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Os muitos lados da oposição

oposicaoO governador Agnelo Queiroz inicia 2013 com a cabeça em 2014. A contar de janeiro, irá faltar apenas cerca de um ano e meio para a campanha eleitoral de fato. Mas as articulações iniciam já no segundo semestre deste ano.

Agnelo tem uma base ampla. Perdeu alguns partidos, mas continua com fôlego. A missão é segurar quem ficou e agregar mais alguns. A da oposição é se organizar e consolidar candidaturas. Não será Agnelo contra aquele. A oposição tem vários lados, tendências e ideologias. E não se mistura.

A saída de legendas da base aliada como o PDT e PSB é irreversível. E era previsível. Os senadores Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT) representam um dos blocos de oposição. Junta-se a ele o deputado federal José Antônio Reguffe (PDT).

Cada um deles abandonou Agnelo por um motivo particular. Rodrigo sonha em ser governador. Já foi candidato um vez e pretende disputar em 2014. Cristovam tem insatisfações com o Buriti, principalmente na condução da área de educação. Reguffe optou por se manter independente.

O trio articula uma aliança com o Toninho do Psol, terceiro colocado nas eleições de 2010. A questão é que o Psol pretende lançar candidatos em todos os estados. A tática deu certo nos anos éticos do PT. O partido se posicionou e cresceu.

O PDT também bate o pé para apoiar Rodrigo. Acha que tanto Cristovam, quanto Reguffe são bons nomes para bater de frente com Agnelo. O senador socialista vai ter que buscar alianças, também, em outros lados da oposição.

No PSDB, o deputado federal Izalci Lucas e o suplente de deputado distrital Raimundo Ribeiro são nomes lembrados. No DEM, o ex-deputado Alberto Fraga está sozinho. Não descarta se lançar ao Buriti, mas precisa de alianças.

O PSD, como declarou seu criador, o ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab, não é direita, nem esquerda, nem de centro. Nem seus integrantes sabem bem o que é. No DF, é governo e oposição ao mesmo tempo.

Mesmo assim, o PSD tem candidato ao Buriti. Pelo menos dois, ou melhor duas. As deputadas Eliana Pedrosa e Liliane Roriz. Se optar por apoiar Agnelo em 2014, pode ficar sem as parlamentares. A debandada pode levar ainda a deputada Celina Leão a outra legenda.

Eliana sonha em organizar o velho grupo que governou o DF nas últimas duas décadas. Quer unir os ex-governadores Joaquim Roriz, José Roberto Arruda e Paulo Octávio. Missão complicada. Eliana mira ainda os insatisfeitos com o governo Agnelo. A ideia é formar um grande grupo de oposição, mas esbarra nas diferenças.

Ainda na base aliada, fala-se nos nomes do vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) e do senador Gim Argello (PTB). O primeiro não pretende dissolver a aliança vitoriosa em 2010. Mas teme que um insucesso de Agnelo em 2014, o arraste ao ostracismo político. Se isso acontecer, pode pular fora do barco.

Gim Argello quer mesmo é continuar no Senado. Fará uma campanha pesada para garantir mais oito anos de mandato. Precisa de uma chapa majoritária forte. Agnelo garantiu espaço na dele. Mesmo assim, Argello deve conversar com outros grupos. Vai buscar a melhor oportunidade.

Dos três ex-governadores, apenas Paulo Octávio deve retornar. Mantém bons laços com políticos e o setor empresarial. Também não saiu chamuscado da operação Caixa de Pandora. Não deve ser candidato ao GDF, mas seu apoio vale muito.

Roriz e Arruda precisam resolver problemas na justiça. A situação de Roriz é mais fácil. Ele já fez a consulta para sair do enquadramento da Lei Ficha Limpa. Outra opção é apoiar a filha, Liliane, que por sua vez é o sonho de Rodrigo ter como vice.

Arruda não tem condenação na Caixa de Pandora, mas uma candidatura poderia fazer o processo andar. Tem muito voto. E, por causa disso, muitos inimigos políticos que poderiam dar um empurrão na justiça.

Outros personagens podem influir em 2014. Um deles é o ex-senador Luiz Estevão. Ele não será candidato a nada. Busca um candidato para apoia-lo. Dispõe de recursos para alavancar uma chapa. Qualquer uma, menos do PT. Se sente perseguido pelo partido.

A novidade é a ex-senadora Marina Silva. Ele trabalha para lançar um novo partido. Em 2010 foi candidata a presidente da República e venceu, no DF, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). A especulação da vez é que ela vai disputar o Buriti. Pode atrair gente do PT e do PDT ao projeto.

A oposição não consegue e não vai se entender. Esse é o cenário que Agnelo deve trabalhar em 2013. É um jogo de xadrez onde qualquer peão faz a diferença. E vence quem tiver mais habilidade.

Fonte: Blog do Callado – 7/1/2013

Mutirão da Saúde em Santo Antônio do Descoberto

mutirao da saude sadA Secretaria de Saúde e a Secretaria de Desenvolvimento Social do município de Santo Antônio do Descoberto realizam na próxima segunda-feira, 07/01, um grande Mutirão da Saúde na Unidade de Saúde nº 12 – Queiroz (Próximo ao centro de reabilitação).

Pacientes que não conseguiam fazer ecografias e exames preventivos agora terão a oportunidade, os atendimentos são destinados a toda população local e os agendamentos serão realizados até as 07h30 na unidade.

Um dos principais problemas do município de Santo Antônio do Descoberto é a saúde pública, por isso a nova gestão está priorizando ações emergenciais para garantir o atendimento à população.

Exames a serem realizados:

Ultrassonografia de abdômen superior – em jejum;

Ultrassonografia de mamas;

Ultrassonografia de próstata – bexiga cheia;

Ultrassonografia de tireoide;

Ultrassonografia 4d – Obstetrícia;

Ultrassonografia endovaginal;

Eletrocardiograma;

Ultrassonografia pélvica – bexiga cheia.

E E mais:

Triagem para pequenas cirurgias;

Planejamento família / vasectomia;

Palestra de saúde bucal para as crianças.

Cada paciente poderá marcar um exame. Não é necessário pedido médico.

É a gestão, Agnelo!

educacaoToda vez que é cobrado pelos problemas que a educação pública do DF enfrenta o Governador Agnelo responde do mesmo jeito:

a) “culpa é da herança dos governos anteriores”;

b) “está arrumando a casa”;

c)  ”vai construir creches, escolas técnicas, ampliar o número de escolas com tempo integral, construir novas escolas”.

É claro que construir creches, escolas técnicas, ampliar a permanência dos alunos no ambiente escolar, construir mais salas de aula são ações necessárias e muito importantes, mas são projetos de médio e até longo prazo. O que o Governador parece não enxergar é que a baixíssima aprovação da área da educação, perante a opinião pública, é resultado dos problemas de gestão que o seu Governo foi incapaz de resolver até aqui:

a) falta de professores em sala;

b) redução da equipe gestora em muitas escolas;

c) falta de um projeto pedagógico claro;

d) atraso no repasse dos recursos do PDAF;

e) centralização da gestão administrativa;

f) descumprimento de acordos com a categoria;

g) transferências de recursos para outras áreas;

h) corte de recursos para projetos, laboratórios, etc…

… tantos outros problemas que os professores, orientadores e servidores convivem no dia a dia da escola. São as dificuldades enfrentadas por quem está dentro da sala de aula, na direção da escola, na secretaria, na cantina e que são percebidos pelos pais e alunos que rebaixam a avaliação da atual gestão. Entretanto, são justamente para estes e outros problemas do dia a dia que o Governador jamais apresentou qualquer tipo de proposta ou solução. Pelo contrário! Sempre que é questionado responde com projetos de médio e longo prazo, “esquecendo”  dos problemas emergenciais da pasta.

Esta é a prova que o núcleo central deste Governo nunca colocou como prioridade a gestão da educação pública do DF.

Fonte: Do cafezinho – 7/1/2013

“Nossa cidade foi abandonada”, diz braço direito do prefeito de Novo Gama

everaldo do detranO chefe de gabinete do prefeito Everaldo do Detran (PPL), de Novo Gama, Mariovaldo Pires da Silva conversou com o Jornal Opção na sexta-feira, 4, e fez um dramático relato da situação do município. “Nossa cidade foi abandonada pela gestão anterior. Tudo está sucateado. Até ambulância que transporta 28 pessoas para fazer hemodiálise em Valparaíso, está há seis messes sem o vidro traseiro. Parada na garagem e as pessoas tendo que ser transportadas em uma van”. Desabafa o principal escudeiro do prefeito Everaldo. Mariovaldo esteve em Goiânia contatando órgãos do governo para buscar auxilio emergencial na recuperação de serviços essenciais para a população do município.

Mesmo diante de tantos desafios, Everaldo está otimista pois tem consciência de que foi eleito para dar “respostas às demandas da população”. Mariovaldo acredita que não faltará apoio do governador Marconi Perillo para ajudar Novo Gama. “Everaldo está confiante no governo do Estado e na Câmara de Verea­dores, que atendeu o apelo para, num esforço conjunto, resgatar a credibilidade política e a autoestima de nossa gente com seus representantes”.

De fato, o prefeito teve a sorte de eleger um aliado presidente da Câmara, vereador Narciso Pereira de Carvalho (PPL). De acordo com Everaldo “os vereadores depositaram confiança em nosso projeto de governo, principalmente nestes cem dias de arrumação na casa. Vamos juntos, correr em busca de benefícios para recuperar o caos em que se encontra Novo Gama”.

Everaldo encontrou postos de saúde fechados, sem remédios e com uma dívida flutuante de R$ 29 milhões que vem rolando há mais de 12 anos. Outro grande problema levantado pela equipe do prefeito é uma dívida de milhões de reais que está sendo executada. Outra grande encrenca para o município, são 36 ações civil públicas movidas pela Procuradoria Geral do Estado (PGE). “Nossa frota de veículos e máquinas, só 40% estão mais ou menos funcionando, o restante, faltam peças e não tem a mínima condição de funcionar”, conta Mariovaldo.

Fonte: Do cafezinho – 7/1/2013

Os professores ficam sem salário e 1/3 de férias

assembleia-professoresA educação no Distrito Federal que vem sofrendo com o descaso e a falta de investimentos em sua estrutura física com escolas em condições precárias, mal aparelhadas e algumas como pudemos constatar que até mesmo poderiam colocar a vida de alunos e profissionais de educação em risco devido à falta de estrutura e segurança. Agora o governo afeta os professores que apesar de sua importância para a formação de todo o cidadão recebem salários incompatíveis com as funções desempenhadas.

Se não bastassem os problemas cotidianos que a população sofre diariamente devida a inoperância do Distrito Federal, agora é a vez dos professores sofrerem com as consequências das mazelas do governo, segundo o SINPRO DF – Sindicato dos Professores do Distrito Federal a Secretaria a Secretaria de Educação do GDF informou  que devido a problemas técnicos no repasse do pagamento de 1/3 de férias e do salário da categoria, os valores só serão creditados na segunda-feira (07). A secretaria afirmou que as providências para a resolução do problema já foram tomadas.

Mais uma vez o governo descumpre o prazo legal de 48h para o pagamento de 1/3 de férias da categoria, prejudicando professoras e professores.

Fonte: Do Cafezinho – 7/1/2013

Direto do Facebook – Guarda Janio

guarda janioO texto abaixo foi publicado na página oficial do Guarda Janio no Facebook, no dia 03/01/2013 e segue na integra, sem alterações ou correções.

DESABAFO DO GUARDA UM CEILÂNDENSE DESCULPA ESTOU COM AS MÃOS ATADAS NA ADMINISTRAÇÃO, DETRAN E NO DFTRANS ATÉ AGORA NADA SÓ PROMESA??
JÁ ME ENTREGARAM ABAIXO ASSINADO PARA A ADMINISTRAÇÃO DA CEILÂNDIA PROTOCOLAMOS NA SECRETÁRIA DE OBRAS O( KIT MALHADINHA) PARA A QNP 26 DO P SUL SABEMOS QUE ESTÁ DESTINADO PARA VIM PARA QUADRA E NADA ATÉ AGORA FOI A COMUNIDADE QUE ME PEDIU FUI ALEGRE ATÉ A ADM DA CIDADE É NADA ENGAVETARAM PORQUE FOI O GUARDA QUE LEVOU, GOSTARIA DE SABER SÓ PORQUE FUI O MAIS VOTADO DA CEILÂNDIA COM 8159 VOTOS FIZ UMA CAMPANHA FORTE PARA O GOVERNADOR AGNELO MOTAMOS O AGNELÃO 24 HS TRABALHAMOS MUITO TODOS SABEM DISSO,HOJE ME SINTO DESPRESADO POR NÃO CONSEGUIR NADA DA ADMINSTRAÇÃO PARA A NOSSA CIDADE AONDE EU VI A CIDADE CRECER DESDE 1971, TEM POLÍTICO DA CIDADE ACHA QUE É DONO, JÁ FIZ VARIOS PEDIDOS NÃO FUI ATENDIDO EM NENHUM PARA AJUDAR A POPULAÇÃO PEÇO DESCULPA A COMUNIDADE NÃO FOI POR FALTA DE VONTADE EM LEVAR A DEMANDA DE VOCÊS SIMPLESMENTE ME BARRARÃO JÁ FAZ 2 ANOS GOSTARIA DE SABER QUEM GANHA ME BARRANDO EM NÃO ATENDER A NESCESSSIDADE DO POVO ELES ACHAM QUE IRÃO CONQUISTAR OS 320 MIL QUE VOLTAM NA CIDADE ISSO PARA MIM É EGOISMO POLÍTICO IMAGINA SEU FOSSE OPOSIÇÃO EU ACHO QUE ME MATÁRIA É UMA PENA QUEM PERDE E O GOVERNADOR DEIXANDO PESSOAS QUE NÃO SOMAM PARA AJUDAR O GOVERNO PELO CONTRÁRIO DESAGREGAM VEJA OS PEDIDOS E VERDADE NÃO SOU DEPUTADO POR CIRCUSTÂNCIA DA VIDA POR 141 VOTOS PORQUE AINDA ESTÁ NA JUSTIÇA A VAGA QUE ERA DO EX DEPUTADO BÉNICIO É NOSSA PELA LEI AGORA VAI PARA A VOTAÇÃO FINAL, EU CREIO QUE DEUS AINDA VAI FAZER UM MILAGRE NA JUSTIÇA ELEITORAL VEJA ALGUNS PEDIDO QUE NÃO ATENDERIAM A COMUNIDADE INFELIZMENTE NÃO TENHO EMENDA MAIS TENHO O RESPEITO DA POPULAÇÃO EM QUERER AJUDAR SEMPRE COM IDÉIAS E AS NESCESSIDADES DE URGÊNCIA TEM MUITO MAIS PARA AJUDAR O GOVERNADOR MÁS COM ESSE TRATAMENTO ASSIM NÃO DÁ.
VEJA ALGUNS PEDIDOS FEITOS ESCRITOS E VERBALMENTE.
1-KIT MALHADINHA EM OUTRAS QUADRAS TABÉM.
2-SEMAFORO NA FAIXA DE PEDESTRE EM FRENTE AO IESB SÃO SEIS MIL ALUNOS.
3-POSTO POLÍCIAL ENTRE A FEIRA DOS IMPORTADOS COM VIGILÂNTES E CAMARÁ DE VIGILANCIA RESPONSAVEL PELO POSTO CONTRATAR POL[ICIAS DA RESRVA.
4-VIATURAS E MOTOS PARA FAZER RONDA NA ARÉA.
5-MUDANÇA DOS ÔNIBUS QUE VEM DO PLANO PILOTO,CIRLULAR ESTENDER O TINENÁRIO ATÉ AO IESB HOJE ELES FAZ O RETORNO NO SESC ALÉM DA CHUVA MUITOS ASSALTOS.
6-CRUZAMENTO DO BRADESCO TIRAR A FAIXA DE PEDESTRE A POUCOS METROS DO SEMAFARO ESTÁ ACONTECENDO MUITOS ACIDENTES TAMBÉM OS QUEBRA MOLAS SINALIZAR O CRUZAMENTO COM PINTURA DE FAIXA PARA PEDESTRE E ADEQUAR O TEMPO PARA O PEDESTRE.
ME AJUDA GENTE LEVAR ESSE PEDIDO AO GOVERNADOR ATRAVÉS DO FACEBOOK ISSO E COVARDIA POLÍTICA TEM GEMTE ENGAVETANDO O PEDIDO DO POVO.

Direto do Facebook – Marina Silva

marina-silvaNota sobre reportagem publicada no jornal Correio Braziliense.

“Em razão da reportagem publicada hoje (04/01) pelo jornal Correio Braziliense sob o título “Marina espera criar partido e estuda disputar eventual candidatura no GDF”, reafirmo o que já disse em diversas ocasiões, inclusive por meio de nota à imprensa, de que não vou mudar meu domicílio eleitoral.

Respeito os eleitores de Brasília, sou grata pela confiança demonstrada nas urnas em 2010, mas nunca cogitei concorrer a um cargo público pelo Distrito Federal.

Como disse recentemente em entrevista ao Jornal da CBN, prosseguem as conversas com pessoas, grupos e movimentos sociais sobre a criação de um partido político. Essa decisão será tomada coletivamente, até o mês de fevereiro.”

Marina Silva

Deixar uma questão politicamente sensível mal explicada ou mal resolvida

marketing-politicoUma questão delicada mal explicada estigmatiza permanentemente a imagem do político.

Não importa a natureza da questão – seja de ordem pessoal, política, administrativa ou profissional – se ela for (1) politicamente sensível, isto é, importante para os eleitores, e (2) tiver sido mal explicada e/ou mal resolvida, isto é, seus efeitos políticos não foram eliminados, continuando ativos, ela funcionará como uma bomba de efeito retardado sobre a carreira do político. Não basta que a classe política, amigos, familiares e auxiliares considerem a questão satisfatoriamente resolvida. Somente o eleitor tem o poder de emitir algum julgamento.

Uma questão mal-explicada na política só será satisfatoriamente resolvida quando o eleitor for capaz de emitir julgamento.

Um tema politicamente sensível mal explicado é uma nódoa permanentemente aplicada à imagem do político. Ainda que tenha ocorrido há vários anos, ele tem a propriedade de retornar ao presente, sempre que um conflito ou uma competição criar as condições para um adversário resgatá-lo do esquecimento. Um assunto assim perdura e estigmatiza porque o político não foi capaz de liquidá-lo quando foi levantado pela primeira vez.

Um assunto deixa de ser encerrado por várias razões. Às vezes, porque não há mesmo como liquidá-lo.

O fato imputado, que deu origem à questão, sendo verdadeiro e comprovado, não deixa ao acusado outra alternativa além do reconhecimento sincero do erro, a demonstração de arrependimento e a atitude de quem aprendeu com a falha. Outras vezes, a questão não é esgotada porque o político acredita que o eleitor vai esquecê-la. Ledo engano. Se o tema é politicamente sensível, não será esquecida, “gruda” na imagem do político. Se, por acaso, o eleitor não se lembrar dele, os adversários ou a oposição certamente vão se encarregar de refrescar a lembrança dos cidadãos.

Existem casos em que o político acredita que o eleitor já o perdoou. Pode ser, mas é muito raro. O político, sobretudo na condição de governante, apega-se à ingênua ilusão de que o eleitor, ao comparar aquele erro com todos os acertos da administração, fará um julgamento equilibrado e o absolverá. Para que tal dinâmica funcione, é imprescindível que os benefícios tenham sido muitos e em áreas que alcançaram diretamente os eleitores. Nesta hipótese, é bem possível que os eleitores – embora não esqueçam a falha – a relevem pelo sucesso manifesto do político.
Os “bumerangues” políticos exigem respostas satisfatórias antes que o candidato dispute outro pleito

Questões sensíveis mal explicadas ou mal resolvidas são como “bumerangues”

Não são poucas, entretanto, as situações em que o político, mesmo acertando e liderando as pesquisas, é abandonado pelos eleitores quando seu deslize é ressuscitado durante a campanha eleitoral. E o fazem constrangidos pela pressão que sofrem por parte de familiares e amigos e insatisfeitos com a incapacidade do candidato de encerrar adequadamente a questão. Portanto, nunca é aconselhável apostar no perdão espontâneo do eleitor.

Outras vezes, ainda, o político acredita que as explicações dadas são mais que suficientes e liquidaram o assunto. Pode ser que sim, mas é prudente testar essa interpretação em pesquisas, sobretudo naquelas que são realizadas imediatamente após o ataque ter ocorrido. O que não pode acontecer é o político supor que sua convicção pessoal corresponde necessariamente à da população.

Há, também, situações em que o político recusa-se terminantemente a falar sobre o assunto, seja porque considera que a população já esqueceu, ou o perdoou, ou porque ele já disse o que tinha a dizer. Nestes casos, chega a ser difícil para os auxiliares mais próximos – quando não impossível – tocar no assunto. Cria-se um tabu em torno do tema, um bloqueio, uma censura velada. Falar sobre ele equivale a perturbar o chefe, despertar a sua irritabilidade e, até mesmo, sua hostilidade.

Se a questão perdurar junto à população, de nada adiantará esta postura de intransigência. Mantê-la significa encaminhar-se para o desastre político.

Questões sensíveis mal explicadas ou mal resolvidas são “bumerangues” políticos. Em sua trajetória pelo ar, parece que se afastam para sempre de quem os lançou, para, a partir de um determinado ponto, retornar com toda a força. Enquanto não é proveitoso usar o assunto para desgastar o político, ele permanece latente. Tão logo a conveniência se evidencie, o tema será “desarquivado” e trazido a público, com o estardalhaço conhecido, para desqualificar um governante durante seu mandato ou na próxima disputa eleitoral. Só há uma lição absoluta a retirar desta matéria: questões mal explicadas e mal resolvidas devem ser satisfatoriamente equacionadas – ou seja, liquidadas – antes da próxima eleição.

Fonte: Política para Políticos

O coração de um homem de estado deve estar na sua cabeça

coracao cabecaO trocadilho de Napoleão não é apenas uma frase de efeito. Ele encerra uma profunda sabedoria, que a história confirma por inúmeros exemplos e casos.

No fundo, o homem de estado é, como qualquer outro homem, um ser dotado de sentimentos como: paixões, impulsos, desejos, medos, vaidade, insegurança, ódios, etc. Sentimentos, na cultura ocidental, têm sido tradicionalmente identificados com o coração, por oposição ao raciocínio, que é identificado com o cérebro, com a cabeça.

Sentimentos são identificados com o coração, por oposição ao raciocínio, que é o cérebro.

Esta polaridade coração/cabeça e sentimento/racionalidade está, na nossa cultura, no centro da concepção do ser humano. Veja-se como exemplo de sua importância a clássica frase de Pascal: “Le coeur a des raisons que la raison ne connait point” (O coração tem razões que a razão não conhece).

A filosofia, a política, a literatura, ao longo dos séculos da história do ocidente, lidaram com esta polaridade para explicar o comportamento humano. A estética do Romantismo, por exemplo, no auge, durante o século XIX, valorizava a vontade sobre a razão, o heróico sobre o prosaico, a criação sobre a obediência aos cânones consagrados.

Na política, desde tempos imemoriais, o conselho de Napoleão I vem sendo repetido como uma das máximas da sabedoria política do governante e do político. Sobretudo naquelas obras de educação do governante, a advertência está sempre presente.

A obra de Maquiavel é toda ela uma argumentação sobre o dever do “príncipe” de subordinar sempre seus sentimentos em favor de um curso de ação racional, voltado para a conquista ou manutenção do poder. Não se trata de expulsar o sentimento da política. Longe disto. Trata-se, isto sim, de “usá-lo” a serviço de um objetivo racional.

O sentimento é uma força muito poderosa na política, que nunca pode ser subestimada. Entretanto, é como uma “força da natureza”, mais eficiente para destruir do que para construir. Além disso, é uma força com rumos imprevisíveis, porque cambiantes. Portanto, “cavalgar” um sentimento pode levar um líder à glória, hoje, e empurrá-lo para a desgraça, amanhã. Esta força da natureza deve, pois, ser tratada com extremo cuidado na política.

A pré-condição para “usar” o sentimento para a realização de um objetivo político é o “homem de estado”, no dizer de Napoleão, saber equilibrá-lo com a racionalidade no seu interior. Por isso, a inversão proposta: “o coração de um homem de estado deve estar na sua cabeça”.

Por trás da advertência contida nesta máxima, repetida, como se disse, de tantas formas diferentes mas sempre com igual significado, está o princípio de que o “homem de estado”, o político, o governante, é um ser humano diferente. Diferentemente do ser humano comum, ele não poderá permitir que os seus sentimentos (positivos ou negativos) se sobreponham ao objetivo político racionalmente definido. As razões de estado estarão sempre em conflito latente ou aberto com as razões individuais. O ser humano comum pode dar livre vazão aos seus sentimentos e até mesmo agir por eles guiado. O “homem de estado” não pode se dar ao luxo destas concessões aos seus sentimentos, a ponto de inviabilizar os objetivos coletivos. Quando o faz, liberando seus sentimentos negativos, torna-se um déspota, um tirano; quando o faz liberando os sentimentos positivos, torna-se um governante fraco, incapaz de governar.

Napoleão sabia os sacrifícios que estava impondo ao povo ao comandar o exército francês

O exercício da função de governo é o exercício do poder, mas atente-se, não o poder sobre coisas, mas o poder sobre outros homens. Este é o poder político. Diferente por esta razão do poder sobre a natureza, sobre a matéria.

O poder de um homem sobre outros homens é um “estigma”. Não nos devem iludir os aspectos triunfalistas e cerimoniais que cercam a autoridade. O poder de um homem sobre outros é sempre odioso. Ele só é aceito por ser absolutamente necessário para a vida social. Ele só é reconhecido porque os homens constroem justificativas (teorias, ideologias, etc) para legitimá-lo.

O exercício deste poder ocorre sempre numa situação de escassez. Escassez inevitável e inafastável. Somente o pensamento utópico concebeu sociedades livres do anátema da escassez.

Todas as sociedades que conhecemos, no nosso tempo e através da história, foram e são organizações coletivas destinadas a enfrentar coletivamente o problema da escassez. Ora, a escassez implica sempre em fazer alocações estratégicas de recursos, o que equivale a dizer que nunca será possível satisfazer a todos por igual, e mais ainda, que o mais das vezes alguns serão mais prejudicados que outros para viabilizar o objetivo buscado.

Napoleão sabia disso por experiência própria. Ao dirigir o “Grande Arméé” francês – o maior e mais poderoso exército da Europa – ele sabia os sacrifícios que estava impondo ao povo francês. O objetivo, entretanto, era: primeiro, defender a revolução, e depois exportá-la, e mais tarde expandir o Império. Objetivos que não se conseguiriam alcançar com o coração. Objetivos que somente seriam alcançados por um governante para o qual “o seu coração estivesse localizado na sua cabeça”.

Fonte: Política para Políticos

Lei da Ficha Limpa impede posse de prefeitos em dezenas de municípios

Campanha-Ficha-LimpaMais de 5,5 mil prefeitos tomaram posse nesta terça-feira (1º) em todo o Brasil. E mais de 50 municípios vão ter que realizar novas eleições. Isso acontece porque os eleitos para a prefeitura tiveram a candidatura barrada pela Lei da Ficha Limpa.

Em algumas destas cidades, os políticos tiveram a candidatura negada e mesmo assim concorreram.

Entre os motivos pelos quais o TSE negou o registro, estão: publicidade institucional fora do período permitido pela legislação eleitoral e, em casos de reeleição, contas da prefeitura rejeitadas pelo TRE local.

Em parte das cidades, foi o presidente da câmara dos vereadores quem assumiu.

A permanência dos presidentes das câmaras de vereadores à frente das prefeituras é temporária. Os tribunais regionais eleitorais têm que marcar novas eleições, chamadas suplementares. Em pelo menos 11 cidades, o eleitor vai voltar às urnas já a partir do mês que vem.

Segundo o site do TSE, a nova eleição em Guarapari, Espírito Santo, será realizada em 3 de fevereiro. Em 3 de março, será a vez da eleição em Criciúma, Balneário Rincão, Campo Erê e Tangará, em Santa Catarina. E em Erechim, Eugênio de Castro e Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. E em Bonito, Mato Grosso do Sul. No dia 7 de abril, eleições em Biquinhas e São João do Paraíso, em Minas Gerais.

A Lei da Ficha Limpa foi criada por iniciativa popular e começou a valer nas eleições de 2012. Ela barra políticos condenados pela Justiça em decisão colegiada.

A lei também impediu a candidatura de políticos que renunciaram ao mandato quando já havia  pedido de abertura de processo. Estes ficaram inelegíveis pelo período que restava do mandato, mais oito anos.

Para Carlos Mouro, integrante do Movimento Contra a Corrupção Eleitoral, a situação vivida hoje por alguns municípios é uma prova de que a lei funcionou: “A Lei da Ficha Limpa eu diria que já é o inicio de uma reforma política. Porque não é possível que alguém em débito com a Justiça venha a postular um cargo no Legislativo o ou no Executivo”, diz.

Fonte: Prefeitos on line – 03/01/2013

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