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Bispo Renato defende a chefia jurídica por profissionais de carreira

credito-davidpenaFoi noticiado pela OAB/DF, na quarta-feira (29), através do website da Ordem, que a Lei Distrital 5.369/2014, que criou o Sistema Jurídico do DF, vem sendo descumprida por empresas públicas.

 

Em busca de uma solução para tal problema, o deputado Bispo Renato Andrade protocolou indicação ao Governo do Distrito Federal, sugerindo ao poder executivo providências no sentido de nomear, imediata e preferencialmente, advogados integrantes do Sistema Jurídico do DF para chefiar as respectivas unidades jurídicas de cada empresa.

 

Para Bispo Renato, “existem profissionais diplomados e com inscrição na Ordem dos Advogados do Brasil que deveriam ocupar tais cargos, já que são capacitados para desempenhar tal função, mas muitas empresas públicas ainda mantêm as unidades jurídicas fora do que determina a lei”.

 

A lei prevê que o departamento jurídico das empresas públicas ou sociedades de economia mista distrital devem ser chefiadas por profissionais de carreira. Segundo a OAB/DF, apenas o Banco de Brasília cumpre a determinação.

 

“Acredito que um trabalho conjunto de fiscalização e busca de soluções entre a OAB/DF e nós, do parlamento local, pode ser efetivo para resolver esse problema”, acrescentou Bispo Renato Andrade. “Estamos exigindo apenas que se cumpra a lei”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação

Lava Jato: construtoras doaram R$ 78 milhões a PT e PSDB

CEaYJkBW0AE_nFkValores recebidos em 2014 equivalem a um terço das contribuições partidárias feitas aos petistas e a 42% dos repasses aos tucanos.

Empreiteiras que integram o “clube do bilhão”, grupo de empresas investigado por formação de cartel e corrupção na Petrobras, doaram em 2014, ano de eleições gerais e no qual o caso de corrupção foi descoberto, um total de 78 milhões de reais ao PT e ao PSDB.

Políticos das duas legendas são investigados na Operação Lava Jato por suposto envolvimento no esquema. No caso do PT, são três senadores, dois deputados, um ex-ministro (Antônio Palocci), um ex-deputado e o ex-tesoureiro nacional João Vaccari Neto, que está preso na Polícia Federal de Curitiba (PR); no caso do PSDB, consta apenas o senador Antônio Anastasia, ex-governador de Minas Gerais.

As prestações de contas dos dois partidos, encaminhadas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostram que quase um terço do total das contribuições de empresas ao Diretório Nacional petista veio das construtoras sob suspeita na Lava Jato. Na lista de empresas que depositaram na conta do PT estão UTC Engenharia, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez, OAS, Engevix e Odebrecht. Juntas, elas desembolsaram 55,6 milhões de reais de um total de 191,5 milhões de reais recebidos pelo partido.

Nas contas do PSDB, esse porcentual é ainda maior: chega a 42% de todas as contribuições feitas ao partido. O valor absoluto doado pelas empresas aos tucanos foi menor, mas teve maior representatividade no extrato bancário do partido. Entre as empresas doadoras e suspeitas de participar do “clube do bilhão” estão Camargo Corrêa, Andrade Gutierrez, OAS e Queiroz Galvão. Elas transferiram 22,3 milhões de reais de um total de 52,1 milhões de reais arrecadados.

Tanto no caso do PT quanto no do PSDB, a maior contribuinte foi a Andrade Gutierrez. Ela doou aos petistas no ano passado 14,6 milhões de reis, e aos tucanos, metade desse valor.

As doações de campanha eleitoral ao PT estão sob suspeita porque, segundo empreiteiros delatores do escândalo do petrolão, eram uma forma de pagamento de propina cobrada por Vaccari. O partido rechaça a acusação, assim como o réu.

Diante do desgaste ocorrido com a prisão de Vaccari, réu por lavagem de dinheiro, integrantes da cúpula do partido passaram a defender que as doações à legenda e a candidatos nas próximas disputas eleitorais se restrinjam a pessoas físicas. Em abril, o presidente nacional do PT, Rui Falcão, anunciou que o partido não mais receberá doações de empresas, o que será debatido no 5º Congresso do partido. O PT defende o fim do financiamento empresarial previsto em ação da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que está sob análise do Supremo Tribunal Federal. O partido seria o mais beneficiado atualmente se fosse aprovado apenas o financiamento público de campanha.

Fonte: Estadão Conteúdo

Temer nomeia sócio de consultoria para cargo no Planalto

alx_michel_temer-20150319-19_original.jpegThiago Gonçalves de Aragão, dono da Arko Advice, ganha cargo de assessor na Secretaria de Relações Institucionais, anexada pelo vice-presidente.

O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), escalou para a articulação política do Palácio do Planalto o sociólogo Thiago Gonçalves de Aragão, dono de um escritório que traça estratégias de lobby para bancos e outras grandes empresas do setor privado em Brasília (DF).

Publicada nesta quarta-feira no Diário Oficial da União, a nomeação de Aragão já suscitou questionamentos no Planalto. Para um auxiliar da presidente Dilma Rousseff, ouvido sob anonimato, o caso expõe uma situação “delicada”, que pode levantar questões de conflito de interesse.

Aragão foi diretor e é dono de uma fatia da Arko Advice, que se intitula a “principal empresa brasileira de análise política, estratégia e public affairs (relações públicas, em inglês)”. Na prática, segundo o próprio assessor, o escritório orienta gigantes do setor privado sobre como exercer o lobby por seus interesses no Congresso e no governo federal. “Sou um desenhista. Desenho estratégia para que os meus clientes façam o lobby deles mesmos”, define-se o novo auxiliar de Temer.

Na carteira de clientes da Arko, estão empresas como os bancos Santander e BTG Pactual, além da sueca Saab, responsável pela fabricação dos caças Gripen para o governo brasileiro. O escritório, assim como outros do ramo de consultoria, não informa publicamente seus contratantes.

Como diretor da Arko, Aragão era responsável pela “criação de estratégias de comunicação institucional” de multinacionais em operação no Brasil. A empresa é presidida pelo pai dele, Murillo Aragão, que é membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social, o chamado Conselhão, colegiado de assessoramento da presidente Dilma Rousseff na formulação de políticas públicas.

Embora tenha se afastado do cargo de diretor da Arko, o novo assessor da Secretaria de Relações Institucionais (SRI) continua como proprietário do escritório de consultoria. Ele é dono da El Paso Doble Administração e Participações, empresa que integra o quadro societário da Arko, conforme certidões da Receita Federal e da Junta Comercial do Distrito Federal.

Antes mesmo de ser oficializado no cargo, Aragão já despachava no quarto andar do Palácio do Planalto. Na SRI, ele vai ser “assessor de estratégia para articulação política na Presidência da República”, conforme descrição divulgada por ele mesmo na rede social LinkedIn. O salário mensal será de 8.554,70 reais. “Na Arko eu ganhava mais”, afirma.

De acordo com a assessoria da Vice-Presidência, que acumulou as funções da SRI, o trabalho de Thiago Aragão será “produzir análises e fornecer subsídios estratégicos para aprimorar a relação do Executivo com o Congresso Nacional”.

“Não há conflito de interesse de nenhum tipo, pois o funcionário afastou-se de suas atividades privadas (…) O servidor buscar contato com seu ambiente de trabalho antes de começar a nova função é apenas uma prova de zelo”, disse a Vice-Presidência, destacando que Aragão trabalha há mais de dez anos com análise política brasileira.

O Santander confirmou que mantém contrato com a Arko e que os serviços prestados “compreendem o envio periódico de boletins e informações relacionados ao cenário econômico do país.” O BTG Pactual não comentou. A Saab alegou que “devido a razões comerciais” não poderia entrar em “detalhes específicos nem fornecer informações” sobre seus fornecedores.

Fonte: Estadão Conteúdo

Britânicos comparecem às urnas para eleições mais acirradas da história

20150507075258376009oAs negociações para a formação do governo não devem passar de 27 de maio, data do discurso anual da rainha Elizabeth II no Parlamento.

Londres – Os locais de votação abriram as portas nesta quinta-feira no Reino Unido para as eleições que definirão o próximo primeiro-ministro e que já estão entre as mais disputadas da história.

“Estas eleições me recordam o que Winston Churchill pensava da Rússia: uma charada envolvida em um mistério dentro de um enigma”, resumiu Bernard Ingham, que foi diretor de comunicação de Margaret Thatcher.As zonas eleitorais abriram às 7H00 (3H00 de Brasília) e a votação prosseguirá até 22H00 (18H00 de Brasília). Quase 45 milhões de eleitores estão registrados, mas o voto não é obrigatório.

Ao final de votação será divulgada uma pesquisa de boca de urna, mas o resultado oficial definitivo só deve ser conhecido por volta de meio-dia de sexta-feira.

O atual primeiro-ministro, o conservador David Cameron, e o líder trabalhista, Ed Miliband, disputam o posto de chefe de Governo, mas as pesquisas apontam que nenhum partido deve obter maioria absoluta na Câmara dos Comuns, o que exigirá o apoio de outros partidos para formar o governo.

Neste cenário, o avanço dos nacionalistas escoceses liderados por Nicola Sturgeon se tornou o grande tema da campanha, pois o partido SNP pode ter a chave do poder em Londres, ao mesmo tempo que defende a independência da Escócia.

“Minha mensagem é que defenderemos a Escócia, mas ao mesmo tempo buscaremos formar alianças com as pessoas de todo o Reino Unido para tornar melhor a política no país”, disse Sturgeon depois de votar em Glasgow.

Os democrata-liberais liderados por Nick Clegg, que integram a atual coalizão de governo de Cameron, também aparecem como potenciais objetos do cortejo do partido que conquistar mais deputados.

Os candidatos votaram cedo: Cameron em Witney, no condado de Oxfordshire, sul da Inglaterra; Miliband em Sutton, em North Yorkshire, norte da Inglaterra, e Clegg em Sheffield Hallam, também na região norte.

Estão em jogo 650 cadeiras na Câmara dos Comuns por circunscrições da Inglaterra, Escócia, Gales e Irlanda do Norte. Cada circunscrição compreende quase 70 mil eleitores representados por um membro do Parlamento. Também acontecem eleições municipais em grande parte da Inglaterra, mas não em Londres.

Segundo a última projeção do jornal The Guardian, o Partido Conservador deve conquistar 273 cadeiras, o Partido Trabalhista 273, o SNP 52, os democrata-liberais 21 e o Ukip (Partido da Independência do Reino Unido) 3.

As negociações para a formação do governo não devem passar de 27 de maio, data do discurso anual da rainha Elizabeth II no Parlamento, quando a monarca cita os projetos do primeiro-ministro para os 12 meses seguintes.

Se nenhum partido conquistar a maioria absoluta, acontece o que é conhecido como “parlamento enforcado”. O primeiro-ministro e o governo permaneceriam no poder até a conclusão das negociações entre os partidos para formar uma coalizão ou com acordos pontuais que permitam a sobrevivência de um governo.

Fonte: Correio Braziliense

Agnelo é alvo de ação do Ministério Público por aumento irregular a servidores

agnelo-e-alvo-de-acao-do-ministerio-publico-por-aumento-irregular-a-servidoresOs aumentos impuseram aos orçamentos dos anos de 2013 a 2015 o ônus de arcar com pagamentos sem autorização nas respectivas Leis de Diretrizes Orçamentárias.

O ex-governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz e membros  sua equipe terão de responder à Justiça o aumento concedido a diversas categorias do serviço público. O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) ajuizou ação civil pública nesta quarta-feira (06), por ato de improbidade administrativa e reparação de danos morais coletivos contra o ex-chefe do Poder Executivo.

Além de Agnelo, a ação também vai investigar o ex-vice-governador Tadeu Filipelli, o ex-secretário de Estado Wilmar Lacerda e os ordenadores de despesa Washington Luis Sousa Sales e Luiz Alberto Cândido da Silva.

No entendimento dos promotores, Agnelo e sua equipe econômica teriam “descumprido normas constitucionais e legais que impõe pronunciamentos prévios de secretarias do GDF e da Procuradoria-Geral do DF (PGDF) e a apresentação de premissas e metodologia de cálculo do impacto orçamentário-financeiro”.

As ausências dessas manifestações prévias, conclui o MP, impuseram aos orçamentos dos anos de 2013 a 2015 o ônus de arcar com pagamentos sem autorização nas respectivas Leis de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Também não havia prévia dotação orçamentária suficiente para atender às projeções de despesa de pessoal e acréscimos decorrentes.

Fonte: fatoonline.com.br

Sistema de bilhetagem passa a ser de responsabilidade das empresas de ônibus

20150506191212Companhias que operam no transporte público de Brasília têm 60 dias para se adequarem ao novo modelo de gestão.

A partir desta quarta-feira (6), a venda dos cartões do Sistema de Bilhetagem Automática do transporte público passa a ser de responsabilidade das cinco empresas de ônibus que operam em Brasília e não mais do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans). A mudança inclui ainda a montagem e a manutenção da rede de lojas e o contrato com a empresa Transdata — fornecedora de tecnologia do sistema.

Esse modelo de gestão está previsto na Lei Distrital nº 4.011, de 2007, e era descumprido até o momento. Com a medida, o governo espera economizar entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão por mês, além de melhorar a qualidade do serviço prestado. “Vamos ter tempo para estudar os índices de desempenho. Estávamos muito mais envolvidos com a venda do cartão do que com a avaliação da qualidade do sistema”, explica o diretor-geral do DFTrans, Clóvis Barbará.

O artigo 45 da lei que criou e estabeleceu as regras do Sistema de Bilhetagem Automática diz que a “contratação, o aluguel ou o arrendamento mercantil do sistema serão efetuados pelos permissionários”. Já o artigo 46, que dispõe sobre a competência do DFTrans, estabelece que compete à entidade o processamento das informações sobre o número de bilhetes vendidos e distribuídos entre os usuários. De forma prática, isso significa que o ônus com espaço, equipamentos e venda de cartões é das empresas de ônibus.

As melhorias, segundo Barbará, devem começar a ser percebidas em até 60 dias, prazo pedido pelas companhias para que a transição seja concluída. “A expectativa agora é que esses cartões passem a ser vendidos até em estabelecimentos comerciais”, diz.

A alteração foi proposta pela Secretaria de Mobilidade após estudo realizado por um grupo de trabalho formado por representantes da pasta e do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans).

Gestão das gratuidades

O Sistema de Bilhetagem Automática é, além de instrumento para comercialização dos créditos, ferramenta essencial na gestão da demanda, da oferta e do controle das gratuidades previstas em lei — por meio do Passe Livre Estudantil e do Cartão Especial (para pessoas com deficiência).

 Fonte: Agência Brasília

Proposta de distrital “ressalta” artigo da Lei das Licitações

20150507020441A proposta de Delmasso chega no exato momento em que a atual gestão se organiza para pagar as contas deixadas pelo ex-governador Agnelo Queiroz.

Uma lei distrital para aplicar outra, federal. É o que pretende o  distrital Rodrigo Delmasso (PTN), com um projeto   que obriga os poderes Executivo e Legislativo locais  a pagarem os fornecedores de acordo com a ordem cronológica dos processos. A proposta já foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Legislativa e segue para ser analisada em Plenário.

“Não há nada mais justo que isso. Afinal, atualmente não existem critérios que obriguem o governo a seguirem uma ordem lógica”, diz Delmasso, ao lembrar que isso já está previsto na Lei das Licitações (8.666/1993). O Artigo 92 estipula como ilícito penal “pagar fatura com preterição da ordem cronológica de sua exigibilidade”

“Esta lei veio para que a gente comece a combater a corrupção e o  jeitinho”, argumenta Delmasso, destacando que esta é uma prática que todo gestor deveria adotar como natural. “Quando  colocamos a importância de obedecer a ordem cronológica, é para garantir equidade e o cumprimento da lei”, reitera.

De acordo com o texto, que tramita sob o número PL 325/2015, “não será paga a despesa, enquanto houver outras mais bem classificadas na ordem cronológica e custeada pela mesma fonte de recursos, ainda que sejam originárias de exercício encerrado”.

A proposta de Delmasso chega no exato momento em que a atual gestão se organiza para pagar as contas deixadas pelo ex-governador Agnelo Queiroz. A equipe de Rodrigo Rollemberg prepara um cronograma, observando prioridades, para quitar os contratos do ano passado.

 Fonte: Jornal de Brasília

CPI vai investigar licitação de 2012 sobre renovação de ônibus no DF

20150507001246103469iEstá em processo de abertura no legislativo local uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a licitação de 2012 do GDF que renovou a frota de ônibus na capital. A partir de hoje, os parlamentares têm 10 dias para indicar os cinco integrantes e eleger presidente, vice e relator da CPI do Transporte Público no DF. No requerimento de abertura da comissão, feito pelos deputados Raimundo Ribeirto (PSDB) e Celina Leão (PDT), a justificativa para dar início às investigações foi a suspeita de as empresas e os advogados comuns que participaram da licitação eram pautados por ações coordenadas e organizadas, “aniquilando a ampla concorrência, o que pode estar acarretando prejuízos irreparáveis aos cofres públicos”.

O documento, assinado por todos os 24 distritais, alega que as viações Piracicabana e Pioneira venceram irregularmente as concorrências para as bacias 1 e 2, respectivamente. Isso porque ambas pertencem ao mesmo empreendimento econômico, o Grupo Constantino. A atuação do advogado Sacha Reck é outra suspeita levantada pela CPI. Ele defendeu as duas empresas que participaram da mesma licitação. E o mais grave: teria prestado consultoria à Secretaria de Transporte nessa época.

O próprio escritório da qual fazem parte Guilherme Gonçalves e Sacha Reck teria confirmado, por meio de uma página na internet, o trabalho realizado para a pasta: “Atuamos na capital a partir de contrato firmado pelo Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID) em 2009, vinculado a acordo de cooperação técnica com a secretaria de Transporte”.

Convocado na Câmara Legislativa, o chefe da pasta na gestão de Agnelo Queiroz (PT), José Vasquez Filho, anos atrás, confirmou que Reck prestou serviço ao GDF a fim de ajudar na elaboração da licitação. “No governo, assim como no jogo do bicho, vale o que está escrito, não é? É óbvio que qualquer pessoa que está dentro de uma órgão público e presta algum serviço tem um contrato. O senhor Reck tem um contrato”, disse Vasquez naquela oportunidade.

Fonte: Correio Braziliense

Por economia de R$ 14 milhões, GDF transfere 3 secretarias para estádio

secretaria-maneO governo do Distrito Federal anunciou nesta quarta-feira (6) que já deu início à transferência de três secretarias para o estádio Mané Garrincha, a cerca de 500 metros do Palácio do Buriti. Segundo o secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização, Antonio Paulo Vogel, a mudança começou na segunda (4) e cerca de 400 servidores passam a trabalhar na arena a partir da próxima semana.

Serão transferidas as pastas de Desenvolvimento Humano e Sustentável, de Esporte e de Economia e Desenvolvimento Sustentável. “Estamos esvaziando um prédio na 509 Norte, com economia de R$ 14 milhões ao ano. Eu queria ressaltar que essa medida é temporária, porque pretendemos nos mudar para o Centro Administrativo em Taguatinga”, disse Vogel.

O GDF ainda não tem previsão de quando o novo complexo começará a funcionar, mas trabalha com a possibilidade de ocupar o espaço até o final do ano. O habite-se dos prédios foi suspenso em fevereiro pela Justiça do DF, dois meses após a inauguração no último dia do governo Agnelo Queiroz.

Um dos espaços do estádio Mané Garrincha que será usado como sala de secretaria do GDF (Foto: Mateus Rodrigues/G1)Um dos espaços do estádio Mané Garrincha que
será usado como sala de secretaria do GDF
(Foto: Mateus Rodrigues/G1)

O secretário de Desenvolvimento Humano e Social, Marcos Pacco, disse que deve começar a despachar na arena já na próxima semana. “Nossa pasta será a primeira a ser transferida. Os móveis e equipamentos já chegaram, e os servidores chegam na segunda-feira”, afirmou. A secretária de Esporte e Lazer, Leila Barros, afirmou que as equipes estão “felizes em poder trabalhar no Mané, que é um grande centro esportivo”.

Agenda mantida
As pastas vão ocupar cerca de 40 salas que foram construídas para uso da Fifa durante a Copa do Mundo no ano passado. Segundo o GDF, a transferência não tem impacto na agenda de eventos no Mané Garrincha e no projeto de transferir o estádio para a gestão privada.

Na questão de passar para a iniciativa privada, não atrapalha. Pelo contrário, mostra as diferentes possibilidades que a arena tem. Você pode ter escritórios aqui dentro, por exemplo. Quanto mais opções você tiver para mostrar ao mercado, maior o interesse de um possível operador. Nosso planejamento continua o mesmo”
Jaime Recena,
secretário de Turismo do DF

“Na questão de passar para a iniciativa privada, não atrapalha. Pelo contrário, mostra as diferentes possibilidades que a arena tem. Você pode ter escritórios aqui dentro, por exemplo. Quanto mais opções você tiver para mostrar ao mercado, maior o interesse de um possível operador. Nosso planejamento continua o mesmo”, declarou o secretário de Turismo, Jaime Recena, responsável pela operação do estádio.

Segundo Recena, o custo de manutenção do Mané Garrincha é estimado em R$ 800 mil mensais. O valor será ampliado a partir da transferência das secretarias, mas o custo não foi definido. “Claro que deve ter um aumento em energia, em consumo de água, mas ainda não conseguimos medir”, disse Recena.

Segundo Vogel, o gasto será compensado pelo fim de despesas com aluguel e pelo compartilhamento dos contratos de limpeza, segurança e vigilância. De acordo com o secretário de Economia e Desenvolvimento Sustentável, Arthur Bernardes, a mudança de endereço aliada a outras medidas de austeridade resulta numa redução de 90% nos gastos com o custeio da pasta.

A Secretaria de Turismo afirma que o Mané Garrincha recebeu 21 eventos esportivos e culturais desde o início do ano. Segundo a pasta, as visitas guiadas continuam acontecendo aos sábados, com público médio de 300 pessoas por fim de semana.

Secretários do GDF anunciam transferência de pastas para o estádio Mané Garrincha (Foto: Mateus Rodrigues/G1)
Fonte: G1

 

Câmara dos Deputados aprova MP que muda regras de acesso ao seguro-desemprego

4160929_x360O governo federal conseguiu domar sua base de apoio, driblar os esforços protelatórios da oposição e os protestos de sindicalistas que fizeram ‘chover’ dólares falsos, estampados com o rosto de líderes petistas, e conseguiu a aprovação, na Câmara dos Deputados, da Medida Provisória 665/14 que modifica direitos trabalhistas como o acesso ao seguro-desemprego.

A versão da MP que passou pela Câmara suaviza o arrocho previsto pelo Palácio do Planalto. Em vez dos 18 meses de contribuição antes do primeiro pedido de auxílio para os demitidos, o texto aprovado, de autoria do senador Paulo Rocha (PT-PA), prevê um aumento de 6 para 12 meses.

Mesmo com a alteração, não foi nada fácil aprovar o texto. O vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) e ministros se desdobraram durante todo o dia para convencer os deputados da necessidade do ajuste fiscal, enquanto os parlamentares da oposição usavam a tribuna da Câmara para acusar o PT de trair os trabalhadores.

A vitória só veio depois que as bancadas do PT e do PMDB conseguiram superar divergências internas e decidiram pelo apoio ao projeto.

‘PTro dólares’

A presença de integrantes de entidades como a Força Sindical nas galerias, vaiando aqueles que falavam à favor do ajuste, tornou a sessão tensa. No momento mais marcante, os sindicalistas jogaram sobre os parlamentares centenas de notas que imitavam dólares, mas traziam impressos os rostos de petistas como a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula. O protesto fez o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) interromper a sessão e mandar a segurança esvaziar as galerias. Com a mudança, o governo calcula que a economia prevista com o ajuste fiscal, de R$ 18 bilhões em 2015, será afetada em pelo menos 20% — exigindo mais cortes no orçamento federal.

Sessão teve empurrão e bate-boca

No momento mais tenso da sessão, a deputada Jandhira Fegalli (PCdoB-RJ) reagiu aos gritos após um desentendimento com o colega Roberto Freire (PPS-SP), a quem acusou de agressão. “Ele segurou, apertou meu braço e me empurrou”, acusou a parlamentar.

Seguiu-se uma confusão generalizada no plenário, que o deputado Alberto Fraga (DEM-DF) incendiou ao ironizar a colega carioca. Jandira reagiu na tribuna, ameaçando Fraga de processo. “Hoje foi comigo, amanhã pode ser contra qualquer um que apoiou a atitude fascista do deputado Alberto Fraga”, disse.

Fonte: Metro Brasília

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