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Conselho de Ética da Câmara suspende mandato de Marcos Pollon por 60 dias


Da redação

O Conselho de Ética da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira, 9 de junho, o parecer que recomenda a suspensão do mandato de Marcos Pollon (PL-MS) por 60 dias. A decisão foi tomada após declarações difamatórias feitas por ele contra a presidência da Casa, segundo o processo analisado pelo colegiado.

A votação ocorreu durante reunião do Conselho de Ética, registrando nove votos favoráveis e quatro contrários ao parecer apresentado pelo deputado Ricardo Maia (MDB-BA). O relatório considerou as declarações de Marcos Pollon como motivo para a penalidade, contextualizando os fatos às vésperas da próxima ocupação da Mesa Diretora, prevista para 2025.

Ricardo Maia, relator do caso, afirmou que as falas de Pollon excederam os limites compatíveis com o decoro parlamentar. “A conduta afrontou a dignidade da presidência da Câmara, comprometendo o respeito devido ao cargo e à instituição”, declarou Maia ao justificar a recomendação pela suspensão temporária do exercício do mandato.

Os parlamentares que votaram contra alegaram que a medida seria excessiva diante das circunstâncias. No entanto, a maioria entendeu que a punição era necessária para preservar as normas internas e a credibilidade da Casa Legislativa, conforme constou no resultado final da deliberação.

Com a aprovação do parecer, a decisão segue para apreciação do plenário da Câmara dos Deputados, que dará a palavra final sobre a efetivação ou não da penalidade. Marcos Pollon poderá apresentar defesa durante a nova etapa do processo, caso queira contestar a suspensão aprovada.

Segundo informações do Conselho, esta foi a primeira vez que Marcos Pollon enfrentou processo disciplinar no colegiado. Ele é acusado de ter proferido as supostas declarações difamatórias às vésperas da mudança programada na Mesa Diretora, marcada para o próximo ano.