Início Site Página 5813

Novo Gama: Centro Técnico abre vagas para cursos profissionalizantes

Novo-Gama-Centro-Técnico-abre-vagas-para-cursos-profissionalizantesCom o objetivo de capacitar e melhorar a renda do cidadão novogamense, o Governo do Município através da Secretaria Municipal de Assistência Social abriu vagas para os cursos de Cabeleireiro; Massagem; Manicure e Pedicure.

As capacitações estão sendo ofertadas no Centro Técnico do Lunabel. Para se inscrever os interessados devem se dirigir ao local de realização, munidos dos documentos pessoais e 3 kg de alimentos não perecíveis.

A Secretaria de Assistência Social informa que devido à grande procura para o curso de cabeleireiro, as inscrições são efetuadas somente para o cadastro reserva. O Centro Técnico está localizado no seguinte endereço: Quadra 13, lote 18, bairro Lunabel 3.

É importante lembrar que recentemente houve a formatura de mais uma turma. A solenidade aconteceu no Centro Comunitário do Lunabel e contou com a presença da Secretária Municipal de Assistência Social, Thaís Xavier e do prefeito Everaldo Vidal.

Fonte: Novo Gama

Coluna Entorno do Jornal Alô Brasília por Sandro Gianelli

Sem-janelaColuna Entorno

?Janela

Para os candidatos municipais, sem mandato, e os deputados, a janela terminou no dia 19 de março.

Sem janela
O deputado estadual de Luziânia, Diego Sorgatto, deve se filiar ao PSDB. Ele foi eleito pelo PSD e hoje está na Rede. A troca partidária deve ocorrer em agosto.

Vereadores

O prazo para os vereadores trocarem de partido encerra dia dois de abril. Seis meses antes das eleições de dois de outubro.

Em família

Sorgatto é primo do prefeito de Luziânia, Cristovão Tomin (PSD). Com a filiação no PSDB, fica claro que o primo prefeito não terá seu apoio.

Majoritária

O PMDB, de Santo Antônio do Descoberto, bateu o martelo e definiu seu pré-candidato à prefeitura. Será o médico Dr. Adolpho.

Oposição

O PSDB, em Luziânia, é opositor do governo Cristovão e deve lançar o ex-deputado Marcelo Melo.

PTB enfraquecido

O PSDB convidou os dois prefeitos do PTB do entorno para a legenda. Hildo do Candango, de Águas Lindas aceitou. Giselle Araújo, de Cidade Ocidental ainda não definiu.

PSDB fortalecido

O PSDB terá candidatos a prefeito em, praticamente, todos os municípios do Entorno do DF. Marcelo Melo, em Luziânia. Sônia Chaves, em Novo Gama. Cida Machado (ex-primeira dama), em Santo Antônio. Em Valparaíso, o partido poderá lançar o vereador Pábio Mossoró ou a deputada estadual Leda Borges.

Reeleição complicada

A maioria dos prefeitos do Entorno do DF reclamam da falta de ajuda do governo federal e estadual. Com a crise política e econômica, quem mais sofre são os municípios.

Arrecadação pífia

Os municípios do Entorno passam por um problema crítico. A arrecadação com o IPTU passa por uma inadimplência média, de quase 70%.

Manifestação

Moradores do Girassol, distrito de Cocalzinho de Goiás, protestaram e pararam a BR-070, em busca de mais segurança.

Sem diálogo

Segundo o prefeito de Cocalzinho, Alair Ribeiro, os manifestantes sequer procuraram a prefeitura em busca de um diálogo. A manifestação foi considerada eleitoreira.

Asfalto precário

Quando assumiu a prefeitura de Novo Gama, Everaldo Vidal tinha como principal problema o asfalto. O asfalto deixou de ser o principal problema municipal. Missão cumprida.

Por Sandro Gianelli

Coluna Entorno, Jornal Alô Brasília

BC admite estouro da meta de inflação este ano e vê queda de 3,5% do PIB

alx_2016-01-15t130551z_1_lynxnpec0e0qa_rtroptp_3_brazil-economy-rates_originalPela primeira vez, o Banco Central (BC) reconheceu que a inflação deste ano vai estourar o teto da meta estipulada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), de 6,5%. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado nesta quinta-feira, o IPCA de 2016 ficará em 6,6%, e não mais em 6,2% como constava do documento de dezembro, pelo cenário de referência. No cenário de mercado, a taxa projetada passou de 6,3% para 6,9%.

A nova previsão vem mais alta, apesar de o BC ter a expectativa de uma inflação menor nos próximos meses, em especial dos preços administrados. A valorização do câmbio também tem indicado no início deste ano que pode colaborar com esse cenário.

No último Relatório de Mercado Focus, a mediana das previsões do mercado para o IPCA de 2016 caiu para 7,31%. Apesar de o levantamento ter mostrado a terceira semana consecutiva de queda das estimativas dos analistas do setor privado, a taxa ainda está acima do teto da meta para o ano.

No relatório, o BC acrescentou que enxerga a alta de preços no centro da meta apenas no início de 2018, fora do objetivo que vem pregando de que esse movimento deve ocorrer em 2017. Diante do cenário, reiterou que não trabalha com a possibilidade de cortar a taxa básica de juros apesar da forte retração econômica e que fará o necessário para chegar ao seu intuito.

Em meio ao conturbado cenário político, a autoridade monetária também piorou fortemente a previsão de retração do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano. Para o BC, a economia brasileira vai fechar 2016 com retração de 3,5%, contra previsão anterior de uma queda de 1,9%.

O BC informou ainda que as incertezas em relação ao cenário externo prosseguem, e novamente chamou a atenção para um processo de realinhamento de preços relativos mais demorado e intenso que o previsto.

A estimativa de recuo para a produção da indústria passou de 3,9% para 5,8% no encerramento deste ano. O setor de serviços deverá recuar 2,4%, ante previsão anterior de queda de 1,2%. A produção agropecuária deverá crescer 0,2%, ante estimativa anterior de 0,5%. Os investimentos vão levar um tombo de 13% este ano, de acordo com as novas previsões do BC, ante 9,5% na projeção anterior.

Os analistas do mercado financeiro estimam, ouvidos pelo Focus, esperam uma queda de 3,66% do PIB em 2016. No último relatório bimestral de receitas e despesas primárias, divulgado na semana passada, o governo projetou para o encerramento do ano uma retração um pouco mais modesta, de 3,05% no PIB.

(Com Estadão Conteúdo e Reuters)

Pesquisa da Codeplan informa que cresceu o número de desempregados em Brasília

pesquisa-da-codeplan-informa-que-cresceu-o-numero-de-desempregados-em-brasiliaA Codeplan (Companhia de Planejamento) divulgou,nesta quarta-feira (30), dados  da Pesquisa de Emprego e Desemprego que informa  que o nível de ocupação (proporção entre a população ocupada e a em idade ativa) no mercado de trabalho do Distrito Federal em fevereiro aumentou 9,5% na construção (6 mil postos) e 4,4% na indústria de transformação (2 mil). No entanto, houve diminuição geral de 1,2% no contingente de pessoas com alguma ocupação profissional.

Desemprego

A estimativa da quantidade de desempregados no mês em análise foi de 265 mil — 8 mil a mais em relação a janeiro. O resultado decorre da redução de 1,2% do nível de ocupação (eliminação de 16 mil postos de trabalho, atenuada pela menor saída de pessoas da população economicamente ativa (-0,5%) ou menos 8 mil postos). A taxa de participação, indicador que estabelece a proporção de pessoas a partir de 10 anos no mercado de trabalho como ocupadas ou desempregadas, passou de 61,2% para 60,8% no período avaliado.

Na avaliação da coordenadora da pesquisa, Adalgiza Lara Amaral, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), os números altos de desemprego ainda são reflexo das demissões neste início de ano. “Até março é possível sentir um peso forte das contratações sazonais. Diversas demissões ocorrem até o fim deste mês”, destaca. “Há expectativa, porém, de melhoria nos índices de desemprego para o segundo semestre de 2016.”

Regiões

De acordo com os dados apresentados, regiões administrativas de renda intermediária (Candangolândia, Cruzeiro, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Planaltina, Riacho Fundo, Sobradinho e Taguatinga) registraram elevação na taxa de emprego (de 13% para 14,4%), enquanto as de renda mais alta (Lago Sul, Lago Norte e Plano Piloto) ficaram quase estáveis (mudaram de 7,8% para 8,2%). Regiões de renda mais baixa (Brazlândia, Ceilândia, Paranoá, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria e São Sebastião) fecharam fevereiro com estabilidade na taxa de desemprego, permanecendo em 20,5%.

Em relação ao tipo de inserção ocupacional, a pesquisa mostrou que o grupo de trabalhadores assalariados apresentou leve redução (-0,7% ou menos 7 mil postos), resultado da estabilidade no setor privado e da redução no setor público (-2,2% ou menos 6 mil). Ainda de acordo com o levantamento da Codeplan, no setor privado, houve pequeno crescimento do assalariamento (contratação mediante salário) com carteira de trabalho assinada (0,7% ou 4 mil) e diminuição daqueles sem carteira (-5,6% ou menos 5 mil). No número de empregados domésticos foi registrada estabilidade e na de autônomos, decréscimo (-1,3% ou menos 2 mil).

O estudo é feito pela Secretaria do Trabalho, Desenvolvimento Social, Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, pela Codeplan e pelo Dieese, em parceria com a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados de São Paulo.

Fonte: Fato Online

Buriti coloca freio nos investimentos e paga só 13% da verba empenhada

20160331013129Do total de R$ 492 milhões empenhados para investimentos pelo governo Rollemberg, somente R$ 65 milhões foram efetivamente pagos, entre janeiro e fevereiro deste ano. Em outras palavras, de todos os recursos destinados pelo Buriti  para obras e projetos no Distrito Federal apenas 13% foram realmente quitados.

Do ponto de vista de especialistas, a baixa execução orçamentária é uma das razões para a sensação de paralisia do GDF e também é um sinal preocupante que as promessas do governador poderão ficar apenas no discurso. De seu lado, o Buriti afirma que a situação está dentro da normalidade e garants que os investimentos serão executados ao longo do ano.

Segundo o relatório resumido da execução orçamentária do GDF para janeiro e fevereiro foram empenhados R$ 310 milhões de investimentos. Deste total, as despesas liquidadas foram de  R$ 2 milhões.

A esse valor somam-se os restos à pagar de 2015, que incluem projetos  iniciados no ano passado e que ainda estão em curso. Para isso, o GDF tinha R$ 182,9 milhões em aberto. Deste montante, R$ 63,3 milhões foram pagos no primeiro bimestre de 2016. A soma dá os R$ 492 bilhões empenhados.

Distância enorme

“Entre o empenho e a liberação existe uma distância enorme. A população pode colocar as barbas de molho. Todas as promessas que foram feitas correm o risco de ser frustradas”, alerta José Matias-Pereira, professor de Administração Pública da Universidade de Brasília (UnB).

Para ele, estes números refletem a dificuldade do governo em pagar as despesas. Na avaliação de Matias-Pereira, este cenário alarmante é consequência da baixa capacidade de gestão do GDF, associada à violenta crise econômica nacional  que está aleijando a arrecadação local.

 

O secretário adjunto de Planejamento e Orçamento, Renato Brown (foto),  diz que o desempenho dos investimentos do governo está dentro do previsto. De acordo com Brown, boa parte dos R$ 310 milhões empenhados tem origem em empréstimo do Banco do Brasil, feito no ano passado, para obras da Caesb, Mobilidade, DER e Novacap.

Segundo o secretário, estes recursos começarão a ser pagos muito em breve. Conforme a execução destes contratos, o GDF poderá captar novos financiamentos de, quase,  R$ 350 milhões.

Arrecadação fica abaixo do que se previa

O GDF esperava arrecadar mais de R$ 4 bilhões no primeiro bimestre deste ano. Mas conforme  o relatório de execução orçamentária, os cofres públicos recolheram R$ 3,9 bilhões.

Esse desempenho sinaliza que dificilmente o Buriti voltará para os limites da Lei Responsabilidade Fiscal (LRF) no primeiro quadrimestre deste ano, continuando impedido de contratar e fazer concursos  livremente.

Segundo o secretário de Fazenda, João Antônio Fleury, a receita teve um crescimento real abaixo do esperado mesmo com os aumentos de impostos e taxas aprovados no ano passado, a exemplo do ICMS.

Independentemente da frustração, o governo afiança que  continuará pagando os servidores em dia e quitará, quando puder, as dívidas com   fornecedores.

Demora nas licitações

1 – O GDF argumentou que  os investimentos realizados demandam de licitações. Conforme o projeto, geralmente, costumam ser concluídas no segundo semestre. No orçamento deste ano, a dotação total para investimentos   é de R$ 3,2 bilhões.

2 – Segundo a gestão Rollemberg, o montante empenhado até fevereiro de R$ 310 milhões, corresponde a 46% de todo o valor empenhado em 2015,  quando foram destinados R$ 674,4 milhões.

3 – José Matias-Pereira não observa o horizonte da arrecadação com bons olhos. “A situação vai ficar cada vez mais difícil. Dentro dos próximos  120 dias, o governo vai começar a ter dificuldades para honrar os pagamentos com servidores e fornecedores. E quem vai pagar essa conta serão os moradores do DF”, alertou.

Fonte: Jornal de Brasília

Presidente Dilma negocia apoio contra impeachment com partidos nanicos

20160331064719410807oEnquanto negocia com partidos menores a divisão dos mais de mil cargos que deveriam ser deixados vagos pelo PMDB, a presidente Dilma Rousseff lida com um entrave diante da intenção dos seis ministros peemedebistas de permanecerem nos cargos. Mesmo com a oposição do próprio PMDB à possibilidade de os titulares da pasta se licenciarem da legenda — como indicaram que querem fazer —, o governo também perde ao deixar de ter ministérios importantes na manga para barganhar cargos em troca de votos contra o impeachment. Na noite de ontem, a presidente seguia reunida com ministros do núcleo duro para definir como proceder e se exonerará os peemedebistas aliados. O objetivo é atrair partidos pequenos e garantir que a oposição não atinja os 342 votos necessários para aprovação do impedimento.

Ontem, Dilma recebeu os ministros peemedebistas Kátia Abreu (Agricultura), Marcelo Castro (Saúde), Eduardo Braga (Minas e Energia) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia). Após o encontro, Kátia publicou nas redes sociais mensagens dizendo que ficará no governo, assim como os outros ministros da legenda. Em outra postagem, Kátia Abreu ressalta que tudo depende da vontade da presidente Dilma Rousseff. O deputado George Hilton, que havia trocado o PRB pelo Pros para se manter no Ministério do Esporte, acabou deixando a pasta. A petista ganha mais um latifúndio para negociar.
O PMDB, no entanto, diz que não aceitará o licenciamento dos ministros e que provavelmente, eles terão de sair do partido caso decidam por permanecer ao lado de Dilma. O Planalto, por outro lado, também passou a ver o lado bom da saída dos titulares, já que abre a possibilidade de negociação. “Está criando uma situação difícil, de constrangimento eles ficarem no limbo”, avaliou um assessor. O sentimento no Palácio é de que Dilma pode demitir os ministros, mesmo sendo aliados. Neste caso, alguns deles seriam relocados para outros postos.
O núcleo político do Planalto contabiliza hoje ter de 130 a 150 votos para barrar o impeachment. São necessários 172 para que o processo contra a presidente não seja instaurado. Na conta, a oposição, com PMDB, representa cerca de 30% do total de votos na Câmara. A avaliação é de que agora é possível conseguir o mínimo necessário para evitar o processo. Do PMDB, o governo calcula cinco votos. “Ele (o PMDB) deixou de ser importante. Quem precisa comprar votos é a oposição. Não tem como o espaço ficar vazio. Se o PMDB sair, alguém tem que assumir o ministério”, disse um petista.
São mais de mil cargos com o PMDB a serem negociados pelo país. Mas, apesar de ter decidido pela debandada, a entrega de cargos segue em ritmo lento, na avaliação de interlocutores. “O PMDB não quer largar o osso. É uma desmoralização do movimento do rompimento. O partido fez um show eleitoral para as eleições municipais e agora os ministros não querem sair do governo”, afirmou um aliado da presidente
Fonte: Correio Braziliense

Queda de viaduto na Índia deixa 14 mortos e mais de 40 feridos

alx_ponte_caiu_na_india_originalPelo menos catorze pessoas morreram e dezenas estão presas sob os escombros de uma ponte que desabou nesta quinta-feira na cidade de Calcutá, no leste da Índia. As autoridades calculam que cerca de uma centena de pessoas ficaram soterradas após o desmoronamento da ponte, que estava em construção. Citando fontes da polícia, a agência de notícias Press Trust of India informou que no momento mais de quarenta feridos já deram entrada em dois hospitais da cidade.

Centenas de pessoas abarrotam o lugar, uma área muito movimentada do norte da cidade, e colaboram nos trabalhos de resgate, como mostram as imagens divulgadas por televisões locais. A Força Nacional de Resposta a Desastres enviou várias equipes de emergências para o local do acidente. Esse tipo de acidente é relativamente frequente na Índia, devido ao precário estado das infraestruturas e à falta de manutenção, fatores alimentados pela corrupção e práticas ilegais que dominam o setor da construção no país.

Fonte: veja.abril.com.b

Acesso a Lula elevava ‘preço’ de lobista, diz Procuradoria

20160330120939O Ministério Público Federal (MPF) apresentou nesta terça-feira, 29, alegações finais em ação penal sobre a suposta “compra” de medidas provisórias no governo federal, esquema investigado na Operação Zelotes, e pediu a condenação de 14 réus por organização criminosa, corrupção, lavagem de dinheiro e extorsão.

Na peça de 274 páginas, os procuradores da República no Distrito Federal sustentam que o principal lobista implicado no caso, Mauro Marcondes Machado, tinha “livre trânsito” com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, o que tornava mais alto o valor de seus serviços.

O MPF sustenta que um grupo de lobistas foi contratado por montadoras de veículos, especialmente a MMC Automotores (que fabrica veículos Mitsubishi), para conseguir a edição, pelo governo, e a aprovação, pelo Congresso, de duas medidas provisórias (471/2009 e 512/2010) que prorrogaram incentivos fiscais às fábricas instaladas no Norte, no Nordeste e no Centro-Oeste.

Para viabilizá-las, o grupo teria pago propina a agentes públicos. Graças ao acesso facilitado no governo, recebeu antecipadamente e interferiu no texto de uma das normas. O caso foi revelado pelo Estado em outubro do ano passado.

“A análise dos fatos engloba a existência de um grupo de pessoas que se relacionava de forma espúria com agentes do setor público e privado, envolvendo a edição e o posterior acompanhamento nas casas legislativas de atos normativos de especial interesse das empresas contratantes, em especial da MMC Automotores, que repassava valores utilizados para viabilizar a prática de atos de corrupção”, escreveram os procuradores da República Frederico Paiva e Hebert Reis Mesquita.

Nas alegações, o MPF sustenta que dois funcionários públicos – a ex-assessora da Casa Civil Lytha Spíndola e o ex-diretor de Comunicação do Senado Fernando Mesquita – receberam propina para facilitar a tramitação dos interesses das montadoras.

Eles ponderam que a atuação de políticos, entre eles Lula, está sendo aprofundada em inquérito ainda em curso. A investigação apura se pagamentos de R$ 2,5 milhões feitos por Mauro Marcondes ao empresário Luís Cláudio Lula da Silva, filho do ex-presidente, têm relação com as MPs e a compra de caças suecos pelo governo.

Delação

A parte das alegações finais dedicada ao Lula é para explicar a importância de Mauro Marcondes no caso. A relação entre os dois remonta aos anos de 1980, quando um era líder sindical no ABC e o outro, executivo da Volkswagen.

O MPF juntou às alegações trechos da delação premiada do senador Delcídio Amaral (MS), desfiliado do PT, na qual sustenta que Lula pediu para que Luís Cláudio, Mauro Marcondes e a mulher dele, a ré Cristina Mautoni, não fossem convocados a prestar depoimento em CPI do Carf, que tratou do caso das MPs. “Registre-se que os requerimentos de convocação de Mauro e Luís Cláudio foram indeferidos pela CPI”, afirma o MPF.

O MPF listou ainda diversos episódios em que o lobista recorreu a Gilberto Carvalho e petistas para encaminhar documentos e pleitos de seu interesse ao ex-presidente.

Num dos exemplos, explica que um manuscrito apreendido na Zelotes registrou que “o valor” dos serviços de Mauro Marcondes “terá tratamento diferenciado” junto da expressão “kit do material que foi enviado ao Gilberto Carvalho”. “É coerente afirmar que o acesso direto ao então presidente da República possui um preço ‘diferenciado’, ou seja, mais elevado, o que seria possível em razão da relação de amizade que existia entre Lula e Mauro Marcondes”, afirmam os procuradores.

Os 14 réus, já ouvidos na fase de instrução do processo, negaram participação em ilícitos e alegaram que sua atuação em prol das MPs se limitou a lobby ou a atos de ofício legítimos. As defesas agora vão apresentar seus argumentos finais para, em seguida, o juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara da Justiça Federal em Brasília, publicar sua sentença.

 Fonte: Estadão Conteúdo

Após denúncias de nepotismo, GDF diz monitorar relação entre servidores

buritiO Globo apontou que 75 funcionários têm parentes na administração. Combater nepotismo é prioridade do governo, diz secretário da Casa Civil.

O governo do Distrito Federal informou nesta terça-feira (29) que avalia casos de nepotismo dentro da administração pública. De acordo com o jornal O Globo, existem 75 funcionários com algum tipo de parentesco com outros servidores. O secretário da Casa Civil, Sérgio Sampaio, diz que metade desse número não configura nepotismo e que os outros casos estão em apuração.

Em outubro do ano passado, a Controladoria-Geral do DF entregou um relatório sobre o caso para a Casa Civil. A lista trouxe pelo menos 366 possíveis casos de comissionados com parentes no GDF. Com base no levantamento, 66 servidores foram exonerados em 2015 e seis neste ano, por decreto do governador Rodrigo Rollemberg.

Pela denúncia do jornal O Globo, parte desse grupo voltou a trabalhar na administração pública, mesmo depois das exonerações. O secretário confirmou que “quatro ou seis” funcionários voltaram a trabalhar para o GDF e atribuiu o fato a “dificuldades” no sistema de controle interno do governo.

“O governo deve ter bons instrumentos de gestão. O ideal é que tivéssemos à disposição os melhores recursos. Reconheço que infelizmente não temos um sistema que faça o cruzamento [de dados envolvendo parentes no governo] automaticamente”, disse Sampaio ao G1.

Segundo o secretário, o GDF tem interesse em pôr fim à situação. “É uma preocupação nossa. Se existe qualquer lista é porque o próprio governo pediu apuração”, afirmou. Ele declarou que vários casos apontados pela Controladoria-Geral não foram enquadrados como nepotismo e que o órgão deve divulgar uma nova lista no começo de abril.

Suspeitas de nepotismo
Entre os casos apontados pelo jornal O Globo, está o de Mateus Maia de Castro, filho do diretor-geral da Polícia Civil, Eric Seba. Castro foi admitido na Secretaria de Trabalho em fevereiro de 2015. O jornal questionou o governo em 8 de março e foi informado que o filho de Seba tinha pedido exoneração um dia antes. Ele deixou o governo de fato em 15 de março.

Eric Seba afirmou que não teve influência na contratação do filho, que ocupou um cargo de na área de informática – com salário de R$ 2 mil. Ele declarou ter procurado orientação para ver se o filho poderia ou não assumir o posto. “Pelo sim, pelo não, optamos por orientá-lo a fim de que pedisse demissão do cargo.”

O jornal também aponta o caso de Luana Barroso Lins, filha do corregedor da Polícia Civil, Emilson Pereira Lins. Ela assumiu a assessoria da Secretaria de Justiça, com salário de R$ 2,9 mil. A corporação informou não ver nepotismo no caso.

Outra situação é o de Karina Rosso, mulher do deputado federal Rogério Rosso (PSD-DF). Ela trabalha na subsecretaria da Micro e Pequena Empresa, com salário de R$ 9,5 mil. O político contratou como chefe de gabinete Napoleão Miranda, pai do secretário de Economia, Arthur Bernardes (chefe de Karina). Ambos são do mesmo partido. Bernardes negou usar influência.

O senador Hélio José (PMDB-DF) tem um irmão na Secretaria de Economia. Itamar da Silva Lima ganha salário de R$ 9,5 mil. O deputado afirmou não ter influenciado a contratação do parente.

Fonte: G1

Caminho para Dilma é negociar no “varejo”, avaliam cientistas políticos

20160330065125737447aEssa estratégia de negociação, inclusive, foi defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conversa com correspondentes da mídia internacional.

O desembarque do PMDB, oficializado nesta terça-feira, já era esperado, mas a velocidade do anúncio — apenas três minutos — e os gritos de apoio ao vice-presidente, Michel Temer, registrados no evento, cristalizaram o caminho para o impeachment e passaram um recado ao governo, avaliam cientistas políticos consultados pelo Correio. Os especialistas avaliam que para salvar o mandato de Dilma Rousseff o único meio será a negociação no chamado “varejo”, ou seja, com pequenos partidos e dissidentes dos grandes.

“Com a saída dos ministros do PMDB, há uma sobra de espaço para negociar com partidos menores e tentar conseguir os 172 votos (necessários para barrar o impeachment) dando um poder desproporcional ao tamanho dessas bancadas”, avaliou o cientista político e professor da FGV (Fundação Getulio Vargas) Sérgio Praça.

Essa estratégia de negociação, inclusive, foi defendida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em conversa com correspondentes da mídia internacional na segunda-feira. O ex-presidente comparou a situação de Dilma àquela que enfrentou no início de seu primeiro mandato, quando ainda não tinha apoio formal do PMDB. “Vamos ter uma espécie de coalizão sem a concordância da direção. Não sei se é possível, mas acho que é”, disse o petista na ocasião.

Para o cientista político Humberto Dantas, professor do Insper, essas negociações serão cada vez mais difíceis devido a sensação de esfarelamento da capacidade de condução do governo. “Aceitar cargos de governo combalido é um risco”, comentou. Além disso, essas negociações picadas não garantem a mesma estabilidade que um apoio em bloco, sendo mais voláteis a traições. Dessa forma, um dos riscos que o governo corre ao apostar as fichas nessa estratégia é a de firmar um acordo e ver os seus neoaliados desertarem à medida que o pêndulo do poder começar a apontar mais vigorosamente na direção oposta à presidente petista. “Esses políticos assumem, vez por outra, o papel de pivô. Querem sempre estar na melhor posição para usufruir de onde o poder se instalar”, prosseguiu Sérgio Praça.

Fonte: Correio Braziliense

- Publicidade -
- Publicidade -