Da redação
A Assembleia Mundial da Saúde teve início nesta segunda-feira em Genebra, Suíça, reunindo delegações dos Estados-Membros da Organização Mundial da Saúde para definir políticas globais e avançar nas prioridades estratégicas da entidade. O encontro é realizado com o objetivo de consolidar avanços recentes e responder a desafios de saúde pública.
Ao longo do evento, países e organizações da sociedade civil participam de eventos paralelos sobre temas como clima, poluição do ar, energia e saúde. O Brasil, Portugal e Angola marcam presença em 12 desses encontros, com representações de alto nível e focos específicos em áreas sensíveis a cada país participante.
Entre as atividades, o Brasil participa de discussões relacionadas ao Plano de Belém, que trata da transição da COP30 para a COP31, mostrando engajamento em pautas ambientais. Em outro evento, Brasil e Angola debatem estratégias para fortalecer a preparação e a resposta a epidemias de dengue, zika e chikungunya, diante do agravamento dessas doenças.
Portugal também se engaja na Assembleia, participando de um evento paralelo sobre prevenção ao suicídio em parceria com outros países. Na quarta-feira, o Brasil discute questões sobre hepatite e busca pela autossuficiência em biofabricação. Angola participa, na quinta-feira, de debates sobre erradicação do verme-da-guiné, enquanto o Brasil trata de doenças autoimunes e outras questões.
A Assembleia serve ainda como preparação para a COP31, que será organizada por Turquia e Austrália neste ano, e como espaço para manter o ímpeto político obtido desde a Assembleia de 2025, quando foi adotado o Plano Global de Ação sobre Mudanças Climáticas e Saúde, voltado à resposta global sobre poluição do ar.
Nesta semana, a OMS planeja lançar um novo plano global de comunicação, defesa e parcerias para mudanças climáticas e saúde. O documento foi elaborado em apoio à resolução aprovada na Assembleia Mundial da Saúde de 2024, consolidando esforços internacionais na área.






