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Câmara quer acelerar fim do 14º e 15º salários

Henrique-Eduardo-AlvesPresidente da Câmara manda líderes consultarem as bancadas antes de levar texto ao plenário.

Parado há sete meses na Comissão de Finanças e Tributação (CFT) da Câmara, o projeto que acaba com o 14º e o 15º salários dos parlamentares pode entrar na pauta de votação nas próximas semanas. Líderes partidários vão começar a consultar suas bancadas sobre a viabilidade de acabar com o benefício pago a deputados e senadores no início e no fim de cada ano, que resulta em um gasto anual no Congresso de R$ 31,7 milhões. A ideia é acelerar a tramitação da proposta, aprovando-a até mesmo em reunião com apenas os sete deputados da Mesa Diretora.

Fonte: Congresso em Foco

Marina vai influenciar eleição no DF

marina-silvaA Rede Sustentável, liderada pela ex-senadora Marina Silva, terá dificuldades para atrair formalmente políticos com mandatos ou nomes expressivos que desejem concorrer a cargos majoritários em 2014 no Distrito Federal. Repetindo: formalmente.

Marina, no entanto, tem tudo para influenciar as eleições do Distrito Federal, apoiando um candidato, mesmo que este concorra por outro partido.

A ex-ministra do Meio Ambiente foi um fenômeno de votos na capital do país. Conquistou 42% do eleitorado e tem um discurso apto a agradar o eleitorado: ética, passado limpo, defesa do meio ambiente e uma nova forma de fazer política.

Alguns políticos mantêm interlocução com a ex-ministra do Meio Ambiente, principalmente o deputado José Antônio Reguffe (PDT), outro campeão de votos no DF, e o distrital Joe Valle (PSB).

Pelo menos por ora eles não deverão deixar os partidos que integram.Mesmo assim, poderão subir no palanque da a ex-ministra que quer ser candidata novamente à Presidência da República.

Marina Silva pode desagradar o pragmatismo político pela falta de estrutura (tempo de televisão e recursos do Fundo Partidário), mas já mostrou que no DF é uma grife.

Fonte: Blog da Ana Maria Campos

Cristovam critica partido de Marina

cristovam buarqueNo Twitter, o senador Cristovam Buarque (PDT) criticou a iniciativa da ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva de fundar um novo partido, o Rede Sustentável.

Veja o que o pedetista disse:

“Eu esperava Marina liderando um Movimento, acima dos partidos tradicionais, não criando mais um”

“Às vezes perde-se na política para ganhar na história. Marina corre risco de perder na história para ganhar na política”.

Fonte: Blog da Ana Maria Campos

No Brasil, 28% acham que política é coisa de homem

politicosAinda assim, no ranking das Américas, país é o 2º menos machista na política. Maioria dos brasileiros também aprova gays, negros e deficientes nas eleições. Universidade dos EUA pesquisou 26 países americanos.

Para 28% dos brasileiros, política é coisa de homem. Esse é o percentual dos que concordaram, em uma pesquisa internacional, com a afirmação de que os homens são melhores líderes políticos do que as mulheres.

Ainda assim, o Brasil é mais favorável à participação das mulheres na política do que a maioria de seus vizinhos.

Recém divulgado pela Universidade de Vanderbilt, nos EUA, o estudo “Barômetro das Américas” mostra que o Brasil é, na região, o 2º país que menos concorda com a superioridade dos homens na política.

De acordo com a pesquisa, o Uruguai é o país que menos concorda com a afirmação (26,6% dos entrevistados concordaram), mas quase empatado numericamente com o Brasil (28%), que vem em seguida. Depois aparecem os EUA (30,1%). Na outra ponta, os países que mais concordam com a afirmação de que os homens são melhores líderes do que as mulheres são Guiana (53,3%), República Dominicana (47,9%) e Haiti (42,1%).

No quadro geral da pesquisa, 48,6% dos entrevistados em 26 países discordam da ideia de que os homens são os melhores líderes. Outros 25,7% discordam fortemente dessa ideia. Os que concordam são 18,6%. E os que concordam fortemente, 7,1%.

Mulheres e corrupção
No Brasil, segundo o estudo, as mulheres também são menos associadas à corrupção na política do que os homens. Para 68,1% dos entrevistados brasileiros, o homem é mais corrupto do que a mulher na política.

Minorias
O Brasil também aparece na pesquisa entre os países mais favoráveis à participação de negros, gays e deficientes na política. A afirmação de que pessoas de pele escura não se saem bem como líderes políticos teve a 3ª menor aprovação entre brasileiros (19,3%). No Uruguai 15,4% concordaram; e em Trinidade e Tobago, 17%.

Sobre o direito de gays disputarem cargos públicos, o Brasil foi o 4º país que mais aprovou a ideia (64,4% de aprovação). Ficou atrás de Canadá (77,8% de aprovação), Uruguai (77,6%) e EUA (73,9%).

O país também foi o 4º que mais aprovou a participação de deficientes nas eleições (83,1% de aprovação). Os mais favoráveis à ideia são EUA e Uruguai (88,8% de concordância em cada um) e Canadá (87%).

Metodologia
A pesquisa “Barômetro das Américas”, do Projeto de Opinião Pública Latino-Americana da Universidade de Vanderbilt, ouviu 41.632 pessoas de 26 países americanos, incluindo Américas do Norte, do Sul e Central. No Brasil foram entrevistadas 1.500 pessoas de 1º.mar.2012 a 18.abr.2012. A margem de erro para os dados referentes ao Brasil é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos (a mesma da maioria dos países pesquisados). A íntegra da pesquisa pode ser acessada aqui.

Fonte: Blog do Fernando Rodrigues

PaulOOctavio distribue kits escolares a operários

PAULO-OCTAVIOAs Organizações PaulOOctavio entregam hoje (19) os primeiros kits escolares para filhos de funcionários. A entrega será feita no canteiro de obras localizado no lote D da quadra 702 do Setor de Rádio e TV Norte. Os conjuntos são compostos por materiais de largo consumo, como cadernos, canetas, lápis e borracha, entre outros. Neste ano, a distribuição vai atingir também os filhos matriculados no Ensino Médio. Desde 1990, a empresa é pioneira no ensino a operários nos canteiros de obras, já tendo alfabetizado 2 mil deles, e estende esta atuação para as famílias de seus empregados.

Depois da alfabetização, os índices de produtividade e qualidade de vida dos empregados aumentaram. “Houve redução dos acidentes por que os empregados passaram a ler avisos simples, como os que indicavam locais de perigo, conta Paulo Octavio. Em termos de segurança no trabalho, os resultados foram significativos. Em 2011, as Organizações PaulOOctavio alcançaram um recorde brasileiro, ao atingirem 120 milhões de horas-homens trabalhadas (HHTs) sem acidentes graves (mortes ou fraturas). O grupo, que emprega cerca de 4 mil trabalhadores, não registra este tipo de ocorrências desde 1995.

Fonte: Blog do Callado

Corregedor

Cabo-Patricio_fotoElzaFiuza-300x199Ex-presidente da Câmara Legislativa, o deputado Patrício disse aos colegas de bancada, imagina só, que gostaria de ser o novo corregedor, aquele que abre processos contra colegas. Deu pânico. Os demais petistas chegaram a pedir a ele que, pelo amor de Deus, que abrisse mão do projeto. Os mais veementes foram Wasny de Roure e Chico Vigilante.

Mesmo sem Patrício, a intenção da Mesa é levar para a Corregedoria um integrante da bancada policial.

Fonte: Do alto da torre

Emendas conjuntas

jaqueline-rorizEstava quase terminando a reunião da bancada do Distrito Federal no Congresso quando a deputada Jaqueline Roriz decidiu apresentar uma proposta. Sugeriu que todos os seus integrantes, deputados e senadores, façam emendas conjuntas tanto para projetos de lei quanto para medidas provisórias, além, claro, do Orçamento. Argumentou que assim conseguiriam maior força para bancar as reivindicações. Foi aplaudida pelos colegas, o que raramente acontece.

Jaqueline se entusiasmou. Engrenou uma segunda e partiu para um ataque ao Buriti que, segundo ela, “só pensa na Copa” e esquece um setor vital para a população, que é a segurança pública. “Nos primeiros 54 dias do ano”, registrou, “ocorreram cerca de 150 homicídios, quase três por dia, um absurdo”. Aí, nada de aplauso. Fez-se silêncio geral. A maioria da bancada é da base do governador Agnelo.

Fonte: Do alto da torre

Apelo a ministro pelo PDT

agnelo_queiroz_19O governador Agnelo Queiroz recorreu ao ministro do Trabalho, Brizola Neto (foto), para que promova uma reconciliação do PDT com o Palácio do Buriti. Em conversas paralelas, falou-se na possibilidade de que o partido indicasse nomes para duas secretarias, uma delas a de Educação. Pelo que contou a correligionários, Brizola Neto respondeu que não seria o melhor intermediário. Nem o senador Cristovam Buarque, nem o deputado José Antônio Reguffe e muito menos o presidente regional George Michel fazem parte de sua corrente política interna.

Paciente interlocutor dos dirigentes partidários brasilienses, o secretário do Conselho de Governo, Roberto Wagner, também conversou com George Michel. Acenou com a possibilidade de um almoço de Cristovam Buarque com o governador Agnelo Queiroz. George procurou Cristovam. O senador recusou.

Cristovam diz que não vê qualquer interesse em um encontro como esse. “O governador dirá tudo o que quiser, mas nada acontecerá”, afirma. O senador diz que sua proposta — e aquilo que realmente o interessa — seria promover uma verdadeira transformação educacional. “Mas não há mais tempo para isso”, lamenta: “teremos só mais um ano de governo pela frente”.

Aliados de Cristovam acham que existe no Buriti um sentimento de incômodo diante de uma eventual candidatura do senador ao Governo do Distrito Federal. Cristovam tem, efetivamente, mantido contatos com empresários, dirigentes partidários e sindicalistas. Sua ideia permanece a de costurar o que chama de “grande concerto”, um acordo em que categorias profissionais, líderes partidários e agentes públicos concordariam com uma agenda de governo. “Se conseguirmos isso, estou até disposto a discutir a presença na sucessão, se não, fico fora”, diz Cristovam.

Fonte: Do alto da torre

Traçando um perfil realista do eleitor médio III: atalhos cognitivos

voteInformação interpessoal e ideologia ajudam o eleitor a preencher lacunas do seu conhecimento sobre a política e o governo.

Não obstante os vários tipos de informação obtidos na vida diária, na mídia e nas eleições, perduram ainda, na mente do eleitor médio, importantes lacunas, relativamente ao seu conhecimento sobre a política e o governo. Para cobrir estas lacunas, ele recorre a atalhos cognitivos, isto é, processos mentais que permitem – sem ter que dedicar muito tempo ao acompanhamento da política – chegar a conclusões sobre como avaliar as informações, escolher entre projetos e programas e julgar candidatos.

O eleitor médio não tem todos os conhecimentos sobre a política

O atalho cognitivo é o procedimento adotado por quem não possui um interesse auto-sustentado em política, para se informar e fazer escolhas, naquelas matérias constituídas por dados e informações difíceis de obter e mais difíceis ainda de analisar e processar.

A informação interpessoal como atalho cognitivo

Grande parte dos eleitores, quando se sentem inseguros para avaliar a validade e importância de certas informações políticas, recorrem a pessoas de sua confiança para confirmá-las, e validá-las. Esta é sem dúvida, uma estratégia para economizar tempo e trabalho e resolver as incertezas. Este enfoque dado por Popkin é uma adaptação moderna da clássica teoria do Two step flow of communication, desenvolvido por Lazarsfeld e Katz, da escola da Universidade de Columbia, na década de 40.

“O fluxo de informação em dois degraus (two step flow of communication) significa que muitas pessoas recebem a sua informação de maneira indireta e que muitos deles, validam e incorporam o que leram ou ouviram, somente depois de haver trabalhado este material com outras pessoas” (Katz e Lazarsfeld – Personal Influence)

Segundo Popkin então:

“a campanha e a mídia somente enviam a mensagem inicial. Até que elas tenham sido checadas e validadas com outras pessoas, seus efeitos não se fazem sentir” (Popkin, op. Cit. Pg. 46)

A maioria das pessoas acompanha por alto o que está acontecendo – a economia vai bem ou vai mal; estamos em guerra ou não; o governo está indo bem ou mal etc – deixando para aqueles que fazem um “acompanhamento de perto” assim como aos especialistas, a tarefa de soar o sinal de alarma quando a situação é grave e perigosa. Feito o alerta, o cidadão comum sente-se motivado e é acionado para tomar conhecimento do que está acontecendo.

O papel que, historicamente, o líder de opinião (a pessoa em quem o eleitor confia) exercia no “fluxo de informação em dois degraus”, é hoje, cada vez mais ocupado pela TV e por seus comentaristas. Nela aparecem comentaristas e entrevistados que representam, pelo menos, as principais tendências políticas e que fornecem ao cidadão um “cardápio” variado de opções para a interpretação dos fatos, que substitui, em grande medida, aquela pessoa a quem o eleitor recorria pessoalmente para checar e validar notícias e informações.

Como diz Popkin:

“Exatamente como os alarmas de incêndio poupam ao cidadão do esforço e trabalho de observar se há fogo, os atalhos cognitivos poupam os eleitores de, constantemente, procurar por fatos políticos relevantes”.
A ideologia como atalho cognitivo

Para outros eleitores, a ideologia – como um construto teórico, formado por valores, princípios, pressupostos e métodos próprios – a respeito do significado, função e finalidade da política, funciona como atalho cognitivo.

Não é preciso que o indivíduo domine intelectualmente a ideologia em toda a sua complexidade. Basta que adquira uma identificação com ela, por meio de seus símbolos, idéias básicas, e, sobretudo por sua adesão à partição do mundo político entre companheiros e inimigos irreconciliáveis.

O papel do líder de opinião é hoje, cada vez mais, ocupado pela TV e seus comentaristas
Assim, a ideologia pode se expressar de forma bastante vaga como: conservadores e liberais nos EUA; socializante e privatista; esquerda e direita; reacionário e progressista; centralizador e descentralizador, entre outras polaridades. Esta é uma definição operacional de ideologia, para efeitos práticos de uma campanha eleitoral. Não é a definição cuidadosa e sofisticada do termo, praticada nos meios acadêmicos.

O que importa, na situação de uma campanha eleitoral, é que estas diferenciações, ainda que vagas e largamente inconsistentes, são suprapartidárias, possuem um núcleo dogmático bem definido, diferenciam de maneira radical companheiros, aliados e inimigos, e têm a capacidade de organizar os sentimentos. Assim, o indivíduo que “tem” uma ideologia, possui um claro posicionamento na campanha, desde antes ela começar, e independentemente do que nela venha a ocorrer. Pode não saber ainda em quem vai votar. Mas sabe, com absoluta certeza, em quem não vai votar.

A ideologia pode se identificar com um partido, mas não está necessariamente atrelada a um partido. Quem é de esquerda, vai votar num candidato de esquerda. A questão do partido torna-se, nestes casos, secundária. Nos EUA, por exemplo, um liberal do partido republicano pode votar votar num candidato democrata liberal para a Presidência, e não num candidato conservador do seu partido.

Em outras palavras, lá, a clivagem liberal-conservador é mais ampla e abrangente do que a partidária. O mesmo sucede em outros sistemas políticos, com as demais clivagens antes referidas. A ideologia funciona então, para estas pessoas, como um atalho cognitivo. O fato de que sua opção de voto já estar decidida por antecipação dispensa este eleitor de gastar tempo, fazendo o acompanhamento da campanha, e buscando informações políticas.

Já o eleitor verdadeiramente ideológico tende a possuir um grau mais elevado de interesse pela política do que possui o eleitor vagamente ideológico. Para ele, a decisão de voto é determinada por uma opção ideológica clara, explicitamente desenvolvida. Como regra, este tipo de eleitor é uma minoria dentro do eleitorado, sendo composto predominantemente por pessoas de nível educacional médio e principalmente alto.

Para o vagamente ideológico o atalho funciona mais no sentido de torná-lo imune à propaganda, e aos argumentos dos seus adversários. As informações que chegam a ele,são validadas ou não pelas personagens que compartilham a sua visão da política, e que ele respeita e admira.

Para os eleitores vagamente ideológicos a ideologia não é, portanto, uma marca de sofisticação intelectual e de nível mais elevado de consciência, mas, ao contrário, ela representa uma simplificação da visão da política, funcionando como um default value, ou, na linguagem contemporânea da informática, uma customização do processo operacional de decisão eleitoral.

Fonte: Política para Políticos

Imagem Pública

imagem publicaA construção de uma imagem, feita com disciplina e profissionalismo, leva um bom tempo.

A imagem não é, como muitos pensam, fruto só de publicidade. Ela é uma verdade, um sonho. A única coisa que ela não pode ser é uma mentira.

Uma imagem também é definida por coisas que não é.

Discrição e quase nenhuma publicidade podem também construir uma imagem. Tem políticos que aparentam não ter um planejamento de marketing definido e demonstram total discrição. Construindo uma cultura de aversão ao marketing é repetindo com exaustão, fazendo com que todos a conheçam.

Ninguém sobrevive ou constrói uma imagem positiva se não tiver uma diferença clara, consciente e doutrinada a trabalhar para não esquecer nem deixar o eleitor esquecer aquela diferença.

Exemplos de imagem pública:

Marina Silva, meio ambiente.
Alberto Fraga, segurança pública.
Reguffe, combate a corrupção e defesa da moral e da ética.
Fernando Francischini, combate as drogas e a corrupção.

Sandro Gianelli

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