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Arruda é condenado a 5 anos de detenção e pagamento de multa de 400 mil

ArrudaO ex-governador do DF, José Roberto Arruda (sem partido), e o ex-secretário de Obras do DF, Márcio Edvandro Rocha Machado (PSDB), foram condenados por dispensa indevida de licitação, na contratação da empresa Mendes Júnior Trading Engenharia para reformar o Ginásio Nilson Nelson, em 2008. O crime está previsto no artigo 89 da Lei 8.666.93. A sentença foi proferida pelo juiz da 4ª Vara Criminal de Brasília na ação penal ajuizada pelo MPDFT. Ainda cabe recurso.

Arruda foi condenado a 5 anos e quatro meses de detenção, em regime semi-aberto, mais pagamento de multa no valor 4% do valor do contrato administrativo n° 120/2008 de R$ 9.998.896,70, o que corresponde a cerca de R$ 400 mil. Márcio Edvandro foi condenado a 4 anos e oito meses de detenção, em regime semi-aberto, e pagamento de multa de 3% do valor do contrato, o correspondente a cerca de R$ 300 mil. As multas deverão ser corrigidas da data de assinatura do contrato, 22/7/2008.

Na denúnica, o MPDFT relatou que em dezembro de 2005, o Brasil foi escolhido para sediar o Campeonato Mundial de Futsal de 2008. Rio de Janeiro e Brasília sediariam o evento. Em 2007, o GDF e o Comitê Organizador assinaram o termo de compromisso, no qual a escolha de Brasília foi formalizada. Porém, mesmo sabendo que a cidade não tinha condições de abrigar o evento internacional, o então Governador Arruda deixou para iniciar os procedimentos burocráticos para a reforma do ginásio Nilson Nelson, onde seriam realizados os jogos, em fevereiro de 2008. Por conta da demora, vários contratos foram firmados na forma direta, com dispensa de licitação.

Segundo o MP, “a Administração não pode agir com o fim de “fabricar” uma suposta emergência e com isso burlar a obrigatoriedade da licitação, tornando regra o que deveria ser a exceção. Do contrário, administradores poderão sempre tirar proveito da própria omissão ou morosidade (ou seja, da própria torpeza), até que em um determinado momento a situação de emergência esteja configurada como fato consumado e irreversível”, afirmou.

Próximo à data de realização dos jogos (outubro de 2008) e diante da pressão da FIFA, o acusado Márcio Edvandro Rocha Machado por meio de um ofício datado de 10/07/2008 e sem numeração comunicou ao então Governador José Roberto Arruda a impossibilidade da reforma do Ginásio Nilson Nelson devido a exiguidade temporal e da ausência de verba orçamentária prometida pelo Ministério dos Esportes e pediu expressamente autorização para realização do contrato com dispensa de licitação. A autorização foi dada e a empresa Mendes Júnior contratada de forma emergencial.

Na fase de instrução, os réus negaram em depoimento as acusações do MP. Alegaram que a dispensa foi devida e teve por justificativa a adequação às exigências da FIFA e o não envio de parte dos recursos para a reforma prometidos pela União.

Na sentença condenatória, o juiz afirmou: “as autodefesas dos acusados não lhes socorrem em suas pretensões diante do conjunto probatório amplamente desfavorável a ambos. O acusado José Roberto Arruda, dispunha de tempo suficiente para adequar-se às exigências da FIFA, que por sua vez, não é nenhuma entidade estatal a ponto de pressionar, nesse sentido, qualquer Estado soberano como alegaram os acusados para dispensarem a licitação em caráter emergencial. Diante disso, e aderindo a conduta delitiva do réu José Roberto Arruda, o corréu Márcio Edvandro, afirmou que “…recebeu uma determinação do governador para a contratação emergencial das obras, sem licitação…”. Nota-se, no presente caso, que a “determinação”, na verdade foi fruto do conluio entre ambos, uma vez que o acusado Márcio Edvandro sugeriu ao codenunciado José Roberto Arruda por intermédio de ofício que seria necessária a dispensa da licitação pelo caráter emergencial. A ilegalidade e a voracidade na malversação do dinheiro público foram tão exacerbadas que os acusados menosprezaram que desde novembro de 2007 até a época da realização do campeonato foram 10 meses para planejarem, organizarem, buscarem recursos e cumprirem as exigências e as decorrentes do evento de forma legal e moral, sem ingressarem na seara da ilicitude administrativa e penal”.

Fonte: TJDFT / Estação da Notícia

Decisões que não decidem

campanhaA campanha se movimenta com escolhas frente a alternativas diferentes.

A campanha eleitoral, como qualquer empreendimento que envolve muitas pessoas e se desdobra no tempo, com vistas a realizar um objetivo comum a elas, avança pontuada por decisões estratégicas.

As decisões em uma campanha implicam escolhas frente a alternativas diferentes.

É mediante decisões, que implicam escolhas frente a alternativas diferentes, que a campanha se movimenta, e assume a sua identidade perante os eleitores.

A própria campanha começa com a primeira decisão que é a de concorrer à eleição. A partir desta decisão primordial, segue-se uma verdadeira multidão de decisões, em relação a pessoas ou coisas; de curto, médio e longo prazo, e de grande ou pequena importância. Estas decisões, por outro lado, serão tomadas pelo candidato ou por pessoas de sua confiança, e cada campanha possui seu próprio sistema de tomada de decisão.

Algumas campanhas centralizam todas as decisões nas mãos do candidato, outras as descentralizam mais ou menos; em algumas existem órgãos deliberativos e consultivos para diferentes matérias, outras adotam a informalidade, reunindo pessoas para deliberar sem dar origem a um órgão interno. A variedade de situações, como se vê, é enorme, mas, em qualquer campanha, decisões são tomadas a todo o momento, e, da qualidade delas depende o sucesso da empreitada eleitoral.

Não vamos aqui analisar o aspecto substantivo das decisões, isto é, o seu acerto, a sua adequação aos problemas que a suscitam, e sim do seu aspecto processual. Existem condições para a tomada de decisão quando, diante de um problema determinado, há alternativas entre as quais escolher. Em conseqüência, a primeira providência a ser adotada é a de definir o problema: atribuir-lhe sua verdadeira dimensão (nem superestimá-lo, nem subestimá-lo); situá-lo no tempo (curto, médio ou longo prazo); reunir as informações necessárias para enfrentá-lo, e decidir quais os auxiliares que participarão das discussões.

A segunda providência, já adotadas as primeiras medidas, é a identificação das alternativas existentes. Só se pode falar em tomar decisões quando há alternativas entre as quais escolher. A identificação das alternativas é um passo fundamental para uma decisão acertada. Alternativas devem ser realistas, isto é, devem ser viáveis e adequadas para enfrentar o problema. Há que se cuidar muito para evitar alternativas que parecem excelentes, mas que são de execução muito difícil, e que dependem de fatores que estão fora do controle do candidato. As alternativas devem estar sob controle da campanha, isto é, uma vez adotadas podem ser implantadas inteiramente, sem depender de fatores estranhos a ela. Diante de alternativas desta natureza há condições para tomar uma decisão racional, que signifique uma resposta da candidatura ao problema. Como se observa, estamos tratando decisões estratégicas como matérias que demandam decisões frias, objetivas e racionais. Esta é a única forma correta de enfrentar os problemas que surgem, dando lhes solução. Isto não significa que muitas vezes (talvez próximo da maioria dos casos) as decisões são tomadas sem esta cautela. É muito comum em campanhas que as decisões mais importantes sejam tomadas de maneira emocional, irrefletida e no impulso, determinado por um sentimento muito forte do candidato.

É comum em campanhas que as decisões mais importantes sejam tomadas de forma apressada

Invariavelmente, decisões tomadas desta forma produzem o efeito inverso: ao invés de resolver o problema, o agravam. O mesmo ocorre quando as melhores alternativas de solução são excluídas pelo candidato liminarmente, por razões igualmente emocionais. Problemas que surgem na campanha devem ser resolvidos com rapidez, mas com segurança e racionalidade. Problemas geralmente exigem que o candidato “corte na própria carne”, isto é, tenha que abrir mão de algo que ele valoriza para resolvê-lo. Em geral, não há saída fácil e confortável. O candidato deve então estar preparado para sacrificar algo em troca do encaminhamento da solução.

Normalmente, os assessores sabem disso desde o início, mas precisam gastar muito tempo para convencer o candidato (quando o conseguem). É este tempo perdido que faz com que uma campanha possa perder o seu rumo, e vir a ser pautada pelos adversários. Mas há algo mais que não foi referido ainda. Se este processo de tomada de decisão já é, em si mesmo, complicado, ele de nada adianta se não for efetivamente implantado. Esta é a situação a que se refere o título desta coluna: decisões que não decidem. Não basta a decisão como manifestação de vontade, como escolha de uma alternativa. É indispensável que à decisão corresponda uma imediata adoção de ações que a tornem realidade.

Como foi dito antes, uma campanha toma muitas decisões, mas há que avaliar quantas delas são efetivamente executadas. Decisões devem resultar em ações. Decisões que não decidem, isto é, que não se traduzem em ações, desmoralizam quem as toma. Para que elas ocorram há que definir quem por elas se responsabiliza, qual o conteúdo exato desta responsabilidade, qual o momento e prazo para executá-la, quais os meios e recursos que precisam estar disponibilizados para sua efetivação.

Decisão correta não é apenas aquela que racionalmente é a mais adequada, e sim aquela que, além deste atributo, consegue ser efetivamente posta em prática, com a eficiência e timing necessários.

Fonte: Política para Políticos

Escolas terão sala para amamentação

luzia de paulaProjeto de lei apresentado nesta terça-feira (16/04), na Câmara Legislativa, pela deputada Luzia de Paula, busca tornar obrigatória a disponibilização de espaços destinados à amamentação nas escolas das redes pública e particular de ensino do Distrito Federal. Segundo a parlamentar, os espaços deverão possuir condições apropriadas para que as alunas/mães amamentem seus filhos com conforto, higiene e segurança.

“É notória a existência de mulheres que se engravidam durante o período em que estão estudando e que, depois de nascido os filhos, enfrentam sérias dificuldades para amamenta-los, tendo em vista não haver nas escolas espaços para esse fim. Diante dessa realidade, reputamos de extrema relevância que as escolas sejam dotadas de salas que assegurem as mães o direito de amamentar seus filhos de maneira adequada”, afirma Luzia de Paula.

A proposta será agora distribuída às Comissões Permanentes da Câmara Legislativa e a deputada espera a sua aprovação ainda em 2013.

Com informações do Gabinete da deputada Luzia de Paula

O político também tem “prazo de validade”

prazo de validadeA própria permanência no poder dá origem a um profundo desejo de mudança pelo eleitorado. O povo grato ao seu governante não quer magoá-lo, mas também não quer mais mantê-lo.

Na primeira eleição às vésperas do fim da Segunda Guerra Mundial, os eleitores ingleses surpreenderam o mundo ao darem maioria no Parlamento ao Partido Trabalhista, mandando Churchill para casa e fazendo de Clement Attlee o novo primeiro ministro do governo.

No auge de sua popularidade, Churchill sofreu uma derrota tão humilhante quanto inacreditável

A derrota de Churchill foi uma surpresa. Ele havia sido o grande líder, não só da Inglaterra, mas da democracia, na guerra contra o nazi-fascismo.

Com sua liderança, levou uma Inglaterra hesitante para a guerra nos oceanos e no norte da África, acolheu voluntários das nações derrotadas, enfrentou os bombardeios aéreos, o risco da invasão e, de 1939 a 1941, sustentou sozinho a guerra contra Hitler, enquanto as nações democráticas caiam sob o jugo nazista e os EUA e a URSS mantinham suas posições de distanciamento do conflito.

Não fez campanha para a eleição de julho de 1945. Fazia “tournées” triunfais pelo país, onde era invariavelmente saudado como o grande líder e herói nacional. Na realidade, para o povo, aquelas manifestações não significavam apoio político, e sim o agradecimento pelos serviços que prestara à nação durante a guerra.

Churchill não soube entender o sentimento dos ingleses ao fim da guerra. Supôs que continuavam os mesmos de durante a guerra. Supôs que o povo continuava disposto a verter “sangue, sacrifícios, suor e lágrimas”, quando o que desejavam agora era recuperar-se do trauma da guerra, viver a vida com mais leveza. Queriam um governo que fosse tão sensível às suas necessidades sociais, quanto o governo de Churchill havia sido, na defesa da nação e na condução da guerra.

Churchill já havia conquistado seu lugar de honra no panteon da glória da nação inglesa.

Mas eles sabiam que Churchill, um determinado membro do Partido Conservador, não lhes daria o que desejavam e precisavam. Sabiam que ele não estaria disposto a expandir o estado para atender a novas funções sociais.

Além de tudo, estavam cansados da guerra, da oratória de guerra, do interesse nacional vindo sempre em primeiro lugar, em relação aos interesses dos cidadãos. Para os novos tempos queriam outros líderes. Queriam líderes identificados com outras prioridades e outras políticas.Ora, os trabalhistas estavam ali, à espera, prontos por razões políticas e ideológicas a realizar aquelas expectativas e desejos.

A incapacidade de ler o pensamento do cidadão, quando o político goza de enorme popularidade, a quase unanimidade, como era o caso de Churchill, é muito comum na política e costuma produzir desfechos inesperados (para o governante popular). Os políticos vitoriosos têm dificuldade de entender uma sutil mudança que ocorre nos sentimentos dos eleitores. Tendem a confundir a enorme popularidade que gozam com igual disposição para mantê-los no poder.

O fato é que todo o político, por maior que tenha sido o sucesso que alcançou no seu período de governo tem um “prazo de validade para o cargo que ocupa”.

Este prazo está escrito na cabeça do eleitor que, por estimá-lo, esconde, no princípio até de si mesmo aquele sentimento. O povo grato ao seu governante não quer magoá-lo, mas também não quer mais mantê-lo. Parece-lhe que está sendo ingrato, principalmente porque, como aconteceu com Churchill, para o político de grande aprovação popular, em muitos casos, é muito difícil reconhecer que há uma hora de sair.

Nixon chegou a desistir da política em 62, mas voltou triunfante como presidente

Sua insistência em continuar constrange o eleitor. Mas ao fim e ao cabo prevalece o fato de que a própria permanência no poder dá origem a um profundo desejo de mudança!

A derrota de Churchill nesta eleição tornou-se o exemplo emblemático de que nenhuma vitória é definitiva na política, assim como nenhuma derrota. Alguns anos mais tarde Churchill retorna ao poder como primeiro ministro do governo.

Dia 6 de novembro de 1962. Na Califórnia, Nixon, tendo sido derrotado na eleição para o governo do estado, faz uma declaração, em entrevista coletiva, que também se tornou emblemática, anunciando que estava abandonando definitivamente a política.

Dirigindo-se aos jornalistas, em relação aos quais nutria grande ressentimento, declarou:

“Deixo-os agora e vocês vão escrever isto. Mas quando eu os deixar, quero que pensem no quanto estão perdendo. Vocês não terão mais Nixon para se divertir, pois esta é a minha última entrevista para a imprensa…” .

A frase de Nixon correu os EUA e a cena gravada foi repetida por todas as estações de TV. Mais do que a derrota (a segunda em dois anos), foi a pública manifestação do seu imenso ressentimento contra os jornalistas (mas também contra os eleitores), que sepultou a carreira política de Nixon. Sepultou? Apenas seis anos mais tarde seria eleito presidente. Não porque tenha se atirado à disputa, mas por ter sido “convocado” por um sentimento coletivo que o queria na presidência.

Nixon provou, de sua parte, que nenhuma derrota é definitiva, mesmo quando o derrotado assim a declara.

Numa eleição democrática, por definição, a grande maioria das pretensões eleitorais é derrotada. Disputa-se, portanto, não apenas para ganhar o cargo, mas também para conquistar posições, tornar-se conhecido, formar ou preservar seu patrimônio político.

Há derrotas que parecem definitivas, quando acontecem. As derrotas de Churchill e de Nixon, recém descritas, são exemplos antológicos. Os próprios líderes derrotados as recebem como finais e definitivas, como o fim de uma carreira.

Não obstante, tanto Churchill como Nixon, assim como outros casos, passados alguns anos, foram reinstalados no poder pelo voto popular. Independentemente do que pensaram e sentiram, há um fator com o qual não contam no momento da derrota, mas que opera em seu favor: o tempo.

Se um político conseguiu ser conhecido, por suas obras e por suas ideias, da maioria do eleitorado e se sua passagem pela vida pública foi intensa e produtiva, ele continuará sendo uma referência política e, conforme as circunstâncias, uma alternativa política. O tempo e o momento histórico têm o “mágico” poder de ressuscitar carreiras políticas que pareciam mortas, quando na verdade estavam em hibernação.

O tempo e o momento histórico têm o “mágico” poder de ressuscitar carreiras políticas que pareciam mortas

Ocorreu com Nixon e Churchill, como ocorreu com De Gaulle e Mitterrand, com Perón e Getúlio. Houve o momento em que o povo os mandou para casa e passados alguns anos, o povo foi buscá-los e os entronizou novamente no poder.

O tempo e as circunstâncias políticas podem operar este feito. A passagem do tempo e a decepção com as novas experiências fazem com que arestas deixadas sejam aparadas e se reconstrua uma imagem predominantemente positiva do líder. As circunstâncias políticas podem buscá-lo da hibernação e reposicioná-lo como uma alternativa para o momento.

Que a vitória também não é definitiva é mais fácil de entender. Numa democracia, a eleição é sempre um chamado à renovação e à mudança. A reeleição, ou a continuidade político-administrativa de um governo, ocorre, com maior frequência, em duas situações:

1 – quando há uma aguda crise (econômica, política, ou militar), que vem sendo enfrentada energicamente pelo governo;

2 – quando o governo em exercício tem muito sucesso no seu desempenho, sobretudo naquelas questões mais priorizadas pela população.

No primeiro caso, forma-se uma unidade em torno do governo que barra as divisões políticas. Primeiro há que resolver a crise, que é percebida como um desafio supra político. No segundo caso, é o temor de mudar para pior aquilo que está funcionando bem e satisfazendo a maioria, que então sustenta a pretensão da continuidade. Fora destas duas situações, a regra é a mudança no governo.

Esses dois exemplos de políticos de sucesso, na Inglaterra e nos Estados Unidos, confirmam o princípio político que afirma:

“Na política nem a vitória nem a derrota são definitivas”

Fonte: Política para Políticos

A rejeição pode afetar sua campanha

rejeicaoEla é uma variável básica na avaliação da viabilidade de uma candidatura.

A rejeição é uma variável básica na avaliação da viabilidade de uma candidatura. Ela representa o polo oposto da variável adesão. Significa que, para um número determinado de eleitores, o candidato em questão está excluído da possibilidade de ser votado.

É necessário entender a rejeição

A rejeição, portanto, é sempre um problema sério para qualquer candidatura, e o problema é maior quanto maior for a parcela do eleitorado que subscrever este sentimento. Algumas vezes o grau de rejeição de um candidato, medido por pesquisas de intenção de voto, é tratado precipitadamente pelo partido, pelos que contribuem financeiramente e pelos comentaristas políticos como uma sentença condenatória, como um atestado final de sua inviabilidade eleitoral.

Isto ocorre devido a uma compreensão apressada, superficial e portanto inadequada do significado deste conceito. É necessário, pois, esclarecer melhor o significado da rejeição:

1 – Todos os candidatos possuem algum grau de rejeição

A própria natureza contraditória da política faz com que qualquer candidato seja rejeitado por algum setor do eleitorado. Se não o for por sua imagem pública, o será pelo partido pelo qual concorre, pelos políticos com os quais está associado e/ou pelas ideias e propostas que patrocina.

2 – O grau de rejeição pode variar durante a campanha

A rejeição é um sentimento que pode se originar de um preconceito ou de uma imagem equivocada, e que podem ser alterados durante a campanha, quando o candidato tem maiores oportunidades de se fazer conhecido. O inverso também é igualmente verdadeiro. O candidato que tinha baixa rejeição antes da campanha pode ter seus índices de rejeição aumentados, à medida em que o processo eleitoral expõe sua candidatura ao conhecimento do eleitor.

3 – Rejeição absoluta e relativa

A rejeição é absoluta quando o sentimento de exclusão do candidato é definitivo e irreversível. Normalmente, nas pesquisas de intenção de voto, ele é medido pela pergunta: “Em quem você não votaria de jeito nenhum”. A rejeição é relativa quando o eleitor, que no momento da pesquisa está apoiando outro, admite a possibilidade de vir a votar no candidato, ainda que considere esta hipótese muito remota, muito difícil, quase impossível, etc . A rejeição absoluta não se reverte, a relativa pode ser reversível, pelo menos para uma parcela daqueles que a possuem.
4 – A rejeição varia em função das alternativas de voto

As alternativas de voto que o processo eleitoral oferece ao eleitor podem influir decisivamente sobre o sentimento de rejeição. Muitos eleitores possuem varias rejeições numa mesma eleição, algumas mais fortes que outras. Num sistema eleitoral de dois turnos o eleitor pode, no primeiro turno, votar afirmativamente no candidato de sua preferência absoluta. Se entretanto, a eleição tiver que ser decidida num segundo turno, é muito possível que ele tenha que exercer a sua escolha entre dois candidatos que rejeita.

Muitos eleitores possuem varias rejeições numa mesma eleição, algumas mais fortes que outras

Nestes casos, ele tenderá a escolher aquele que ele rejeita menos, pelo argumento do mal menor (ainda que a diferença entre os dois possa ser pequena), ou então terá que votar em branco ou anular seu voto. Portanto, em termos práticos, um candidato, que foi rejeitado por uma parcela de eleitores no primeiro turno, pode receber aqueles votos no segundo, pela singela razão de que o outro candidato é mais rejeitado do que ele.

5 – Rejeição pessoal, partidária, ideológica, por associação

O sentimento de rejeição pode ter a sua origem em diferentes aspectos que circunstanciam uma candidatura, alguns dos quais podem ser revertidos enquanto outros não. Se a rejeição se sustenta numa hostilidade à pessoa do candidato, ela só será revertida se esta animosidade decorre de uma imagem destorcida ou de preconceito.

Nestas duas situações, informações novas, verdadeiras e positivas sobre ele, podem ter o poder de corrigir a sua imagem e remover as razões para o preconceito. Se, por outro lado, o candidato for muito conhecido e muito rejeitado, dificilmente se conseguirá reverter o quadro. Já no caso de a rejeição sustentar-se numa hostilidade ao partido ou à ideologia do candidato as possibilidades de reversão são mínimas. Por outro lado, se a rejeição ocorre por associação, dirigindo-se contra pessoas ou organizações que apoiam o candidato a remoção delas, ou muitas vezes o rebaixamento de seu perfil na mídia e na campanha pode ser suficiente para a reversão.

Para entender adequadamente o grau de rejeição: se ela é absoluta ou relativa, suas razões, seu foco (pessoa,partido,etc), sua relação com o grau de conhecimento do candidato pelos eleitores,os cenários que podem favorecer uma reversão, assim como a identificação dos eleitores que o rejeitam a pesquisa é indispensável.

A pesquisa que pode trazer estas respostas não é, entretanto, a comum pesquisa de intenção de voto. É necessário trabalhar com um questionário que contenha uma seção com várias perguntas, especificamente destinada a medir estas dimensões da variável rejeição. A inteligente interpretação do conjunto de dados assim produzido ensejará a formulação de orientações estratégicas para a campanha e para o candidato.

Fonte: Política para Políticos

João Santana avança para Panamá e Itália

joao santanaMarqueteiro de Lula e Dilma amplia suas operações no exterior.

O marqueteiro João Santana continua a expandir seus negócios internacionais. Seus próximos destinos são Panamá e Itália, segundo revelou em uma entrevista ao repórter Simon Romero, que publica um perfil do brasileiro na edição de hoje (6.abr.2013) do jornal “The New York Times”.

No Panamá, Santana afirmou que deve fazer a campanha presidencial do “Cambio Democratico”, partido de centro-direita daquele país. Essa é uma novidade em sua carreira recente. Seus trabalhos têm sido até agora sempre para políticos que se posicionam do centro para a esquerda no espectro político.

A operação italiana não foi muito esclarecida na reportagem do “NYTimes”. O jornal cita apenas “um operação na Itália para começar a administrar campanhas na Europa”.

Num dado momento da entrevista, Santana define seu trabalho: “Assim como psicanalistas ajudam as pessoas a ter sexo sem culpa, nós ajudamos as pessoas a gostar de política sem remorso”.

Natural de Tucano, no interior da Bahia, Santana tem 60 anos. Jornalista de formação, começou no marketing político em associação com Duda Mendonça. Os dois romperam em 2001.

Santana venceu 6 das 7 campanhas presidenciais que fez até hoje. No Brasil, ganhou com Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e Dilma Rousseff (2010). No exterior, pela ordem, teve sucesso com Maurício Funes, em El Salvador (2009), Danilo Medina, na República Dominicana (2012), José Eduardo dos Santos, em Angola (2012) e Hugo Chávez, na Venezuela (2012).

Perdeu na Argentina, com Eduardo Duhalde (1999), quando “ainda era associado a Duda Mendonça”, costuma dizer.

No momento, o marqueteiro tem uma relação formal com o PT. Mas como revelou reportagem da Folha em 31.mar.2013, também presta uma “contribuição gratuita” à presidente Dilma Rousseff: ajuda na formatação e gravação de depoimentos importantes, opina nas propagandas estatais que enaltecem o governo e dá conselhos constantes ao Planalto.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

Chapa vira xadrez político

ptMantidas as atuais regras eleitorais e as atuais condições políticas no Distrito Federal, as contas do PT para a eleição em 2014 de deputados distritais e federais não fecham. Por um lado, sobram votos potenciais para um pequeno número de candidatos à Câmara dos Deputados. De outro, a fila de distritais está congestionada e o número de votos possíveis é bem inferior ao nível de conforto da elegibilidade garantida.

Segundo o presidente regional do PT, deputado federal Roberto Policarpo, a meta do partido é no mínimo manter o atual quadro de parlamentares no tabuleiro político local. Ou seja, emplacar pelo menos seis distritais e três federais. Para o líder petista, a situação atual inspira cuidados. “É uma preocupação”, resumiu.

Puxadores

No cenário para distrital, dois parlamentares com as características de “puxadores de votos” sinalizam a disposição de não disputar as próximas eleições. Tratam-se do presidente da Câmara Legislativa Wasny de Roure, e da líder de governo Arlete Sampaio. Paralelamente, outro nome de peso, o do deputado Patrício, indica fortes chances de concorrer à vaga de federal e levar com ele seus votos.

O distrital Chico Leite está com o futuro político dividido entre a potencialidade para a candidatura a federal ou a corrida pelo Senado.

Indefinição semelhante é vista no planejamento do ex-secretário de Habitação Geraldo Magela, que voltou à Câmara dos Deputados. Os horizontes de uma tentativa de reeleição ou disputa pelo Senado estão em aberto para Magela.

Por último, o partido ainda não sabe qual será o futuro dos votos de Paulo Tadeu, que conquistou uma expressiva votação para deputado federal em 2010, mas hoje está distante da sigla na condição de conselheiro do Tribunal de Contas do DF. Diante deste contexto, também pesam a estratégia para a reeleição da presidente Dilma, e  fato que o governo Agnelo Queiroz ainda não ter atingido níveis de satisfação popular altos, um fator crucial para a captação de votos.

Alianças são indispensáveis, avisa Wilmar

Referência histórica e política do PT, o secretário de Administração Pública, Wilmar Lacerda, considera que os cálculos internos do partido para 2014 não podem desconsiderar a composição da aliança política no DF. Nesse sentindo, Lacerda vai além das contas para deputados e afirma que o partido deve abrir mão da cadeira do Senado e dos seus  suplentes para preservar a atual coalizão partidária.

“A manutenção e ampliação da nossa bancada é importante, assim como é importante manter a coligação e os espaços de nossos aliados. Em função de nosso arco de aliança, um dos maiores do Brasil, o PT não pode crescer muito ao ponto de diminuir os nossos aliados”, comentou. Conforme  Lacerda, a história demonstra que o PT  foi derrotado todas as vezes em que  tentou emplacar chapas puras ou hegemônicas.

Fonte: Da redação do clicabrasilia.com.br

Qual o cargo?

cristovam buarquePresidente regional de um partido político de peso resolveu revolver a memória. Lembrou que Cristovam Buarque foi candidato a governador em 1994. Elegeu-se. Em 1998, tentou a reeleição, mas perdeu para Joaquim Roriz. Quatro anos depois, em 2002, ganhou para senador. Em meio ao mandato, 2006, recebeu a legenda do PDT para se candidatar a presidente da República e, previsivelmente perder. Reelegeu-se senador em 2010. Conclusão do presidente: de vinte anos para cá, Cristovam disputou todas as eleições que poderia. Portanto, estatísticamente há 100% de chances de que seja candidato de novo este ano.

Fonte: Coluna do alto da torre

E a Arena, 32 anos depois, está de volta

arenaDificilmente alguém diria que a Arena, partido criado pelos militares para lhes dar apoio e por eles mesmos repudiada após a abertura, poderia ressurgir 32 anos após sua extinção.  Pois está. E tem entre seus organizadores pessoas que nem haviam nascido quando ainda vivia. A nova Arena já conta com 150 mil das 500 mil assinaturas necessárias para constituir um partido, conta o vice-presidente da comissão brasiliense, Eurico Rezende C. Burns (foto). No Rio Grande do Sul, São Paulo, Goiás e Rio de Janeiro, a proporção necessária de assinaturas já foi conseguida.

No Distrito Federal existem dificuldades. Eurico Rezende as atribui a dificuldades de coleta “porque redutos da esquerda já estão estabelecidos”. Por enquanto, o número de assinaturas corresponde a algo perto da metade das necessárias para atingir a cota brasiliense. Com poucos filiados, as equipes da nova Arena têm se limitado a colher os apoios em pontos estratégicos, como a Rodoviária do Plano Piloto.

Os organizadores enfrentam um problema a mais. E um problema inesperado. A legislação eleitoral exige que todas as legendas regularizadas tenham o nome de partido. “É íncrível a capacidade de se fazer leis esdrúxulas neste país como esta em que obriga o partido a ter o “P” na sigla”, desabafa Eurico Rezende. Ironicamente, a determinação partiu dos próprios militares, que ainda controlavam o processo. Eles temiam que nas eleições seguintes o então MDB, que catalisava a irritação popular, arrasasse nas urnas. Foi isso que levou os matreiros políticos oposicionistas a transformá-lo no PMDB. Hoje, conta Eurico Rezende, a direção nacional da  Arena  busca uma fórmula para continuar com a sigla original.

Para Eurico Rezende, a nova Arena tem, sim, conteúdo ideológico nítido. “Temos hoje apenas dois partidos políticos reais e o restante apenas apoiam seus mandos e desmandos. Esses dois partidos têm em sua trajetória, ambos, o social, com o PP hoje unido ao PT e o DEM junto com o PSDB”, diz. Ou seja, dois partido, mas uma só vertente. “Nossa vinda é para mostrar que existe uma ideologia diferente no País”.

Eurico Rezende admite que “certo segmento militar” apoia a recriação da Arena mas assegura que  “não existe em nosso estatuto nada que retorne ao autoritarismo, censura ou coisa do tipo”. O nome Arena, conta,  “foi escolhido por votação mas não para uma possivel volta do regime militar”. De qualquer forma, ele cita dois parlamentares que foram contactados e que simpatizam com o partido. Romário e, ele mesmo, Jair Bolsonaro.

Fonte: Coluna do alto da torre / Jornal de Brasília

Partidos se mobilizam para evitar perdas com nova sigla

partidosDirigentes de partidos que podem perder deputados para a nova sigla que nascerá da fusão do PPS com o PMN começaram a se mobilizar para evitar defecções em suas bancadas. A união das duas legendas está prevista para ser formalizada quarta-feira.

O PSD do ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab e o DEM, presidido pelo senador Agripino Maia (RN), são os dois partidos mais ameaçados de perder deputados para a nova legenda.

O objetivo da nova sigla, que deverá se chamar Mobilização Democrática, é aumentar o tempo de televisão e os recursos financeiros que a oposição terá na campanha presidencial do ano que vem.

No Congresso, calcula-se que o PSD poderá perder 15 de seus 48 deputados para a nova legenda, considerando as ligações que integrantes do partido de Kassab têm com o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB).

Campos, que há dois anos ajudou Kassab a criar o PSD e agora deseja ser candidato a presidente da República, colaborou com o deputado Roberto Freire (PPS-PE) na organização da sigla que deve ser criada nesta semana.

Os dois se encontraram há cerca de um mês para discutir o assunto, num hotel em Brasília, e o governador ofereceu a assessoria de advogados do PSB para a organização do novo partido.

Outra dificuldade para Kassab é que muitos deputados do PSD são oriundos da oposição e não concordam com sua recente aproximação com a presidente Dilma Rousseff, que planeja concorrer à reeleição em 2014.

O ex-prefeito diz não se preocupar com a possibilidade de perder filiados. “O que todos têm, a começar por mim, é muita admiração pelo Eduardo [Campos], mas ninguém quer sair”, afirmou.

Fonte: Folha de S. Paulo

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