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Ceará foi governado por grupo de Ciro Gomes até ruptura com Camilo Santana

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Da redação

O Ceará é frequentemente visto como reduto do PT, especialmente após Camilo Santana ocupar o Ministério da Educação no governo Lula em 2023. No entanto, apesar dessa percepção, o estado passou por diferentes arranjos políticos e foi governado por grupos além do Partido dos Trabalhadores nos últimos anos.

Entre 1987 e 2007, o PSDB comandou o governo cearense, com gestões de Tasso Jereissatti, Ciro Gomes e Lúcio Alcântara. Após 2007, o grupo de Ciro, inicialmente vinculado ao PSB e, posteriormente, com apoio do PT, permaneceu à frente da administração estadual até 2022.

Camilo Santana, que governou de 2015 a 2022, só foi escolhido candidato ao Palácio da Abolição em meio a um acordo político entre o grupo de Ciro Gomes e o PT nas eleições de 2014. Na ocasião, o PT esperava lançar Luizianne Lins, mas Camilo foi apresentado como alternativa de consenso, mesmo sendo pouco conhecido dos eleitores.

A vitória de Camilo em 2014 não garantiu ao PT controle total do governo. Cid Gomes seguiu liderando a articulação política estadual, enquanto Ciro se dedicava à candidatura presidencial. Apenas em 2022 ocorreu a ruptura definitiva entre Camilo e os irmãos Gomes, consolidando uma gestão identificada plenamente com o PT no estado.

Ciro Gomes, após o rompimento, afastou-se da política estadual e nacional, enquanto Cid Gomes, atualmente senador, tem alternado posições em relação ao governo federal. Recentemente, inclusive, Cid não compareceu à votação sobre a indicação de Jorge Messias ao STF em Brasília.

Embora o PT registre ampla votação no Ceará, a predominância do partido no comando do estado é mais recente e resultado de conjunturas específicas. O atual governador, Elmano Freitas (PT), sucedeu Camilo, mas, conforme interlocutores da política local, há expectativas de novos rearranjos partidários nas próximas eleições.