Início Site Página 6036

Faltam médicos e materiais no Hospital de Base, diz CRM

hospital de baseA falta de materiais e de profissionais é o principal problema do Hospital de Base, conforme pré-relatório do Conselho Regional de Medicina do Distrito Federal (CRM-DF). A entidade fez uma visita à unidade para verificar o andamento das reformas do centro cirúrgico e avaliar os materiais, equipamentos e profissionais do hospital. As informações são do Jornal de Brasília.

De acordo com o pré-relatório, ainda há deficit de material, como   macas em salas cirúrgicas. Alguns equipamentos foram adquiridos para melhorar a estrutura, mas ainda não há confirmação de que estão sendo utilizados. E há falta de profissionais principalmente nas áreas de neurocirurgia, clínica geral, ortopedia e anestesiologia. “Enquanto isso, os pacientes esperam na fila”, conclui a assessoria do CRM-DF.

A Secretaria da Saúde confirma que há deficit de profissionais na rede, mas alega que esse problema é global. A pasta diz que mais concursos na área estão sendo realizados, contando com um acréscimo de mais de 800 servidores. De acordo com o subsecretário da Secretária de Atenção a Saúde, Roberto Bittencourt, há uma tentativa de forjar um “caos artificial” na área da saúde pública.

Fonte: Blog do Honorato

PGR quer impedir emissão de certidão eleitoral de políticos com contas rejeitadas

contas-rejeitadasEm uma Adin (Ação direta de Inconstitucionalidade) encaminhada ao STF (Supremo Tribunal Federal), a PGR (Procuradoria-Geral da República) quer impedir que a Justiça Eleitoral emita a certidão eleitoral para políticos que tenham suas contas de campanha rejeitadas. A certidão é uma das exigências para o registro de candidaturas a cargos eletivos.

Autora da Adin, a procuradora-geral da República em exercício, Sandra Cureau, requer que o STF estabeleça que o conceito de “apresentação de contas” seja entendido não apenas pelo ato de entregar o documento à Justiça Eleitoral, mas que ele represente também que o documento seja regular.

Ou seja, para obter o registro, o político não poderá ter prestações de contas anteriores rejeitadas nem poderá ter a atual prestação considerada irregular.

Para Sandra Cureau, o atual entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a concessão da certidão eleitoral fere a Constituição e o princípio da moralidade para o exercício do mandato.

No entendimento da procuradora-geral em exercício, a prestação de contas é o “único meio colocado à disposição da Justiça Eleitoral para promover o controle da arrecadação e dos gastos de campanha eleitoral e, assim, garantir o respeito a diversas normas, cujo objetivo é tornar efetivos os preceitos constitucionais, como o equilíbrio na disputa eleitoral e a proteção das eleições contra o abuso de poder econômico”.

Na ação, a procuradora-geral em exercício lembra que ao longo dos anos o conceito de prestação de conta tem sido modificado e isso tem permitido que políticos com contas rejeitadas não sejam punidos.

Sandra Cureau cita, inclusive, números da própria Justiça Eleitoral que revelam que, em março do ano passado, 21 mil candidatos tiveram suas contas desaprovadas.

— Tal número, certamente, é resultado da ausência de consequências jurídicas decorrentes da prática de regularidades na movimentação de recursos de campanha.

Ela pede que seja concedida liminar para que os efeitos da medida tenham validade para a análise da prestação de contas dos candidatos que disputaram as eleições do ano passado.

“A definição do conceito de quitação eleitoral, no que se refere à prestação de contas de campanha, é fundamental para o processo eleitoral. Ademais, deve ser ressaltado que a Justiça Eleitoral, no momento, analisa as prestações de contas dos candidatos que concorreram nas eleições de 2012, sendo de todo recomendável que tal análise ocorra já a partir das balizas de interpretação fixadas pelo Tribunal”, diz trecho da Adin. Informações da  Agência Brasil.

Fonte: Blog do Honorato

Emenda quer acabar com a autonomia do Distrito Federal. Sem eleições para Governador e Deputados.

gdfEmenda tira autonomia da capital

Quem se lembra da proposta de criação de um certo Estado do Planalto Central, que reuniria as cidades do Distrito Federal aos municípios da Região Metropolitana, excluindo a área tombada? Ela acabou no arquivo, sem ser sequer examinada. Mas seu autor, o então senador Francisco Escórcio, ataca outra vez. Ao apagar das luzes do ano legislativo, quando o Congresso se debatia em temas como os royalties do petróleo, Escórcio apresentou outra emenda. Agora deputado, sempre pelo seu Maranhão natal, ele quer acabar com a autonomia do Distrito Federal, transformando-o em “município neutro”.

Coisas do Império

Só para lembrar, já se adotou o termo “município neutro” para designar a capital. Foi no tempo do Império e a capital era o Rio de Janeiro.  A Câmara Legislativa some do mapa.

Governador nomeado, Câmara fechada

Nos termos da emenda do deputado Francisco Escórcio, o governador do Distrito Federal deixa de ser eleito. Passa a ser nomeado pelo presidente da República, embora precise da aprovação do Senado.

Senadores e deputados na linha de tiro

Prudentemente, a emenda não se refere ao fim da representação política. O texto de Francisco Escórcio elimina todas as referências à autonomia do Distrito Federal, mas não mexe na composição do Senado ou da Câmara dos Deputados. Evita assim atrair a imediata repulsa dos três senadores e oito deputados federais brasilienses. Entretanto, como o Distrito Federal deixa de ser uma unidade da Federação a par dos estados, pode-se entender que, caso a questão for levada ao Supremo Tribunal Federal, a representação ficaria ameaçada.

Nações civilizadas

Para justificar sua proposta, Francisco Escórcio diz considerar difícil “a conciliação entre os interesses locais e os da União” e afirma que a figura do município neutro “é o que ocorre em muitas outras nações civilizadas”.

Só quando o recesso acabar

A rigor, a tramitação da emenda de Francisco Escórcio ainda não começou. Foi apenas despachada à Comissão de Constituição e Justiça que,  quando terminar o recesso e eleger seu novo presidente, deverá designar um relator para se pronunciar sobre sua admissibilidade. Caso se considere que a emenda tem condições de ser apreciada, passará então a uma comissão especial.

Morador antigo

Embora nascido em São Luís, Francisco Escórcio reside há muitos anos em Taguatinga. Funcionário do gabinete do poderoso senador maranhense Alexandre Costa, foi seu suplente. Após a morte de Alexandre, assumiu durante algum tempo sua vaga no Senado, quando apresentou sua primeira emenda. Era agora suplente de deputado pelo Maranhão, assumindo a vaga do ministro Gastão Ramos e, antes, de seu antecessor Pedro Novaes.

Fonte: Do alto da torre

Princípios de estratégia política (II)

estrategia1Tanto na eleição como no exercício do mandato, nenhum político está livre e desimpedido para colocar em prática a sua estratégia. Existem várias estratégias em disputa.

Tanto na eleição como no exercício do mandato nenhum político, está livre e desimpedido para por em prática a sua estratégia. Terá que fazê-lo em meio a um combate, no qual cada um dos seus adversários vai tentar desconstruir a dele e impor a sua.

Obama e seu staff usaram com sucesso métodos tecnológicos

Assim, Cabe ao eleitor/cidadão julgar os políticos e, de forma implícita, suas respectivas estratégias, para decidir, pela opinião ou pelo voto, entre as alternativas em conflito.

O equacionamento estratégico de uma candidatura ou de uma administração é sempre singular e peculiar a ela. Uma candidatura ou um governo nascem circunstanciados por características próprias da pessoa do líder. De sua história de vida assim como das de seus adversários; dos sentimentos prevalentes dentro do eleitorado; da natureza do cargo; e de muitas outras variáveis ligadas ao partido, ao momento histórico, aos governantes de outros níveis etc.

Por razões como estas é que se diz, com propriedade, que “nenhuma eleição é igual a qualquer outra”. É verdade, mas não é toda a verdade. Não obstante a inevitável variação das eleições (cada uma com a sua singularidade própria), a história revela também que existem certos princípios estratégicos gerais que se aplicam a todas.

Seja sob a forma de dúvidas (O que é melhor para se eleger: propor ou atacar?); seja sob a forma de regras (Nunca interfira quando seu adversário está ocupado em se autodestruir); seja sob a forma de conselhos (Tente sempre pautar a campanha); seja sob a forma de advertências (Não se iluda, inimigo nunca perdoa….Nem esquece); estes princípios, testados e confirmados ao longo da história, assim como na prática eleitoral, são o produto depurado de uma sabedoria política. Chegam a ser considerados quase como dogmas políticos.

Eles se referem a questões que, na sua maioria, se manifestam em toda e qualquer campanha, seja para vereador ou para Presidente da República; em campanhas ricas, como nas pobres; em países desenvolvidos como em países subdesenvolvidos; hoje como há séculos atrás.

Não é pois um conhecimento que se deva desconhecer, e muito menos desprezar. Também não é um conhecimento teórico. Muito pelo contrário, é totalmente voltado para a prática, para a eficácia, a ponto de às vezes revelar-se demasiado rude, cínico e até amoral.

Na realidade, não são princípios morais. São princípios de eficácia política. Referem-se à conquista e à manutenção do poder, sem preocupar-se em subordinar o poder, assim conquistado, a valores morais, filosóficos ou religiosos.

São o produto do que costuma-se chamar a escola realista da política por contraste com o pensamento político doutrinário, ideológico, filosófico ou religioso.

Seu foco é o comportamento real das pessoas e não o ideal, seu objetivo é rigoroso e exclusivo – a conquista, o exercício e a manutenção do poder – e a sua sanção se manifesta no resultado. Esta escola “realista” da política se encontra nos escritos de pensadores, estadistas, militares, cortesãos, sacerdotes, cardeais, artistas, estrategistas. Personalidades históricas como Cezar, Sun Tzu, Gracian, Maquiavel, Napoleão, Bismark, Talleyrand, Richelieu,Clausewitz, Lao Tse, Ibn Khaldun,Guicciardini, Castiglione, Churchill, Mazzarin, são alguns dos principais formuladores deste pensamento.

Obama e o estrategista David Axelrod

Suas biografias ilustram a longevidade e permanência desta corrente de pensamento, a importância histórica dos pensadores e líderes que os escreveram, assim como a desconcertante variedade de épocas, países, culturas em que viveram.

São escritos que cobrem um período de, pelo menos, três milênios, e que provêm tanto do Ocidente como do Oriente.

Não obstante as enormes diferenças de épocas históricas e das sociedades em que viveram guardam uma notável coerência entre si, a constituir um verdadeiro corpo de conhecimentos, em torno de um mesmo objeto de estudo, apoiado principalmente na observação e na prática.

A excepcional longevidade, coerência e universalidade deste “corpo de conhecimentos”, permitiu a sua validação ao longo da história política. Não é por outra razão que seus formuladores recorrem, com tanta freqüência, a exemplos históricos, para buscar a confirmação dos princípios, regras e postulados que apresentam.

A busca da confirmação na história

Os exemplos históricos que usam, para confirmar a validade dos princípios que postulam, são ilustres, fartamente conhecidos e memoráveis:

O Velho Testamento;
Episódios da história dos grandes impérios como o Egípcio, o Chinês, o Persa, o Romano, o Islâmico;
A história do Papado, em especial da renascença italiana;
A Itália dos ducados e principados renascentistas, dos Sforza, Médici e Borgia;
A arte da guerra;
A vida de reis e a educação de príncipes;
Os conflitos religiosos;
As revoluções, as sedições e golpes políticos;
Até às obras literárias irreverentes, às reflexões “realistas” sobre os homens, a política e o governo.

Estes princípios, às vezes referidos como as Leis do Poder, partem de uma premissa muito simples:

“Certas ações, praticadas em observância àquelas leis, resultam em maior poder para quem as pratica; enquanto outras, praticadas em conflito com aquelas leis, resultam em perda de poder e até mesmo em ruína política”.

Finalmente, resta acrescentar que consistem num conhecimento prático, aplicável a qualquer situação onde a problemática da política – conquistar e manter o poder – se faça presente. Consistem de conselhos, advertências e orientações para aqueles que se dispõem a participar da política no mundo real, assumindo seus riscos e custos, diferentemente daquela outra política, da oratória balofa, da submissão à retórica das intenções, e ao “politicamente correto”.

James Carville, estrategista dos democratas Clinton/Obama(EUA)

É para os primeiros que este corpo de conhecimentos foi criado. Por isto é um conhecimento prático, amparado em uma fartura de exemplos e medido por resultados visíveis.

Tais conselhos e advertências não devem ser entendidos como “meros conselhos e meras advertências”. São muito mais. Para os que os postulam são regras de sobrevivência. São avisos do que funciona e do que não funciona. Há um preço a pagar por desrespeitá-las, e o poder é a moeda com que se paga. Modernamente, a este corpo de conhecimentos clássico, agregou-se aquele produzido pelas obras sobre política e eleição, escritas por quem participa destes processos. É, sobretudo nas obras de consultores estratégicos e de publicitários políticos, que os princípios dos clássicos da “escola realista” são utilizados, na prática da moderna democracia.

Nestes trabalhos a tradição da “escola realista” é preservada e expandida. Ao descreverem processos políticos reais, tanto no governo como em eleições, seus autores comprovam a fecundidade daquela tradição, com os exemplos dos dias atuais. Além disso, utilizam, com uma formulação mais moderna, os princípios e “leis” que os clássicos propuseram, como regras de estratégia e prudência política.

Foi com base neste ilustre tradição, que vem desde os gregos aos consultores americanos dos nossos dias, desde a China Imperial ao Brasil republicano e democrático de hoje, que os princípios estratégicos que serão analisados nesta coluna do nosso site foram escolhidos.

Fonte: Política para Políticos

Comunicação Governamental: Ter ou não ter?

comunicação governamentalEm sua maioria, os prefeitos eleitos em 2012 encontraram prefeituras falidas e sucateadas, com salários atrasados, dividas, falta de estrutura básica como móveis, computadores e carros sem condições de uso. Uma irresponsabilidade tremenda por parte de quem saiu.

Outra característica comum dos prefeitos é a de não valorizar sua Comunicação Governamental. A maioria das prefeituras estão com organogramas novos e elaborados pelos novos prefeitos, e sequer tem uma Secretária de Comunicação, no máximo tem uma assessoria de comunicação.

Ora, isso é um grande erro. Na iniciativa privada circula um comentário que a maioria das pessoas já devem ter ouvido: “A propaganda é a alma do negocio”. Durante as eleições, tudo é propaganda, mas, no governo a coisa fica diferente.
Todo governo deve investir num planejamento de marketing com boas definições para sua comunicação, publicidade e propaganda.

Não tenha duvida de que em momentos de crise, o melhor investimento é a comunicação.

A comunicação será necessária para explicar aos servidores municipais e aos eleitores a verdadeira situação encontrada na prefeitura, bem como as soluções que serão apresentadas para solucionar os problemas. Por isso é necessário uma estratégia bem elaborada para gerir a informação e se comunicar bem, para que todos entendam o que está acontecendo na prefeitura e aquilo que a prefeitura vai fazer pela recuperação da cidade. Lembre-se que comunicação não o que você diz e sim o que o outro entende.

Qualquer político que pretende ter uma carreira pública e não apenas 1 ou 2 mandatos, tem que investir numa comunicação governamental permanente. É preciso se comunicar sempre, para manter a população bem informada e contra atacar as noticias criadas pela oposição.

Por Sandro Gianelli

Governo Hildo fecha o cerco a Geraldo Messias

hildoNo Governo do Ex-prefeito Geraldo Messias a imprensa não tinha acesso nem autorização para acompanhar de perto os bastidores do governo. Só se passava informações maquiadas. O Hospital Bom Jesus entrou numa ampla reforma de três anos e segundo as informações a reforma incluía uma nova área de recepção adequada, o centro cirúrgico seria ampliado e os cinco consultórios seriam reformados.

Os recursos dessas reformas foram entorno de R$ 500 mil reais, dinheiro do próprio município. Em 2009 a Secretaria de Saúde de Águas Lindas assinou um convênio de 12 milhões quantia que seria repassado no decorrer do ano através do Fundo de Saúde do DF, na época a secretária de saúde era a Margarete Alcântara indicada pelo ex-deputado Dr. Charles a promotoria da saúde do DF (PROSUS) começou a investigação do dinheiro repassado pelo órgão. A suspeita era pagamentos de salários de funcionários fantasmas lotados na Secretaria de Saúde com 760 servidores.

Se o objetivo era governar com o povo a gestão do ex- Prefeito Geraldo Messias começa a mostrar o contrário, só no Hospital Bom Jesus nós constatamos que as estruturas estão caindo aos pedaços, na sala de recepção o teto desabou tem rachaduras enormes nas paredes, infiltrações e mofo por toda parte, os equipamentos novos e caros estão abandonados e os leitos estão sucateados e com as camas enferrujadas.

A demora no atendimento, a falta de remédios e a estrutura sucateada do hospital são algumas reclamações dos pacientes de Águas Lindas, ali muitos saem frustrados após passar horas a espera de um médico. Essa é a realidade do único Hospital de Águas Lindas.

Cabem agora aos órgãos competentes: o Ministério da Saúde, o Ministério Público, (TCM) tribunal de Contas dos Municípios, mais a Polícia Federal apurar esssa denúncia de maus tratos com o povo aguaslindense.

Fonte: TV CMN

Mobilizações populares

Mobilizacoes popularesSinto falta de um tempo que não vivi. Tempo de mobilizações populares como o “Diretas Já”, “Caras Pintadas” ou “Fora Collor”, enfim, sinto falta de um tempo que se lutava pelo bem popular, por alguma coisa que valesse a pena.

Pelos jornais assistimos mobilizações populares em diversos países, com centenas, milhares de pessoas indo às ruas e lutando pelo que acreditam. Já no Brasil, assistimos escândalos por cima de escândalos: corrupção, roubo, estupro, assassinatos e ficamos ali, apenas assistindo. Vivemos um momento de falsa liberdade com uma vasta cultura do nada.

Espero que nossos filhos e netos tenham dias melhores e possam se orgulhar dos nossos feitos, da mesma forma que tenho orgulho daqueles que perderam suas vidas indo em busca da nossa liberdade.

Por Sandro Gianelli

Ex-prefeitos do Espirito Santo são presos. E no entorno?

entorno ride remdfSete ex-prefeitos de municípios do Espírito Santo foram detidos nesta terça-feira (15/1) na segunda fase da “Operação Derrama”, iniciada no ano passado para investigar irregularidades em contratos de prefeituras capixabas.

Tem muito ex-prefeito do entorno do DF de cabelo em pé. Já pensou se a moda pega?

Por Sandro Gianelli

MP recorre à justiça para suspender Caldas Country

Caldas_CountryPromotoria propôs ação civil pública contra as empresas organizadoras do evento; argumento é de que município não tem a infraestrutura necessária para abrigar o evento, que em 2012 reuniu cerca de 200 mil pessoas; cidade não teria condições sequer de oferecer água aos turistas sem comprometer o abastecimento regular da população local.

O Ministério Público de Goiás propôs ação civil pública contra as empresas organizadoras do evento Caldas Country, o município de Caldas Novas e o Estado de Goiás visando impedir a realização do festival até que a cidade tenha a infraestrutura necessária para abrigar o evento, sem causar prejuízo à população local. Entre as medidas cautelares requeridas está a suspensão deste e de qualquer outro festival similar até a ampliação da Estação de Tratamento de Água (ETA) do município.

Conforme apresentado na ação pelos promotores de Justiça Rafael Machado de Oliveira, Alessandra Aparecida de Melo Silva, Giordane Alves Naves e Pedro Eugênio Beltrame Benatti, o Departamento Municipal de Água e Esgoto de Caldas Novas (Demae) informou ao MP a impossibilidade de fornecimento regular de água a toda a cidade durante o evento.

Segundo afirmou a direção do Demae, o sistema não consegue atender a população sazonal recebida nos dias do festival. Dessa forma, o MP defende que a população de Caldas Novas não pode ser tolhida de seu direito de abastecimento regular de água potável em detrimento do interesse dos organizadores do evento.

Foram acionadas as empresas JFC Produções e Eventos Ltda., GBM Promoções e Produções Ltda. e C-3 Eventos Ltda.

Situação caótica

Conforme sustentaram os promotores, a cidade recebeu cerca de 200 mil pessoas entre os dias 15 e 18 de novembro de 2012 para o evento, não tendo sido oferecida infraestrutura adequada, apresentando deficiências gritantes nas mais diversas áreas. “A cidade foi palco de uma verdadeira baderna”, definiram.

Conforme noticiado amplamente nos meios de imprensa, os promotores apontaram que o excesso de pessoas provocou diversos problemas na cidade, entre eles a falta de água. Também acrescentaram que “o trânsito ficou caótico, vários jovens embriagados e entorpecidos andavam com seus carros pelas ruas, levando passageiros dependurados nas janelas, nos porta-malas, em cima dos capôs e sobre os tetos. Ao mesmo tempo, deixavam os rádios ligados, com os sons muito além do tolerável, obrigando que todos ao redor compartilhassem de suas preferências musicais”, relataram.

Os promotores salientaram ainda que o Plano Diretor de Caldas Novas estipula a necessidade do Estudo de Impacto de Vizinhança sempre que a atividade não estiver especificada pela lei. No entanto, os 15 agentes municipais de trânsito, apesar de terem lavrado 640 multas e apreendido mais de 120 veículos irregulares, não puderam disciplinar o tráfego na cidade.

Também foi citada a segurança insuficiente e ineficaz, já que, dos 300 policiais que seriam enviados pelo comando da Polícia Militar da Capital como reforço, menos da metade compareceu, tendo sido impossível evitar a onda de crimes e controlar a bagunça generalizada. Os registros das Polícias Militar, Civil e Rodoviária, entre os dias 15 a 18 de novembro, somaram 488 ocorrências, incluindo dois homicídios, sendo um deles por bala perdida. Além disso, faltou dinheiro nos caixas eletrônicos e de equipe médica suficiente para atender à demanda.

Consumidor por extensão

Na ação, os promotores de Justiça analisaram que existe uma relação de consumo das empresas realizadoras do evento não apenas com os frequentadores do festival, mas também com todos aqueles que vão à cidade em virtude da enorme publicidade promovida pelo evento. Segundo esclareceram, além do consumidor padrão, o Código de Defesa do Consumidor equipara terceiros a consumidores todas as vezes que as pessoas, mesmo não sendo compradoras diretas do produto ou serviço, utilizam-no em caráter final.

“Todos os serviços e produtos devem ser seguros, não só para quem diretamente o usa, mas para o público em geral, dentro do princípio de segurança, que é direto de todos e dever daquele que o coloca no mercado (fornecedor)”, afirmaram os promotores.

Pedidos

Ainda como medida cautelar, o MP requereu que seja proibida a ocorrência do evento ou outros similares nas dependências do estabelecimento denominado Caldas Park Show, local onde é tradicionalmente realizado, ou em qualquer outra região do perímetro urbano. Conforme reiteraram os promotores, parecer da Polícia Militar apontou o local como sendo inapropriado para a realização deste tipo de evento. “Da forma como está, o evento é inviável para a manutenção da segurança e ordem pública”, manifestou a PM.

Caso as determinações quanto à suspensão do evento e à realização deste fora do perímetro urbano não sejam deferidas, o MP pede que seja imposta às empresas a obrigação de proibição da venda de ingressos para o Caldas Country 2013 por qualquer meio (site ou loja física). Esta medida pretende ratificar pedido feito pelo MP em outra ação civil pública, e já acolhido pelo Judiciário, que visa impedir a comercialização de ingressos para um possível evento neste ano.

Também é requerida a imposição ao município da proibição de conceder o alvará para a realização do evento ou similares, enquanto não cumpridos requisitos como: relatório fornecido pelo Demae demonstrando a capacidade de fornecimento de água durante o período do evento, o Estudo do Impacto de Vizinhança, a aprovação do local pela PM, Corpo de Bombeiros, Agetop, Detran, Samu e Demae, a existência de pelo menos 30 agentes de trânsito, a comprovação da existência de banheiros químicos para atender todos os turistas, além da comprovação de que foi viabilizado um local adequado para a concentração do público durante o dia e a noite.

Por fim, é pedido que o Estado de Goiás seja obrigado a monitorar o evento por todos os órgãos estaduais de segurança, e que seja obrigado ainda a enviar no mínimo 600 policias militares, por dia de evento, para assegurar a ordem pública. E, por fim, que providencie o envio de equipes do programa Balada Responsável em número capaz de fiscalizar os veículos e motoristas, além do envio de equipes do Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), de delegados e escrivães e de equipes do Corpo de Bombeiros.

Audiência pública

O Conselho de Desenvolvimento Urbano de Caldas Novas realizou ontem (14/1) pela manhã uma audiência pública para tratar da realização de grandes eventos no município, em especial o Caldas Country. Mais de 500 pessoa participaram da reunião, ocorrida na Câmara Municipal.

A promotora de Justiça Alessandra Silva, afirmou que a audiência foi importante para estabelecer os critérios para implantação dos eventos no município. “Com dez anos de promotoria em Caldas Novas eu nunca vi uma participação tão grande da comunidade, o que é extremamente positivo. A participação da população nos fortalece como Ministério Público, e vamos cobrar da organização desses eventos que eles assumam suas responsabilidades”, ponderou. O promotor Rafael Oliveira também participou da audiência, que reuniu ainda o prefeito, vereadores, secretários municipais, representantes de órgãos estaduais, da Polícia Militar, além dos organizadores do Caldas Country. (Cristina Rosa, da Assessoria de Comunicação Social do MP-GO)

Fonte: Brasil 247

Marina abre portas a Cláudio Abrantes

claudio_abrantesO distrital Cláudio Abrantes  ainda pode ir para o partido que a ex-senadora Marina Silva pretende fundar. Já foi contatado pelos organizadores da legenda. Tem simpatia pela presidenciável e pelas suas teses. Além disso, o ingresso em partido na condição de fundador traz a comodidade de não precisar preocupar-se com prazos para filiação.

Prazo para filiação

O acórdão relativo à sentença do Tribunal Regional Eleitoral que liberou Cláudio Abrantes para se desfiliar do PPS deve ser publicado ainda esta semana. Ele aguarda a publicação para verificar se há um prazo para que faça sua nova opção. À parte o fato novo representado pela legenda de Marina Silva, Abrantes tem entre suas principais opções o PT, que insistiu muito em seu ingresso, e o PMDB.

Apoio do bloco

Hoje presidente da Comissão de Assuntos Fundiários da Câmara Legislativa, Cláudio Abrantes postura, para este ano, a Comissão de Economia, Orçamento e Finanças, uma das mais disputadas. Hoje ele integra o bloco encabeçado pelo PEN. Precisará deixá-lo, porém, caso vá para PT ou PMDB. Mas Abrantes acredita que os integrantes do PEN não o abandonarão. Afinal, se o partido está contemplado na Mesa Diretora — Israel Batista ganhou a segunda secretaria — isso se deve em grande parte à presença de Abrantes no bloco.

Fonte: Do alto da torre

- Publicidade -
- Publicidade -