Da redação
O ex-jogador Oscar Schmidt, maior ídolo do basquete brasileiro, morreu nesta sexta-feira (5), aos 68 anos. Conhecido como “Mão Santa”, Oscar deixou um legado marcante no esporte e tinha uma forte ligação com o futebol, revelando ter mudado de clube do coração ao longo da vida.
Oscar nasceu torcedor do Santos, influenciado pela geração de Pelé, e também simpatizava com o Fluminense na infância, clube que representava no futebol de botão. Começou sua carreira profissional em 1975, no basquete do Palmeiras, onde atuou até 1978 e foi peça fundamental no título brasileiro de 1977, conquistado sobre o Flamengo.
A relação com o Corinthians começou em 1995, quando vestiu a camisa do clube paulista prestes a disputar sua última Olimpíada, em Atlanta, no ano seguinte. Em 1996, Oscar liderou o Corinthians na conquista do Campeonato Brasileiro de basquete, quebrando um jejum de 27 anos sem títulos nacionais. Na final contra o Corinthians-RS, foi o cestinha e eleito MVP do campeonato.
Após a conquista, Oscar revelou ter mudado de torcida: “Foi o Campeonato Brasileiro que me fez virar a casaca. Torcia pelo Santos e virei a casaca”, declarou em entrevista ao site GE. Desde então, manteve o Corinthians em seu coração.
Em 2011, o Corinthians homenageou Oscar incluindo seu nome na Calçada da Fama do clube, sendo o primeiro atleta de fora do futebol a receber essa honra. Com sua morte, o Corinthians se despede de um ídolo do esporte e de um de seus mais ilustres torcedores.






