Início Site Página 5418

PSB deixa base aliada do governo Agnelo

Por ampla maioria (241 votos favoráveis, 43 contrários e uma abstenção), o PSB-DF decidiu que não participará mais do Governo do Distrito Federal.  O PSB ocupa no GDF a direção da Secretaria de Estado de Turismo (Setur), da Secretaria de Agricultura e Desenvolvimento Rural (Seagri-DF), da Administração Regional do Lago Norte, da Central de Abastecimento do Distrito Federal (Ceasa-DF), e da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF).

Em nota pública, divulgada neste sábado (8), durante plenária regional, o partido afirma que adotará uma posição política de independência em relação à administração distrital. No documento, a Executiva alega algumas razões para deixar a base do governo: ausência de diálogo do governo com o PSB; incapacidade do GDF de solucionar problemas graves, especialmente nas áreas de saúde, segurança, educação, transporte, meio ambiente e ciência e tecnologia; e o afastamento do governador Agnelo dos compromissos de campanha e dos aliados históricos.

De acordo com a nota, o PSB deixa o GDF não por causa de um fato isolado, mas pelo conjunto da obra. “Todas as nossas tentativas de reverter o quadro negativo de ineficiência e má gestão, assim como de aplicar políticas coerentes com nossos objetivos programáticos, foram frustradas. Não vemos, neste governo, os valores, os métodos e as políticas que defendemos para o DF”.

Segundo o presidente do partido, Marcos Dantas, a situação estava insustentável e a decisão de deixar a base do governo foi tomada depois de uma grande reflexão com todos os militantes. “O governador não vem cumprindo os seus compromissos de campanha e em nenhum momento convidou o PSB para participar do núcleo político de decisões do GDF. É chegada a hora de construir o nosso futuro”.

Na plenária, o senador Rodrigo Rollemberg elogiou o trabalho dos socialistas no governo, mas acredita que o PSB deve, no momento, construir com outros partidos e com a sociedade uma alternativa nova para o DF. “Ao sair do governo, teremos independência para com muita tranquilidade e firmeza, e colocando os interesses da população em primeiro lugar, apontar os defeitos do governo e construir um novo projeto para o DF”.

O deputado distrital Joe Valle salientou que já havia percebido a vontade dos militantes socialistas de sair do governo. “Essa decisão foi tomada por ampla maioria e eu vou ratificá-la. Continuarei trabalhando, na Câmara Legislativa, para ter um partido preparado para governar o Distrito Federal”, ponderou.

Leia a íntegra da nota:

JUNTOS PELO DF

O Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal – PSB-DF decidiu hoje, em sua Plenária Regional, que não mais participará do Governo do Distrito Federal. Assumimos assim posição de total independência em relação à administração distrital. A decisão foi tomada após a realização de 15 plenárias zonais do partido, nas quais o afastamento foi intensamente debatido por proposta da comissão executiva regional.

O PSB participou, com PT, PMDB e PDT, da chapa majoritária, denominada “Novo Caminho”, que em 2010 elegeu Agnelo Queiroz para governar o Distrito Federal. Nosso propósito comum era superar um período extremamente negativo para o DF e construir o tão esperado novo caminho, que representasse novos métodos administrativos e políticos e a execução competente de políticas públicas que efetivamente beneficiassem a população brasiliense.

No entanto, ao longo do mandato, o governador foi paulatinamente se afastando dos compromissos de campanha e dos aliados históricos, estabelecendo acordos condenáveis com forças que representam o velho estilo de fazer política e de administrar o DF. O novo caminho vem mostrando a retomada de velhos caminhos, que a população brasiliense rejeitou categoricamente nas eleições de 2010. Em busca de uma ampla e heterogênea maioria na Câmara Legislativa, o governador aliou-se indiscriminadamente a partidos e a políticos que, ao longo dos últimos 25 anos, têm mostrado só ter compromisso com o patrimonialismo e com práticas atrasadas que levam à ineficiência administrativa do Estado e a ações condenáveis na gestão pública.

O PSB tinha a expectativa de que participaria efetivamente das decisões de governo, mas viu seus quadros serem marginalizados do poder, assim como ocorreu com o PDT, em favor dos que consideramos adversários políticos de nosso programa. O que se percebe no governo é a concentração do poder nas mãos de poucas pessoas, a falta de diálogo com os movimentos sociais e com a sociedade civil, a ausência de transparência e a incapacidade administrativa para solucionar problemas graves, especialmente nas áreas de saúde, segurança, educação, transporte, meio ambiente e ciência e tecnologia.

O PSB-DF reconhece o esforço e o desempenho de seus quadros à frente das Secretarias de Turismo e de Agricultura e da Administração do Lago Norte, mas entende que não há mais condições políticas para permanecer no governo. Todas as nossas tentativas de reverter o quadro negativo de ineficiência e má gestão, assim como de aplicar políticas coerentes com nossos objetivos programáticos, foram frustradas. O PSB deixa o GDF não por causa de um fato isolado, mas pelo conjunto da obra. Não vemos, neste governo, os valores, os métodos e as políticas que defendemos para o DF.

O PSB se propõe, junto com a população e com os partidos de esquerda, a discutir amplamente e formular alternativas que resgatem nossas propostas comuns para o Distrito Federal e assegurem melhores condições de vida à população do DF.

Partido Socialista Brasileiro do Distrito Federal

É a geografia, estúpido

Mesmo dentro de uma metrópole, vivemos em aldeias. As comunidades, quarteirões, bairros comem, vestem, constroem e também votam parecido. Pressão dos pares, convivência, desejo de ser aceito, de pertencer, de ser igual. Sejam quais forem as razões subjacentes, elas têm um poder maior do que qualquer outra estrutura social no resultado da eleição.

É duas vezes mais fácil um paulistano votar igual a seu vizinho do que a outro paulistano que tenha renda ou escolaridade equivalente à sua mas more num bairro muito diferente do dele. Em São Paulo, a geografia prevê com o dobro de precisão o comportamento do eleitor do que a economia. Não é força de expressão. É um fato estatístico, medido pelo Ibope.

Essa constatação ajuda a enterrar mitos sobre como se forma a opinião pública. Ela não obedece a lei da gravidade, as tendências não viajam de cima para baixo. Não são os mais escolarizados que “ensinam” os sem-diploma a votar, nem os mais ricos influenciam o voto dos mais pobres. Os movimentos são laterais, se espalham e se espelham entre semelhantes.

Por isso, as redes sociais de carne e osso são politicamente mais influentes do que os meios de comunicação desde há muito tempo. O que Orkut, Twitter e Facebook fizeram foi explodir as fronteiras físicas e potencializar, virtualmente, um fenômeno real.

Usando uma bateria de testes estatísticos chamados “qui-quadrado”, o Ibope mediu o grau de associação entre variáveis usadas para analisar o voto – como escolaridade, renda, idade e religião. Segundo a CEO do Ibope Inteligência, Marcia Cavallari, nenhuma variável antecipou tão bem o comportamento do eleitor quanto as áreas homogêneas delineadas pelo Estadão Dados em parceria com o próprio Ibope.

Mais importante, o teste estatístico rodado no banco de dados das pesquisas de intenção de voto se confirmou nas urnas.

Desde 2008 exatamente as mesmas zonas eleitorais paulistanas têm votado majoritariamente em candidatos petistas a prefeito, governador e presidente no primeiro turno. Outro tanto de zonas votou em peso no candidato que melhor encarnou a antítese do petista em cada pleito. Dois polos que se repelem eleitoralmente, mas se completam economicamente.

No segundo turno, ganha quem invade o território alheio. José Serra (PSDB) invadiu a área homogênea petista em 2004 e derrotou Marta Suplicy (PT). Desta vez, Fernando Haddad (PT) deu o troco. O sentido da invasão depende da conjuntura de cada eleição: se o eleitor está satisfeito e quer continuidade do governante ou se, ao contrário, desaprova o prefeito da vez e quer mudança, por exemplo.

As oscilações conjunturais fazem o resultado da eleição pender de um partido para o outro. Mas elas não derrubam as estruturas do voto nem embaralharam as zonas eleitorais aleatoriamente.

A princípio, atribuiu-se a homogeneidade geográfica do voto a eleitores que compartilhavam a mesma renda e escolaridade. O que o estudo demostra é que a proximidade comunitária é mais importante do que semelhanças socioeconômicas. O eleitor que fez faculdade votará diferente se morar no Morumbi ou em Guaianases.

A aldeia a que pertence explica melhor por que um eleitor vota contra certo partido do que o quanto ele tem no bolso. Ele vai se guiar mais pelas conversas com familiares e amigos do que por quantos diplomas pendurou na parede.

Outro resultado do estudo do Ibope foi a comprovação de que, de todas as variáveis analisadas, a única que não está associada à decisão do voto é a religião. Numa eleição majoritária, tanto faz se o eleitor é católico, evangélico ou agnóstico. A opção religiosa não define a escolha do prefeito ou presidente. Políticos que bajulam padres e pastores perdem tempo e dinheiro, entre outras coisas.

O voto geográfico não é exclusividade paulistana. Aparece de Manaus a Salvador, diz Marcia Cavallari. Tampouco é uma jabuticaba, um brasileirismo. Nos EUA, é até mais fácil de ver por conta do bipartidarismo. Os Estados e condados têm duas cores possíveis: são vermelhos quando votam no partido Republicano ou azuis quando sufragam o Partido Democrata. Mudar de cor é como virar-casaca no futebol, compara Marcia.

Do universo vê-se uma procissão de aldeias, azuis e vermelhas. Algumas estão juntas e formam cidades, mas ainda assim são aldeias. Preservam sua unidade homogênea em meio à diversidade urbana. Muitas outras mais estão esparsas entre suas iguais. Formam um miolo avermelhado envolto por aldeias de outra cor. O mapa eleitoral dos EUA é uma melancia de casca azul.

Por: José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

Fonte: Estadão

Redes sociais subestimadas nas eleições

Milhares de paulistanos viraram a madrugada debatendo o mensalão no Facebook. O ministro Joaquim Barbosa era um dos mais citados.

Por que o mensalão não mudou o voto dos eleitores do PT ou dos indecisos em praças importantes, como São Paulo? Por que o assunto, tão explorado na mídia, às vésperas da eleição, com fotos em destaque dos réus condenados nas primeiras páginas dos jornais, não foi decisivo para dar vitória ao candidato do PSDB, José Serra? Mil teorias vão justificar o resultado favorável ao prefeito eleito, Fernando Haddad. Mas uma, com certeza, ajuda a explicar o fato. Milhares de paulistanos viraram madrugadas debatendo o mensalão na internet, elogiando o papel do ministro-relator do caso no STF, Joaquim Barbosa, e entrando em fóruns de discussões armados espontaneamente, para avaliar tudo o que estava acontecendo.

As tendências de cada juiz do STF, os esqueletos escondidos no armário do PSDB e do próprio PT, e a necessidade de admitir a prisão de dirigentes petistas foram ao júri popular virtual. Serristas e eleitores de Haddad travaram um embate feroz, que levou até os mais exaltados a romper amizades no mundo real. A mesma energia da rede foi percebida às vésperas do primeiro turno, no dia 7 de outubro, quando a unanimidade contrária a Celso Russomanno, invadiu a rede. Todos começaram a trocar notícias e dados sobre o candidato do PRB, e assim nasceu o movimento “xô, Russomanno!”, que se tornou realidade quando o então líder nas pesquisas despencou para o terceiro lugar no pleito.

A inconsistência de suas propostas foi dissecada até o último bit. E tem sido assim com qualquer pessoa pública, empresa, ou prestador de serviço. Nunca se viu uma arena tão segura, espontânea e ágil como as redes sociais, em particular o Facebook, para expressar a indignação e as opiniões sem censura, para um grande número de pessoas. Quarenta e quatro milhões de brasileiros, ou mais de 20% da população do País, navegam pela rede criada por Mark Zuckerberg. Trata-se de uma proporção maior que a do público total do Facebook no mundo – quase 1 bilhão de pessoas, ou 14% dos habitantes do planeta.

As redes já mostraram seu poder em diversos momentos. A primeira eleição de Barack Obama, em 2008, a Primavera Árabe que derrubou ditadores no Oriente Médio, no ano passado, e as greves na Europa contra os aumentos de impostos contaram com o papel decisivo das mídias sociais. E o que isso tem a dizer para as empresas e para as pessoas públicas que esperam tirar proveito das redes? O óbvio ululante, diria Nelson Rodrigues. Não haverá fatos nem argumentos contra a realidade. O poder da rede ainda é subestimado, e assim não se percebe que ali há um instrumento de pesquisa, e não apenas de persuasão por causas individuais.

A futurista Rosa Alegria, de São Paulo, explica que o século 21 e a tecnologia trouxeram a era da coerência entre o que se fala e o que se faz. Uma empresa ou um político que quiser ser ouvido não pode entender a rede como um campo a ser influenciado com banners e mensagens-padrão, pois para isso existe a televisão, que permite comerciais padronizados. Não, os usuários da rede se acostumaram a checar o que acontece no mundo diariamente, com ajuda de seus amigos e colegas, que trocam informações pelos “posts”. As redes são como uma amostra gratuita do que pensa, de verdade, seu potencial eleitor/consumidor. Simples assim. É disso que se trata a brincadeira. Basta ler o que seu público sente ou ambiciona, e haverá a esperada comunicação.

Fonte: Istoé Dinheiro

Cordialidade

O ex-governador Joaquim Roriz fez uma das primeiras aparições públicas ontem, após meses mergulhado em silêncio. Foi ao velório do arquiteto Oscar Niemeyer, no Palácio do Planalto. Embora politicamente adversário do governador Agnelo Queiroz, fonte da coluna afirma que a relação e tratamento entre os políticos foi de cordialidade e respeito. Aos jornalistas, Roriz reafirmou sua intenção de retornar à política.

Fonte: Coluna ONs e OFFs – Lívio di Araújo

Sucessão na CLDF

Em busca de novo Fábio Barcellos

Os distritais que se opõem à indicação de Wasny de Roure para a presidência da Câmara Legislativa enfrentam um problema. Até agora não identificaram o novo Fábio Barcellos, como chamam o eventual candidato dissidente ao cargo. A referência, óbvia, é ao candidato surgido à última hora para enfrentar quem fosse escolhido pelo então Joaquim Roriz, em uma manobra que envolveu desde a ex-vice-governadora petista Arlete Sampaio até o senador Paulo Octávio, do PFL que viraria DEM. Paulo Octávio chegou a se instalar na Câmara para administrar a operação. A deputada Eliana Pedrosa, que participou da manobra, hoje está nas conversas para definir o nome alternativo.

Faltam nomes

Até agora, só um nome foi colocado como contraposição ao de Wasny: o atual vice-presidente Doutor Michel. Embora querido pelos colegas, ainda não encontrou meios de somar os votos necessários. A convicção geral é de que só se viabilizaria um nome à última hora.

Excluídas, de lá e de cá

Três votos certos para o candidato alternativo seriam, em tese, os das três deputadas oposicionistas, Eliana Pedrosa, Celina Leão e Liliane Roriz. Até da composição da Mesa foram excluídas. São também as que não poderiam ser candidatas a presidente.

De dentro

Os dois maiores núcleos de articulação do nome alternativo estão bem dentro do governo Agnelo. Instalaram-se nos gabinetes dos secretários Cristiano Araújo e Alírio Neto. Sem o conhecimento dos próprios, evidentemente.

Vale lembrar 1

O voto para a Mesa Diretora será aberto. Todo mundo, no Buriti e fora dele, saberá como cada distrital votou. Quem forçou a barra para aprovar o fim do voto fechado, por ironia, foi o candidato expelido Chico Leite. Encontrou resistência generalizada entre os colegas.

Vale lembrar 2

Fábio Barcellos não se reelegeu para a legislatura seguinte. Seu mais recente cargo público foi o de administrador regional do Jardim Botânico.

Fonte: Do alto da torre

O desabafo de Fraga

No evento de inauguração do escritório do PT do B, ocorrido na noite desta quarta-feira, 5, um dos presentes foi o presidente do DEM-DF,  o polêmico Coronel Alberto Fraga.  O ex-deputado federal é um dos cotados para a sucessão do governador Agnelo Queiroz.   O coronel comentou sobre a recente pesquisa divulgada pelo instituto O&P, onde ele figura com cerca de 10% das intenções de voto para o Palácio do Buriti.

Para ele os números apresentados não condizem com a realidade das ruas. “Eu acho que a minha porcentagem tinha que ser no mínimo na casa dos 20%”, revelou o ex-deputado federal.  Ele não poupou críticas à pesquisa e disse que ela favorece só ao Senador Rodrigo Rollemberg (PSB).

Perguntado sobre o seu futuro político, Fraga afirmou que as forças de oposição precisam construir uma unidade. Fraga lembra que os partidos oposicionistas tem tudo para derrotar a atual gestão nas próximas eleições. “O povo não aguenta mais esse desgoverno”, alfinetou Fraga.

Mesmo com o discurso polido, Fraga não deixou de poupar criticas aos seus pares oposicionistas. Para ele a atual oposição é “meia-boca”.

Fonte: Rádio Corredor

Operação abafa

A bancada fiel ao Planalto conseguiu adiar, na manhã de ontem, votação de requerimento do deputado brasiliense Izalci Lucas para ouvir, na Comissão de Educação e Saúde, dirigentes do Ministério da Educação sobre suposto envolvimento de servidores da instituição no esquema que teria beneficiado, entre outras instituições, a Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro, cujo proprietário é Paulo Vieira, preso na operação Porto Seguro.

Fonte: Do alto da torre

Gangorra distrital

Pesquisa feita pelo IPO no Distrito Federal avaliou, entre outros indicadores de opinião pública, a aprovação de distritais petistas entre maio do ano passado e novembro deste ano. Baseia-se no número de entrevistados sobre quem considerava o melhor distrital. Abrangeu os quatro deputados que permaneceram no mandato por esse período (ver quadro). Constatou que Chico Leite, o mais votado da bancada, partiu de um patamar de 8% que o citavam como o melhor parlamentar para os atuais 12,5%. Chico Vigilante, chegou a oscilar de 5% para menos de 4%, mas agora está perto dos 6%. Patrício percorreu o caminho inverso. Evoluiu de 4% para 5% e hoje está pouco acima de 2%. Já Wasny de Roure, que não chegava a 2%, está agora empatado com Patrício.

Fonte: Do alto da torre

No mapa eleitoral

Está tudo pronto para o lançamento, pela Superintendência do Centro-Oeste, a Sudeco comandada pelo PSB do senador Rodrigo Rollemberg, do primeiro edital do processo licitatório do trem de passageiros que deverá circular no eixo Luziânia-Brasília. Mas o Buriti só ficou sabendo do evento pelos vizinhos. A Sudeco não expediu convites para o GDF. Só para o governador de Goiás e o prefeito de Luziânia. Teve gente no Buriti consultando o Tribunal Regional Eleitoral para conferir que unidade da Federação  elegeu Rollemberg para o Senado.

Fonte: Do Alto da Torre

Presidente do PSB de Ceilândia divulga nota do falecimento de Oscar Niemayer aos ceilandenses

Como todo e qualquer ser vivo, neste dia 05 de Dezembro, aos 104 anos, o arquiteto Oscar Niemayer finalizou uma vida repleta de traços e curvas sinuosas.

Como todo e qualquer, porém único. Foram mais de 50 grandes obras aclamadas por sua genialidade. Oscar, com seu traço genial, não só inovou a arquitetura, como planejou os prédios públicos de Brasília.

No período da ditadura militar, passou o autoexílio na França. Defensor dos ideais comunistas, um verdadeiro Marxista: “As ideias marxistas continuam perfeitas, os homens é que deveriam ser mais fraternos”.

Ceilândia, por sua vez, deveria estar com sua bandeira a meio mastro, decretar no mínimo dois dias de luto ao glorioso arquiteto.

Talvez, poucos saibam, mas uma das 50 obras do arquiteto encontra-se no nosso meio: a Casa do Cantador, também conhecida como Palácio da Poesia.

Uma homenagem do arquiteto aos Nordestinos, que habitam o Distrito Federal, cuja função é representar a cultura popular.

Oscar se foi.  Mas os sonhos continuam. Como um sonho já sonhado de um grande projeto arquitetônico para feira de Central de Ceilândia.

“Não é o ângulo reto que me atrai, nem a linha reta, dura, inflexível, criada pelo homem. O que me atrai é a curva livre e sensual, a curva que encontro nas montanhas do meu país, no curso sinuoso dos seus rios, nas ondas do mar, no corpo da mulher preferida. De curvas é feito todo o universo, o universo curvo de Einstein.” Oscar Niemayer 1907-2012

Por: Rodrigo Mercúcio – Presidente do PSB de Ceilândia

- Publicidade -
- Publicidade -