A bancada do PT e o governador Agnelo entenderam que o meu nome não era o melhor para presidir a Camara Legislativa do Distrito Federal.
Resta-me, pela lealdade partidária, acatar.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lançou ontem o senador Aécio Neves (MG) como pré-candidato do PSDB à Presidência da República pouco antes do início, em Brasília, de um encontro de prefeitos eleitos da legenda com os principais líderes do partido. A posição do ex-presidente da República foi compartilhada pelo presidente da legenda, deputado Sérgio Guerra (PE). “O Aécio é hoje o candidato que o PSDB tem para a Presidência da República”, declarou. Guerra ainda defendeu que Aécio assuma a presidência do partido. A convenção será realizada no próximo ano.
O ex-deputado distrital Júnior Brunelli está exilado em São Paulo. Sem ter o que fazer, desempregado e fora da igreja de seu pai, apóstolo Doriel de Oliveira, fundador da Casa da Bênção, o ex-parlamentar tem passado maus bocados. Mas mesmo assim, segundo fonte da coluna, ele tem feito pressão junto ao Supremo Concílio da Casa da Bênção para reassumir as funções de pastor e receber uma igreja para administrar em São Paulo. Como ele conhece “muito bem” os pastores que compõem a cúpula administrativa da igreja, não será difícil seu retorno.
Terror e pânico
Entretanto, pastores e membros da igreja de todo o Brasil estão em pânico com tal possibilidade. “Se Brunelli voltar, será o fim da Casa da Bênção em Brasília e no Brasil. Haverá divisão e debandada em massa”, afirmou um pastor que prefere não se identificar para evitar represálias. Nos próximos dias 11 e 12 de dezembro, Brasília receberá mais de 1000 pastores de todo o Brasil que participarão da Conferência de Líderes da igreja Casa da Bênção. Ainda segundo a fonte, existe sim a possibilidade de Brunelli aparecer, pedir perdão e conseguir a tão sonhada igreja. Se conseguir, resta saber quem frequentará a igreja pastoreada pelo pastor da oração da propina…
Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo
Muito embora a oposição seja composta por apenas três parlamentares – Eliana Pedrosa, Celina Leão e Liliane Roriz, todas do PSD -, a ideia de criar um novo “Fábio Barcelos” na Casa ainda existe e é articulada, agora até com ajuda de governistas. Tudo vale para evitar que o PT ocupe a cadeira da presidência do Legislativo no segundo biênio.
Aval
As articulações para a eleição da Mesa Diretora na Câmara Legislativa devem se tornar mais intensas nesta semana. Segundo fonte da coluna, o próximo presidente da Casa já teria recebido o “aval” do Executivo e estaria tranquilo. Enlouquecidos estão os demais postulantes ao cargo.
Ok
O deputado distrital Rôney Nemer (PMBD) – que embora diga que não, é um dos nomes na disputa pela presidência da Câmara Legislativa – estaria esperando somente um “ok” para desistir da ideia de sentar na cadeira da presidência e focar-se em outra cadeira: a de conselheiro do Tribunal de Contas do DF.
Pros e contras
Ainda segundo fonte, o deputado distrital Alírio Neto (PEN), atual secretário de Justiça do DF, teria desistido definitivamente de retornar à Câmara Legislativa e se candidatar à presidência da Casa. Alírio teria colocado no papel os prós e contras do cargo e decidido ficar de fora, cuidando apenas de sua campanha para deputado federal em 2014. Ah, e pelo PMDB, ok?!
Ti-ti-ti
Nos bastidores da Câmara corre um ti-ti-ti de que o PELO para a reeleição da Mesa Diretora está prontinho, apenas esperando o “é agora” do atual presidente, deputado Patrício (PT), para ser entregue e tramitar, em caráter de urgência, na Casa. O ti-ti-ti, contudo, não é sobre o projeto pronto, afinal, todos sabemos que alguém iria fazer isso na hora certa. A fofoca está em torno de quem Patrício teria escolhido para a missão…
Peso 2
Distritais ouvidos pelo coluna durante o final da semana passada e o fim de semana (não foram todos, ok?) apontaram que, num possível cenário entre Patrício e o deputado Agaciel Maia (PTC) – outro nome cogitado para o cargo – venceria Agaciel. É claro que o nome a ser levado para o plenário surgirá depois de horas de reunião a portas fechadas e de muita negociação. Algumas comissões terão peso dois para se chegar ao consenso, que fique bem claro.
Pimentinha: A Comissão de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara terá peso três, afirmou um deputado governista.
Apostas
Duas são as apostas nos bastidores da Câmara Legislativa neste momento: a primeira, se o deputado distrital Cristiano Araújo (PTB) voltou para ficar. Como já adiantou a coluna, Cristiano pode ser o plano B de Patrício para a presidência da Casa. E, sendo assim, pode sim ter voltado para ficar. Mas com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico nas mãos, que fique bem claro.
Apostas II
Já a segunda aposta é sobre a volta do deputado Raad Massouh (PPL) para a Casa. Há quem aposte que Raad estaria apenas esperando passar o furacão em que seu nome está envolvido na Operação Mangona, para retornar à Secretaria de Micro e Pequena Empresa. Mas pode ser que o parlamentar fique mesmo na Câmara Legislativa, sem volta ao Executivo.
Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo
Pesquisa do Instituto O & P Brasil – 800 entrevistas no dia 27 de novembro – mostra que a presidente Dilma Rousseff vem melhorando a sua avaliação no Distrito Federal. Partindo de um patamar (ótimo e bom) de 25% em maio de 2011, a presidente chega agora a 41,1% de avaliação positiva entre os brasilienses. A avaliação negativa da presidente chega a 17%. Quando se afere diretamente pela manifestação de aprovação ou desaprovação, os que aprovam chegam a 55,4% numa escala crescente.
Já o governador do DF, Agnelo Queiroz (PT), terá muito trabalho para conseguir a sua reeleição, caso esteja interessado nas eleições de 2014. Já chegando na metade do seu mandato, Agnelo conseguiu subir apenas 3 pontos, ficando com 12,1% de avaliação positiva, contra 60.2% de negativa.
Apesar do esforço do governo do DF em várias áreas, a aprovação do governador não passa de 17,4% dos entrevistados – 70,3% o desaprovam). Tal desagrado a gestão de Agnelo vem do Plano Piloto, uma espécie de caixa de ressonância para as demais cidades, e dos antigos assentamentos, onde a avaliação positiva do governo atinge só 8,2% da população.
Fonte: Blog do Honorato
É um erro crer que seus votos estão assegurados em um determinado grupo?
As teorias mais recentes acerca do comportamento eleitoral partiram dos acúmulos teóricos e metodológicos já produzidos, e reinterpretaram os fatores que podem orientar e determinar as escolhas dos indivíduos. Um dos trabalhos mais promissores dessa nova safra foi escrito por Arthur Denzau e Douglass North, e diz respeito aos “mental models”.
Arthur Denzau
Para os autores, existem três fatores que se apresentam invariavelmente nas escolhas dos eleitores: complexidade, motivação e informação. A complexidade diz respeito ao contexto das escolhas, ou seja, ao grau de refinamento que é exigido para a tomada de uma determinada decisão. Este primeiro elemento, complexidade da decisão, influi no segundo e no terceiro elementos (motivação e informação).
Os autores utilizam como metáfora as decisões tomadas pelos indivíduos em uma economia de mercado. A decisão de comprar um produto X ou um produto Y está relacionada ao preço e à necessidade do consumidor. Conforme as circunstâncias, essa decisão pode ser revestida de um grau elevado de complexidade.
Se o consumidor imagina que o produto X é imprescindível, sua motivação para adquirir esse produto é maior, e seu interesse por informações acerca do produto Y é menor.
No entanto, se os dois produtos são equivalentes, na visão do consumidor, e seus custos são igualmente elevados, a decisão a ser tomada adquire uma imensa complexidade, e a escolha final do consumidor, vai depender não de um cálculo econômico puro, mas de elementos subjetivos que formam sua visão de mundo (ideologia), condicionada pelas circunstâncias (instituições).
Aplicando esse raciocínio à decisão do voto, os autores afirmam que, as ideologias e as instituições são os elementos que formam os “mental models”. Cabe ressaltar aqui que quando se fala em ideologias e instituições, não estamos falando em voto ideológico nem em conhecimento aprofundado a respeito das regras institucionais.
As “ideologias”, referidas pelos autores não são mais do que um conjunto genérico de crenças e valores adquiridos pelos indivíduos por meio da convivência familiar, educação, convivência social, religiosa, cultural, etc.
Já as regras institucionais são elementos externos, que atuam na forma como os eleitores expressarão suas escolhas, o que pode ocorrer por inúmeras maneiras, dependendo das características de cada sistema eleitoral. A partir do entendimento de que as escolhas eleitorais não são estruturadas por classes ou grupos sociais, e que, a racionalidade do eleitor não provém de um cálculo sofisticado, mas sim de sua experiência de vida, os autores chegam aos “mental models”, que são na verdade, interpretações subjetivas da realidade social. Obviamente, existem segmentos sociais que estruturam sua visão de mundo, ou sua ideologia, agregando elementos comuns ao próprio segmento social. Um exemplo mais simplificado seria o de uma comunidade religiosa. Tal comunidade possui crenças peculiares de sua confissão religiosa, mas a forma como estes elementos comuns vão influenciar a decisão do voto contém uma enorme carga de subjetividade.
Mental models e estratégia eleitoral
Qual a importância desses “achados” para as estratégias eleitorais?
O primeiro impacto desta nova concepção acerca do comportamento eleitoral está na destruição do mito de que existem “eleitores cativos”.
Muitos estrategistas e candidatos cometem o erro de acreditar que seus votos estão assegurados em um determinado grupo. Na verdade o que se vive hoje é uma fragmentação das identidades políticas e partidárias.
A cada eleição, a percepção dos eleitores pode ter sido alterada. Os “mental models” não são estruturas fixas. Os componentes que constituem os “mental models” variam de uma eleição para outra. Isso ocorre por inúmeros fatores, mas certamente o que torna mais imprevisível o comportamento dos eleitores é a forte carga de subjetividade embutida em cada “mental models”.
Com isso, estrategistas e candidatos devem, por meio de pesquisas, identificar as variáveis que podem influir na imagem construída acerca da realidade social pelos eleitores, e os critérios que serão utilizados por eles para definir seu voto. Esse é um exercício que exige habilidade, inteligência e percepção. Quando pensamos em uma estratégia de campanha a partir da concepção de “mental models”, precisamos ter a clareza de que estamos penetrando numa zona cinzenta.
Entretanto, a construção de um discurso capaz de formar um link entre a mensagem do candidato e os elementos que influenciam os ”mental models”, pode definir o resultado da disputa eleitoral.
Artigo baseado na obra: DENZAU, Arthur T. & NORTH, Douglass C. Shared mental model: ideologies and institutions. In LUPIA, Arthur, McCUBBINS, Mathew D. & POPKIN, Samuel L. Elements of reason. Cambridge. Cambridge University Press. 2000. pp. 23 – 46.
Fonte: Política para Políticos
O senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) leu hoje em Plenário a nota da Federação Panamericana de Associações de Arquitetos, que aprovou um documento contra a decisão do Governo do Distrito Federal de contratar, sem licitação, uma empresa de Singapura para planejar o desenvolvimento de Brasília para os próximos 50 anos.
O documento, que será encaminhado à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), expressa “preocupação em relação às conseqüências negativas – e certamente irremediáveis – à cultura americana e universal da intervenção de uma empresa de Singapura para planejar os próximos 50 anos de Brasília”. E reafirma “o caráter simbólico exemplar da capital brasileira, cujo futuro não há de ser projetado por gestos mágicos traçados desde pranchetas distantes, mas por um processo permanente de concepção-desenho-participação, condição essencial do desenvolvimento de cidades democráticas”.
O contrato também foi criticado por Albert Dubler, presidente da União Internacional de Arquitetos (UIA), ligada à Unesco. “Brasília é um exemplo para arquitetos do mundo inteiro, não sei para quem Singapura é um exemplo”, afirmou. “É como se chamássemos o McDonald´s para fazer um restaurante de gastronomia na França”, comparou.
“O Brasil é um país democrático e Singapura, não”, acrescentou Dubler, ao destacar que as dificuldades não podem ser resolvidas sem que a população seja consultada. “Ter uma idéia de projeto representa 5%, o desenho representa 10%. Mas 85% é discutir com as pessoas”, detalhou, ao lembrar que a criação de Brasília aconteceu justamente em um momento de exercício da democracia. “E ainda é um planejamento que envolve um país que não tem afinidades culturais conosco”, acrescentou o renomado arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé.
O contrato entre o GDF e a empresa de Singapura foi debatido durante o 24º Congresso Panamericano de Arquitetos, que aconteceu em Maceió, na última semana.
Segue o link para o discurso do senador Rollemberg, onde é possível acessar também a íntegra do documento:
http://www.rollemberg.com.br/discursos.php?mod=4854
A decisão do GDF em mudar as regras do Programa Nota Legal repercutiu negativamente na Câmara Legislativa. Em defesa dos contribuintes, a deputada Eliana Pedrosa (PSD) protocolou ontem Projeto de Decreto Legislativo para tentar sustar os efeitos da portaria da Secretaria de Fazenda que diminui em até 70% o tamanho do repasse aos participantes do programa. Além disso, uma audiência pública deve ser realizada na Casa para cobrar explicações dos gestores. Publicada no DODF do último dia 23, a portaria diz que a queda no repasse retroage a maio. Para Eliana, a medida é um equívoco e mostra falta de transparência na gestão do programa. “Não podemos deixar que o governo faça uma portaria que retroaja para prejudicar o cidadão. Se quer mudar as regras, que faça de forma transparente, no início do ano e com muita publicidade”, disse Eliana.
Após a Secretaria de Fazenda (Sefaz) do DF anunciar a redução nos créditos para os participantes do Nota Legal, o deputado Professor Israel classificou a medida como um “retrocesso” e utilizou as redes sociais para dizer que a arrecadação não diminuiu, como alega o Executivo, o que falta é fiscalização. “O contribuinte faz a parte dele e informa o CPF na compra, mas muitos estabelecimentos não fazem a sua parte, na hora de lançar os dados, e a Secretaria não fiscaliza. O problema está, sem dúvida, na fiscalização”, escreveu ele no Facebook. Israel é autor da lei do Nota Legal em dinheiro, aprovada neste ano para valer já em 2013. Quem não tem carro nem casa terá direito ao benefício, a ser creditado na conta bancária indicada. A proposta ampliou o programa, antes restrito a uma parcela da população e válido apenas para descontos no IPTU e IPVA.
Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo
O deputado distrital Wellington Luiz (PPL) reassumirá a Secretaria de Condomínios, mas só no próximo ano. Segundo fonte da coluna, o acertado é que o parlamentar volte à pasta antes do carnaval. Ainda segundo a fonte, Wellington já teria acertado tudo com o governador Agnelo Queiroz – sobre a volta. A grande expectativa da pasta, contudo, nem é quanto ao comando da secretaria, mas sobre a estrutura do órgão. O que já teria sido, também, acordado com o governo.
Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo
O deputado federal Geraldo Magela (PT) deixou a Secretaria de Habitação, nesta quarta-feira, e retornou ao seu mandato no Congresso Nacional. Na próxima semana, deve retornar ao GDF. Magela está decidindo com a bancada de deputados federais e senadores do Distrito Federal quais emendas serão apresentadas ao orçamento da União para o próximo ano. Além disso, apresentará as emendas individuais no total de R$ 15 milhões — que cada parlamentar tem o direito de sugerir.
Em conjunto com a bancada federal, em reunião na manhã de hoje, foram decididas as 15 emendas coletivas que vão beneficiar a UnB, o Hospital Sara Kubitschek, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público do DF, além de investimentos para infraestrutura em áreas de regularização de interesse social, como o condomínio Porto Rico, em Santa Maria. Também foram destinados recursos para a construção do Museu da população negra, que terá como principal incentivador o Ministério da Cultura.
A bancada federal também decidiu investir em uma emenda destinada exclusivamente para a construção de um hospital especializado em tratamento de pessoas com câncer.
Fonte: Blog do Callado