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Obras no Parque da Cidade serão retomadas

foto_10062015084009As obras dos 11 quilômetros da nova pista no Parque da Cidade deve sair do papel. Está previsto que hoje (10) um efetivo de funcionários recomece o percurso que foi iniciado em setembro de 2014, mas que foi interrompido em novembro do mesmo ano por falta de recursos financeiros. No início deste ano, o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios solicitou que o projeto fosse adequado a pessoas com deficiência.

De acordo com o subsecretário do Parque, Alexandro Ribeiro, o prazo para a entrega do projeto é de 120 dias, podendo se estender. “A obra demorou para ser retomada porque no projeto inicial não estava de acordo com o decreto que prevê exigências para a acessibilidade de pessoas deficientes. Como vamos começar com atraso, creio que será possível que estendamos o prazo para a entrega da obra totalmente finalizada”, afirmou.

Para a servidora pública Grazielli Santos, de 37 anos, a construção da nova pista é importante para a população que utiliza o Parque para atividades físicas. “É interessante principalmente na parte de acessibilidade. Separar ciclistas e pedestres também é fundamental. Já vi diversos acidentes de pessoas distraídas que acabaram sendo atropeladas por alguém de bicicleta. Ter uma pista somente para o cidadão que quer correr ou andar é bom porque a gente fica mais tranquilo, sem o risco de se acidentar”, disse.

Além das obras, a Secretaria do Parque, em parceria com a Companhia Energética de Brasília (CEB), realiza a cada semana um levantamento dos lugares que estão sem a iluminação devida e solicitam a troca das lâmpadas que estão com defeito. “No último levantamento, identificamos 80 postes desligados. Contatamos a CEB que, prontamente, veio e realizou a ativação dos mesmos. É uma segurança a mais para quem transita pelo local a noite. Estamos também estudando a possibilidade de aumentarmos o número de postes para que a população se sinta ainda mais segura”, afirmou Ribeiro.

Fonte: Jornal Alô Brasília

Rodoviários e empresários não chegam a acordo e a greve continua

20150610111748Cerca de 2,7 mil veículos permanecem parados e a greve afeta 1 milhão de pessoas em todas as regiões do DF, segundo o governo.

A greve dos rodoviários do Distrito Federal entra hoje (10) no terceiro dia. Após assembleia da categoria, os funcionários das cinco principais empresas que atuam no DF entraram em consenso e agora pedem o reajuste de 10% – antes era de 20% – nos salários, e de 11%, em vez de 30%, no auxílio-alimentação e na cesta básica, além da manutenção dos planos de saúde. Os empresários ofereceram 8,34% de reajuste salarial. O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) realizou nesta manhã uma audiência de conciliação e instrução entre rodoviários e empresas, mas nada foi decidido.

A audiência foi marcada depois que as empresas entraram com pedido de reconhecimento da ilegalidade da greve com base na decisão do TRT que determinou, em caráter liminar, a circulação de 70% dos ônibus, nos horários de pico, e de 50% nos demais horários, sob multa diária de R$ 100 mil ao sindicato da classe. A reunião foi  conduzida pelo desembargador André Damasceno.

“O dissídio tem prazos curtos para que a população não se prejudique. Os efeitos estão sendo sentidos e precisamos resolver essa questão o mais rápido possível”, disse o desembargador.

A pedido da Justiça, o governo do Distrito Federal enviou relatório sobre a greve apontando que nenhum ônibus deixou as garagens das cinco empresas de transporte coletivo de Brasília durante a paralisação. Cerca de 2,7 mil veículos permanecem parados e a greve afeta 1 milhão de pessoas em todas as regiões do DF, segundo o governo.

Sem ônibus, a população teve que recorrer ao transporte pirata – veículos sem licença para conduzir passageiros –, ao metrô ou a tirar o carro da garagem. A todo momento, é possível ver ônibus, micro-ônibus e vans piratas circulando pelas diversas regiões do DF. Os preços cobrados, nesse caso, chegam a R$ 10, dependendo do horário de circulação. O preço da tarifa no DF varia entre R$ 1,50 e R$ 3.

O Metrô-DF informou que colocou a quantidade máxima de trens em circulação nos horários de pico: 26. Com isso, 2,8 mil pessoas a mais podem fazer cada viagem programada. O volume de passageiros teve um acréscimo de cerca de 30% por conta da greve, segundo a companhia. Para tentar diminuir o impacto no trânsito, o governo liberou até o meio-dia para os carros as faixas exclusivas de ônibus das principais vias do DF.

Rodoviários também entraram em greve em Belo Horizonte. Nessa terça-feira (9), algumas linhas foram afetadas pela suspensão completa da circulação de ônibus. Em outras linhas, afetadas parcialmente, a frequência de veículos foi menor, e os usuários tiveram de enfrentar uma longa espera. A BHTrans, empresa municipal responsável pelo sistema de transporte, informou, no fim da noite, que a situação foi normalizada. Para hoje, no entanto, não há uma definição.

 Fonte: Jornal de Brasília, com Agência Brasil

Secretário reforça pedido de higiene em plano contra superbactérias no DF

secretarioAção inclui fornecimento de remédios e farmacêuticos em equipes. Pacientes foram diagnosticados em três hospitais e em uma UPA.

O secretário de Saúde do Distrito Federal, João Batista de Sousa, anunciou nesta terça-feira (9) um plano de combate ao avanço de infecções por superbactérias, que está pautado em três frentes: garantia de fornecimento de remédios, desinfecção e limpeza das estruturas e incorporação de farmacêuticos nas equipes. De acordo com o secretário, as medidas já vinham sendo adotadas, mas precisam de reforço.

Até agora já foram identificados casos de pacientes com superbactérias em três hospitais regionais e em uma UPA. Quatro pessoas morreram entre 29 e 31 de maio. Há atualmente sete pacientes infectados com superbactérias. Apesar disso, Sousa diz não haver razão para pânico.

“Quando nós propomos um plano como esse, ele parte de certos pressupostos, que é um conjunto de normas para garantir a segurança dos pacientes nos hospitais”, afirmou. “A questão principal, que os profissionais realmente fazem, mas a gente precisa estar sempre recobrando, é higienização, limpeza de mãos, evitar contato direto.”

“Não posso dizer que não estava havendo limpeza, porque limpeza sempre há. O que nós precisamos é reforçar essa conduta”, completou o gestor.

De acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o DF foi notificado três vezes a respeito dos casos de bactérias super-resistentes e até então não havia apresentado um plano de combate. O ministro da Saúde, Arthur Chioro, disse que já em abril havia cobrado medidas da Secretaria de Saúde. Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul apresentavam problema semelhante, mas conseguiram reverter a situação.

“No dia 20 de abril fui chamado para uma reunião na Anvisa. Nessa reunião começamos uma conversa sobre a questão da resistência bacteriana, não só no DF”, declarou o secretário. “Não é um plano que se elabora em 24 horas.”

Uma tabela apresentada pela secretaria na sexta-feira informava a existência de pelo menos 84 infecções por superbactérias na rede pública de saúde do DF em 2015. Ao divulgar a informação, a pasta disse que os números eram  “parciais” e não representavam a realidade dos hospitais.

O documento apontava 33 contaminações por Klebsiella pneumoniae multirresistente (KPC), 14 por Acinetobacter baumanii, 17 por Pseudomonas aeruginosa, 11 por Serratia sp e 3 por Staphyllococus aureus, além de seis infecções por bactérias multirresistentes de outras categorias, menos “famosas”.

Os números se referem apenas aos leitos adultos de UTI e não levam em conta os casos registrados em hospitais de Taguatinga, Santa Maria e Guará e na UPA de Sobradinho desde a última semana. Os pacientes colonizados – que não têm a bactéria na corrente sanguínea e, por isso, não sofrem com os sintomas de infecção – também não foram considerados neste levantamento.

Sousa afirmou ainda que a pasta continua com estoques zerados de quatro tipos de antibióticos, incluindo penicilinas – como o Benzetacil –, eritromicinas e ampicilinas, por indisponibilidade dos medicamentos no Brasil. “Não são os essenciais para atacar infecções graves.”

Ainda segundo o secretário, o plano não erradica as superbactérias, mas melhora o quadro. “Nós não vamos resolver essa questão, vamos controlar, impedir o avanço de bactérias multirresistentes”, declarou.

Fonte: G1

Cardozo admite aumentar tempo de internação para menores infratores

20150610104121Após mais de duas horas de reunião com o presidente em exercício Michel Temer e com deputados da base aliada para debater a redução da maioridade penal, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, apresentou a hipótese de aumentar o tempo de internação de adolescentes que cometerem delitos “muito graves”. Segundo ele, o objetivo é chegar a um consenso com a Câmara para buscar uma alternativa à redução.

“Estamos buscando alternativas, mexendo na legislação para não trazer os efeitos colaterais da redução da maioridade penal e, ao mesmo tempo, permitir um êxito no enfrentamento da questão”, explicou o ministro.

Mais cedo, Cardozo esteve com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, que apresentou proposta semelhante. O governador defende o aumento de três para oito anos do tempo de internação para adolescentes que praticarem crimes hediondos.

“Vamos adequar a legislação naquilo que ela pode propiciar uma resposta eficaz e não criar problemas para nós mesmos. Todos os especialistas dizem que a redução pura e simples da maioridade implicará no aumento da violência e na ampliação da influência das organizações criminosas”, acrescentou o ministro.

Michel Temer deixou claro que a decisão sobre o tema é de competência do Congresso e colocou o governo como “colaborador” no processo. “Acho que é um tema que envolve toda a sociedade brasileira e o governo colabora nessa medida com o Congresso Nacional”.

Líder do PT na Câmara, o deputado Sibá Machado (PT-AC), que deixou a reunião mais cedo, reafirmou que o governo quer mais tempo para discutir o assunto. “Havia uma proposta do presidente [da Câmara] Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de discutir ainda neste mês a redução da maioridade penal. Entendemos que a matéria é altamente complexa. E não se trata de maioria de plenário”.

Para o líder do governo na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), o encontro entre Cardozo e Alckmin foi o “ponto de partida” para o que ele chamou de “amplo entendimento”. “O espírito é de entendimento. É uma questão que diz respeito à sociedade brasileira. Precisamos ter cautela e buscar o entendimento.”

No início de junho, Eduardo Cunha disse que pretendia votar até o fim do mês a proposta de emenda à Constituição que reduz a maioridade penal de 18 para 16 anos. Pelo Twitter, Cunha já havia manifestado interesse na realização de um referendo, de modo a promover um “grande” debate sobre o tema.

 Fonte: Agência Brasil

Camargo Corrêa doou R$ 3 milhões ao Instituto Lula

20150610124533A construtora Camargo Corrêa pagou R$ 3 milhões para o Instituto Lula e R$ 1,5 milhão para a LILS Palestras Eventos e Publicidade, empresa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2011 e 2013. É a primeira vez que os negócios do petista aparecem nas investigações da Operação Lava Jato, que apura um esquema de cartel e corrupção na Petrobras com prejuízo de R$ 6 bilhões já reconhecidos pela estatal.

O registro sobre o elo da empreiteira – uma das líderes do cartel acusado de corrupção pela Lava Jato – com Lula consta do laudo 1047/2015, da Polícia Federal, anexado ontem aos autos da investigação. O laudo tem 66 páginas e é subscrito pelo perito criminal federal Ivan Roberto Ferreira Pinto.

A perícia foi realizada na contabilidade da Camargo Corrêa de 2008 a 2013, período em que a empreiteira recebeu R$ 2 bilhões da Petrobras. O documento mostra que a construtora repassou R$ 183 milhões em “doações de cunho político” – destinadas a candidaturas e partidos da situação e da oposição.

O Instituto Lula, criado pelo ex-presidente após deixar o Planalto, em 2011, recebeu três pagamentos de R$ 1 milhão cada. Dois são registrados como “Doações e Contribuições”: um em 2 de dezembro de 2011 e outro de 11 de dezembro de 2013. O que chamou a atenção dos investigadores foi o lançamento de 2 de julho de 2012, sob a rubrica “Bônus Eleitoral”.

No caso dos pagamentos ao LILS, cujo endereço declarado é a própria residência de Lula, em São Bernardo do Campo, a empreiteira registrou o deposito em conta corrente de R$ 337,5 mil, em 26 setembro de 2011, R$ 815 mil, em 17 de dezembro de 2012, e R$ 375,4 mil, em 26 de julho de 2013. Esses valores, que somam R$ 1,5 milhão, são tratados pela empreiteira como serviços de “consultoria”.

Dois executivos da Camargo, Dalton dos Santos Avancini e Eduardo Hermelino Leite, confessaram nos processos da Lava Jato, em acordo de delação premiada, que foram feitas doações eleitorais ao PT, após pedido do ex-tesoureiro João Vaccari Neto – preso desde abril, em Curitiba. Eles não citaram Lula.

O nome do ex-presidente chegou a ser mencionado pelo doleiro Alberto Youssef – peça central da Lava Jato – ao afirmar em delação à Procuradoria, em 4 de outubro de 2014, que “tinham conhecimento” do esquema de corrupção na estatal “o Palácio do Planalto” e “a presidência da Petrobras”.

Lula não é alvo de investigação da Lava Jato.

Recentemente, o ex-presidente atacou o que chamou de “insinuações” envolvendo seu nome na operação. “Eu não ia dizer isso aqui, mas estou notando todo santo dia insinuações. ‘Lá na Lava Jato vão citar o nome do Lula’. ‘Querem que empresários citem meu nome’. ‘O objetivo é pegar o Lula'”, desabafou, no ato de 1.º de Maio, em São Paulo.

O Instituto Lula informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que os valores registrados na contabilidade da Camargo Corrêa foram doados legalmente, sem qualquer relação com a Petrobras ou eleições.

Dirceu

No mesmo documento da PF, constam os pagamentos da Camargo Corrêa para a JD Assessoria e Consultoria, empresa do ex-ministro José Dirceu. Ele é investigado por suposto uso das consultorias para empresas do cartel como forma de ocultar propina para o PT.

O laudo aponta que foram lançados como pagamentos para a JD, entre 2010 e 2011, R$ 900 mil, em dez depósitos bancários.

 Fonte: Estadão Conteúdo

Fifa suspende o processo de candidaturas para a Copa do Mundo de 2026

-A entidade afirma que as decisões a respeito da organização do torneio de 2026 serão discutidas durante o próximo comitê executivo.

A Fifa, abalada por uma crise institucional por casos de corrupção, anunciou nesta quarta-feira (10/6) que suspendeu o processo administrativo de candidaturas para a Copa do Mundo de 2026. “Decidimos suspender o processo administrativo de candidaturas para a Copa do Mundo de 2026 em virtude da situação atual”, anunciou a Fifa em um comunicado.

A entidade afirma que as decisões a respeito da organização do torneio de 2026 serão discutidas durante o próximo comitê executivo. “Não me surpreende, é normal”, reagiu imediatamente o presidente da Uefa, Michel Platini, que participou em Paris em um evento para promover a Eurocopa-2016, que será disputada dentro de um ano na França. “Havia um processo para a votação em votar em 2017, mas não há líder na Fifa. Portanto é correto”, completou.

O secretário-geral da Fifa, Jerome Valcke, havia anunciado em março que a sede do Mundial de 2026 seria definida no congresso da entidade em Kuala Lumpur em 2017. No fim de maio, a justiça americana indiciou 14 integrantes da Fifa e executivos de empresas de marketing esportivo, por suspeitas de subornos que chagam a 150 milhões de dólares durante duas décadas.

Sete acusados foram detidos em Zurique e permanecem na Suíça, à espera do julgamento de um pedido de extradição para os Estados Unidos. O escândalo provocou a renúncia do presidente da Fifa, Joseph Blatter, na semana passada, apenas quatro dias depois de ter sido eleito para um quinto mandato no comando da entidade.

Existem muitas suspeitas a respeito do processo de escolha de Rússia e Catar como sedes das Copas de 2018 e 2022. “Se existirem provas de que Catar e Rússia venceram graças apenas a subornos, então poderiam mudar”, afirmou esta semana Domenico Scala, presidente da Comissão de Auditoria da Fifa.

Fonte: superesportes.com.br

Sem receber do governo, albergues novos estão fechados no DF

4241959_x360Obra em Planaltina que abrigaria até 500 pessoas está parada há 8 meses. Novacap disse que espera a liberação de recursos para retomar atividades.

Mesmo prontos, albergues que seriam usados para abrigar moradores de rua estão fechados no Distrito Federal por causa de dívidas do governo com as construtoras. Outras unidades têm obras paradas pelo mesmo motivo. A Novacap informou que aguarda a liberação de recursos para retomar as obras e que, assim que o dinheiro sair, o albergue de Planaltina pode ser entregue em 20 dias. A Secretaria de Desenvolvimento Humano disse que está elaborando um edital para chamar insituições credenciadas para administrar os locais.

Na zona rural de Planaltina, uma obra no meio do mato está parada há oito meses. Se funcionasse, poderia abrigar até 500 moradores de rua.

O único morador é o vigilante Raimundo Nonato, que vaga sozinho pela construção. O albergue tem banheiros e espaços para quartos, porém a energia elétrica ainda não foi ligada. Na guarita, é uma lamparina improvisada que ilumina a noite.

Um abrigo em Ceilândia está pronto e outro em São Sebastião está com 70% das obras concluídas. Juntos, teriam a capacidade de atender 1,5 mil moradores de rua. Para o presidente da Associação Brasiliense de Construtoras, Afonso Assad, o governo poderia concluir as obras e colocar os locais em funcionamento com pequenas ações.

“A gente entende a dificuldade que o governo vem passando, o setor entende, mas, por exemplo, para o albergue de Ceilândia não precisa nada. Para o de Planaltina, hoje [o governo] tem R$ 800 mil devendo à construtora. A obra já está pronta. Com isso, se o governo sentar com a empresa, resolve rapidinho”, declarou.

Além das pessoas nas ruas, outro problema gerado é a deterioração das estruturas, avalia Assad. “Essas obras, a partir do momento em que elas estão prontas e não são entregues, começam a deteriorar e a ter algum problema ou outro. Isso é um prejuízo para o setor público.”

Uma reportagem da equipe do Bom Dia DF desta terça-feira (9) mostrou a luta de voluntários para alimentar moradores de rua e o trabalho da Casa Santo André, com diversas unidades pelo DF, que abriga por até seis meses 250 pessoas que não têm onde morar. A coordenadora do projeto diz que necessita de mais vagas, com urgência.

Fonte: G1

Celina Leão acusa áreas do governo de criminalizar o Poder Legislativo

20150609004814Para ela, é impossível que a gestão avance com a continuidade deles, na maioria petistas, e esclarece que seu rompimento não foi motivado por busca de espaço.

Depois de deixar a base de apoio ao governo Rodrigo Rollemberg (PSB), a presidente da Câmara Legislativa, Celina Leão (PDT), tem seus alvos, os comissionados do último governo, presentes em todo os órgãos, segundo ela. Para ela, é impossível que a gestão avance com a continuidade deles, na maioria petistas, e esclarece que seu rompimento não foi motivado por busca de espaço. “O problema  não são os cargos, mas sim a gestão”, disse. A distrital reclama também da criminalização do Legislativo, partida do governo. “Todas as vezes que a Câmara se posicionou de forma independente, o que ouvimos, por parte da Casa Civil principalmente, foi que eles não fariam loteamento do governo. Os distritais nunca pediram isso. Então, era uma tentativa de desmoralizar a Câmara Legislativa”, afirmou. Ela nega que exista turbulência dentro do PDT, após a decisão tomada na semana passada. “É uma tentativa de tirar a crise do Buriti e mandar para o PDT”, ironizou.

Com essa nova configuração da Câmara Legislativa, o governo conseguirá aprovar os projetos de aumento de impostos?

Na minha visão, não muda nada. A minha posição de independência não é algo que vá atrapalhá-lo. Ele tem toda a condição de fazer a articulação política necessária para a aprovação desses projetos. Eu não serei um impedimento ou alguém que vá criar dificuldades, até porque meu papel não é esse. Sempre falei que entendo o tamanho da minha responsabilidade com a cidade.

A senhora era apontada como uma articuladora importante do governo. O que precisa ser feito para manter o diálogo com o Legislativo?

O governador precisa conversar com muita transparência, tratar os deputados com muito respeito. Essa é uma das reclamações dos deputados. Eu acredito que houve um processo de tentar criminalizar a classe política do Distrito Federal. Algo muito negativo. Colocações feitas contra a classe política não eram, nem são, verdadeiras. Até porque a Câmara sempre se mostrou muito à altura de resolver os problemas da cidade. Quando havia agendas sérias, chamamos sessões na sexta-feira. Isso nunca aconteceu antes, mas fizemos, pois o projeto visava pagar professores. Sempre respondemos a altura, porque é um poder que tem de representar a vontade da população. Quando se fala em temas mais polêmicos, como aumento de imposto, tentamos manter o equilíbrio entre o que é realmente necessário para o Estado se manter de pé sem afetar o bolso do contribuinte. A Câmara não tem que falar “sim” para o governador em todos os momentos. Mesmo sendo uma defensora do projeto de governo, eu disse “não” junto com a Câmara, por não ser a vontade da população, por não entender que fosse o momento. Foram projetos como o aumento do IPTU, da extinção das administrações. É absolutamente normal sentir a vontade da população. Agora, eu acho que o governador Rodrigo Rollemberg tem que melhorar o diálogo, o trato com os deputados, de se comprometer em resolver alguns problemas da cidade. Temos deputados que são ligados a determinadas áreas e pedem soluções. Quando um deputado de Sobradinho pede uma ponte para a cidade, isso não tem que ser entendido como um pedido do parlamentar, mas sim da sociedade.

O governador não tinha uma equipe própria formada, para insistir em manter petistas?

Quando se aposta em um novo projeto, você quer a mudança. Quando reclamamos que cargos estratégicos estão com petistas, queremos dizer que esse projeto não deu certo. A gestão que passou foi marcada por corrupção, afundou os cofres públicos e não deu certo. Pedir mudança é um recado muito claro que estamos mandando. A gente percebe também, sempre coloquei isso de maneira muito clara, que existe um secretário que quer estar à frente das decisões reservadas apenas ao governador. Isso é muito ruim. Não se pode ter em nenhuma gestão alguém que seja mais forte que o chefe do Executivo. Não se pode deixar perder a força da imagem, até porque política é feita de gestos. Acho que uma sequência de erros aconteceu. A estratégia de isolar o governador da classe política e da população foi horrível. Precisamos de secretários técnicos, mas também de nomes com prática na gestão. É claro que temos excelentes secretários, capacitados, a fim de ajudar, de resolver, mas tem muita coisa que desde o começo foi modelada errado. O governador foi sendo distanciado desde o período de transição, que era comandado por só uma pessoa. Só um grupo  se tornou governo. Rollemberg precisa refletir sobre isso rapidamente. São erros que prestigiam a gestão do PT. O pior é ver que essas pessoas estão dentro do centro de comando do governo e criticando o próprio governo no plenário. Antes de sair da base, eu dei um aviso claro, me posicionei como presidente. Lembrei que existe gente que participou do outro governo em várias secretarias. . O problema é que ninguém tinha coragem de falar. Eu fui a voz de muita gente. Agora, respeito muito o Rodrigo, que é uma pessoa muito bem intencionada, quer o bem de Brasília, pegou a cidade em uma dificuldade financeira muito grande. Isso não pode ser desprezado, mas eu acho que é preciso um despertar.

Quando a senhora fala de criminalização da classe política, é algo que parte do Executivo?

Sim. Todas as vezes que a Câmara se posicionou de forma independente, o que ouvimos, por parte da Casa Civil principalmente, foi que eles não fariam loteamento do governo. Os distritais nunca pediram loteamento. Era uma tentativa de desmoralizar a Câmara Legislativa. Uma demonstração clara disso foi a questão das administrações. Fizemos audiências públicas e quem esteve lá foi a sociedade, reivindicando, falando que não aceitava a extinção, que as administrações foram conquistadas com muita luta e contribuíram para melhorias. Foi possível perceber que a medida não tinha aprovação e aí recebemos por parte do Poder Executivo a acusação de que seria uma tentativa de manter as estruturas. É muita irresponsabilidade. Não estamos brincando de ser deputado. Todo mundo que está na Câmara tem uma história. Bons ou ruins, foram aprovados pelas ruas. Então não dá para ouvir esse tipo de discurso. A Câmara Legislativa tem inaugurado uma nova forma de fazer política, tem sido bem mais altiva, e sem depreciar o Poder Executivo.

Como está sendo a aceitação do PDT à sua saída da base?

Meu partido foi muito solidário conosco. Tive um apoio muito importante. Conversei com os senadores Cristovam e Reguffe. Eu entendo que o Reguffe sempre manteve uma posição de independência e teve chateações grandes em alguns momentos, mas não apenas com o Rodrigo, mas com a falta de compromisso  de parcelas do governo com o eleitor. Ele sempre foi uma pessoa que honrou as propostas de campanha e pediu que o governo não aumentasse os impostos acima da inflação e pediu a retirada dos tributos de remédios. Isso não aconteceu e o Reguffe nunca escondeu essa insatisfação. Ele me ligou dizendo que respeitava minha opção e sempre foi uma pessoa que dava muita atenção ao seu eleitor. Já a fala do senador Cristovam eu acho que foi em um momento de emoção. Respeito muito a figura dele. Vamos conversar amanhã (hoje). O que eu percebo é uma tentativa de tirar a crise do Buriti e mandar para o PDT. Mas nós estamos unidos, porque o partido sempre vai se respeitar. Se ficarmos na independência eu, Reguffe e Cristovam, enquanto o restante quiser ficar na base, nós entendemos. Essa crise não é nossa, é do outro lado da rua.

Seria mais difícil deixar de apoiar o governo em caso de avaliação mais positiva? 

Seria exatamente a mesma, caso eu não concordasse. O que a gente percebe é que, se o governo estivesse acertando nos pontos que eu tenho colocado com toda a franqueza e que eram seus compromissos, estaria com uma avaliação mais positiva e não estaria errando. É uma situação grave e todo mundo concorda que é grave. Eu fui muito importante na campanha do Rodrigo, muito mesmo. Fui muito leal. Eu fui a única deputada eleita que trabalhei na campanha dele. Era só eu que fazia as defesas dele na tribuna da Câmara, que ajudava nos projetos. Quando se percebe tudo isso se desconstruir e ficar muito longe do que o eleitorado espera, você precisa se posicionar. Se não, as pessoas começam a pensar que estou conivente com tudo isso.

O governo ainda não tem uma cara? Ou a cara é essa mesmo?

Acho que o governo ainda não conseguiu deixar uma marca ou mostrar qual a marca que quer deixar. É uma grande missão. Ele não consegue deixar por conta da crise que recebeu. Por exemplo, o Agnelo queria deixar uma marca na saúde, mas ele sabia desde o primeiro ano o que queria. Não conseguiu, mas já tinha a meta. Cristovam quis deixar a marca da educação, o Arruda, das obras, o Roriz, da habitação. Cada governador tinha uma meta. Sempre perguntei qual seria nossa meta. Não podemos ser o governo que paga servidor, porque isso é nossa obrigação, é o básico.

Se há tantos petistas no governo, como volta e meia governador e secretários reclamam da herança maldita? Isso faz sentido?

(risos) É uma coisa de maluco. É complicado porque a minha percepção é que essas pessoas estão dentro do governo para que ele não dê certo. O secretário de Educação deu entrevista dizendo que pagou as creches, mas foi desmentido por elas. No entanto, o ordenador de despesas foi coordenador de campanha da Rejane Pitanga. Ele desmoralizou o secretário. Se eu fosse governador, ele seria exonerado no dia seguinte, nem teria ficado no meu governo. Rejane é uma petista histórica. Eu respeito o trabalho deles, mas eles não ganharam a eleição. Acho que essas pessoas queriam ficar no projeto, que não ganhou, mas eles continuaram. E eles vão defender o próprio ponto de vista toda vez que vier à tona, quando perguntarem “quem assinou?”. Para fazer um limpa, abrir uma auditoria, dar uma olhada em tudo que aconteceu, não havia condições de manter todas essas pessoas lá.

A senhora pensa em uma candidatura majoritária para 2018?

Não (risos). Não penso nisso. Isso foi uma notícia plantada por palacianos, em uma tentativa de desmoralizar nossa relação com o Rodrigo. Quem é o maluco que se candidata quatro anos antes da eleição? Até para descredenciar a gente. É muito mais fácil dizer isso do que tirarem os petistas do governo. O problema não sou eu, mas eles. É uma loucura isso, é até engraçado.

 Fonte: Jornal de Brasília

Prometido para 2ª, plano contra superbactérias deve ser anunciado hoje

20150608233016512296eApós críticas de Arthur Chioro, o governo local deve anunciar hoje o plano de combate às superbactérias. O Ministério Público do DF apura o que favoreceu o aumento dos casos na capital federal.

O plano distrital de enfrentamento à resistência bacteriana prometido para ontem pela Secretaria de Saúde será anunciado apenas hoje. O anúncio foi feito pelo GDF após críticas do ministro da Saúde, Arthur Chioro, que, durante um evento no Rio de Janeiro, cobrou explicações. “O plano já havia sido solicitado desde abril. Houve um compromisso do secretário e com a equipe de apresentar as medidas ao Ministério da Saúde e à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) ainda hoje (ontem)”, reclamou. A Anvisa notificou o governo local pelo menos três vezes. A primeira reunião entre os órgãos ocorreu em 20 de abril, quando se apontou que a escala de multiplicação desses micro-organismos é ascendente no DF desde 2010.

Ontem à noite, a Secretaria de Saúde esclareceu que o plano “está em fase de conclusão”, apesar de prever a divulgação para hoje, “em horário a ser definido”. “Seus dados estão sendo discutidos por infectologistas, enfermeiros, farmacêuticos, equipes de laboratórios das unidades e do Núcleo de Investigação e Prevenção das Infecções”.

Como o Correio divulgou no último sábado, toda a rede pública e algumas unidades de saúde privadas da capital federal identificaram a presença da superbactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase (KPC). São pelo menos 200 pessoas colonizadas, ou seja, que têm a bactéria no organismo, mas não desenvolveram a infecção. Dessas, 107 foram contaminadas. Apesar disso, nenhum serviço médico está interrompido. Em nota, a Anvisa informou que “está monitorando os recentes casos de micro-organismos multirresistentes nos serviços de saúde”. De acordo com a autarquia, as ações de controle são exclusivamente de competência da Secretaria de Saúde, pois o problema está diretamente relacionado à rotina de cada hospital. A 1ª Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde (Prosus) do Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) investiga o que favoreceu o aumento dos casos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no DF pediu agilidade na apuração.

Fonte: Correio Braziliense

Comércio de Taguatinga gera 70 mil vagas de emprego, diz associação

1_2Apontada como a capital econômica do Distrito Federal, Taguatinga tem um comércio que gera cerca de 70 mil empregos diretos, segundo a Associação Comercial e Industrial da região administrativa (Acit). A entidade afirma que Taguatinga possui 11 mil empresas nos setores de comércio, indústria e serviços.

Com uma população de quase 250 mil habitantes, a região é composta de avenidas comerciais, diversas feiras, indústrias têxtil e metalúrgica, fábricas de reciclagem de papel e oficinas. Segundo o administrador da região, Ricardo Lustosa Jacobina, um milhão de pessoas passam por Taguatinga diariamente.

“É realmente uma metrópole. Pessoas buscam serviços, opção de diversão, atendimento médico e os mais diversos serviços”, disse. “Cerca de 45% da população mora e trabalha em Taguatinga. Então é uma cidade autossuficiente e isso eleva o IDH da região.”

De acordo com Jacobina, Taguatinga é a região administrativa que apresenta maior movimentação no aspecto fiscal da capital devido ao seu comércio. Ela também está entre as 15 regiões que mais arrecadam ICMS no país e uma das que mais crescem.

Levantamento feito pela Codeplan em 2013 aponta que a região tinha na época uma renda domiciliar média mensal de R$ 5,1 mil e per capita de R$ 1,6 mil. O administrador classifica o comércio da região como “número 1” da capital federal.

“Temos dois dos maiores shoppings do DF, que movimentam em média mais de R$ 1 milhão por dia em cada estabelecimento. Temos também dois hospitais particulares que são referência, que atendem de 20 mil a 25 mil pessoas por dia, além de ter o segundo maior hospital público da capital e o segundo maior parque”, declarou o administrador.

“Também não podemos esquecer das feiras que funcionam e cumprem função social de gerar emprego e renda e as grandes festas religiosas que também acontecem na região”, completou.

Para o presidente da associação, Justo Magalhães Morais, Taguatinga é a “mãe” das regiões administrativas localizadas em seu entorno. “No início, grande parte das pessoas estava morando em Taguatinga de aluguel. Essas pessoas foram recebendo casas em outras cidades e comprando terrenos em invasões”, afirmou. “Hoje, mais da metade já não reside em Taguatinga. Essas pessoas estão em Águas Lindas, Ceilândia, Samambaia, Águas Claras, Santo Antônio do Descoberto e vêm trabalhar em Taguatinga.”

’25 de Março do DF’
O Taguacenter fica em Taguatinga Norte e é conhecido pelos moradores e clientes como a “25 de Março” da capital federal, em alusão à avenida de São Paulo conhecida pela diversidade de produtos e preços baixos.

O Taguacenter mantém as características. Segundo a associação, o local reúne cerca de 400 lojistas de diversos setores como armarinho, venda de embalagens, artigos de festa, decoração, artesanato, tecidos e até gastronomia. A entidade estima que os estalecimentos no Taguacenter movimentem juntos de R$ 30 milhões a R$ 40 milhões por mês.

O comerciante Lourivaldo Nunes de Moura, de 42 anos, trabalha em uma loja de tecidos no Taguacenter há 15 anos, seis deles como gerente. Ele acredita que a diversidade de opções de compra no local e os preços mais em conta que no Plano Piloto estimulam pessoas a comprarem na região.

“Quando a pessoa vem aqui ela não compra só tecidos, compra de tudo. Aqui tem uma facilidade de se encontrar coisas que as pessoas precisam”, disse.

Ele contou que os preços dos tecidos na loja chegam a custar um terço do que no centro da capital. “No Plano Piloto tem quadras só de tecidos, só que um tecido aqui custa R$ 8 [o metro] enquanto que lá chega a ser de R$ 25 a R$ 29.”

Moura afirma que a concorrência entre as lojas é grande. Para isso, ele tenta investir no bom atendimento. “A concorrência é muito grande aqui. O que tenho para oferecer de diferente é o atendimento e a qualidade.” Ele estima que a loja de tecidos venda em média R$ 200 mil por mês.

A fonoaudióloga Micheline Reinaldi, de 39 anos, contou que vai ao Taguacenter sempre que precisa comprar artigos de festa para os aniversários dos filhos. “Encontro muitas coisas em um lugar só. Você resolve tudo em uma viagem. Os preços estão dentro do padrão.”

O comerciante Daniel Campos tem uma loja de comidas caseiras há 23 anos no local. Ele classifica o Taguacenter como um “shopping aberto”. “Aqui tem todas as classes sociais. Tem de carne a bijouteria. Não são coisas caras, tem variedade. A pessoa para aqui no estacionamento, como se fosse um shopping aberto.”

Também na região norte de Taguatinga, na avenida Hélio Prates, tem a Feira dos Goianos. De acordo com a associação, o local possui mais de 4 mil lojas, principalmente de roupas, bolsas e calçados. A secretária Marisa Alves Gomes, de 39 anos, mora em Teresina, no Piauí, mas sempre que vem à capital federal não perde a oportunidade de fazer compras na feira.

“É um lugar bom para comprar. São coisas muito baratas, quase me acabei de comprar”, disse. Ela afirmou que que gastou quase R$ 200 em seis peças. “A coisa mais cara que comprei foi uma calça de R$ 60. Eu comparo preço e às vezes a diferença é pouca, mas tem que pesquisar que acha coisas bacanas e baratas.”

Fonte: G1

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