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STF deve decidir nesta terça sobre quebra de sigilo do BNDES

bndes-predio-logo2-20100811-original.jpegA Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) deve decidir nesta terça-feira (26) se o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) pode se recusar a fornecer dados financeiros sobre contratos assinados com empresas privadas.

A questão do sigilo das operações do banco será julgada em um mandado de segurança impetrado contra decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que determinou que o BNDES forneça todos os dados sobre as operações de crédito efetivadas como o grupo JBS/Friboi. O relator é o ministro Luiz Fux.

De acordo com a ação, o banco repassou parte das informações solicitadas pelo TCU, mas não revelou o saldo das operações, o rating de crédito, a situação cadastral, a estratégia de hedge do grupo Friboi, por entender que as informações estão sob sigilo bancário. Segundo o BNDES, é dever da instituição zelar pela proteção do sigilos bancário e empresarial de seus contratos.

O mandado de segurança conta com manifestações favoráveis da Procuradoria-Geral da República (PGR) e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pela liberação dos dados. No entendimento do subprocurador Paulo Gustavo Gonet, o princípio constitucional da publicidade deve ser respeitado.

“A natureza pública dos recursos financeiros envolvidos atrai a aplicação, por conseguinte, do princípio da publicidade, previsto no Artigo 37 da Constituição Federal. Merece ser reparado que a relevância da publicidade para o controle social do uso dos recursos públicos tem sido determinante para o STF desautorizar a invocação de sigilo também em outro caso, que reforça a posição adotada no TCU”, diz o subprocurador.

Em memoriais enviados hoje ao Supremo, o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcos Vinícius Coêlho Furtado, também manifestou-se a favor da publicidade dos empréstimos. Para o presidente, a transparência deve predominar em operações de crédito que envolvem recursos de fundos públicos.

“Sabe-se que o sigilo bancário é uma dimensão do direito à privacidade e encontra proteção na ordem constitucional. O seu rompimento, nessa linha, é reservado aos juízes e às comissões parlamentares de inquérito. Ocorre que existem informações bancárias que são excluídas do âmbito de proteção do sigilo bancário por força de particularidades de sua índole pública,” justificou o presidente da OAB.

Fonte: metrojornal.com.br

Justiça do DF deve analisar reajustes de servidores públicos nesta terça

00-manifestantesGDF prevê impacto de R$ 2,3 bilhões na folha de 31 categorias até 2016.
Ministério Público questiona aumentos; Conselho Especial se reúne às 15h.

O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal deve julgar nesta terça-feira (26) a legalidade dos reajustes salariais de 31 categorias de servidores públicos, sancionados pelo ex-governador Agnelo Queiroz em 2013 e questionados pelo Ministério Público do DF em fevereiro. Se os textos forem validados, o GDF estima um impacto de R$ 2,3 bilhões na folha de pagamento até o fim de 2016.

Na ação, o MP afirma que os aumentos foram concedidos “sem autorização específica da lei de diretrizes orçamentárias e prévia dotação orçamentária, como exige expressamente a Lei Orgânica do Distrito Federal”. O texto também cita o déficit divulgado pelo GDF de R$ 3,5 bilhões em despesas com pessoal para este ano. O órgão também questiona o reajuste para aposentados e pensionistas do magistério público.

As categorias com aumentos sob análise fizeram protestos em frente ao Palácio do Buriti e cruzaram os braços em atos que pediam a manutenção dos reajustes. Em 11 de março, a manifestação reuniu cerca de 1,5 mil servidores de 18 categorias ligadas a Secretaria de Saúde, Detran e assistência social, entre outras. O governador Rodrigo Rollemberg disse reconhecer o direito dos servidores de fazer o protesto, mas criticou o bloqueio no Eixo Monumental.

Reajustes
Em 2013, quase 130 mil servidores ativos de 37 carreiras receberam novos reajustes, que foram escalonados e têm parcelas previstas para pagamento ainda neste ano. O governo nomeou 35 mil servidores entre 2011 e 2014, principalmente nas áreas de saúde, educação e segurança, e ampliou a carga horária de mais de 7 mil funcionários.

A alta nos salários começou em 2011, quando o gasto com a folha de pagamento ficou 36,28% maior do que no ano anterior. Em 2012, o comprometimento da receita com a folha subiu 11,40% e em 2013, outros 10,23%. Para 2014, o aumento com o gasto foi de 12% em relação ao ano anterior.

Em dezembro, a secretaria de Administração Pública da gestão Agnelo disse ao G1 que os números são resultado de “uma política de valorização do servidor público que motiva o funcionário a permanecer nos quadros”.

Segundo a pasta, parte dos reajustes já estava prevista em uma lei aprovada em 2010, no governo interino de Wilson Ferreira Lima. O aumento “herdado” da gestão anterior teria impactado as contas de 2011 em R$ 1 bilhão.

Sem recurso
Em março, o governador Rodrigo Rollemberg afirmou que o GDF estava “aberto ao diálogo” com os servidores para debater os aumentos e que era favorável à manutenção das leis. “Em relação ao futuro, queremos mostrar a condição das contas do GDF para junto com os sindicatos e o Judiciário buscar alternativas que sejam boas para todo mundo.”

Em entrevista à TV Globo nesta segunda (25), ele disse que há problemas no caixa do GDF e que será preciso “aumentar receitas de modo significativo” para pagar os salários reajustados. “Daí a importância dos projetos que encaminhamos à Câmara Legislativa e que contamos com o apoio dos servidores públicos para aprovar”, disse.

Chefe da Casa Civil, Hélio Doyle anunciou em abril que o rombo nas contas públicas poderia comprometer o pagamento dos salários a partir de novembro, mesmo nos valores atuais. Ele disse que a demissão de servidores concursados para reduzir a folha de pagamento era uma possibilidade.

A ideia foi descartada por Rollemberg no dia seguinte, quando o governador disse ter “plena confiança na Câmara Legislativa, na capacidade do nosso governo, na sensibilidade do Congresso Nacional” para aprovar medidas que ampliem a capacidade de arrecadação. Segundo ele, a demissão de concursados está “fora de cogitação”.

Fonte: G1

Entrevistado 25/5: Douglas Martinho, Vereador de Cidade Ocidental-GO

O Vereador de Cidade Ocidental-GO, Douglas Martinho, será o entrevistado de hoje no programa Conectado ao Poder, na rádio OK FM. Sintonize 104,1 FM e ouça das 20h às 21h.Conectado_25_05

Falta de médicos em plantão revolta pacientes

20150525002510Após muitas horas de espera por atendimento, famílias desistiram e foram embora. Outras se revoltaram com a situação caótica da unidade de saúde.

Quem procurou ontem à tarde o  Hospital Regional de Ceilândia (HRC) encontrou um cenário desolador. Após muitas horas de espera por atendimento,  famílias desistiram e foram embora. Outras se revoltaram com a situação caótica da unidade de saúde, onde funcionários informavam aos pacientes ter “apenas um médico”. Até os pacientes em situação grave, que usavam uma pulseira de cor amarela após a triagem, tiveram que ter paciência no pronto-socorro. O pior é que muitos estavam alí depois de ter passado pelo Hospital Regional de Taguatinga, onde, segundo os funcionários, não havia médico.

Com as pernas inchadas e dores pelo corpo, a auxiliar de limpeza Severina Gomes da Silva, 49 anos, aguardava ser chamada no hospital da Ceilândia há mais de duas horas, mesmo com a pulseira amarela. “Aqui, não existe nem médico, quanto mais prioridade. Não me deram nenhuma previsão, falaram que eu ia ter que esperar. Hoje, eu vivo rezando para ninguém da minha família adoecer e precisar de um hospital público. Isso é um completo descaso, ninguém procura atendimento sem motivo”, desabafa.

Já a diarista Antônia Ferreira dos Santos, 37 anos, que levou a avó Francisca Vieira das Neves, 86 anos, ao hospital por causa de uma dor no pé, desistiu de esperar e foi embora. Visivelmente abalada, Antônia afirma estar inconformada. “Pago todos os meus impostos em dia para ter, no mínimo, um atendimento de qualidade. Vou embora, pois não adianta esperar. Eles já falaram que não vão atender os pacientes com a pulseira verde, que é o caso da minha avó. Na cabeça deles uma mulher de 86 anos não é prioridade”, declara.

Secretaria confirma falta de médicos

Questionada sobre falta de atendimento nos hospitais, a Secretaria de Saúde confirmou que apenas um médico fazia o atendimento no Hospital Regional de Ceilândia (HRC) na tarde de ontem. Já no Hospital Regional de Taguatinga (HRY), a informação é de que três médicos prestavam serviço, o que tornou o plantão tranquilo, com socorro para todos os pacientes. De acordo com o órgão, a chefia de equipe do HRC explicou que os pacientes foram atendidos seguindo a classificação de risco, com prioridade para casos graves.

A secretaria também comentou o caso do paciente Odair Costa, picado por um escorpião. “No HRT, ele preencheu a guia de atendimento às 12h15 e foi chamado para a triagem às 12h29, mas não respondeu à chamada. Já no HRC, o paciente passou pela triagem, onde foi assistido pela equipe”, informa a assessoria do órgão. A pasta informou ainda que, para amenizar a demora por atendimento nos hospitais do DF, foi divulgada este mês uma circular determinando que os diretores e coordenadores das regionais deem prioridade aos casos de emergência nas escalas de trabalho.

Sem garantia de atendimento

Após ser picado por um escorpião na barriga, o vendedor Odair Luiz Costa Junior, 23 anos, procurou atendimento no Hospital de Taguatinga no início da tarde de ontem. Mesmo sentindo dormência e formigamento nos braços, além de tontura e mal-estar, ele foi informado da falta de atendimento. De lá, o vendedor foi para a unidade de Ceilândia, acompanhado da esposa, a professora Izabelle Costa, 24, mas até às 16h ainda não havia sido atendido. “No HRT, eles falaram que, pelo fato de meu marido ser adulto, não era necessário tomar soro, apenas nos mandaram comprar um analgésico e ir para casa. Mesmo assim, liguei para os bombeiros para confirmar e eles me disseram que o soro é necessário e nos aconselharam a procurar um hospital. Então, resolvemos tentar atendimento no HRC”, conta Izabelle.

O vendedor, pai de três filhos pequenos, ficou revoltado com a demora. “Estou esperando atendimento há muito tempo. Imagina se a picada tivesse sido nos meus filhos? Eles estariam passando mal até agora? Isso é um absurdo”, afirma Odair.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Escolas fazem debates com estudantes sobre o combate à corrupção

20150524201406249186e (1)Esses esforços somam-se aos dos órgãos de controle e ajudam a criar uma mentalidade de participação cidadã.

As consequências dos recorrentes casos de corrupção descobertos no país não se restringem a processos na Justiça, eventuais punições aos envolvidos e uma descrença generalizada da população em relação ao meio político. Também impulsionam ações que, embora simples, transformam comunidades distantes do eixo das grandes denúncias. Iniciativas que mobilizam a população na fiscalização do poder público e no combate à corrupção mostram que é possível mudar a mentalidade — e a realidade — a partir de pequenas ações. Além de exigir a punição de políticos envolvidos em esquemas de desvio de dinheiro, muitos grupos têm trabalhado para melhorar áreas que sofrem com a escassez de recursos públicos, como a educação e a saúde.

Alunos do Centro de Ensino Fundamental 01 do Gama, por exemplo, produzem, desde 2013, curtas-metragens sobre corrupção. Nos dois últimos anos, foram finalizados 41 vídeos por estudantes do 9º ano do ensino fundamental. O processo começa em sala de aula, com discussões orientadas por professores de português, história, geografia e inglês ao longo do ano. “A gente parte da concepção de que a corrupção ocorre na vida privada até chegar aos espaços públicos. É uma questão cultural no nosso país, e combater isso vai desde o jeitinho ao furar a fila do supermercado ou colar na prova do colega ao lado. Primeiro, você muda essa relação para, depois, alterar outras, por meio do voto”, explica Francisca Beleza, supervisora pedagógica da instituição.

Depois das discussões em sala de aula, os alunos participam de oficinas com cineastas, nas quais aprendem desde o roteiro à edição, incluindo produção, direção, figurino e maquiagem. Muitos dos vídeos são filmados com os celulares dos próprios estudantes, conta o professor de artes Pedro Silva, que orienta os alunos nas produções. “Quando a gente faz o debate tentando definir os símbolos da imagem, imediatamente, eu percebo que os meninos acabam criando essa percepção um pouco mais crítica de mundo”, afirma o docente. Neste ano, a temática trabalhada é a violência, dentro do tema geral da corrupção. Em 2014, o subtema foi sustentabilidade.

Participação
Na percepção de André Marini, presidente do Instituto dos Auditores Internos do Brasil (IIA Brasil), a mobilização dos brasileiros contra a corrupção tem aumentado nos últimos meses. Ele acredita que houve uma melhora na formação dos cidadãos, apesar de ainda ser nítida a falta de conhecimento. “Sem dúvida, é um fator que dificulta a mudança de cenário, mas, neste aspecto, acredito que temos tido um bom avanço, pois a população está cada dia mais consciente dos seus direitos, o que provoca questionamentos e proposições muito interessantes, tanto para a área privada quanto para a pública”, afirma. Marini destaca ainda que a participação da sociedade é fundamental na fiscalização de desvios de recursos públicos.

Fonte: Correio Braziliense

Último dia de Pentecostes reúne mais de 300 mil pessoas no Taguaparque

23/05/2015 Crédito: Ed Alves/CB/D.A. Press. Brasil. Brasília - DF. Pentecostes.O ponto alto do evento de ontem foi, claro, a Missa de Cura, que começou por volta das 16h.

O último dia de Pentencostes, no Taguaparque, em Taguatinga, reuniu mais de 300 mil pessoas, segundo a Polícia Militar. Neste domingo (24/5), os fiéis contaram com uma programação extensa. Logo pela manhã, por volta de 8h, a evento começou com o Rosário. Em seguida, houve pregação e oração. Na parte da tarde, os fiéis cantaram ao som de Salvador Neto e Crícia e Glácuia Martins. O ponto alto da festa de hoje foi, claro, a Missa de Cura, que começou por volta das 16h.

Na celebração, o padre Moacir Anastácio, da Paróquia São Pedro, fez uma homilia descontraída — ao contrário do dia anterior em que poferiu críticas a várias fatos da sociedade. “Deus me deu o dom de falar demais”, brincou. Ele enfatizou o papel de Maria, mãe de Jesus, no episódio de Pentecostes e, depois, compartilhou algumas histórias pessoais, como a vez em que foi expulso do seminário franciscano no terceiro ano de teologia pelas opiniões e questionamentos que fazia. “Quando saí da aula, minhas malas já estavam prontas”, relatou.

O padre, no entanto, mais uma vez se posicionou contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo. O pároco aproveitou ainda para criticar a política nacional, mesmo com autoridades presentes, como o governador Rodrigo Rollemberg. “Se os que estão no Congresso tivesso o Espírito Santo no coração, o Brasil não estaria como está”, afirmou.

ED Alves/CB/DA Press

Quem participa sabe que deve levar uma vela para cada dia a fim de que ela seja abençoada. Essa vela deve ser acesa em um momento de dificuldade.

A data relembra a descida do Espírito Santo sobre os 12 apóstolos de Cristo, e o lema deste ano faz alusão à passagem do Livro de Jó, um dos personagens mais antigos da Bíblia: “Meus ouvidos ouviram falar de ti, mas agora meus próprios olhos te viram em Pentecostes”. Devido a 16ª edição do evento, houve algumas mudanças no trânsito da região.

Segundo dia
Ontem, o público estimado foi de 350 mil pessoas. Durante a homilia, o padre Moacir Anastácio explicou o que é o Pentecostes e disse que “essa festa celebra o nascimento da Igreja de Jesus Cristo”. Já conhecido pelas homilias polêmicas, o padre criticou o casamento homossexual, as religiões de matrizes africanas, falou sobre o tamanho da saia das mulheres, inclusive citando o termo “periguete”, e fez críticas à imprensa. Moacir justificou os ataques com a seguinte frase: “Amado ou não, querido ou não, eu anuncio Jesus Cristo”.

Fonte: Correio Braziliens

 

Cunha defende obra bilionária na Câmara e diz não ter nada de shopping

20150525111050O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), saiu em defesa da construção do prédio anexo na Casa que vem sendo chamado de “shopping”. Pelo Twitter, Cunha afirmou que “não existe essa história de shopping na Câmara”. “Essa colocação é pura maldade dos adversários”, escreveu o peemedebista. Com a parceria com o setor privado, segundo o presidente, a Câmara “construiria o que precisa construir sem gastar dinheiro público”. “Não tem nada de shopping”, escreveu.

Na semana passada, o plenário da Câmara aprovou um “artigo jabuti” (artigo alheio ao objeto da matéria analisada) na Medida Provisória 668, que permite a realização de parcerias público-privadas (PPP) pelo Legislativo e irá permitir a construção do novo prédio no valor de R$ 1 bilhão. A obra ganhou a alcunha de “shopping” por prever a instalação de lojas e escritórios de empresas privadas no mesmo ambiente do Legislativo.

A construção de um novo anexo foi promessa de campanha do presidente da Câmara, eleito para a função no dia 1º de fevereiro. “A minha promessa de campanha foi de fazer o anexo 5 e isso faremos de qualquer forma, com ou sem a concessão”, escreveu Cunha no Twitter. O peemedebista culpa “os que têm ressentimento” do processo de eleição da Câmara por tentarem “desqualificar a possibilidade de fazer obra sem dinheiro público”.

O PT, o PSDB, o PPS e o PCdoB orientaram as bancadas a votar contra a autorização para a licitação privada do novo anexo da Câmara. O governo, no entanto, orientou parlamentares da base a aprovarem a mudança. Cunha articulou com a liderança do governo na Câmara a aprovação da proposta.

Na rede social neste domingo, 24, Cunha afirmou que a Câmara tem “necessidade” de realizar obras no Anexo 4 e também necessidade de “abrir áreas para os trabalhos legislativos” em razão da falta de plenários para o trabalho das comissões. O objetivo, segundo o presidente da Câmara, é reformar o prédio do anexo 4, construir uma nova ala para transferir gabinetes do prédio do anexo 3 e criar áreas comuns.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Luiz Edson Fachin é nomeado ministro do STF

20150525111658A presidente Dilma Rousseff nomeou o jurista Luiz Edson Fachin para exercer o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), na vaga decorrente da aposentadoria do ministro Joaquim Barbosa. O decreto de nomeação de Fachin está publicado no Diário Oficial da União desta segunda-feira, 25.

Indicado por Dilma para a vaga, o advogado passou por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e foi aprovado em votação no plenário da Casa no dia 19 de maio.

A posse de Fachin no cargo está marcada para o dia 16 de junho, às 16 horas, na sede do Supremo. No dia seguinte, Fachin participa da primeira sessão de julgamentos no na Corte, onde deve adotar o nome de Edson Fachin.

Fonte: jornaldebrasilia.com.br

Primeira-ministra de Bangladesh chama os migrantes de “doentes mentais”

20150524114522559782aA premier pediu às autoridades que interrompam o fluxo de migrantes e adotem medidas contra os traficantes de seres humanos.

Dacca, Bangladesh – A primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, chamou neste domingo de “doentes mentais” os migrantes bengaleses que fogem da miséria pelo mar e os acusou de prejudicar a imagem do país.

“Há bastante trabalho para eles e, apesar disso, abandonam o país desta forma desastrosa”, declarou a chefe de Governo, segundo a agência oficial Sangbad Sangstha.

Sheikh Hasina afirmou que os migrantes, que chamou de “doentes mentais” pela fuga em busca de trabalho, teriam uma vida melhor em seu país. Também aproveitou para acusá-los de “prejudicar a imagem de Bangladesh no cenário internacional”.

A premier pediu às autoridades que interrompam o fluxo de migrantes e adotem medidas contra os traficantes de seres humanos.

“Além dos traficantes, temos que punir aqueles que abandonam o país de forma ilegal”, afirmou.

“Teremos que organizar campanhas para que os migrantes não deem dinheiro aos traficantes para viajar ao exterior de forma ilegal”, completou Hasina, em um discurso para integrantes do governo.

Segundo a ONU, milhares de migrantes procedentes de Mianmar e Bangladesh estão à deriva no golfo de Bengala, a poucas semanas da temporada de chuvas de monção.

Muitos migrantes bengaleses tentam fugir da pobreza, enquanto os membros da minoria muçulmana dos rohingyas tentam escapar da perseguição em Mianmar.

Fonte: Correio Braziliense

 

Dado lança ‘Memórias’ para ‘passar a limpo’ história da Legião Urbana

dado1Músico fez livro sobre a vida dele e a banda em parceria com historiadores.
Obra aborda política e cultura de 1965 a 1996 e fala de Renato Russo.

Foram necessários 19 anos desde o fim da Legião Urbana para que o público pudesse conhecer a história da banda pela visão de quem fez parte dela. O livro “Dado Villa-Lobos – memórias de um legionário” chega às lojas com a proposta de passar a limpo a trajetória do grupo que colocouBrasília no mapa do rock brasileiro nos anos 1980.

O livro narra a trajetória da banda dos tempos do Aborto Elétrico até a morte de Renato Russo, em 1996. A introdução da obra trata de como Dado recebeu a notícia por um telefonema do médico Saul Bteshe, que acompanhou o cantor por oito anos, às 2h15 daquele 11 de outubro. O guitarrista fala sobre a ida ao Rio de Janeiro, a cremação do artista, o contato com amigos e familiares, o assédio da imprensa.

Ao longo das 256 páginas, Renato figura como personagem principal, muitas vezes mais até do que o próprio Dado. O guitarrista fala da forma com que ele agia, o comportamento explosivo, o processo de criação, os acessos de fúria, os momentos de descontração, a relação com os outros músicos, com a turma e todo o showbizz.

Apesar do gênio de Renato, Dado afirma que nunca pensou em sair da Legião, mesmo nos momentos mais difíceis ao longo dos 13 anos em que esteve no grupo. “Nunca pensei em sair. Renato era daquele jeito, mas a banda tinha vida própria, a gente alimentava aquilo. Havia um respeito entre todos, um queria o bem do outro”, afirmou o guitarrista ao G1.

Dado Villa-Lobos acompanhado por baterista e violonista durante lançamento do livro "Memórias de um legionário" em Brasília (Foto: André Zímmerer/Divulgação)Dado Villa-Lobos acompanhado por baterista e violonista durante lançamento do livro “Memórias de um legionário” em Brasília (Foto: André Zímmerer/Divulgação)

A ideia de escrever o livro partiu do “historiador, militante trotskista e interessado na trajetória de Dado na Legião”, Felipe Demier, parceiro do guitarrista nas peladas de terça no Rio de Janeiro. “Fui convencido por ele, que é fã da banda e historiador. No começo eu disse que não queria, que não tinha tempo, que não sou escritor, mas ele me sugeriu que a gente escrevesse a ‘seis mãos’. Chamamos o também historiador Romulo Mattos e passamos a registrar meus depoimentos, minhas memórias sobre a Legião, no final de 2012”, disse.

Algumas coisas não estavam claras. Achei que era importante contar a história da banda, em primeira pessoa, fazer um relato da dinâmica, dos ensaios, do processo criativo, enfim, de tudo o que aconteceu comigo e com a Legião entre 1983 e 1996″
Dado Villa-Lobos,
guitarrista

Mais do que a história da banda, o livro relata parte da história do Brasil durante o período, com detalhes sobre ditadura, censura, momento cultural, o surgimento de uma cena nacional e o emarenhado de personagens do início do “rock nacional dos anos 1980”.

“Algumas coisas não estavam claras. Achei que era importante contar a história da banda, em primeira pessoa, fazer um relato da dinâmica, dos ensaios, do processo criativo, enfim, de tudo o que aconteceu comigo e com a Legião entre 1983 e 1996.”

A apresentação da obra traz a explicação de como o músico foi convencido a escrever a obra. Depois de falar sobre o dia da morte de Renato Russo, Dado conta sua história, seus primeiros anos em Bruxelas, onde nasceu em 29 de junho de 1965, em Belgrado, na então Iugoslávia, em Montevidéu, em Paris, no Rio de Janeiro e em Brasília, onde chegou pela primeira vez aos 6 anos, em 1971.

Lançamento
“Memórias de um legionário” foi apresentado ao público de Brasília em um show na última sexta-feira (22) no qual Dado se apresentou ao lado de mais dois músicos, na praça de alimentação do Venâncio Shopping, na Asa Sul. Inicialmente, a ideia era intercalar as canções com conversas com o público, contando histórias, curiosidades e detalhes da vida do guitarrista nos tempos da banda.

Público durante show de lançamento do livro "Dado Villa-Lobos - memórias de um legionário" (Foto: André Zímmerer/Divulgação)Público durante show de lançamento do livro “Dado Villa-Lobos – memórias de um legionário”
(Foto: André Zímmerer/Divulgação)

A expectativa era receber um público de 300 pessoas, mas mais de 1 mil estiveram no local, segundo a organização. O repertório teve sucessos da Legião, como “Ainda é cedo”,”Há tempos”, “Teatro dos vampiros”, “Giz” e “Eu sei”, uma música que Dado fez para o filho, Nicolau, e “Tudo que vai”, composição de Dado, Tony Platão e Alvim L que foi suceso com o Capital Inicial.

Reprodução da capa do livro "Dado Villa-Lobos - Memórias de um legionário" (Foto: Reprodução)Reprodução da capa do livro “Dado Villa-Lobos –
Memórias de um legionário” (Foto: Reprodução)

O músico não tocou a mais pedida pelo público, “Faroeste caboclo”, mas nem precisava cantar canções como “Quase sem querer”, “Geração Coca-Coca”, “Tempo perdido” e “Que país é este”. Ainda durante a apresentação, a plateia formou a fila para conseguir um autógrafo do ídolo.

Embrião
Antes de falar sobre histórias que viveu ao lado de Renato Russo, Renato Rocha (o Negrete) e Bonfá, Dado conta os primeiros contatos com a música, as pessoas que conheceu na capital e a convivência com os outros filhos de diplomatas, os “itamaratecas”, entre eles o vocalista do Capital Inicial Dinho Ouro Preto. Foi Dinho quem apresentou Led Zeppelin para o futuro guitarrista da Legião, que na época estava mais interessado em disco music.

Em 1981, Dado, Dinho e uma turma entediada sob os pilotis de um bloco residencial avistaram “quatro caras com visual punk: cabelos desgrenhados, calça e camiseta rasgadas, patches etc”. O grupo que trazia latas de tinta spray nas mãos escreveu na parede do bloco as letras “AE”.

“Uma semana depois, o Dinho apareceu e falou: ‘cara, descobri o que significa aquela pichação. É uma banda chamada Aborto Elétrico, que está tocando ali no Food’s'”, diz um trecho do livro. Dado e Dinho depois se juntaram aos “punks” e fizeram parte da “turma da colina”.

Dado Villa-Lobos autografa livro para o professor Briquet de Lemos, pai de Felipe e Flávio Lemos, músicos do Capital Inicial (Foto: André Zímmerer/Divulgação)Dado Villa-Lobos autografa livro para o professor Briquet de Lemos, pai de Felipe e Flávio Lemos, músicos do Capital Inicial (Foto: André Zímmerer/Divulgação)

Sucesso
Segundo Dado, Renato Russo sempre teve formatado na cabeça tudo o que ele queria para a banda. O livro fala, por exemplo, da primeira viagem para a gravação de um compacto no Rio de Janeiro, do quanto os músicos detestaram o material e da participação do produtor Mayrton Bahia para que a banda pudesse ter liberdade criativa.

Dado Villa-Lobos e LPs da Legião Urbana (Foto: André Zímmerer/Divulgação)Dado Villa-Lobos e LPs da Legião Urbana
(Foto: André Zímmerer/Divulgação)

A obra traz detalhes de como a Legião Urbana pavimentou o caminho rumo ao sucesso. Até mesmo quem não é fã da banda pode gostar do material, que consegue traçar um panorama da cultural pop do período em que a banda existiu.

Entre os trabalhos da Legião, o momento em que o grupo gravou e promoveu o disco “Dois” é um dos mais presentes no livro.

Os primeiros hits, a mudança para o Rio, o sucesso de “Faroeste Caboclo”, com seus 159 versos, mais de 9 minutos de duração e alguns palavrões que impediram em um primeiro momento a execução nas rádios, a saída de Negrete, os boatos sobre o fim do grupo em 1987, as gravações de “As quatro estações”, a doença de Renato, os shows com participações de músicos de apoio, os significados de músicas e nomes de álbuns, tudo é abordado, quase que de forma cronológica.

Show no Mané Garrincha
Dado dá sua versão sobre como ocorreu o famoso e trágico show da Legião Urbana no Estádio Mané Garrincha, em 18 de junho de 1988. Na ocasião, uma grande confusão se formou depois que a banda decidiu deixar o palco após 50 minutos de música.

Um fã invadiu o local de apresentação e agarrou o cantor no meio da música “Conexão Amazônica”. Antes, bombinhas e outros objetos foram atirados contra os músicos. O público começou a promover um quebra-quebra e a entrar em confronto com a Polícia Militar. Mais de 50 mil pessoas lotavam o estádio na ocasião. Muitos acabaram entrando sem pegar.

No livro eu coloco tudo o que aconteceu ali [no Mané Garrincha], como estava o astral, a vibração, a expectativa que se gerou, aquela sensação de que estávamos ‘voltando para casa’, o grande público. Ficamos presos no camarim, chegou aquele carregamento de drogas e álcool”
Autor

“No livro eu coloco tudo o que aconteceu ali, como estava o astral, a vibração, a expectativa que se gerou, aquela sensação de que estávamos ‘voltando para casa’, o grande público. Ficamos presos no camarim, chegou aquele carregamento de drogas e álcool.”

O fato é abordado em 11 páginas e na contracapa do livro. Um dos trechos diz que houve depredação de ônibus já na rodoviária do Plano Piloto, que o clima já era de tensão.

O depoimento do baterista Fred Melo, ex-Raimundos e atualmente no Autoramas, à revista Bizz, em 2001, está no livro. O músico fala que estranhou a estrutura do local, comparou o som a um “radinho de pilha” e relatou toda a confusão que viu principalmente após a saída da banda do palco.

Na visão de Dado, a confusão não teve relação com a banda, mas com o clima que se criou. “Qualquer atração artísica nacional ou internacional, que pudesse promover tamanha atração de pessoas a um estádio, poderia ter acabado na mesma situação que a gente”, diz um trecho da obra.

Renato Rocha ao lada da Legião Urbana, durante o álbum 'Que país é esse' (Foto: Divulgação/Legião Urbana)Integrantes da Legião Urbana durante sessão para
a capa de “Que país é este”, em 1987
(Foto: Legião Urbana/Divulgação)

“A verdade é que aquela energia negativa não tinha necessariamente relação com a gente. Ou, se tinha, era apenas porque a Legião atraía multidões. Como eu disse, o nosso repertório, em parte composto para uma banda punk (o Aborto), também contribuía para que os ânimos ficassem exaltados. Acho que aquela merda toda acabou ilustrando um pouco a desigualdade social que havia no Distrito Federal, que o Plano Piloto, privilegiado, contrastava (e ainda contrasta, é claro) com a realidade das cidades-satélites ao redor.”

‘Fora da lista de ‘bonitos’
E outra parte do livro, Dado fala sobre a lenda de que teria entrado para a Legião apenas porque era bonito na visão de Renato Russo. “Não foi por isso. Fazíamos todos parte da mesma turma, a gente estava lá. Por isso ele me chamou. Antes passaram o Paraná, o Ico”, disse ao G1.

No livro, Dado afirma que o jornalista Carlos Marcelo publicou no livro “Renato Russo – o filho da revolução” que havia uma lista com “os nomes dos rapazes da turma, separados em duas categorias: a dos garotos bonitos (‘Cute boys’) e a dos outros (‘The other boys’)”. “O Bonfá foi incluído na primeira, ao lado de outros três garotos (e eu, na segunda, na companhia de quase 30!)”, afirma o guitarrista.

O músico Dado Villa-Lobos toca guitarra durante lançamento do livro "Memórias de um legionário" em Brasília (Foto: André Zímmerer/Divulgação)O músico Dado Villa-Lobos toca guitarra durante lançamento do livro “Memórias de um legionário” em Brasília (Foto: André Zímmerer/Divulgação)

O fim
O livro termina com um relato dos últimos momentos da Legião Urbana, as gravações de “A tempestade ou o livro dos dias”, a briga que teve com Renato por causa da mixagem de uma música, as últimas ações do cantor, da morte dele, dos projetos de Dado e das considerações sobre a importância da banda na vida dele e na música brasileira.

Ele diz que uma parte dele ficou para trás quando a banda acabou, mas que se lembrava dos tempos de grupo com satisfação. “Eu sei o lugar da Legião na minha vida. Fizemos rock. Fizemos história. Não foi tempo perdido.”

Fonte: G1

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