Da redação
A 17ª sessão da Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, COP17, ocorre na capital da Mongólia, Ulan Bator, até 28 de agosto, conforme as Nações Unidas. A vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, participou da abertura do segmento de alto nível e alertou sobre o aumento das secas, mencionando que a Mongólia sofreu a perda de mais de sete milhões de cabeças de gado em 2023 e 2024 devido a uma seca severa.
Segundo Mohammed, famílias nômades e indígenas perderam toda sua fonte de sustento com o desaparecimento de rebanhos formados ao longo de gerações. Ela destacou que essa situação não está restrita à Mongólia: dados das Nações Unidas indicam que quarenta por cento das terras mundiais estão degradadas e, até 2053, um quarto da população global pode ser afetada por secas.
A vice-secretária-geral afirmou que projetos isolados não são suficientes para restaurar a terra na escala exigida pela crise climática. Defendeu a implementação de planos nacionais que alcancem todos os afetados e apontou que mais de 70 países já elaboraram estratégias, com apoio da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação, mas alertou sobre o desafio fiscal para transformar as resoluções em ações concretas.
Mohammed ressaltou a importância de envolver pastores e agricultores, que detêm o conhecimento tradicional, na formulação de políticas, garantindo voz ativa, acesso a empregos qualificados, novas fontes de renda e proteção social. Segundo os debates da COP17, a restauração de terras é fundamental para reduzir deslocamentos e fortalecer a segurança em regiões vulneráveis.



