Da redação
Jadson Carvalho, feirante de 34 anos, deixa o Gama por volta das 4h rumo à Ceasa, no Setor de Indústria e Abastecimento, para adquirir frutas a preços mais acessíveis e revendê-las, atividade que sustenta os dois filhos, a própria casa e auxilia a mãe. Conforme Valdenir Machado, presidente do Sindicato dos Feirantes do Distrito Federal (SindiFeira-DF), cerca de 30 mil feirantes atuam na capital, beneficiando aproximadamente 75 mil pessoas com o trabalho realizado nas feiras livres e permanentes.
Carvalho relata que a tradição familiar o aproximou das feiras desde a infância e destaca desafios do setor, como a alta perecibilidade das mercadorias. “É muito triste porque a fruta perde. É muito perecível. Se não vender, a gente vai perder”, afirma. Ele diz que herdou a profissão da mãe e se reconhece nesse ofício: “Eu acho que nasci para isso. Nasci para ser feirante. É a única coisa que fiz na minha vida até hoje. Eu amo ser feirante”.
A sucessão familiar também reforça o vínculo com a feira na trajetória da família Teixeira. Evandsrro Cezar Teixeira, 55 anos, produtor rural e feirante desde 2018, conta que as duas filhas participaram do negócio desde pequenas. Giovanna Aires Teixeira, 22, cursa Agronomia e busca unir o conhecimento acadêmico à experiência do pai. “Ele traz a experiência prática que construiu no dia a dia e na realidade do campo, enquanto eu trago o conhecimento teórico”, explica Giovanna, que mantém a rotina ao lado da família.
O SindiFeira-DF defende a valorização da categoria, atualização da legislação e reorganização das feiras, pontos vistos como essenciais para garantir os direitos dos trabalhadores e o funcionamento do setor. A regulamentação das feiras no Brasil tem origem em decreto editado em São Paulo no dia 25 de agosto de 1914, data atualmente reconhecida como Dia do Feirante.



