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Sai Raad e entra Rosso

Parece que foi até orquestrado! Com a operação deflagrada pelo Ministério Público e Polícia Civil do DF que colocou o deputado Raad Massouh em situação delicada na política local, a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas pode passar para o presidente do PSD-DF, Rogério Rosso.

O governador Agnelo estaria assim, repetindo a provável estratégia nacional de incluir o PSD em sua base. Cabe a avaliação política do governador, de saber qual o ganho nesta ação, já que o PSD perderia imediatamente os seus deputados distritais, que formam a prinicipal base de oposição.

De outro lado, Agnelo pode ter problemas com o vice, Tadeu Fillipelli,  desafeto de Rosso.

Fonte: Blog do Donny Silva

Queda de braço

É que existe hoje uma queda de braço, no PSB, entre o senador Rodrigo Rollemberg e outros caciques partidários, como o distrital Joe Valle, que pretendem permanecer no governo. Rollemberg come pelas beiradas: vem organizando encontros das zonais do partido e, neles, colocando a voto moções pela saída do governo. Das 16 zonais, 13 já votaram a favor da saída e duas se colocaram contra, evitando o tema. O processo, porém, tem um dead line, a plenária regional marcada para 8 de dezembro.

Fonte: Eduardo Brito/Do Alto da Torre/Jornal de Brasília

Em defesa do marketing político

A atividade do marketing político, tantas vezes incompreendida, mais uma vez foi maltratada nas declarações de João Santana, o chamado “marqueteiro do PT”, publicadas no início desta semana. Entre outras bravatas, ele garante que Dilma será reeleita no 1º. turno, lança Lula candidato ao governo de São Paulo e Haddad para presidente da República em 2022 ou 2026.

Com a experiência de ter atuado em mais de 100 campanhas majoritárias, posso garantir que no Marketing Político não cabe essa futurologia, onde se permite prever candidaturas e resultados de eleições, ainda mais com décadas de antecedência. Também não deve estar a serviço de partidos e personalidades, dando suporte ao lançamento de candidaturas antecipadas, como menino de recados. Pior: menosprezando o desempenho de possíveis adversários, como Aécio Neves, Eduardo Campos e Joaquim Barbosa, relator do projeto do “mensalão” que, segundo ele, foi “o maior reality show da história jurídica do planeta”.

São pensamentos e atitudes como essas que ajudam a deformar o entendimento do que é e de como funciona esse trabalho que já tem um reconhecimento de seriedade em países onde é corretamente utilizado, principalmente nos Estados Unidos, onde prevalece a atuação de profissionais sérios, que trabalham em agências especializadas no assunto.

A entrevista só ganha contornos técnicos relevantes, quando de passagem explica as estratégias de Marketing Político usadas – corretamente, aliás – para transformar o “poste” Haddad em prefeito de São Paulo. O candidato primeiro teve que ganhar musculatura pessoal/eleitoral, para só depois entrar na briga direta com os adversários. É um feito e tanto, mas que também contou com a ajuda da campanha inconsistente de Russomano e das táticas erráticas de Serra – ambas candidaturas vitimadas pela falta de aplicação de um Marketing Político adequado. No final, os “postes” eram outros.

Tem sido uma sina do PSDB fazer mau uso dessa ferramenta essencial em qualquer campanha eleitoral que se preze, confundindo esmeradas produções de TV, com estratégias políticas. Há dois anos atrás, após a derrota para o “poste” Dilma, o presidente do Instituto Teotônio Vilela (organismo de estudos e formação política do partido) ex-senador Tasso Jereissati justificou criticando o que chamou de “excesso de poderes” dados aos marqueteiros. E foi além: “quem tem que decidir estratégia política é o partido. Marqueteiro tem que escolher se embrulha essa estratégia num papel azul, ou cor de rosa, tem que definir a forma desse conteúdo”.

Estratégia realmente é a principal ferramenta do marketing político, pois vai orientar o conjunto de ações publicitárias, jornalísticas, promocionais e logísticas a serem usadas. Mas não é para ser embrulhada em papel colorido, pois aí a campanha corre o risco de virar… um papelão.

*Chico Santa Rita, jornalista e publicitário, é consultor em marketing político desde 1976, autor de 2 livros sobre o tema.

Como os eleitores tomam suas decisões

Compreender o comportamento do eleitor sempre foi um desafio para os cientistas políticos.

Não são poucas as linhas de interpretação que buscaram produzir explicações que, com critérios metodológicos e teóricos próprios, procuraram não apenas compreender as razões que orientam as escolhas dos eleitores, mas também, construir mecanismos preditivos, ou seja, instrumentos capazes de “antecipar” o resultado da eleição.

Todas estas correntes pressupunham que o comportamento eleitoral pudesse apresentar algum grau de linearidade, o que, em outras palavras quer dizer, que uma vez descobertos os fatores que motivam determinadas escolhas, seria possível esperar uma continuidade, ou uma estabilidade no comportamento eleitoral.

Recentemente, pesquisadores do comportamento eleitoral lançaram mão de conceitos psicanalíticos para interpretar o comportamento a partir de modelos cognitivos, ou seja, modelos que buscam identificar os elementos que podem motivar as escolhas dos eleitores a partir da forma como esses interpretam a realidade.

Breve resumo das teorias do comportamento eleitoral

Podemos dizer que existem basicamente três grandes modelos teóricos a respeito do comportamento eleitoral: o modelo de Michigan, o modelo sociológico e o modelo da escolha racional.

Angus Campbell

MODELO DE MICHIGAN – o modelo de Michigan foi elaborado por pesquisadores da Universidade de Michigan nos anos 1950, sob a liderança de Angus Campbell, tendo como obra expressiva “The American Voter”. A principal metodologia desta corrente eram os surveys. A partir dos dados coletados por uma amostra, os pesquisadores de Michigan procuravam extrair inferências capazes de predizer o comportamento geral dos eleitores.

Grande parte das teorias produzidas pela Escola de Michigan teve influência da psicologia social. A orientação para decisões políticas, segundo os teóricos de Michigan, assumidas pelos indivíduos, começa a se delinear a partir do ambiente social. Nesse sentido o enunciado básico desta teoria é o de que, indivíduos em contextos socio-econômicos semelhantes tendem a votar de maneira semelhante.

O resultado prático desta teoria mostrou que a hipótese era válida apenas para 15% do eleitorado, ou seja, a maioria dos eleitores apresentava um comportamento errático. Esta constatação ataca o coração da teoria: se o comportamento futuro dos indivíduos é fruto do seu sistema de atitudes perante o mundo e, se essas atitudes não são coerentemente estruturadas, então não é possível prever nada. Para resolver este dilema os teóricos de Michigan propõem dois caminhos: o grau de centralidade e o grau de motivação para a política. O primeiro aspecto diz respeito à centralidade da política na vida dos indivíduos, ou seja, a diferença entre o padrão de um indivíduo com maior sofisticação intelectual e indivíduos menos sofisticados. O segundo aspecto diz respeito a fatores conjunturais que podem incidir sobre a motivação individual para o voto.

Eleitor abraça vice dos EUA, Joe Biden
MODELO SOCIOLÓGICO – A interpretação sociológica do voto tem como preocupação fundamental os fenômenos subjacentes à decisão do voto. Entre tais fenômenos está na constatação de que as instituições, as práticas, as ideologias e os objetivos políticos que orientam o comportamento eleitoral podem ser presumidos a partir das divisões, clivagens, existentes em uma determinada sociedade.

Portanto, não são os indivíduos e sim os coletivos sociais que imprimem a dinâmica política e o que precisa ser explicado são os resultados agregados das ações políticas.

Quem age é o indivíduo (que vai votar), mas para o Modelo Sociológico o ato individual não é totalmente isolável e sim resultado de interações sociais. Em outras palavras, o Modelo Sociológico busca compreender como as relações sociais interferem no voto. Nesse sentido, o Modelo Sociológico pode ser dividido em duas correntes. De um lado a corrente marxista que aponta a posição de classe como determinante do voto. De outro lado, o individualismo metodológico, que busca uma relação causal entre trajetórias individuais e relações sociais.

Assim como o Modelo de Michigan, o Modelo Sociológico também faz uma distinção entre eleitores cativos, aqueles que possuem uma identidade partidária estabelecida e eleitores voláteis, que definem seus votos por meio de fatores conjunturais determinados pela issue oriented.

MODELO DA ESCOLHA RACIONAL – o modelo da escolha racional está sintetizado na obra “Uma teoria econômica da democracia”, produzida pelo cientista político Anthony Downs nos anos 50.

Para Downs, os eleitores decidiriam seu voto a partir de um cálculo acerca de possíveis benefícios a serem obtidos com a vitória desse ou daquele candidato. Dessa forma, eleitores que pretendiam pagar menos imposto, optavam por partidos e candidatos que apresentavam propostas de redução da carga tributária. Já os eleitores que esperavam uma ampliação dos serviços públicos, votavam em propostas de candidatos geralmente de esquerda.

O grande problema da teoria da escolha racional, é que tal teoria atribui aos eleitores um tipo de racionalidade que somente pode ser obtida com um elevado grau de informação, informação essa nem sempre acessível para a imensa maioria do eleitorado.

Fonte: Política para Políticos

Direto do Twitter – Alberto Fraga

“Como eu gostaria que o PMDB deixasse a base do governo federal! Seria o fim da quadrilha PeTralha no Brasil. Mas… Cargos são cargos!”

“O PT sem explicações retoma o velho discurso, que esses escândalos só estão vindo a tona, graças ao governo transparente deles. Kkkkkkkkkk”

“Estamos renovando o partido (DEM-DF), com gente nova.”

O telefone como mídia I: telemarketing político

Essa é uma mídia que possui muitas vantagens e deve ser usada em uma campanha.

Como não podia deixar de ser, toda a tecnologia desenvolvida pelo telemarketing comercial foi adaptada para o uso em campanhas eleitorais. O telefone foi elevado à condição de “mídia”. Uma mídia que é diferente das demais (o que é óbvio), mas que possui muitas vantagens comparativas.

O telefone permite um contato pessoal de alta intensidade

Em primeiro lugar é uma mídia que permite contato pessoal do candidato com o eleitor (alta intensidade), não tão completo quanto o “corpo a corpo”, mas assim mesmo direto, já que admite as “duas mãos” na comunicação: falar e ouvir.

Em segundo lugar porque se beneficia da segmentação, viabilizando o direcionamento das chamadas diretamente para os eleitores potenciais.

Em terceiro lugar porque, dada a difusão da telefonia, os bancos de dados telefônicos podem alcançar um público de grandes proporções.

Em quarto lugar porque sua operação, desde que tomadas algumas providências básicas, é relativamente simples, se comparada com a produção de outras mídias. O telefone como mídia pode ser operado desde uma central de telemarketing computadorizada, até por voluntários, telefonando de suas próprias residências, dentro de um plano previamente fixado.

Em quinto lugar porque possui uma multifuncionalidade muito grande. Pode ser usado para sondar as intenções de voto do eleitor, para pedir o seu voto, para pedir ajuda financeira, para conquistar voluntários, para informar sobre a campanha, para mobilizar para um ato político, para identificar problemas locais, etc etc

Em sexto lugar pode funcionar também como “telemarketing passivo” (os exemplos de 1 a 5 foram de telemarketing ativo, isto é, a iniciativa do contato parte da campanha). Por telemarketing passivo entenda-se a separação de alguns números de telefone, do tipo 0800, somente para recepção de mensagens e comunicações dos eleitores, com propostas, sugestões, críticas, etc.

Em sétimo lugar porque também pode ser usado como instrumento de enquetes e levantamentos sobre prioridades, problemas, expectativas.

Em oitavo lugar porque, utilizado por pessoas qualificadas, pode também ser usado para pesquisas. E nos países em que o telefone se universalizou por todos os segmentos sociais, pesquisas e sobretudo pesquisas de tracking, são ordinariamente feitas por telefone. Mas, atenção: essa pesquisa, feita por telefone, exigirá cautelas especiais, para evitar a distorção dos resultados. De qualquer forma, para segmentos médios e superiores de renda, já é perfeitamente possível fazer-se pesquisa telefônica com graus de confiabilidade equivalentes às pesquisas convencionais. Em nono lugar o telefone é certamente um dos recursos mais valiosos, ainda que pouco utilizado no Brasil, para o esforço de final de campanha. O uso do telefone para levar pessoas para os eventos e com isto mostrar o volume da campanha e o apoio do candidato é extremamente eficiente.

O telefone é certamente um dos recursos mais valiosos para o esforço de final de campanha

Imagine uma carreata, com trajeto definido. Se a campanha identificar por listas (ou por bancos de dados) os eleitores que moram nas proximidades do trajeto, pode, com antecipação telefonar para estas pessoas convidando-as a assistir à carreata e levar o seu apoio.

O próprio candidato, em mensagem gravada, introduzida por uma atendente de telemarketing bem preparada, pode fazer este apelo. Os resultados desta providência deverão ser muito superiores ao obtido pela mesma carreata, sem a convocação telefônica.

Também se deve usar o telefone em massa nos últimos dez dias para pedir o voto do eleitor. Em eleições majoritárias com eleitorado muito grande, esta providência só é útil quando aplicada de forma segmentada. Mas o uso dela para candidatos a eleições legislativas é de grande eficiência. Uma mensagem gravada, do candidato ou de sua esposa, pode vir a ser a diferença entre votar ou não nele, nestes casos em que muitos eleitores decidem seu voto a caminho da seção eleitoral.

Em décimo lugar porque, como toda a mídia, seu impacto é multiplicativo. A residência para a qual se telefonou abriga não somente o chefe(a) de família, como filhos, parentes, avós, vizinhos que na maioria dos casos ficam sabendo da ligação e para os quais a mensagem do candidato também foi dirigida.

Por todas estas razões e outras mais, o telefone – fixo ou móvel – pode funcionar como uma mídia muito eficiente na campanha eleitoral. Ligações locais não são caras, as que seriam interurbanas, podem ser transformadas em locais usando cabos eleitorais e telefonistas da cidade e há horários e dias em que o custo é mais barato.

Além disso há disponível listas telefônicas e, nas cidades maiores, em empresas de telemarketing, bancos de dados telefônicos, tornando mais fácil a tarefa da comunicação. O uso do telefone como mídia ainda engatinha no Brasil, mas certamente virá a ser uma arma eficiente na campanha municipal.

Fonte: Política para Políticos

Atendimento aos alunos especiais do CEE nº 1 será mantido

O deputado Robério Negreiros esteve hoje, 28/11/12, no Centro de Ensino Especial nº 1, na 912 Sul, em um café da manhã com pais, professores e alunos com necessidades especiais maiores de 21 anos.

Robério Negreiros levou ao grupo as recentes decisões do Conselho de Educação do DF quanto ao compromisso de manter esses alunos na escola e reafirmou que não será aplicada no DF a Resolução nº 1/2012 do Conselho de Educação do DF que colocaria os alunos maiores de 21 anos em outras instituições especializadas e interromperia o atendimento no CEE nº 1.

Além disso, Robério Negreiros se comprometeu a propor emendas com recursos no valor de R$ 100.000,00 (cem mil reais) para obras no Centro de Ensino Especial nº 1, tais como a reforma da piscina e do ginásio de esportes, entre outros. Tal compromisso também foi ratificado pelos deputados Claudio Abrantes e Washington Mesquita.

Ainda, Robério comprometeu-se a acompanhar as discussões da PEC nº 347/2009, no âmbito da Câmara dos Deputados, que “garante acesso à educação especializada para portadores de deficiência sem imposição de limite de faixa etária e nível de instrução, preferencialmente na rede regular de ensino”.”

Sônia Soares  – Assessora de Comunicação do Deputado Robério Negreiros

Qual o papel da pesquisa política na campanha eleitoral?

A mais importante das transformações ocorridas nas campanhas eleitorais nos últimos tempos foi a inclusão da pesquisa política no seu núcleo central de estratégia e decisão. Hoje não mais se concebe uma campanha feita às cegas, baseada apenas na sempre discutível “experiência”, na intuição ou na improvisação.

Uma campanha que não possua um conhecimento preciso das opiniões e sentimentos dos eleitores e do acompanhamento de suas flutuações tende ao fracasso. A pesquisa política tem os instrumentos técnicos adequados para identificar as propostas aprovadas pelos segmentos decisivos do eleitorado, de cujo apoio depende a vitória. Além de proporcionar à campanha o seu eixo estratégico e permite utilizar, com a maior eficiência possível, os quase sempre limitados recursos que dispõe.

A realização de pesquisas ajuda a desenvolver um conhecimento exato de opiniões e sentimentos

Um programa completo de pesquisas

A moderna campanha eleitoral deve então ter um programa completo de pesquisas – quantitativas e qualitativas – correspondendo as suas diferentes fases. Na fase anterior à campanha propriamente dita, deve-se realizar a Pesquisa de Diagnóstico Político (benchmark poll) que funciona como o “marco-zero” da campanha e que fornecerá as informações vitais para definir o posicionamento da candidatura, seu foco e sua estratégia.

Nesta pesquisa, com um questionário expandido e uma amostra expressiva, busca-se conhecer as expectativas e prioridades do eleitor, os atributos positivos/negativos da imagem do candidato e de seus concorrentes, o grau de definição / indefinição das intenções de voto e os dados necessários para realizar a segmentação do eleitorado, visando identificar os segmentos decisivos de eleitores (target groups) dos quais depende a vitória.

Durante a campanha propriamente dita, deve-se realizar as Pesquisas de Tendência Política (pelo menos uma, se possível duas ou três), destinadas a aprofundar as descobertas da Pesquisa de Diagnóstico Político (com questionários menores, mas com amostras igualmente expressivas) cujos objetivos básicos são:

1 – permitir o “ajuste fino do foco” da candidatura

2 – avaliar os resultados da campanha até o momento de sua realização.

Na fase final da campanha (último mês) é desejável que se conduza a Pesquisa de tracking, pesquisa de periodicidade curta (diária ou semanal) que possui as mesmas características metodológicas das pesquisas de diagnóstico e de tendências. Por sua curta periodicidade este instrumento é dotado de alta sensibilidade para:

1 – medir as flutuações de curto prazo da opinião pública (em razão da dinâmica da campanha : fatos novos, programas eleitorais, debates) permitindo ao candidato realizar em tempo as correções estratégicas necessárias;

2 – orientar a campanha para o esforço final dos últimos 10 dias, identificando onde deve concentrar suas ações neste período crítico e final.

A grande vantagem do tracking está no fato de que ele assegura ao candidato o acesso à opinião do eleitor imediatamente após a ocorrência de fatos que possam afetar a sua candidatura, imediatamente após a veiculação de seu programa eleitoral e imediatamente após o debate do qual participou.

Pesquisas são feitas para produzir informações confiáveis do eleitor

Na maioria das situações, somente campanhas para governo do Estado, para o Senado e Câmara Federal, prefeituras de cidades grandes e Presidência da República terão condições financeiras para bancar um programa completo de pesquisas, como o delineado acima. Não se deve perder de vista, entretanto, o fato de que o que se busca com as pesquisas é a produção de informações confiáveis.

Mesmo as campanhas mais modestas necessitam, para ter sucesso, de informações confiáveis sobre o eleitor e sobre a dinâmica da campanha. Um programa completo e moderno de pesquisa é o melhor instrumento para se conseguir este objetivo. Se o orçamento de campanha não comportar esta despesa, entretanto, há vários procedimentos que, se forem adotados de maneira competente e sistemática, poderão subsidiá-la com as informações minimamente necessárias para removê-la do perigoso território do “palpitismo”, intuição e improvisação, e que estão ao alcance de qualquer campanha e de qualquer orçamento.

Fonte: Política para Políticos

STF conclui cálculo das penas dos 25 condenados no mensalão

Juntas, as multas a todos os condenados somam R$ 22,373 milhões.
Na próxima semana, Supremo discutirá se determina perda de mandatos.

Após 49 sessões de julgamento, o Supremo Tribunal Federal (STF) concluiu nesta quarta-feira (28) o cálculo das penas dos 25 condenados no processo do mensalão. Para o tribunal, ficou comprovada a existência do esquema de compra de apoio político no Congresso a fim de favorecer o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Juntas, as multas a todos os condenados somaram R$ 22,373 milhões, em valores referentes a 2003 e 2004 que ainda serão corrigidos pela inflação no período. Se pudessem ser somadas, as penas aos réus chegariam a cerca de 280 anos de prisão.

Na próxima sessão, marcada para quarta (4), a corte deve discutir as questões pendentes do julgamento, como a perda dos mandatos para os três deputados federais condenados – João Paulo Cunha, Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT) –, o ajuste das penas e multas, e o pedido de prisão imediata feito pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

Penas
Nesta quarta (28), os ministros definiram a pena do delator do mensalão, Roberto Jefferson, do ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha, e do ex-primeiro-secretário do PTB Emerson Palmieri.

Jefferson foi beneficiado com redução de pena por ter colaborado com as investigações e não terá que cumprir a punição em regime fechado. A pena total do ex-deputado ficou em 7 anos e 14 dias, além de multa de R$ 720,8 mil, em valores que ainda serão corrigidos pela inflação desde 2003. Jefferson deve cumprir pena em regime semiaberto, no qual o réu pode deixar o presídio para trabalhar.

O deputado federal João Paulo Cunha foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão e, portanto, deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado – as penas de prisão superiores a oito anos são cumpridas nessa modalidade. A multa aplicada ao réu é de R$ 370 mil.

Dos três réus que tiveram a pena calculada nesta tarde, Emerson Palmieri foi quem recebeu a punição menos severa: quatro anos de reclusão, mais multa de R$ 247 mil. A pena de prisão foi substituída pela restritiva de direitos.

Pela decisão de Joaquim Barbosa, Palmieri terá que pagar 150 salários mínimos (no montate vigente à época do crime, de R$ 260), o equivalente a R$ 39 mil, em favor de entidade pública ou privada sem fins lucrativos. Também será proibido de exercer cargo, função ou atividade pública, bem como mandato eletivo pela mesma duração da pena privativa de liberdade substituída, ou seja, 4 anos.

Discussão
O fato de o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal Carlos Ayres Britto ter se aposentado sem deixar a pena fixada para o deputado federal João Paulo Cunha (PT-SP) no crime de lavagem de dinheiro causou impasse no plenário da corte nesta quarta.

Britto se aposentou em 17 de novembro sem deixar as penas fixadas para 15 réus, embora tenha votado sobre se deveriam ser condenados ou absolvidos.

No entanto, a ausência da pena fixada só fez diferença no caso da lavagem de João Paulo Cunha, que foi condenado no começo do julgamento por 6 votos a 5 votos, quando o também ex-ministro Cezar Peluso, que se aposentou no fim de agosto, também estava presente.

Para o ministro Marco Aurélio, caso o voto de Ayres Britto sem a dosimetria (tamanho da pena) não fosse considerado, haveria um empate de cinco a cinco que favoreceria Cunha. Nesse caso, ele poderia ser absolvido no crime de lavagem.

Houve discussão entre os ministros e a questão foi colocada em votação. A maioria decidiu que a pena poderia, sim, ser fixada por cinco ministros.

PENAS FIXADAS PELO STF PARA RÉUS CONDENADOS NO PROCESSO DO MENSALÃO *
Réu Quem é Pena de prisão Multa
Marcos Valério “Operador” do mensalão 40 anos, 2 meses e 10 dias R$ 2,72 milhões
Ramon Hollerbach Ex-sócio de Valério 29 anos, 7 meses e 20 dias R$ 2,533 milhões
Cristiano Paz Ex-sócio de Valério 25 anos, 11 meses e 20 dias R$ 2,533 milhões
Simone Vasconcelos Ex-funcionária de Valério 12 anos, 7 meses e 20 dias R$ 374,4 mil
Rogério Tolentino Ex-advogado de Marcos Valério 8 anos e 11 meses R$ 312 mil
José Dirceu Ex-ministro da Casa Civil 10 anos e 10 meses R$ 676 mil
José Genoino Ex-presidente do PT 6 anos e 11 meses R$ 468 mil
Delúbio Soares Ex-tesoureiro do PT 8 anos e 11 meses R$ 325 mil
Kátia Rabello Ex-presidente do Banco Rural 16 anos e 8 meses R$ 1,5 milhão
José Roberto Salgado Ex-vice-presidente do Banco Rural 16 anos e 8 meses R$ 1 milhão
Vinícius Samarane Ex-vice-presidente do Banco Rural 8 anos e 9 meses R$ 598 mil
Breno Fischberg Sócio da corretora Bônus Banval 5 anos e 10 meses R$ 572 mil

 

Enivaldo Quadrado Sócio da corretora Bônus Banval 5 anos e 9 meses R$ 28,6 mil
João Cláudio Genu Ex-assessor parlamentar do PP 7 anos e 3 meses R$ 520 mil
Jacinto Lamas Ex-tesoureiro do extinto PL (atual PR) 5 anos R$ 260 mil
Henrique Pizzolato Ex-diretor do Banco do Brasil 12 anos e 7 meses R$ 1,316 milhão
José Borba
Ex-deputado federal do PMDB Pena restritiva de direitos (proibição de exercer cargo público bem como mandato eletivo pela mesma duração da pena privativa de liberdade substituída, ou seja, 2 anos e 6 meses) e 300 salários mínimos, no montate vigente à época do crime, de R$ 240, no valor de R$ 72 mil, em favor de entidade pública ou privada sem fins lucrativos. R$ 360 mil
Bispo Rodrigues Ex-deputado federal do extindo PL 6 anos e 3 meses R$ 696 mil
Romeu Queiroz
Ex-deputado federal do PTB 6 anos e 6 meses R$ 828 mil
Valdemar Costa Neto
Deputado federal do PR (ex-PL) 7 anos e 10 meses R$ 1,08 milhão
Pedro Henry Deputado federal pelo PP 7 anos e 2 meses R$ 932 mil
Pedro Corrêa
Ex-deputado pelo PP 9 anos e 5 meses R$ 1,132 milhão
Roberto Jefferson
Ex-deputado pelo PTB 7 anos e 14 dias R$ 720,8 mil
Emerson Palmieri
Ex-secretário do PTB Pena restritiva de direitos (proibição de exercer cargo público bem como mandato eletivo pela mesma duração da pena privativa de liberdade substituída, ou seja, 4 anos) e 150 salários mínimos, no montate vigente à época do crime, de R$ 260, no valor de R$ 39 mil, em favor de entidade pública ou privada sem fins lucrativos. R$ R$ 247 mil
João Paulo Cunha
Deputado pelo PT 9 anos e 4 meses R$ 370 mil
* As penas e multas ainda podem sofrer ajustes, para mais ou para menos, até o final do julgamento.

Veja abaixo a relação de todos os condenados e absolvidos e as acusações a cada um:

RÉUS CONDENADOS
– Bispo Rodrigues (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– Breno Fishberg (lavagem de dinheiro)
– Cristiano Paz (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha)
– Delúbio Soares (corrupção ativa e formação de quadrilha)
– Emerson Palmieri (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– Enivaldo Quadrado (formação de quadrilha e lavagem de dinheiro)
– Henrique Pizzolatto (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
– Jacinto Lamas (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– João Cláudio Genu (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– João Paulo Cunha (corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro)
– José Borba (corrupção passiva)
– José Dirceu (corrupção ativa e formação de quadrilha)
– José Genoino (corrupção ativa e formação de quadrilha)
– José Roberto Salgado (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
– Kátia Rabello (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de quadrilha)
– Marcos Valério (Corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
– Pedro Corrêa (formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– Pedro Henry (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– Ramon Hollerbach (corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
– Roberto Jefferson (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– Rogério Tolentino (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, formação de quadrilha)
– Romeu Queiroz (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– Simone Vasconcelos (lavagem de dinheiro, corrupção ativa, evasão de divisas, formação de quadrilha)
– Valdemar Costa Neto (lavagem de dinheiro e corrupção passiva)
– Vinícius Samarane (gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro)

ABSOLVIÇÕES PARCIAIS (réus que foram condenados em outros crimes)
– Breno Fischberg (formação de quadrilha)
– Cristiano Paz (evasão de divisas)
– Jacinto Lamas (formação de quadrilha)
– João Paulo Cunha (peculato)
– José Borba (lavagem de dinheiro)
– Pedro Henry (formação de quadrilha)
– Valdemar Costa Neto (formação de quadrilha)
– Vinícius Samarane (formação de quadrilha e evasão de divisas)

RÉUS ABSOLVIDOS
– Anderson Adauto (corrupção ativa e lavagem de dinheiro)
– Anita Leocádia (lavagem de dinheiro)
– Antônio Lamas (lavagem de dinheiro e formação de quadrilha)
– Ayanna Tenório (gestão fraudulenta, lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
– Duda Mendonça (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)
– Geiza Dias (lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha)
– João Magno (lavagem de dinheiro)
– José Luiz Alves (lavagem de dinheiro)
– Luiz Gushiken (peculato)
– Paulo Rocha (lavagem de dinheiro)
– Professor Luizinho (lavagem de dinheiro)
– Zilmar Fernandes (lavagem de dinheiro e evasão de divisas)

Fonte: G1

Direto do Facebook – Julio Menegotto

Não entrei na vida pública para ver e me calar, a sociedade merece respeito e tenho certeza que venho fazendo a minha parte, saio de mais esta luta fortalecido sabendo que fiz o que julgo correto, contratar 50 comissionados na Ceasa é matar o sonho de 38.000 pessoas que fizeram o concurso público e aguardam uma oportunidade, não permitirei que está importante empresa volte a ser um cabide de emprego, muito me estranha essa atitude quando o planejamento estratégico (processo 071.000.0077/2011)recomenda a redução para 12 cargos de livre provimento já incluindo toda a diretoria. A Emater-DF que também é uma vinculada da Secretaria de Agricultura, com 319 funcionário tem 20 cargos de livre provimento,então qual é a matemática onde a Ceasa com 75 colaboradores quer ter 50?Vamos trator o público como deve ser tratado.

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