as convicções políticas e desenvolver projeto ético, de desenvolvimento sustentável.

Luzia de Paula
Há quanto tempo no PEN? Desde a criação, em 2012
Por que vai migrar para a Rede? Só vai se pronunciar sobre a saída na terça-feira (29/9), na Câmara.

Fonte: www.metropoles.com

Cláudio Abrantes é o novo integrante do partido da ex-senadora Marina

20150929004135A Rede chegou forte no Distrito Federal. Mas os recém desembarcados do PT garantem que o partido não nasce de cabeça baixa para o Palácio do Buriti. Os deputados Cláudio Abrantes e Chico Leite dizem que a posição é de independência política. Nesse sentindo, falam em um posicionamento de questionar o pacote fiscal do governo Rollemberg, especialmente em relação aos aumentos de tributos.

Abrantes anunciou ontem a filiação ao novo partido da ex-senadora Marina Silva. “Eu digo com clareza e franqueza, o alinhamento não é automático”, afirmou o parlamentar.

Defendendo a construção de alternativas mais ousadas e progressistas para a solução da crise financeira do GDF, Abrantes questiona a fórmula governista de arrojo tributário. “Eu tenho muitas dificuldades com o aumento de impostos. A gente continua estudando isso dentro da bancada. Nesta terça-feira (hoje), talvez a gente tenha a primeira tentativa de votação. Mas eu não concordo com o aumento para a população. Isso é muito difícil”, declarou o distrital.

“A Rede tem compromisso com a população e com as causas que defende. A Rede não acha que o apoio seja submissão, bajulação, relação com mesinha de poder. A Rede compreende que ajuda como quem faz críticas, sugere alternativas, quem participa do debate com responsabilidade. A Rede tem projeto para o País e para o DF. Chegamos com independência”, afirmou Chico Leite.

Fusões não

Abrantes também mantém as ressalvas em relação às propostas de fusão de secretarias e pretende defender os espaços e pautas de interesse da Rede.

Para o parlamentar, as pastas de Meio Ambiente, Agricultura e Cultura devem continuar independentes. Detalhe: a primeira é gerenciada por André Lima, um dos nomes fortes da Rede no DF e nacionalmente. A segunda tem a atenção do deputado Joe Valle (PDT), cotado para ingressar na Rede em breve. “Acho que você pode reduzir, sem fazer um aglomerado. Esse não é o melhor caminho. Tem que haver a pertinência temática entre as pastas”, concluiu.

Somando a deputada Luzia de Paula que também se filiou no partido, a Rede chegou à três parlamentares se equiparando com as bancadas do PT e do PMDB.

Joe Valle ainda não conseguiu se decidir

O deputado distrital Joe Valle (PDT) sinalizou que pode realmente migrar para a Rede. “O grande problema do Brasil é a governança. Se eu for, e tenho muitas chances de ir, porquê estou lá desde o começo, é para discutir a questão programática. Não é para falar sobre tamanho de partido, cargo e a ocupação de espaço”, comentou.

O martelo ainda não está batido. A relação de Joe com o PDT tem sido positiva para ambas as partes, apesar do fato de que quando ele abandonou o PSB, em 2013, planejando se filiar na Rede, caso a Justiça Eleitoral tivesse validado a nova agremiação em 2014.

“O mandato não é meu. Estou consultando todos os coletivos que colaboram com o mandato. O PDT é um partido com excelentes parlamentares e tenho excelente convivência”, ponderou. De fato, o partido tem apoiado vários dos projetos de Joe. “Apesar que da Rede eu tenho o DNA”, argumentou.

Enquanto Valle ainda decide qual será seu futuro, as saídas de Chico Leite e Cláudio Abrantes incomodaram  o  PT. “Lamentamos. Foi um desrespeito à militância do partido que ajudou a eleger ambos”, disparou o presidente regional do PT, Roberto Policarpo. A desfiliação de Luzia de Paula também não repercutiu nada bem no PEN.

Sem assédio

1-  Marina Silva afirmou que a legenda não fará “assédio” para buscar grande número de filiados. Segundo ela, a sigla buscará “qualidade ao invés de quantidade”. “Não vamos ser engolidos pela tentação de ter uma bancada com um número X ou Y por causa de tempo de TV, por causa de fundo partidário ou porque estamos pensando nas próximas ou futuras eleições”, disse.

2- Marina refutou ainda a ideia de que a Rede é baseada em sua imagem e disse  que o legenda será baseada em uma estrutura horizontalizada.

Ponto de vista

O Palácio do Buriti buscará uma nova base parlamentar na Câmara Legislativa, em função da chegada da Rede no DF. Segundo o secretário de Relações Institucionais, Marcos Dantas, o novo partido abre a porta para um novo balanço de forças e composições entre Executivo e Legislativo. Atualmente, a base do governo está bem aquém das necessidades e agendas de Rollemberg. “É um momento de recomposição do cenário político”, argumentou o secretário. Nesse sentindo, Dantas não esconde a expetativa do Buriti de conseguir apoio ao pacote fiscal. “Esperamos cooperação e colaboração. Quero dizer que aqui não tem cabresto. Mas a Rede é sabedora das dificuldades que passamos”, ponderou Dantas.

Fonte: Jornal de Brasília

Deputado Joe Valle diz ter dúvidas sobre filiação à Rede: ‘Não quero grife’

joe_valleEleito como “representante” da Rede Sustentabilidade no Distrito Federal no ano passado, quando o partido ainda não era reconhecido pela Justiça Eleitoral, o deputado distrital Joe Valle (PDT) diz ainda ter dúvidas sobre a possível filiação à nova legenda. Em entrevista ao G1, o parlamentar disse que só deve definir seu futuro em outubro.

“Eu já falei que sou do movimento Rede, defendo todo o processo conceitual. Tenho muita chance de ir para o partido, mas estou dividido. O PDT foi muito acolhedor, sou amigo de todo mundo, estou sendo bem tratado”, afirma Valle. Ele afirma que vai usar “todo o tempo disponível” para discutir o tema com o grupo político que o acompanha.

O registro da Rede foi oficializado no dia 22 pelo Tribunal Superior Eleitoral. Deputados e vereadores têm prazo de 30 dias – até 22 de outubro – para se filiar à legenda sem cair nas regras de infidelidade partidária. Para os senadores, há decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que permite a mudança a qualquer prazo.

Eleito pelo PSB em 2010, Valle deixou a legenda em 2013 porque queria disputar as eleições do ano passado pela Rede. Como o partido não saiu do papel a tempo, o distrital buscou abrigo no PDT para não perder a janela de candidatura e ficar fora do páreo. Agora, ele diz que não vai encarar a Rede como “grife”.

Eles [da Rede] falam sobre a importância de eu estar no partido, por tudo o que faço e defendo. Meus aliados estão lá, mas isso não quer dizer que eu vá me filiar automaticamente. Não quero usar a Rede como grife, não quero mídia na filiação, e se quiserem fazer esse alarde, já avisei que nem preciso me filiar” Joe Valle (PDT), deputado distrital

“Eles [da Rede] falam sobre a importância de eu estar no partido, por tudo o que faço e defendo. Meus aliados estão lá, mas isso não quer dizer que eu vá me filiar automaticamente. Não quero usar a Rede como grife, não quero mídia na filiação, e, se quiserem fazer esse alarde, já avisei que nem preciso me filiar”, declara.

Bancada forte

Os dirigentes da Rede adotam discurso contra o fisiologismo e o “poder pelo poder”, mas reconhecem que a filiação de Valle é significativa para o partido. Com as adesões recentes de Chico Leite, Luzia de Paula e Cláudio Abrantes, a legenda passaria a ter a maior bancada da Câmara Legislativa. Hoje, a Rede divide o posto com PT, PMDB e PDT, com três distritais em cada legenda.

“A Rede não está em busca de parlamentar, essas pessoas têm consonância com o partido. Não é qualquer um que vai entrar na Rede, isso tem limite. Não é medo, mas o fisiologismo partidário é exatamente aquilo que a gente quer evitar”, afirma um dos porta-vozes do partido no DF, João Suender.

Além da força numérica, os parlamentares da Rede têm postos importantes dentro da Casa. Luzia de Paula preside a Comissão de Assuntos Sociais,1 Chico Leite é vice-presidente da Comissão de Constituição e Justiça, por onde passam todos os projetos, e Cláudio Abrantes, vice-presidente da Comissão de Defesa do Consumidor.

Deputados distritais Chico Leite (esq.) e Joe Valle, membros do grupo Rede Sustentabilidade (Foto: CLDF/Divulgação)

Força no GDF

A Rede também mostra potencial de influência no Executivo, mesmo antes de ser oficializada como partido. Fazem parte do grupo político o secretário de Meio Ambiente, André Lima, e a subsecretária de Educação e Mobilização Socioambiental, Gabriela Batista. A presidente do Ibram, Jane Maria Vilas Bôas, e o ex-administrador do Lago Norte Marcos Woortman pertenciam ao grupo político de Marina Silva e se juntaram à Rede desde o começo.

Cotado para assumir uma das “supersecretarias” da reforma administrativa prometida por Rollemberg, Valle diz que a importância de suas indicações políticas ao governador não foi colocada na mesa de discussões. O distrital afirma que não tem pretensão de deixar a Câmara para compor o secretariado do GDF.

Se eu fosse o governo [local], eu ia pra cima, atropelava, trabalhava com o setor produtivo, enlarguecia a base de arrecadação. Mais de 2 mil empresas já fecharam no DF, muitas já saíram da cidade. O cidadão de Brasília não reconhece o Estado, não sabe o que recebe do Estado” Joe Valle (PDT), deputado distrital

“A importância [para a Rede] é que eu esteja no partido por tudo que eu faço e defendo, e não pelos meus indicados. O Marcos Woortman é da Rede, vai se filiar. O José Guilherme [Leal, secretário de Agricultura indicado por Valle] é do PSB, vai continuar lá”, diz.

Apoio restrito

Em entrevistas nesta segunda, os deputados ligados ao Rede mostraram restrições às medidas de ajuste fiscal e combate à crise anunciadas pelo GDF e pela presidente Dilma Rousseff. Oficialmente, o partido integra a base de apoio a Rollemberg, mas deve fazer “oposição à esquerda” ao governo federal.

“Se eu fosse o governo [local], eu ia para cima, atropelava, trabalhava com o setor produtivo, enlarguecia a base de arrecadação. Mais de 2 mil empresas já fecharam no DF, muitas já saíram da cidade. O cidadão de Brasília não reconhece o Estado, não sabe o que recebe do Estado”, afirma Valle.

A crítica é encampada por Cláudio Abrantes, que anunciou desfiliação do PT e filiação à Rede nesta segunda. Ele diz acreditar que Marina Silva pode contribuir sugerindo medidas alternativas para o desenvolvimento sustentável.

“Continuamos estudando o pacote e vamos analisar dentro da bancada. Entendemos que existe uma crise, mas gostaria de ter alternativas mais ousadas, progressistas. Não tão conservadoras, que quando a roda aperta, aumentam o imposto”, declarou.

Deputados distritais Chico Leite (esq.) e Claudio Abrantes, filiados à Rede Sustentabilidade (Foto: Mateus Rodrigues/G1)

Ex-petistas, Cláudio Abrantes e Chico Leite dizem ser contrários ao impeachment de Dilma, mas discordar do ajuste fiscal em tramitação no Congresso. Sem comentar diretamente as medidas do governo federal, Leite diz que saiu do PT “pelo mesmo motivo que entrei na Rede, para ver ressurgir o meu encantamento com a política”.

Abrantes adota posição mais franca. “Temos o Alessandro Molon [deputado federal pelo RJ], que era vice-líder do governo, fez suas críticas e se juntou à Rede. Assim como ele, eu fazia parte de um grupo que apresentou propostas ao PT, mas elas foram derrotadas pelo campo majoritário. O partido teve e tem problemas, precisa de uma reorientação e precisa voltar às suas origens.”

Fonte: G1

Em inserção, PT questiona se oposição só quer tirar proveito da crise

20150929111125O PT vai exibir nesta terça-feira, 29, em rede nacional de TV, duas inserções publicitárias com o objetivo de frear as articulações em torno do impeachment da presidente Dilma Rousseff e tentar reverter o clima de pessimismo que domina o País.

Em uma delas, sem usar a palavra impeachment, o partido questiona os interesses dos políticos de oposição que tentam “desestabilizar o governo”.

“Uma pergunta para todos os brasileiros: os políticos que querem desestabilizar o governo estão pensando no bem do País ou em si mesmos? Estão interessados em beneficiar a população ou só querem tirar proveito da crise?”, questiona a propaganda.

A peça publicitária se baseia em pesquisas internas que apontam dúvidas em setores expressivos da população quanto aos motivos e desdobramentos decorrentes de um eventual impedimento de Dilma. A própria presidente tem apontado em seus discursos a existência de um setor da oposição que aposta no “quanto pior, melhor”.

Na mesma propaganda, o PT explora o risco de desestabilização democrática. “Afinal, quem garante um caminho mais seguro? Um governo eleito democraticamente ou aqueles que querem chegar ao poder custe o que custar?”, pergunta a peça ambientada na região central de São Paulo.

Na outra inserção a estrela é o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Também embasada em pesquisas internas que apontam a crise econômica como motivo de desgaste de Dilma junto ao eleitorado historicamente petista, a propaganda tenta mostrar uma luz no fim do túnel citando avanços obtidos nos governo petistas como exemplo de que o País pode superar a crise.

“Pensem comigo: um País que em apenas 12 anos saiu do mapa da fome da ONU, colocou mais de 40 milhões de brasileiros na classe média, bateu recordes na geração de empregos e fez programas como Minha Casa, Minha Vida, o Prouni e o Fies, é capaz de vencer qualquer crise”, diz o ex-presidente.

Citado publicamente como possível candidato à sucessão de Dilma em 2018, Lula promete “continuar lutando sempre” pelo País.

“Um País que fez tanto em tão pouco tempo tem que acreditar na força de seu povo. Foi por isso que lutei e vou continuar lutando hoje e sempre”, afirma Lula.

Fonte: Estadão Conteúdo

Papa admite que tentou ajudar nas negociações de paz na Colômbia

20150928094737429619i“Estou muito feliz, sempre quis isto. Conversei duas vezes com o presidente (Juan Manuel) Santos e não apenas eu. A Santa Sé tentou ajudar como podia”, disse o pontífice argentino ao ser questionado sobre o compromisso de paz alcançado na semana passada entre o governo da Colômbia e a guerrilha das Farc. “Quando soube da notícia de que o acordo final seria assinado em março, pedi ao Senhor: ‘faça com que chegue março, que se cumpra o prometido, porque faltam pequenas coisas, mas a vontade existe entre as duas partes”, completou.

Tanto o governo colombiano como a guerrilha das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) reconheceram a autoridade moral do papa Francisco e seu papel chave, quando fez em Cuba no dia 21 de setembro um apelo para que as partes não permitissem o fracasso das negociações.

O pontífice reiterou que “há que esperar até março para que se assine o acordo definitivo e que fica pendente o assunto da justiça internacional”, sem apresentar mais detalhes. O governo e as Farc deram um passo significativo para o fim do conflito armado, que afeta a Colômbia há 50 anos, ao estabelecer na quarta-feira em Havana a criação de uma “jurisdição especial para a paz”.

O acordo exclui a concessão de anistias por crimes de guerra e crimes contra a humanidade e está planejado, entre outras coisas, para acabar com a impunidade pelos crimes mais graves.

Bombardeios na Síria

Interrogado sobre os primeiros bombardeios aéreos realizados no domingo pela França contra o grupo Estado Islâmico (EI) na Síria, o Papa reconheceu que não havia lido nada e que não entendia bem o assunto. “Quando escuto as palavras bombardeio, morte, sangue, respondo o mesmo que disse ante o Congresso americano e nas Nações Unidas: é preciso evitar isso. Eu não julgo a situação política porque não a conheço”, disse. Todos os muros caem, lembra o Papa

Na conversa com a imprensa, Francisco foi interrogado sobre a crise migratória que atinge a Europa e as cercas de arame farpado que foram construídas para impedir a entrada de refugiados.

“É verdade, é uma crise de refugiados, como disse ao Congresso (dos Estados Unidos), nunca havia visto uma crise assim desde a Segunda Guerra Mundial. Me pergunta sobre as barreiras. Você sabe como os muros terminam. Todos, todos os muros caem, hoje, amanhã, ou em cem anos, mas todos caem. Não é uma solução. O muro não é uma solução”, afirmou.

O chefe da Igreja católica se referiu aos abusos de menores cometidos por religiosos e admitiu que compreende as famílias que não perdoam. “Sim, as entendo, rezo por elas e não as julgo”, disse. “Rezo e peço a Deus, porque Deus é um campeão em buscar caminhos de solução. Peço que conserte isso”, acrescentou.

Divórcio católico

Francisco, que em poucos dias preside uma complexa assembleia de bispos na qual serão debatidos temas importantes sobre o futuro da família católica, também abordou a reforma que adotou para facilitar a nulidade do matrimônio católico. “Aqueles que pensam no divórcio católico se equivocam porque este último documento fechou a porta ao divórcio, que podia entrar pela via administrativa”. “Era preciso reduzir os processos. Havia processos que duravam dez, quinze anos. Uma sentença, e depois outra sentença, e uma apelação e outra apelação e não terminava nunca”, explicou.

O Papa fechou a porta ao sacerdócio feminino, e insistiu que gostaria de visitar em breve a China, um país que “amo muito”. “Gostaria muito de ir à China. Temos contatos, falamos”, disse. Apesar da dura agenda cumprida, o Papa celebrará na quarta-feira a audiência geral e no domingo inaugura o Sínodo da Família.

Fonte: Correio Braziliense

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